Retrospectiva 2018

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Mais um ano que se passa, mais um ano sem... ops, música errada, rs. Mas não consigo resistir, mais um ano que se passa, mais ciclos se fechando, portas se abrindo, e aquela sensação de alegria por ter saúde física e mental pra aproveitar o que a vida tem de melhor!

Já são anos escrevendo esse blog e apesar dos blogs estarem sofrendo uma morte lenta, continuo firme e forte registrando para a posteridade. Se centenas de pessoas lêem o meu humilde blog, já não me importo mais. Numa era em que tudo é foto, vídeo, e qualquer parágrafo na internet é precedido de desculpas porque "lá vem textão", me considero vitoriosa por continuar não só com o blog vivo, mas também sempre atualizado.

2018 foi um ano maravilhoso, e se eu tinha dúvidas de que ele seria melhor do que 2017, posso confirmar que a vida tem sido muito generosa comigo!




Viagens do ano: 2018

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Ahhhh, um dos posts que mais gosto de escrever e faço questão de publicar aqui no blog! A retrospectiva das viagens do ano, lugares por onde passei. É uma maneira maravilhosa de sentar, agradecer, reconhecer o privilégio de poder ver tanta coisa com esses olhinhos que a terra um dia há de comer.

Não sei bem o porquê, mas ao passo que tenho pensado cada vez mais em como sou privilegiada, também tenho pensado muito na nossa finitude. A vida passa rápido, um dia não estaremos mais nessa terra, e o que teremos feito? Claro que tento aproveitar ao máximo, e tenho muita consciência de que sou uma pessoa privilegiada, com família, amigos, saúde, teto sob minha cabeça, trabalho, um parceiro de vida maravilhoso...

Então parando pra olhar todos os lugares que tenho e tive a oportunidade de conhecer, sim, só tenho que ser agradecida e não esquecer do privilégio e maravilha que é poder realizar tantos sonhos!


Preferidos de 2018: séries e filmes

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Ok, todo ano eu venho falar que o ano foi fraco em termos de filmes e séries, e a verdade é que o negócio tá ficando cada vez mais morto, hahaha. Não sei porquê, mas temos nos ocupado com muitas outras coisas, tipo viver a vida, rs, então não tem sobrado tempo pra muita TV não.

No mais, a gente tentou ir ao cinema algumas vezes esse ano, já que sabíamos que nos mudaríamos em breve e queríamos aproveitar ao máximo o fato de que estávamos a 10 minutos a pé do cinema Lighthouse e 20 minutos do Cineworld.

Mesmo assim, olhando a lista fiquei meio murchinha porque vi uns filmes bem dos ruinzinhos esse ano, mas faz parte.



A nossa casa

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Num post umas semanas atrás eu comentei que tinha uma grande novidade na minha vida, mas ainda não tinha contado pro mundo porque não estava 100% concluído, e nessa altura da vida eu prefiro guardar as coisas um pouco pra mim antes de sair divulgando, sabe?

Pois bem. Eu e R. já estávamos pensando em ter nossa casa própria há alguns anos. Na verdade, mesmo tirando a pressão que recebíamos de familiares de "quando vamos comprar", a gente queria sair do aluguel. O negócio é que os aluguéis em Dublin não param de subir, e já estávamos com aquela vontade de ter o nosso próprio canto no mundo, de criar raízes. Tanto eu como o R. queríamos ficar em Dublin e sabíamos que era uma questão de tempo até de fato termos nosso próprio imóvel.

Várias simulações financeiras mostram que pelo menos pra cidade onde moramos, compensa mais pagar um financiamento, que aqui é chamado de mortgage (hipoteca) do que continuar pagando aluguel. Estávamos morando numa casa pequena em Dublin 7, com dois quartos (sendo um deles bem pequeno) pagando 1400 euros por mês de aluguel, o que pra região, é bem pouco. A gente de vez em quando dava uma olhada no Daft e ficava bobo com os preços de alugueis pra casas iguais à nossa. A dona da casa onde morávamos era super bacana e nos quase três anos que moramos naquele endereço, não aumentou o preço do aluguel.




Fui pra Paris por causa dela

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Esse foi o meu quinto show da Laura Pausini. Parece até estranho, porque mesmo as pessoas que eu conheço que são fãs de alguma banda/cantor nunca foram tantas vezes ver o seu ídolo ao vivo, mas o fato é que eu amo ver essa mulher cantar. Claro que eu me contento em ouvir uma playlist no spotify, mas a energia e encanto dela cantando ali, na minha frente, me traz uma alegria, uma paz, é estranho explicar.

Já vi a Laura cantar em São Paulo duas vezes, uma em Roma, uma em Milão, e agora, em Paris. Confesso que de todos os lugares do mundo, onde eu menos gostaria de vê-la é em Paris. Não porque eu não goste da cidade, pelo contrário! Mas não sou muito chegada na língua francesa, e a Laura sabe falar francês - então eu sabia que ela ia falar mais francês do que italiano no show, o que é um pouco frustrante pra mim, mas ok, o que vale mesmo é vê-la cantar, né?

Sua turnê Fatti Sentire World Tour começou em Roma - eu queria muito ter ido lá. Mas foi bem no meio do verão, e as passagens pra Itália nessa época do ano são caríssimas. Então eu literalmente saí procurando qual show cairia num sábado pra um lugar que eu pudesse ir sem ter que gastar uma fortuna (eu não tinha mais dias de férias pra tirar!). E esse lugar foi Paris. De todo modo, foi uma ótima oportunidade de voltar à cidade-luz na companhia do R., exatamente cinco anos depois da nossa primeira viagem juntos pra lá!

Fazendo os rhycos em Macau

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Eu sigo uma página no Facebook chamada Culture Trip que sempre posta uns videozinhos legais de lugares interessantes pelo mundo, pontos turísticos diferentes e tal. E muitos e muitos meses atrás, quando já tínhamos comprado passagens para a Ásia e já na fase de planejar o que fazer em cada lugar especificamente, me deparei com um vídeo do Culture Trip que me deixou super animada: um parque aquático num dos hotéis/cassinos em Macau.

Eu não sou muito fã de água (não no sentido de banho, claro, risos), não sei nadar, tenho medo de um monte de coisa, mas esse parque tinha um tal de tubo transparente no meio do parque, era meio que uma piscina elevada, difícil explicar. Fiquei louca, e quando fui pesquisar, vi que era possível comprar o day pass pra usar a piscina sem ser hóspede do hotel. Separamos a grana no orçamento pra fazer esse rolê e seguimos a vida.

