Como organizamos nossa viagem pro sudeste asiático

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Quando decidimos fazer essa grande viagem pela Ásia, sabíamos que precisaríamos de muito tempo pra planejar tudo com muita calma e cuidado. Apesar de termos tido a ideia de passar 6 semanas inteiras perambulando pelo continente, tínhamos plena consciência de tentar aproveitar tudo o máximo possível, já que não saberíamos (e nem sabemos!) a próxima vez que vamos pra lá.

Então tudo exigiu muito preparo, pesquisa, leitura de guias e blogs, mais pesquisa e claro, juntar dinheiro! Pelas nossas pesquisas iniciais, vimos que teríamos um gasto de mais ou menos 50 dólares pros dois por dia - nos países mais baratos, claro. Esse valor incluiria acomodação simples, então por cima, 6 semanas de viagem, que daria no total 42 dias, custaria em torno de 2 mil euros pros dois. Aí colocando as passagens e vôos internos, arrendondamos isso pra uns 4 mil - 2 mil euros pra cada.

Pode parecer uma puta grana, mas 2 mil euros pra uma viagem de 42 dias passando por 8 países pra mim é um preço muito, muito bom. Então o negócio foi começar a juntar dinheiro com esse fim em mente e ajustei minha contribuição pra minha poupança e comecei a juntar uns 200 euros por mês só pensando nessa viagem.

Links Legais #12

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Essa categoria do blog ainda não morreu! Continuo salvando links legais e quando lembro, junto tudo aqui e compartilho. Nessa era de informações rápidas e redes sociais e tal, acho bacana tentar dividir as coisas interessantes e bacanas que encontramos por aí, não é verdade? Sempre acho coisas legais nesse tipo de post em outros blogs!

Como sempre, por categorias:

Língua


Humanos já falavam há 1,9 milhão de anos -  Biologia ou cultura? Esse artigo fala sobre um linguista que desafia as ideias do famosíssimo (pelo menos na área!) Chomsky de que nós não nascemos com a capacidade de falar, com tudo instalado no cérebro. Interessante demais!

Sudeste asiático: onde? como? por quê?

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Tudo começou láááá em fevereiro/março de 2017. Eu e R. tínhamos muita vontade de fazer uma viagem grande antes de pensar em casar, comprar uma casa ou fazer qualquer outra coisa assim, grande na vida de um casal. E meu sonho sempre foi conhecer a Austrália, R. também adoraria conhecer e começamos a brincar com a possibilidade de juntar dinheiro por um ano e ir em março de 2018.

Começamos nossas pesquisas e ficamos com alguns roteiros em mente: ir pra Sydney, voar pra Melbourne, fazer isso e aquilo... quantos dias dá? quanto vamos gastar? onde nos hospedaremos? Quanto mais líamos sobre o lugar, mais ficávamos com a sensação de que essa seria uma viagem extremamente cara e que em um ano não conseguiríamos juntar dinheiro pra ir.

A ideia ficou meio adormecida até um dia pensarmos em, ao invés de Austrália, viajar pra Ásia. Na verdade, quando fomos pra Bósnia ficamos super fascinados com ver uma cultura tão diferente da europeia - afinal de contas, a cidade que visitamos lá, Mostar, é super européia e muçulmana ao mesmo tempo. Além disso, eu sigo muitos instagrams de viagem e sempre tem gente viajando pelo mundo todo e por algum motivo, sugeri ao R. de irmos pra Ásia e ficamos muito apaixonados com a ideia dos templos em Myanmar, praias na Tailândia, caos do Vietnã... e aí que resolvemos deixar a Austrália pra lá. Ela continuará lá e um dia ainda vamos conhecer, mas quem sabe quando a situação financeira estiver melhor?

A Ásia seria uma viagem interessante por vários motivos:

Fonte

Um bate-e-volta em Londres

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No ano passado, uma amiga que trabalhou comigo na Cultura Inglesa em 2011 e 2012 veio pra Europa a passeio. O roteiro dela incluía várias parte do Reino Unido - inclusive Belfast, na Irlanda do Norte, mas por questões de tempo, ela não poderia vir à Dublin. Tentamos combinar de nos encontrarmos em Belfast, mas justamente no dia em que ela estaria lá, eu não poderia ir. Infelizmente não nos vimos, e como ela mora em Brasília, não rolou de nos vermos no Brasil quando fui pra lá ano passado.