O hotel em questão é o Galaxy Macau. Só de curiosidade fui olhar o preço pra ficar uma noite lá e a mais barata, sem café da manhã, pra duas pessoas, é 300 euros. Se pensarmos que eu e o R. chegamos a pagar 10 euros em hotéis pela Ásia, dá pra ter uma ideia, né? Então valeu a pena pagar o day pass - que ficou em torno de 70 euros para nós dois. Você tem acesso à todas as piscinas do complexo, pode usar os lockers, chuveiro, toalha, etc.


Essa é a mistura do Brasil com Eg... China! (ou um post sobre Macau)

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A primeira vez que me lembro de ouvir falar de Macau e que lá falava-se português foi em 2013, antes deu vir pra Irlanda, num vídeo no falecido Museu da Língua Portuguesa (que fui outra vez antes de pegar fogo uns anos atrás, uma tristeza, uma perda muito grande!). Como assim se fala a língua de Camões na China?!

Naquela época eu jamais poderia imaginar, nem nos meus sonhos mais loucos, que um dia eu teria o privilégio de ver esse lugar com meus próprios olhos. E meus amigos, que experiência mais bizarra e surreal!

Mas comecemos do começo: chegar em Macau, partindo de Hong Kong, é super fácil. As cidades ficam a mais ou menos 1h de distância de ferry (e daqui a poucos meses uma ponte entre os dois lugares será inaugurada, se já não foi!) e é bem fácil chegar no terminal e comprar o ticket. Nós mal subimos no andar onde se encontram as bilheterias e já veio uma mulher nos direcionando pro guichê da empresa deles, e compramos o ticket pro ferry que sairia em uns 15 minutos. Não me lembro quanto custou, mas não foi caro, e já compramos o ticket de volta também - você pode voltar em qualquer horário no mesmo dia e nessa empresa, o limite seria voltar às 10 da noite.


Todos os bairros onde morei em Dublin

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Depois de mais cinco anos morando em Dublin, posso dizer que conheço a cidade relativamente bem. Trabalhei e morei em diversos bairros, andei muito de ônibus (mas principalmente de bicicleta) pra cima e pra baixo, e por isso, tenho um certo conhecimento das regiões aqui.

Além disso, para um novo projeto meu e do R, tivemos que fazer uma pesquisa extensa sobre quase todos os bairros aqui, listas e listas de lugares bons pra se morar, etc, etc. Então achei que poderia juntar o útil ao agradável e contar por aqui um pouco mais sobre as regiões onde já morei na cidade - assim, além de ficar registrado pra posteridade, pode ajudar alguma alma que esteja procurando moradia por aqui.

Quando cheguei em Dublin em março de 2013, fiquei uma semana num hostel chamado Avalon House. Na época, paguei 198 euros por 7 noites num quarto com banheiro privativo. Eu não queria dividir quarto com estranhos, ainda mais chegando assim sozinha, primeira vez fora do Brasil, etc. Pode parecer muito dinheiro, mas na época, o euro estava na faixa de R$ 2,60.

Mais um castelo irlandês pra coleção

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Faz bem mais de um ano que tirei minha habilitação de aprendiz e tenho tentado praticar o meu driving sempre que dá. Quando vamos ao mercado eu dirijo, às vezes no fim de semana saímos pra dirigir também. O R tem muita paciência e me incentiva muito a dirigir, afinal de contas devo muitos quilômetros rodados a ele, hahaha.

Brincadeiras à parte, um sábado desses uns meses atrás a previsão era de sol e dia quente, e resolvemos aproveitar o dia e ir pra algum lugar - comigo dirigindo, claro. Procurei no google lugares legais perto de Dublin e me deparei com um tal de Birr Castle.

Eu nunca tinha ouvido falar nesse castelo e nos interessamos porque parecia ser lindo, além do fato de que eu praticaria bastante minha direção - o local fica a 1 hora e meia de Dublin, mas pela rodovia principal, onde não posso dirigir ainda. Então fomos pelas back roads, vias secundárias e passando por várias cidadezinhas e no fim levamos 2h e meia pra chegar.

O que fazer em Hong Kong #2

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Esse post é a continuação do que fizemos em Hong Kong no começo desse ano. Leia o primeiro post pra entender melhor a sequência dos eventos! Mas enfim, no nosso segundo ou terceiro dia a gente pegou o metrô pra eu ver e fotografar o tal do Monster Building - esse é um lugar que está super "em alta" no instagram, e na verdade é só um dos milhares de prédios monstruosos da cidade que impressionam quem não tá acostumado com tanta verticalidade. Mas a verdade é que mesmo tendo nascido e sido criada em São Paulo, uma selva de pedra, e ter vivido em apartamento a vida toda, fiquei embasbacada com o tal do monster building - surreal!

Eu tirei algumas fotos dos prédios e só depois vi uma placa que pedia para que turistas não tirassem fotos dos prédios nem das pessoas - a placa era de janeiro desse ano, então acredito que muita gente sem noção vai lá fazer fotos blogueyrinha, enche o saco dos moradores e incomoda as pessoas e por isso a placa tá lá. Fiquei envergonhada de não ter visto a placa antes, mas nós literalmente ficamos lá uns 5 minutos no máximo e espero não ter incomodado ninguém!


O que fazer em Hong Kong? #1

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Não faltam atrações para passar uns bons dias entretidos em Hong Kong, mas eu vou te dizer que depois de seis semanas de viagem, com diarréia, eu queria que o tempo passasse rápido pra voltar pra casa logo! Não que eu não tenha curtido HK; pelo contrário! Mas, honestamente, no nosso último dia por exemplo já estávamos até um pouco entediados, mas acho que isso se deve exclusivamente ao fato de já estarmos cansados da viagem mesmo.

Antes de começar, acho importante falar que Hong Kong na verdade consiste em váááárias ilhas diferentes, sendo que as principais são Kowloon, Honk Kong Island e Lantau. Nós ficamos hospedados na pontinha sul de Kowloon, no bairro de Tsim Sha Tsui, lugar que super recomendo. Essa parte da cidade é bem mais chinesa, menos internacional e com ótimo acesso ao metrô, mercados, lojas, etc. No metrô nós compramos o tal do Octopus Card, que você compra e já vem com um crédito de 100 dólares de HK... aí quando você vai embora, pode devolver o cartão e pegar o dinheiro do depósito + crédito remanescente no cartão de volta!

Bom, então a primeira coisa que fizemos em Hong Kong foi andar um pouco por Tsim Sha Tsui e ir em busca de algum lugar pra tomar café - nessa altura do campeonato, eu não queria mais saber de provar comidas locais nem nada do tipo. Cara, eu não aguentava mais noodles e arroz. E eles comem comida, comida de verdade, pro café. Então não foi fácil achar um lugar que servia umas torradinhas ou ovos mexidos, mas achamos.


Wishlist #4 - Fim de ano

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Tava olhando nos arquivos do blog e notei que o último post de compras que escrevi foi há um ano! Isso significa que a Becky Bloom não baixou em mim? Pelo contrário, rs. Mas a verdade é que esse ano foi ocupado com tantas outras coisas que não fiquei desejando muitos itens não - além do mais, muita coisa que eu tava querendo, consegui comprar eu mesma ou desisti pelo caminho.

Pode parecer bobagem, mas uma coisa que tem me ajudado com essa "vontade de comprar" que às vezes vem, é literalmente ir no site, colocar tudo que quero comprar no carrinho, olhar tudo, analisar, escolher as cores, tudo, como se fosse comprar mesmo. Aí no fim, simplesmente fecho a página, hahahhaa. Sério, tem funcionado muito!

Mas o combo aniversário + Natal está chegando pra mim, e é uma ótima oportunidade de colocar pro universo o que ando querendo. Pra ser sincera, as coisas que geralmente mais quero são cosméticos, mas esse ano foi uma merda com essa alergia que eu achei que tinha melhorado mas voltou. Então até testei algumas coisas esse ano e usei alguns dos produtos que comprei na Ásia, mas não tenho me arriscado muito porque a alergia não deu trégua.



Hong Kong: uma cidade ou um país?

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Acho que foi uma excelente ideia termos ido pra hong Kong nessa viagem pela Ásia. Apesar de HK já não ser parte do sudeste asiático em si, vimos a possibilidade de voar de volta pra Dublin saindo de lá e seria bacana por vários motivos - sendo que um deles seria o fato de que estaríamos numa grande metrópole, então mudaríamos um pouco o cenário de lugares mais rurais por onde passamos.

Pois bem. É até difícil começar um post sobre esse lugar porque foram vários mixed feelings nos dias em que estivemos por lá. A verdade é que por um lado estávamos super cansados da viagem e por outro, animados por estar num lugar tão único no mundo - Hong Kong tem uma população de mais de 7 milhões de pessoas e é a quarta região mais densa do planeta - ou seja, tem muita, muita gente por lá!

Além disso, tem toda aquela história de HK ter sido parte do Império Britânico e devolvida à China em 1997. Basicamente e bem resumidamente, os britânicos (mais uma vez) não gostaram de decisões tomadas pelo imperador na época de banir o comércio de ópio na região. Os britânicos na época plantavam ópio na Índia e vendiam na China, já que havia uma população enorme dependente da substância. Mas aí como não concordaram com a decisão do tal imperador, atacaram a região (obviamente tinham melhores estratégias militares, equipamentos e armas) e a tomaram para si. Tipo criança que fica revoltadinha quando não fazem o que ela quer, sabe?



Singapura - primeiro mundo mesmo!

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Nosso choque em Singapura se dava a todo momento. Primeiro porque apesar de termos ficado somente 3 dias lá, nós passeamos por vários bairros diferentes, pegamos metrô, ônibus, uber, então deu pra cobrir uma boa área da cidade/país. Então nós vimos muita coisa diferente, e a verdade é que aquele país é um exemplo a ser seguido.

As ruas são extremamente limpas, há uma mistura linda de urbano com natureza, várias praças e parques públicos, transporte de primeira qualidade, bem sinalizado... fora vários incentivos do governo para que os cidadãos cooperem em sociedade.

Sob o comando de Lee Kuan Yew, Singapura foi de "terceiro mundo" a "primeiro" em uma só geração. Um lugar estratégico usado pelos britânicos e território invadido pelos japoneses durante a segunda guerra, Singapura hoje é sinônimo de educação e tecnologia de ponta, inovação, logística, turismo, comércio, e muito mais, além de figurar sempre nas listas de "melhor X" do mundo. Quando ganharam independência nos anos 60, se separaram também da Malásia por diferenças ideológicas e apesar da falta de recursos naturais, se desenvolveram rapidamente através de forte comércio exterior e força de trabalho.


Singapura - curiosidades e restaurante Michelin!

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No nosso segundo dia em Singapura, acordamos cedo pra ir pra Arab Street e região, onde encontramos muitas lojas vendendo tecidos e artigos árabes absolutamente maravilhosos - pena que tínhamos restrição de peso na mala!

De lá, andamos até a região de Little India - na verdade, as duas grandes etnias que compõem Singapura são os chineses e indianos. Então você pode ir pra bairros específicos que possuem toda uma arquitetura e estilo conectado à etnia do local, e é muito legal poder se sentir visitando um novo país dentro de um país. Apesar de que tenho certeza que a Little India de Singapura é muito mais ocidentalizada e organizada do que a Índia de verdade!

Vimos muitas casinhas coloridas lindas, tiramos muitas fotos, almoçamos e pegamos o metrô pra perto da região da Marina Bay, onde ficava o Museum of Asians Civilisations.


Chegando em Singapura e os jardins mais lindos do mundo

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Singapura foi o nosso segundo país asiático na viagem que fizemos em março/abril deste ano (e não acredito que tô levando mais de 6 meses pra falar de tudo, mas a vida anda corrida, fazer o quê?). Confesso que era um dos lugares que eu mais tinha interesse em conhecer: uma cidade-Estado com um dos maiores índices de desenvolvimento na Ásia, quatro línguas oficiais, espaços urbanos misturados com vegetação e natureza... e Singapura atingiu todas as nossas expectativas, que país incrível!

Já começando pelo aeroporto: super espaçoso, com vários jardins internos, plantas, a coisa mais linda! Pegamos um ônibus que nos levou até a estação de metrô, mas a fila pra comprar o bilhete tava enorme e nos atrapalhamos um pouco porque não tínhamos 3G no celular. Optei por não comprar o chip com dados por lá porque era muito caro e efetivamente só ficaríamos 2 dias por lá. Então fui na fé de que teria wifi nos lugares - e sim, teve - mas ao chegar na estação de metrô nos demos conta de que não tínhamos as direções para ir até o hotel.