Pois bem. Aí lá pro fim de 2017, ela me manda uma mensagem dizendo que havia ganhado um prêmio da escola: uma viagem para a Inglaterra em janeiro de 2018! Seria uma oportunidade de nos vermos! Além disso, uma outra amiga que também trabalhou com a gente na Cultura ganhou esse mesmo prêmio e iria pra Londres por duas semanas.

Na loucura, comprei uma passagem pra passar um dia em Londres com elas. Loucura porque o meu vôo foi daqueles saindo 6 e pouco da manhã (ou seja, tem que estar no aeroporto muito cedo!) e voltando à noite, 19h40. Optei por não voltar ainda mais tarde porque não queria chegar em casa de madrugada, o R. não estaria aqui, eu teria que pegar táxi, enfim, preferi assim.

O melhor da Irlanda

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Pra quem já acompanha o blog há um tempo sabe que eu tinha um projeto de conhecer todos os condados da Irlanda - projeto esse que foi concluído há um ano atrás, quatro anos depois de ter pisado nessa ilha pela primeira vez.

Alguns desses passeios foram paradinhas rápidas, visitas curtas; outros foram frutos de road trips, caminhadas em parques, andanças por cidadezinhas a perder de vista. E claro, meus olhos viram muitas coisas lindas, minha câmera registrou momentos incríveis e na minha memória ficarão guardadas para sempre as imagens e lembranças de tudo que a Irlanda me proporcionou.

Mas, como eu sou chegada numa lista, apesar de já ter uma lista de lugares por onde passei no menu aqui em cima chamado Viagens pelo Mundo, resolvi colocar num post o melhor de cada condado. Assim fica mais fácil pra futuras referências!

Vou dividir o post por regiões da Irlanda, começando pela província de Connacht.


Walking tour em Vilnius

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Sempre que viajamos, tentamos fazer um walking tour. Essa dica eu aprendi com minha amiga Bia logo que vim pra Irlanda e nunca mais larguei. É uma ótima forma de ver os pontos principais da cidade, aprender mais sobre sua história e curiosidades por um preço bem acessível. E em Vilnius, não seria diferente. Vi a dica da empresa que fazia o tour no blog dela e anotamos pra participar no domingo, já que no sábado chegamos tarde e não daria tempo.

E que tour bacana! O guia era um lituano que havia passado os últimos 10 anos morando em Dublin e resolvido voltar à sua terra. Eles começou a fazer tour há pouco tempo para complementar a renda, já que como mencionei no post anterior, desde que a Lituânia entrou pra União Européia e adotou o euro o custo de vida subiu muito e ficou difícil pra todo mundo.

Começamos no prédio da prefeitura, onde o guia contou uma história engraçada e triste ao mesmo tempo. Em 2002 o então presidente do EUA, George W. Bush, visitou o país e demonstrou um intenso suporte à Lituânia. Suas palavras causaram um impacto tão grande que fizeram até uma placa lindona e colocaram lá na prefeitura. Masss, alguns meses depois descobriram que o Bush usou o mesmo discurso em vários países europeus que ele visitou depois, ou seja... eles não eram assim tão especiais, rs.

Caminhada debaixo de neve e KGB em Riga

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Acordamos cedo pro café (que aliás, foi maravilhoso!) e seguimos pra a St. Peter's Church, de onde saía o walking tour da cidade velha. Essa dica também peguei com minha amiga Bia e foi excelente, pois pudemos explorar vários cantinhos e ruas legais com o plus de ter informações interessantes contadas por um local!

Riga sempre foi de uma localização extremamente importante porque o rio Daugava, que tem sua nascente na Rússia e passa bela Bielo-Rússia e Letônia desemboca no golfo de Riga, que por sua vez tá na cara do mar báltico. Então como você pode imaginar, ter o domínio e acesso à essa região é bom para os negócios. Tanto é que se você leu meu post sobre o Museu da Ocupação da Letônia, consegue ter uma ideia das ocupações todas que aconteceram no local.