Tipo, nós tínhamos o endereço do hotel, mas não sabíamos onde descer. Então tentando usar o google maps sem estar 100% funcionando corretamente e seguindo nossa intuição, não só conseguimos descer na estação certa como andamos ali uns 15 minutos também na direção certa pro hotel.


O último trimestre

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Finalmente outubro chegou! Essa é a minha fase preferida do ano: feriado na Irlanda, outono e inverno, aniversário do R., meu aniversário, Natal, Ano Novo, uns dias de férias, tempo de reflexão e renovação!

Obviamente que esse outubro tem sido mais pesado do que nos últimos anos - essas eleições no Brasil estão tirando a alegria e o sono de muita gente, e estou assustada com o que tenho lido por aí. Felizmente pude votar no primeiro turno e contribuir um pouco com a democracia do meu país, mas estou muito decepcionada com os resultados da votação no geral e aqui na Irlanda especificamente. Aqui, o candidato Ciro Gomes ganhou por apenas três pontos de diferença do coiso, três! Fora isso, ouvi umas conversas de alguns alunos pelos corredores da escola que me deram frio na espinha. Não imaginava que tinha tanto brasileiro reaça por aqui, que decepção!

Fora esse momento político preocupante, a minha vida vai muito bem. Minha alergia melhorou 99% (mas ainda não tá 100% então mal posso esperar pra ir pro Brasil ano que vem consultar um dermatologista de verdade), o clima ainda não está chuvoso o suficiente pra eu me arrepender de ir trabalhar de bicicleta, e o trabalho tem sido bem bacana. Nos últimos meses me dividi entre as minhas turmas fixas no período da tarde e substituições/turmas de adolescentes temporárias no período da manhã. No momento estou somente no período da tarde, mas pro ano que vem tenho planos de mudar um pouco isso, pois as contas não se pagam sozinhas, né?

Fonte

Durian e floresta tropical em plena Kuala Lumpur

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Antes de terminar de contar sobre nossos dias em Kuala Lumpur, na Malásia, preciso contar também sobre a fruta mais controversa da história e de sua presença no sudeste asiático: o durian. O durian é chamado de  "king of fruit" não só pelo seu tamanho enorme, tipo uma jaca, mas também pela sua fama: uns o amam, outros o odeiam.

E de fato, o durian é uma fruta absolutamente sem igual. O cheiro é muito, mas muito marcante. Andando pelas ruas de qualquer cidade no sudeste asiático você sente o odor, e não pense que é um cheiro bom de fruta não.

Meu primeiro contato com o durian foi quando um colega vietnamita do mestrado trouxe um doce feito com durian pra nós provarmos - como sou chegada num doce e adoro provar comidas de outros países, lá fui colocando o bendito inteiro na boca... e olha, eu sou dessas que como de tudo, até pedra eu como se tiver que comer. Mas gente, na primeira mordida eu me arrependi de colocar o negócio inteiro no boca. Mastiguei, mastiguei, e a vontade de vomitar tava insuportável. Peguei um guardanapo, e quando ninguém olhava cuspi o doce no guardanapo e fui pegar uma bebida pra tentar apaziguar o gosto. Meu, eu ainda senti o gosto dessa fruta na boca por dias!!!!

Kuala Lumpur, as torres Petronas e cavernas místicas

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Nosso primeiro dia na Malásia foi super estranho. Chegamos no fim da tarde, e já tínhamos um motorista arranjado pra nos pegar no aeroporto, que fica a 1h de distância de KL. O motorista foi indicação de um amigo do R. que foi pra lá recentemente e foi uma mão na roda pra nos safar de possíveis golpes. Já na saída do aeroporto comprei um chip de celular pra poder falar com o cara pelo WhatsApp e deu tudo certo (muitos lugares em KL tem wi-fi anyway).

Estávamos cansados, mas ficamos acordados, fomos comer uma coisinha perto do hotel e até conseguimos dormir rápido. Masss, eu acordei as 4h e não conseguia mais dormir. Lá pelas 6h o chamado da reza muçulmana começou e o R. acordou também. Ficamos conversando na cama e umas 8h pegamos no sono novamente, pra acordar finalmente as 12h.

Eu nunca tinha sentido jeito lag de fato e o negócio é punk mesmo!

Primeiras impressões: Malásia

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Eu não sabia o que esperar da Malásia. Quer dizer, já tinha lido a respeito, visto umas fotos da capital e só. A verdade é que Kuala Lumpur é um major hub de voos no sudeste asiático, então não tinha como não passar por ali.

O plano inicial era ter ido pra Singapura primeiro, mas como a acomodação em KL seria mais barata e ficaríamos lá pelo menos um dia a mais por causa do jet lag, foi a escolha mais acertada. Mas não que tenha sido confortável! O hotel onde ficamos ficava numa rua super esquisita e o quarto era ultra, hiper, mega pequeno. Literalmente andamos por cima das malas pra conseguir sentar/deitar na cama. Não foram dias legais nesse sentido, ainda mais do jet lag do voo, mas a gente sabia no que estávamos nos metendo e fomos com a cara e a coragem.

Numa próxima viagem assim, acho que vou preferir gastar um pouco mais e ficar num hotel mais confortável, principalmente depois de um voo longo, jet lag e tal. Acho que os euros a mais compensam!


O que não falta aqui é castelo

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Esse ano eu e o R. completamos 5 anos de namoro. Cinco anos! Apesar de não ter sido proposital, nossa grande viagem pra Ásia calhou de ser na mesma época do nosso aniversário de namoro, então meio que deixamos isso como a comemoração.

Mas na verdade nós voltamos pra Dublin um mês antes da ''data oficial'', então resolvemos fazer alguma coisa pra não passar a data em branco. Pensamos em sair pra jantar, mas depois resolvemos passar um dia fora no interior, fazia meses que não íamos pra nenhum lugar diferente na Irlanda e achamos um hotel superbacana em Carlow por um preço bem ok e lá fomos nós.

O hotel em si foi super legal, e depois de aproveitar bastante, quando fizemos o check out no outro dia seguimos pra um castelo que fica ali na região. Aliás, reservamos esse hotel especificamente justamente porque poderíamos conhecer o castelo no dia seguinte!