A população da cidade é de aproximadamente 640 mil pessoas, tornando Riga a maior cidade dos países bálticos - embora, segundo o wikipédia, sua população esteja em declínio por conta de emigração e baixa taxa de natalidade. A previsão é de que essa taxa caia em 50% até 2050 (!). Como também comentei no post anterior, 60% do país é letão, 25% russo e até também entram outras nacionalidades em escala menor, como ucranianos, poloneses e lituanos morando por lá.

Riga, um paraíso pra gosta de história e arquitetura!

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Chegamos em Riga no começo da tarde vindos de ônibus direto de Vilnius. A primeira impressão foi "estamos mesmo no leste europeu!". Brincadeiras à parte - as pessoas tem essa ideia de país pobre, abandonado e barato quando se pensa em leste europeu, mas de fato, a região do terminal de ônibus não contribuiu pra termos outra primeira impressão.

No entanto, assim que pegamos o táxi (pelo aplicativo Taxify) para o hotel, as coisas mudaram. Nos hospedamos no Rixwell Hotel Konventa Seta e pagamos 27 euros pela noite, incluindo um café da manhã excelente (pães, ovos, comidas quentes, frutas, bolos, iogurtes, etc.). O quarto em si não era tão confortável quanto o do hotel que ficamos em Vilnius, mas ainda assim, valeu muito a pena. Estávamos na cara do gol: a localização era perfeita, bem na entradinha da cidade antiga, perto de várias atrações e tal.

Quando chegamos tava bem frio e começando a nevar, o que me deixou de bom humor (mais do que eu já tava) pelos próximos dias. Tava lindo! A arquitetura art noveau das casinhas coloridas ganhou um destaque ainda maior com a neve branquinha caindo do céu e se acumulando no chão. Sim, Riga é a capital com maior concentração desse tipo de arquitetura no mundo todo!

Vilnius, capital da Lituânia

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Chegamos em Vilnius num ensolarado sábado à tarde. A temperatura estava em torno de 3 graus, não me lembro ao certo. Só sei que foi uma surpresa ao sair do pequeno aeroporto e dar de cara com um monte de neve! Eu estava acompanhadno a temperatura semanas antes de embarcarmos e fiquei surpresa ao ver que a sensação térmica tinha chegado a -18º. No entanto, uns dias antes de irmos propriamente dito, as temperaturas subiram, então não levamos bota de neve nem nada disso, mas bem que poderíamos, viu? Porque a verdade é que na segunda-feira o frio bateu forte, fez sensação de -12º (e o R. quase congelou, enquanto eu felizona da vida).

Usamos o Uber para chegar até o hotel, que foi o City Hotels Rudninkai. Pagamos 80 euros por duas noites, o que é um preço excelente pelo que o hotel oferece e sua localização: a pouquíssimos minutos da praça da prefeitura, centrinho histórico, estação de ônibus... e a apenas 15 minutos de carro do aeroporto. O hotel era super confortável, espaçoso e confortável, não temos mesmo do que reclamar!

Como já era meio da tarde e não queríamos perder as últimas horas de luz do dia, saímos pra explorar o centro histórico sentido Museu Nacional da Lituânia, que fecharia às 18h. No caminho compramos um lanche pra ir comendo mesmo e chegamos no museu um pouco depois das 16h.

vilnius, lituania, no inverno

Lituânia e Letônia, meus primeiros países bálticos!

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A ideia de conhecer os países bálticos nunca teve prioridade na minha lista de viagens. Aliás, eu nem tenho uma lista de viagens propriamente dita. A verdade é que eu tinha poucas ambições nesse sentido na vida, de verdade. Nunca pensei que fosse conhecer os lugares que já conheci, e honestamente, se tivesse conhecido a Austrália, meu sonho de criança, já estaria bom pra mim.

Mas aí veio a ideia de fazer um intercâmbio, e nos meus primeiros anos aqui eu quis viajar muito, aproveitar a oportunidade de viajar enquanto morava na Europa. Mas o tempo foi passando, eu fui ficando, deixei de ser estudante, e a vontade de viajar nunca passou - pelo contrário! A cada lugar que eu conhecia, mais outros apareciam no meu radar.