Em termos de distância de Dublin, dá mais ou menos 1h e meia de carro e  o castelo se chama Huntington.

castelo de Huntington irlanda

Halong Bay

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Um dos lugares que queríamos muito conhecer no Vietnã era Halong Bay. Quer dizer, mais ou menos. A verdade é que esse lugar é altamente turístico, muito visitado, e nem sempre as empresas que fazem os tours por lá são bacanas. Lemos muito relato de barco zoado, passeio rum, mal organizado.

E também ficamos na dúvida do que exatamente fazer, porque existe a opção de dormir no barco e explorar mais a região ou ir e voltar num dia só. Os barcos saem de um porto que fica a quase 3 horas de Hanói, então é beeeem longe. Lemos muito sobre esse passeio e outras opções de passeios e paisagens parecidas com a de Halong Bay, e no fim, por conselho de uma amiga que fez o bate-e-volta em Halong Bay, fizemos igual.

Há muitas empresas que fazem o passeio e os preços variam muito. A gente não queria nada fancy, mas não queria nada mequetrefe, então fomos com a agência que minha amiga indicou. Eles tinham um escritório em Hanói perto do nosso hotel e conseguimos fechar tudo lá. O passeio inclui a van/ônibus que te pega no hotel e leva até o porto, o barco, almoço, passeio de caiaque, etc. Achamos o preço bem justo pelo que eles oferecem e no dia seguinte bem cedo eles nos pegaram no hotel.


Saigon e mais sobre a história do Vietnã

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Nuns posts atrás eu falei sobre como foi surreal ver o corpo embalsamado do Ho Chi Minh e de como o líder vietnamita é querido e respeitado no país. Quando chegamos na cidade que leva seu nome, pudemos entender um pouco mais do porquê e como esse cara se tornou esse ícone.

Primeiro que o Ho Chi Minh tem essa coisa de deus/imortal porque desde os anos 50 o regime Comunista sempre o glorificou e usou a propaganda pra elevá-lo a esse status. Dizem que ele era celibato, e publicações que dizem o contrário são banidas no Vietnã, justamente pra preservar essa imagem de pai da nação, pai da revolução, um homem celibato pela revolução, etc. 

Fomos num museu com uma exposição interessantíssima e toda poética sobre a vida dele como líder, várias frases ditas por ele, países por onde ele passou, etc. Eu, que não sabia quase nada sobre ele, fiquei bem satisfeita por ter aprendido tanto nos poucos dias em que estivemos por lá. Sem dúvida um dos pontos altos dessa viagem!


Summer Principal verão 2.0

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Quando fui contratada pra trabalhar na escola onde trabalho atualmente, logo na entrevista já tinham comentado sobre a possibilidade deu trabalhar como coordenadora de uma das filiais de verão da escola. Topei, fiz o trabalho, mas não foi nada fácil e eu meio que tinha jurado pra mim mesma que não faria de novo - foi um período estressante, cansativo, frustrante, e eu não queria ter que passar por aquilo de novo.

Voltei pra sala de aula e ali fiquei belíssima. Na sala de aula é onde estou feliz, ajudando os alunos, interagindo, fazendo o que sei fazer de melhor.

Quando foi em fevereiro desse ano, a gerente do RH me chamou pra uma conversa e perguntou se eu tinha interesse em trabalhar como summer principal novamente, no mesmo lugar, por um período de oito semanas. Confesso que a princípio eu só queria correr e dizer "me deixem quietinha dando aula!", mas, pedi um tempo pra pensar e ponderar e teríamos uma nova conversa em poucos dias.



Hanói, a capital da loucura

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Hanói é uma cidade totalmente maluca. Caótica, suja, bagunçada, barulhenta. As ruas são estreitas, você tem que andar na rua, as calçadas estão tomadas de motos... é um negócio que nunca tínhamos visto antes. Mas justamente por ser tão único e diferente, ficamos maravilhados com aquele estilo de vida e sedentos por explorar mais, saber mais.

O clima por lá estava bem mais ameno do que em outras cidades pelo sudeste asiático, então até rolou um friozinho e chuva. Estávamos bem localizados e chegar nos museus e lugares que queríamos visitar não era difícil - fora que sempre podíamos pegar o táxi pelo aplicativo caso quiséssemos. Acho que essa vantagem de não ter que negociar tuk-tuk na rua foi o que fez nossa experiência ser muito mais sossegada, porque eu já tinha lido muitos relatos de gente que sofreu altos golpes e se estressou com isso por lá.

Tudo começou na verdade com a gente procurando uma agência pra fechar o passeio pra Halong Bay - já tínhamos lido que não valia fazer pela internet, que pessoalmente conseguia-se preços melhores e fomos pra uma agência indicada por uma amiga e deu super certo, mas falarei melhor disso no post sobre Halong Bay.


Primeiras impressões: Vietnã

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O Vietnã foi um dos lugares que mais me impressionou no mundo. Eu nunca, nunca vi nada parecido - e mesmo tendo conhecido outros países no sudeste asiático, saímos de lá impressionados, admirados, surpresos, felizes.

Mas vamos começar do começo: a princípio, queríamos ficar mais tempo por lá. Olhando no mapa não parece, mas o Vietnã é muito grande e pra ir de um ponto ao outro demanda tempo. Nossa ideia inicial era ir de Hanói, a capital, pra Hue, na costa, e de lá descer até Ho Chin Minh (antiga Saigon). Mas esse percurso levaria dias se feito de trem e nós não tínhamos tanto tempo disponível assim. Então sacrificamos conhecer o país por terra, cortamos Hue do roteiro e ficou assim:

Voamos de Luang Prabang, no Laos até a capital Hanói
3 dias em Hanói
Voo doméstico de Hanói pra Ho Chi Minh
Ônibus de Ho Chi Minh pro Camboja

Ter um guia da Lonely Planet (me patrocinem!) foi fundamental pra ter essas ideias porque ele sugere como ir de país X a país Y de carro, trem, ônibus, dá opções, então conseguimos chegar nesse itinerário de modo tranquilo.

Dirigindo na Irlanda #3

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A última vez que falei sobre dirigir aqui faz quase um ano. Um ano! Como o tempo consegue passar tão rápido sem a gente perceber? O fato é que eu enrolei muito nesse lance de aprender a dirigir. Não no panorama geral da vida, mas desde que tomei a decisão de tirar minha habilitação na Irlanda (em 2016), eu ainda nem prova prática fiz. Demorei pra marcar a prova teórica, depois demorei mais ainda pra começar as aulas práticas... Mas evoluí muito e queria contar a quantas anda essa história pra deixar registrado.

Comecei as aulas práticas em setembro de 2017. O meu instrutor era muito bonzinho e paciente, e apesar de ser bastante ocupado, consegui fazer as 12 aulas obrigatórias em uns 3 meses.

Nesse meio tempo eu praticava um pouco com o R., mas a verdade é que como dezembro foi um mês muito corrido por causa do meu aniversário de 30, ida ao brasil e tal, quase não peguei no volante. Quando voltamos em janeiro ainda dirigi um pouquinho pelo bairro pra praticar mais, mas como ficamos 6 semanas viajando pela Ásia, me afastei do carro novamente.

Fonte

Bate-e-volta saindo de Bangkok: Ayutthaya

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Como já comentei por aqui, nós ficamos vários dias em Bangkok pra recarregar as energias. Não queríamos ficar visitando mil coisas não, mas ao mesmo tempo, depois de uns dois dias sem fazer nada, ficamos entediados. Tipo, a gente já tinha na reserva algumas ideias de lugares que poderíamos conhecer ali pertinho da capital pra caso quiséssemos, e foi assim que Ayutthaya surgiu em nossas vidas.

Na verdade, a primeira vez que ouvi falar de Ayutthya foi dando uma aula pra adolescentes no ano passado. A aula era uma dessas já pré-prontas pela escola e falava sobre lugares importantes no mundo e os alunos tinham que ver as fotos e tentar adivinhar o nome do lugar e quando foi construído. Aí tinha pirâmide do Egito, Acrópoles, Pompei, Machu Picchu e Ayutthaya.

Quando estávamos fazendo uma lista do que poderíamos potencialmente visitar enquanto estivéssemos na capital tailandesa, logo pendemos para Ayutthaya porque parecia ser um lugar super histórico e interessante. Não é muito longe, porém é um pequeno rolezinho pra chegar e quando você soma o trânsito daquela cidade, acabou que nós ficamos mais tempo pra ir e vir do que efetivamente explorando Ayutthaya.


Bangkok: yay or nay?

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Banguecoque, ou Bangkok, é a capital da Tailândia com pouco mais de 8 milhões de pessoas. É uma cidade bem com cara de cidade mesmo: me assustei com a similaridade da capital tailandesa com a minha cidade natal, São Paulo.

A verdade é que Bangkok é uma dessas cidades, na minha opinião, que não tem muitos atrativos pros turistas: diante de tanto lugar histórico e praias paradisíacas na Tailândia, a cidade deixa um pouco a desejar. Nós acabamos ficando bastante tempo por lá porque queríamos justamente recarregar as energias, descansar um pouco - estaríamos vindo do Myanmar (com três cidades visitadas em uma semana) e sabíamos que ficar uns dias paradinhos seria bom pro andamento da viagem.

Tínhamos uma lista de alguns lugares pra visitar em Bangkok, e honestamente em um ou dois dias você consegue ''ver'' a cidade numa boa. Eu sempre fico meio assim com esse negócio de X dias em X cidade porque não é bem assim. ''Ah, mas você só ficou 3 dias em Paris?'' sim, só fiquei três dias porque foi o que deu e tudo bem. Então você pode tanto ficar 3 dias, 3 semanas ou 3 meses num lugar, mas o tempo que vê ficará depende muito do tempo que vê tem disponível, ué. Massss se eu estivesse dando a dica pra algum amigx indo pra Tailândia, eu diria: fique na capital uns dois diazinhos e siga viagem.


O melhor da Tailândia é...

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... a massagem tailandesa, claro!

Mas antes, um contexto mais explicadinho ainda sobre Phuket:

De modo geral, Phuket foi super tranquila. A gente tomava café no hotel, ia pra piscina, almoçava em algum restaurante a no máximo 10 minutos a pé do hotel, voltávamos, descansávamos... não teve do que reclamar.

No ficamos num hotel simples, porém bem gostoso e confortável. O quarto era enorrrrme, o que foi um alivio depois dos quartinhos minúsculos que ficamos na Malásia e Singapura. A piscina era muito boa e tava sempre vazia, e o café-da-manhã servido numas mesinhas à beira da piscina.


Phuket e as praias da Tailândia

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Estou determinada a terminar de falar sobre nossa viagem pra Ásia. E não tenho o feito com mais rapidez por pura falta de tempo, mesmo. Com esse trabalho de coordenação de verão eu tenho menos horas fora do trabalho disponíveis e quando chego em casa, estou sempre muito cansada. Mas ainda quero deixar registrada nossa passagem pelo Camboja, Malásia, Singapura, Hong Kong... e Tailândia, que começa agora!

Não tinha como fazer uma viagem pelo sudeste asiático sem passar pela Tailândia. E ponto. O país é meio que a base de quem quer explorar a região e na verdade já foi e é tão visitado que passear pela Tailândia não vai ser difícil nem vai requerer planos mirabolantes – quer dizer, depende! A gente depois de muito pensar decidiu que não iriamos para as famosas ilhas Phi Phi. E um dos motivos pelos quais não nos animamos é porque o deslocamento até essas ilhas requer sim um pouquinho de um plano mirabolante.

Não sou a maior fã de barcos, então a ideia de pegar ônibus/van até um lugar X, barco até o lugar Y, mais outro barco... pra chegar numa praia lotada e não poder curtir a praia tranquilamente? Tô fora. Pelo R. acho que teríamos ido pra lá, mas ele também não se convenceu de que seria uma boa, então logo no começo do planejamento descartamos essa possibilidade e focamos em ficar num lugar onde pudéssemos descansar, curtir e aproveitar a Tailândia sem o vuco-vuco de milhares de turistas.


Passeios no Laos: cachoeiras e cavernas

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Dois passeios que todo mundo que visita Luang Prabang faz são a ida de barco até as cavernas Pak Ou e a cachoeira Kuan Si. Nós resolvemos organizar tudo na recepção do hotel mesmo porque era mais cômodo do que sair procurando agências pela cidade... e acho que no fim das contas, os preços são todos os mesmos.

Não me lembro de preço de nada e não anotei, mas vai por mim, não é nada muito caro no Laos não.

Nós fomos no passeio das cavernas no nosso segundo dia em Luang Prabang. Compramos uns croissants maravilhosos num café meio hipster/francês e comemos do lado de fora do hotel enquanto esperávamos o motorista chegar. Numa caminhonete meio capenga ele pegou outras pessoas pelo caminho e nos deixou perto do rio, numa espécie de parada de ônibus. Lá haviam outros turistas também esperando. Como ele não falava inglês, ficamos meio sem entender, mas basicamente ficamos lá aguardando a empresa que faria o passeio de barco propriamente dito nos buscar.