E depois de ter ido à tantos lugares clássicos na Europa - Itália, Inglaterra, França, Alemanha, etc - começamos a explorar outras partes do velho continente. E numa dessas veio a ideia de ir pra Bucareste, na Romênia. No entanto, por um problema da Ryanair (situação que descrevi em detalhes aqui nesse post), ganhamos um voucher pra comprar passagens no site deles.

Minha festa de aniversário - a 30ª aventura de Bárbara!

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Já fazia um tempo que eu havia decidido: queria fazer uma festa de 30 anos. A última vez que tinha feito festa propriamente dita havia sido 5 anos atrás, quando completei 25 numa festa no parque Villa-Lobos em São Paulo. Dessa vez, como estávamos indo pro Brasil, eu quis muito juntar todo mundo, família e amigos, e fazer algo legal, marcar a data. Não é segredo pra ninguém que eu adoro comemorar aniversário, e nessa vez, seria comemorar a virada de uma década!

Após pensar em onde e como fazer essa festa tentando gastar pouco, decidi por alugar o salão de festas do prédio mesmo, fazer uma decoração simples porém bonita e chamar alguém pra fotografar. Porque sim, eu amo tirar as fotos eu mesma, mas como se tratava de uma data especial, eu queria porque queria registros bonitos sem ter que me preocupar!

A parte de fotografia foi fácil: não pensei duas vezes e contatei a Katarina pra saber se ela tinha disponibilidade de ir pra São Paulo no dia. Já a parte da festa em si deu um pouco mais de trabalho... fiquei pensando se fazia um tema, se não fazia nada, se colava um 30 gigante na parede, rs. Mas no fim, decidi por um tema tão presente e querido na minha vida: viagens!

O prédio mais alto da América Latina e o Palácio em Santiago | Chile #9

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Acordamos tarde após termos ido dormir igualmente tarde na noite anterior. Tomamos café e pegamos o metrô para chegar no Sky Costanera, o prédio mais alto da América Latina. Vou evitar ser repetitiva e contar o que quase deu muito errado pra gente lá - e caso você não tenha visto, a história tá nesse post aqui.

O Sky Costanera é parte de um complexo que engloba o maior shopping da América Latina, dois hotéis e escritórios. São 300 metros de altura (fora 6 andares abaixo do nível do chão) e estima-se que aproximadamente 240 mil pessoas passem por ali diariamente!

O mirante - e a grande atração desse prédio, pelo menos pra turistas - fica entre o 61º e 62º andares. São dois tipos de plataforma de observação: no andar 61, é tudo coberto do vidro e no andar 62, a céu aberto. Em ambos os andares é possível ter uma visão 360º graus de Santiago e ver vários prédios famosos, diversos bairros, outros prédios gigantes, etc.

Santiago vista de cima, praças e virada de Ano Novo | Chile #8

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Ahhhh, Santiago, que cidade linda! Nós ficamos efetivamente somente dois dias inteiros na capital chilena, e foi bem ok pra conhecer alguns lugares por lá que queríamos conhecer. Claro que faltaram algumas coisas, e eu adoraria ter feito algum walking tour ou algo assim pra aprender mais sobre a história da cidade, mas vim embora super satisfeita com o que vi.

Primeiro porque ficamos super bem localizados e foi fácil de nos locomovermos pela cidade. Reservamos um apartamento pelo Hotels.com (assim eu e R. ganhamos noites grátis após 10 noites reservadas pelo site) e foi ótimo, tanto pelo preço como pela possibilidade de cozinhar. Pra quem tem interesse em saber, ficamos no RS Santiago na avenida Huérfanos e pagamos 217 euros para 3 diárias - dividindo por quatro pessoas, ficou 18 euros cada por dia (na faixa de 72 reais), o que não é nada mal. O apartamento era muito confortável - com exceção da cozinha minúscula, mas conseguimos fazer tudo que precisávamos. Tinha um mercado praticamente na rua do apê, então deu pra fazer uma comprinha pra ceia de Ano Novo e coisas para o café da manhã e enfim, no fim das contas gasta-se muito menos quando se faz compras do que quando se come fora, né?

Valle dela Luna, nossas paisagens preferidas no deserto do Atacama | Chile #7

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Eu deveria ter escrito esse post há mais um mês, quando as informações ainda estavam frescas na memória. Mas agora já passou férias, já passou primeiro mês de volta ao trabalho, passou outros passeios que fizemos... resumindo: não lembro de tantos detalhes e informações do dia em que fomos para o Valle dela Luna como gostaria, mas a gente tenta!

A verdade é que o Valle dela Luna era um passeio super recomendado e sabíamos que o faríamos em algum momento enquanto no Atacama - e apesar de ser um passeio com baixa altitude em relação aos outros, no fim das contas acabamos indo pra lá no nosso último dia, o que acabou sendo uma ideia boa e ruim. Boa, porque terminamos a viagem pro deserto do Atacama da melhor maneira possível - esse foi nosso passeio preferido! Ruim, porque já estávamos cansados dos outros dias e o Valle dela Luna exige um certo grau de preparação física.

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Valle del Arco Iris, um dos nossos passeios preferidos no Atacama | Chile #6

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O passeio para o Valle del Arco Iris não estava nos nossos planos. Eu pessoalmente tinha até lido um post num blog a respeito, mas não me interessei muito não - o Atacama tem tantas atrações incríveis que essa parecia empalidecer diante das outras, mas ledo engano. Então já começo esse post dizendo que se você for pro Atacama um dia, não deixe de fazer esse passeio. A paisagem, o trajeto, a história... é um conjunto de fatores que faz do local uma das coisas mais legais que já fiz em viagens!

O passeio na verdade é do Valle del Arco Iris e Yerbas Buenas, onde temos acesso à vários hieroglifos em pedras feitos por povos atacamenhos há muitos e muitos anos - é bem legal! Nesse tour éramos os únicos brasileiros - tinha também coreanos, italianos e colombianos, então o guia passou a maior parte do tempo falando inglês, mas ele também falava espanhol e portunhol. Vimos desenhos que representavam fertilidade, plano térreo e plano espiritual... e até mesmo um macaco, hahaha. O guia explicou que obviamente não existem macacos na região do Atacama. Então a teoria é de que por conta dessa região do Chile fazer parte da Rota Inca, algum comprador/vendedor chegou na região trazendo um macaco da selva, seja para fazer uma troca (por uma lhama, de repente) ou só por trazer mesmo.

Passamos um tempo subindo nas pedras, observando os desenhos e aprendendo sobre algumas plantas e animais da região - aliás, tem que tomar um certo cuidado pois não há segurança nenhuma, é muito fácil escorregar e cair e o guia ajudou a minha mãe algumas vezes nesse processo.


Géiseres del Tatio e o mal de altitude | Chile #5

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Começamos o dia cedo, muito cedo. Faríamos o tour para os Géiseres e a van da empresa Colque Tours passaria para nos buscar entre 4 e 4 e meia da manhã. Cedo? Nem me fale. Fomos dormir o mais cedo que pudemos no dia anterior mas pelo menos ao sair do hostel na calada da noite, nos deparamos com um céu estrelado maravilhoso - a única oportunidade que tivemos de, de fato, ver o céu do Atacama com todas as suas estrelas!

A van era bem espaçosa e confortável e ainda passou para pegar mais algumas pessoas no caminho. Tivemos que preencher um formulário e esperar - o caminho até o destino final era longo, levaríamos mais ou menos 1h e meia pra chegar e a estrada era muito, mas muito ruim. Eu, que tava preocupada com a altitude mais do que tudo, ignorei o fato de que as curvas da estrada poderiam me deixar enjoada.

E enjoada foi pouco pra descrever - não me lembro a última vez de ter me sentido assim. Depois de uns 15 minutos sacolejando na van, eu percebi que não passava bem - e mal conseguia olhar pro lado pra avisar o R. Mas lembrei que havia comprado folhas de coca e elas estavam na bolsa.