Luang Prabang: templos, bombas e hispterização

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Quando incluímos Laos no nosso roteiro, eu realmente não sabia o que esperar desse país, como comentei nesse post aqui. Aliás, fiquei bem chocada ao desembarcar no aeroporto em Luang Prabang, porque ele era muito menor do que qualquer outro aeroporto que até então tínhamos visto na Ásia. Além disso, o transfer do aeroporto até o hotel foi tão rápido, e aí já começamos a sentir no quão pequena era a cidade.

Luang Prabang significa Imagem do Buda Real e é uma cidade com aproximadamente 55 mil habitantes. Dezenas de seus vilarejos estão listados como patrimônio da UNESCO devido à sua arquitetura bem-preservada e seu acervo cultural e religioso. 

É uma cidade pequena, tranquila e muito, muito pacífica. Foi maravilhoso sair daquele vuvo-vuvo de Bangkok e chegar nesse fim de mundo - no bom sentido! Ouvíamos os pássaros, as pessoas não gritavam te oferecendo coisas, ninguém buzinava quando em suas motos. Foi um baque chegar lá nesse contexto!


O que anda acontecendo?

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Queridos e queridas leitorxs desse blog... (e nisso incluo minha mãe, minhas amigas e ocasionalmente o R.), tudo bem por aí?

Faz tempo que eu não sento aqui pra contar nada novo porque a verdade é os posts dos últimos meses foram escritos logo que cheguei da Ásia na metade de abril (holy fuck, abril!). Então apesar deu ter falado de um ou outro show que aconteceu após esse período, não conto nada de novo há muito tempo por aqui.

E sem cobranças, claro, porque o blog pra mim é um hobby, e eu escrevo aqui porque gosto. Um dia já tive visões e vontades de que o Barbaridades fosse conhecido, lido, divulgado, mas acho que os 30 anos me trouxeram uma outra visão acerca da Bárbara que eu coloco na internet. Então sim, o blog não morrerá porque eu amo ter esse registro da minha vida (e gosto muito da interação que rola, quando rola), mas não sigo divulgando posts a não ser ocasionalmente na página do blog e no meu instagram.

Show do Bryan Adams em Dublin

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Eu sou uma fã enrustida do Bryan Adams. A verdade é que eu não saio gritando aos quatro ventos que gosto desse cantor canadense como saio falando que sou fã daquela cantora italiana, mas a verdade é que nasci, cresci e morrerei ouvindo esse cara. E apesar deu não seguir cada passo de sua carreira, eu tenho um bom conhecimento dos seus álbuns, músicas, etc.

Então uma semana dessas o R. ouviu no rádio que o Bryan ia tocar em Dublin, e por causa da alta demanda, abriu uma segunda noite de shows. E ele comentou isso casualmente enquanto jantávamos, e quando paramos pra analisar que o segundo show seria exatamente no dia em que comemoramos aniversário de namoro, não pensamos duas vezes e compramos o ingresso - os primeiros ingressos que compramos nesse país de modo tranquilo, sem precisar se frustrar com o site da Ticketmaster, rs.

O R. conhece alguns clássicos do Bryan e tem suas preferidas, mas quem gosta mesmo sou euzinha aqui. Então foi simplesmente maravilhoso comemorar 5 anos ao lado da pessoa que eu amo AND ouvindo e cantando músicas de um outro homem que eu amo - R., cê sabe que você é o meu preferido, mas o Bryan é homão da porra também! (hahaha, o R. ama esse meme brasileiro!)


Yangon, a maior cidade de Myanmar

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Yangon foi capital de Myanmar até 2006 e tem uma população de 7 milhões de pessoas. Trata-se da maior e mais importante - no sentido econômico - cidade do país inteiro. É cidade com o maior número de prédios coloniais do sudeste asiático inteiro - graças ao domínio Britânico. Tem algum lugar no mundo onde esses caras não foram se enfiar? Afff.

Yangon abriga o maior templo budista do país, a Shwedagon Pagoda e no geral, a cidade em si não é tão atrativa quantos os outros lugares por onde passamos em Myanmar. A infra-estrutura não é exatamente incrível, ainda mais quando a gente compara as capitais da região. Mesmo assim, nossos dois dias por lá foram super bem aproveitados e só reafirmaram nosso amor por esse país foda!

Chegamos em Yangon na manhã do dia 19 de março de 2018. Na verdade, saímos de Bagan na noite anterior e após umas 10 horas de viagem, desembarcamos no nosso destino. A empresa de ônibus disse que nos deixaria no hotel - o que seria ótimo. No entanto, quando chegamos na entrada de Yangon tivemos que todos descer do ônibus e fomos reagrupados em outros ônibus - acho que pra separar quem ia pra região X quem ia pra região Y....


Mais templos milenares em Bagan

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No primeiro dia em Bagan demos um pouco de sorte porque o clima tava um pouco nublado e conseguimos passear bastante sem nos cansarmos muito por conta da falta de sol. Já nos outros dias pegamos um pouco de sol, mas até umas chuvinhas bem fracas caíram enquanto estivemos por lá!

No sábado dia 17 de março tínhamos o passeio de balão reservado - você pode ler sobre essa experiência aqui. Após voltarmos pro hotel, aproveitamos que já estávamos acordados desde cedo, alugamos as motos elétricas novamente e saímos pra conhecer mais templos em Bagan - no entanto, esperamos algumas horas no hotel porque caia uma chuvinha chata e eu não tinha saído da Irlanda me ir pegar chuvinha na Ásia não senhor!

Passamos por alguns dos templos principais de Bagan: Ananda, SulamaniTuywindaung, mas confesso que nessa altura do campeonato (escrevo esse post quase três meses depois de ter estado lá), é tudo meio que um borrão na minha mente. Todos esses templos maiores tem barraquinhas próximas ao local onde pode-se comprar souvenirs, quinquilharias, comidas e bebidas. De resto, por toda a região de Bagan, não há muita coisa não.


Passeio de balão em Bagan - vale a pena?

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Vou começar esse post dizendo que a verdade é que nunca tinha prestado muita atenção em passeio de balão em lugar nenhum. Embora sim já tenha pesquisado passeios no interior de São Paulo muitos anos atrás, é muita grana, eu tenho medo de altura, e nunca tive vontade suficiente pra seguir em frente.