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Foi-se Janeiro

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O primeiro mês de 2018 acaba hoje e até agora tô meio sem entender - como assim já acabou janeiro? Honestamente, cada ano que passa eu sinto que o tempo passa mais e mais rápido. Parece que foi ontem que voltamos de férias do Brasil e amanhã já entra fevereiro, meu deus!

Esse começo de ano foi meio esquisito pra mim: o retorno das férias foi super agridoce e algumas mudanças aconteceram no trabalho, pra completar essa confusão toda de sentimentos. Nada muito diferente não, mas voltei à trabalhar dando aula pra turmas novas, então tive que aprender os nomes, conhecer gente nova... tudo isso tira a gente da zona de conforto. Antes eu tinha as mesmas turmas desde, sei lá, agosto - até dezembro. Então os alunos me conheciam, tava tudo tranquilo.

Aí você começa turmas novas, alunos novos... e sempre rola aquela desconfiança - "mas você que é a professora?". Eu sei que minha vida de professora aqui na Irlanda será sempre acompanhada desse sentimento, principalmente vindo de alunos brasileiros, mas mesmo assim, às vezes irrita um pouco.


Lagunas Altiplânicas, Piedras Rojas e Salar de Atacama | Chile #4

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No nosso primeiro dia de fato no Atacama, fizemos um passeio com a Andes Travel que faria várias paradas: começaríamos pelas Lagunas Antiplânicas (com uma pausa antes pra visitar um povoado), seguiríamos pra Piedras Rojas, pararíamos pra almoçar em Socaire e por fim iríamos pro Salar de Atacama. Foi um dia super cheio, mas acho que valeu a pena fazer tudo isso - vale lembrar que fomos de cara fazer um passeio de altas altitudes, mas sobrevivemos todos, rs.

Lagunas Antiplânicas


O passeio para as Lagunas saiu cedinho - estávamos prontos às 7 da manhã e às 7 e 20 a van chegou para nos buscar no hostel. Fizemos algumas paradas pra pegar mais algumas pessoas e logo seguimos em direção ao local. O trajeto todo dura mais de uma hora e faz uma mescla entre "boas estradas" e estradas de terra.

No entanto, fizemos uma primeira parada no Povoado de Toconao, uma vilazinha a pouco menos de 40km de San Pedro que contém menos de 800 habitantes. Ali na região o guia já explicou que o verde da região tem origem no que eles chamam de micro-clima. A água da cordilheira dos Andes desce até a região, e por conta da água, há vida. Então tanto esse povoado como San Pedro na verdade são um oásis no meio do deserto, graças aos Andes. Os frutos gerados pelas árvores da região contém bastante vitamina C por conta dessa água que vem da cordilheira.


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San Pedro de Atacama, agências e custos no deserto | Chile #3

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Já no avião de Santiago para Calama percebi que essa viagem seria diferente de todas as outras que já havia feito na vida. A vista da janela do avião era praticamente coisa de outro mundo - sobrevoar os Andes e ao mesmo tempo ver a imensidão daquele deserto era um indício que estávamos prestes a sermos bombardeados com paisagens maravilhosas. Mas tudo a seu preço, claro: o pouso do avião não foi nada suave. Acredito que pela geografia do lugar, os ventos ficam meio cruzados e olha... tive que respirar muito fundo e olhar pra frente o tempo todo pra não passar mal!

Depois de todo aquele rolê do aeroporto de Calama para San Pedro, chegamos. E San Pedro de Atacama é exatamente como eu imaginava: cheia de terra, de turista e de agências. A população não passa de 2 mil habitantes, e suspeito que a grande maioria trabalha mesmo com turismo, porque a cidade gira em torno disso: são agências, restaurantes, lojas, tudo para atender o turista. E falando em turistas, um dos guias disse que uns 50% dos turistas no Atacama são chilenos mesmo e dos outros 50%, uns 60% é brasileiro. Ouvimos muito português por lá e sempre tinha brasileiro nos tours que fizemos!

San Pedro fica a 2.400 metros de altitude, mas a gente não sentiu muito não. Claro, o clima é bem seco - alguns de nós tivemos dificuldade pra dormir (nariz entupia), garganta seca... e falando em nariz, algumas vezes sentia até ele meio sangrando, mas só quando o assoava, sabe? Faz parte. A pele ficou seca, boca super seca... tudo seco! Mas beleza, já esperávamos. No entanto, em termos de passar mal por causa de altitude, não aconteceu, pelo menos não a 2.400 metros de altitude!


Tudo que deu errado | Chile #2

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Olha, difícil ter uma viagem onde tudo, absolutamente tudo, dê certo. Sempre tem algum plano que você tem que mudar, um horário, um trajeto, alguma coisa. Tem também aqueles mega problemas tipo ser assaltado, perder algo de valor, e nesse sentido já adianto que não aconteceu nada de mal. Mas essa viagem pro Chile teve perrengue e planos furados - alguns por puro azar, outros por sacanagem de outros, e finalmente, alguns simplesmente pela época do ano em que estivemos por lá.

Sem mais delongas, vamos tirar o elefante da sala e falar de todos os perrengues de uma vez. Assim só sobra coisa boa pros próximos posts!

#1 O vôo mudou de horário e não fomos notificados


Isso nem foi um perrengue em si, mas acabou desencadeando em uma série de coisas que nos impossibilitou de ver as estrelas no deserto do Atacama. Mas com calma chego no fim desse causo. Nós sairíamos de SP às 8 da manhã e nosso segundo vôo, pra Calama, sairia às 14h de Santiago. Nosso plano era estar na cidade de San Pedro no máximo às 18h. No entanto, um dia antes, enquanto fazíamos o check-in, percebemos que o horário do vôo pra Calama aparecia como 16h e pouco.

Nem eu e R. nem minha mãe e irmão recebemos nenhum tipo de notificação (compramos dois pares de passagens separados, foram duas reservas) e fiquei frustrada. Uma empresa grande como a LATAM não avisar? Estranho. Mas ok. Nem pensamos que isso afetaria em nada.


Santiago? Deserto do Atacama? O que você foi fazer lá? | Chile #1

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Nós compramos nossas passagens para ir ao Brasil ainda no primeiro semestre de 2017, e logo em seguida minha mãe sugeriu de passarmos o Ano Novo fora.

A primeira ideia foi nordeste, claro. Tenho família em Pernambuco e seria uma maneira de rever familiares AND passar uns dias numa praia por ali, o que é sempre uma boa ideia - lindas praias e água quentinha, certo? Pois é. A questão é que vôos + acomodação pro nordeste pro final de ano é sempre uma facada no peito.

Até chegamos a pesquisar passagens para São Luís do Maranhão - e aproveitaríamos para conhecer os famosos lençóis maranhenses, porém não é a melhor época para ver os lençóis. Além disso, na mesma época minha mãe viu umas passagens para Santiago no Chile e nos empolgamos com a ideia de passar mais uma virada de ano fora - isso meio que já está virando uma pequena tradição nossa, já que em 2013, quando minha mãe e irmão vieram me visitar em Dublin, fomos passar a virada de ano em Praga; em 2016, novamente com a visita deles aqui, fomos pra Barcelona.

Além disso, uma rápida pesquisa mostrou que passagens + acomodação no Chile seria mais barato do que o mesmo pacote no Brasil. Infelizmente alta temporada no nordeste brasileiro requer muito mais grana!

deserto do atacama, chile

Férias em São Paulo - versão 4.0

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Oi, 2018!

Incrível como os anos tem passado cada vez mais rápido - e eu aqui pensando: será que é porque tô ficando mais velha? O fato é que a década de 2010 já está no final e fico besta quando conheço alguém nascido nos anos 2000 que já é quase adulto, rs.

Tirando essas divagações de lado, aproveito o climinha invernal lá fora pra refletir sobre as últimas férias no Brasil. No momento aqui em Dublin fazem uns 5 graus e tem chovido desde cedo - daqui a pouco saio para trabalhar e já tô pensando que vou ter que usar minhas roupas à prova d'água, o que significa que terei que sair mais cedo, já que colocar as roupas em casa e tirá-las quando chegar no trabalho acrescenta facilmente mais uns 10 minutos no meu trajeto. Sem contar o fato de que o vento lá fora tá em torno de 20 e poucos km por hora, então levarei mais do que os habituais 15 minutos para pedalar até a escola.


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