Mas corta pra 2017, quando eu e R. começamos a cogitar ir pra Ásia. Durante nossa pesquisa, eu fui ler mais sobre o tal passeio de balão e nem precisei ler muito pra ficar totalmente convencida. Aliás, não é segredo pra ninguém que eu adoro as dicas da Adriana, do Drieverywhere. Ela já foi pra dezenas de países e sempre que vou pra algum lugar novo, corro no blog dela pra ler sobre sua experiência no lugar, impressões, alguma dica legal, etc. E muitas vezes, acabo me inspirando pra fazer algo mais específico recomendado por lá, e essa ideia de fazer o passeio de balão foi implantada na minha cabeça ao ler o post dela.

Até fui ler outros relatos, blogs em inglês e tal, e as impressões eram meio que unânimes: todo mundo curtiu demais! Claro, o preço não é nada convidativo. Pagar mais de 300 dólares pra voar de balão por 30 minutinhos me parece bem caro, mas esse é o tipo de oportunidade que só aparece uma vez na vida - sem contar o fato de que a época em que estávamos cogitando ir pra lá era exatamente o período em que as empresas fazem vôos na região.


Uma introdução à Bagan

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Eu tinha expectativas altíssimas pra Bagan. Sabia que os templos seriam impressionantes, que o passeio de balão seria uma experiência única, que encheríamos o cartão de memória com fotos... mas Bagan conseguiu superar todas as expectativas. Pra mim, foi o ponto alto da nossa passagem pelo Myanmar e quem sabe até da viagem para a Ásia toda!

Mas comecemos do começo: às 7 da manhã estávamos chegando de táxi na "rodoviária" de onde sairia o ônibus pra Bagan que compramos uns meses antes. Na verdade, rodoviária entre aspas porque essa não é a estação principal da cidade de Mandalay, mas bastou falar pro taxista que pegaríamos o ônibus da JJ (Joyous Journey) pra Bagan e ele já sabia pra onde nos levar.

Aliás, eu ainda vou fazer um post sobre essas empresas de ônibus que usamos pela Ásia, então se você tem interesse em saber mais, aguarde que esse ano o post ainda sai!

Mas tá, esperamos um pouco dentro do escritório e antes das 7 e meia o rapaz da empresa pegou nossas malas e colocou no bagageiro do ônibus. Subimos e nos surpreendemos: de fato o ônibus era tão grande e espaçoso quanto imaginávamos pelas resenhas que havíamos lido. O R. foi lendo a viagem toda, enquanto eu tentei dormir - afinal de contas, na noite anterior eu não tinha dormido quase nada. Mas, apesar de ter fechado os olhos aqui e ali, não consegui pegar no sono. O jeito foi apreciar a estrada - que foi bem de interiorzão mesmo. Passamos por várias vilas bem pobres pelo caminho, e fiquei imaginando como seria quando chegássemos no nosso destino...



Amarapura e uma ponte maravilhosa em Myanmar

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Como só tínhamos de fato um dia inteiro em Mandalay, fizemos questão de aproveitar cada segundo. Pela manhã fizemos todo aquele rolê que comentei no post anterior, e na hora do almoço, saímos um pouco pra explorar a pé e comer num lugar recomendado pelo Lonely Planet.

Pra ser sincera, eu tava meio assustada de andar a pé pela cidade, porque como até então só tínhamos ido pra cima e pra baixo com o táxi, tava tranquilo. A verdade é que as calçadas são super estreitas - isso quando não estão ocupadas com tralhas e motos - e é impossível de atravessar a rua com segurança. Não tem semáforo, não tem faixa, não tem nada. Tem que ir na fé, com cuidado, olhando os dois lados e esperando o mínimo de espaço possível pra completar a travessia.

Chegamos no tal restaurante, e rapaz... o negócio era muito, mas muito mais básico do que eu imaginava. Eles descrevem o lugar no guia assim: "Plastic stools and chairs? Check. Delicious aroma of food awaiting your inspection? Check. And the friendly sisters who run it will offer you a taste of what's on offer before you decide. This is Southeast Asian budget dining at its best, with a range of meat, fish and vegetable dishes served in a semi-open-air dining area that buzzes come nightfall". E de fato, cadeiras de plástico, cheiro de comida, preços bons, tudo certo. Mas cara, vigilância sanitária passou longíssimo e eu tentava não ficar olhando pra lugar nenhum pra não ficar doida de desconfiança - só olhava pra minha comida na mesa mesmo, rs.


No dia anterior: glamour e ouro nos templos.

Palácio real e as pagodas mais lindas em Mandalay

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No nosso segundo dia em Mandalay acordamos relativamente cedo pra tentar aproveitar o máximo do dia - afinal de contas, só teríamos aquele dia inteiro pra aproveitar a cidade. O que, analisando agora, não foi corrido não. A verdade é que entre 12 e 4 da tarde você provavelmente não vai querer ficar no sol andando pra cima e pra baixo e respirando poluição, então você acorda cedo, faz algo pela manhã, almoça, se esconde no hotel e bota os pezinhos na rua de novo ao final do dia.

Então após o café, que estava incluído na nossa diária do hotel, fizemos aquele esquema de contratar um táxi para a manhã. A ideia seria conhecer três lugares relativamente próximos uns dos outros porém bem chatinhos de fazer a pé: a Kuthodaw Pagoda, o Palácio de Mandalay e o Mosteiro Schwenandaw.

Começamos pelo Palácio Real, o último da monarquia birmanesa e principal residência dos últimos reis do país. Na verdade, quase tudo por ali na verdade foi reconstruído nos anos 90, porque o complexo do palácio original foi bombardeado durante a Segunda Guerra Mundial.



Mandalay: a chegada em Myanmar e o nosso primeiro templo

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Como comentei no primeiro post sobre Myanmar, Mandalay foi a primeira cidade que conhecemos por lá. Desembarcamos na segunda maior cidade do país e considerada o centro de cultura de Myanmar no dia 14 de março de 2018.

O local leva esse nome por causa de uma colina de mesmo nome onde um antigo rei resolveu fundar a cidade. Há vários mosteiros e templos por lá - estima-se que aproximadamente 700 pagodas! Não é difícil escolher o que fazer nessa cidade - aliás, já no voo de ida pudemos avistar diversas pagodas douradas lá de cima, uma pena que o voo não foi nada legal. Estávamos vindo de Phuket, na Tailândia, e fizemos uma escala rápida em Bangkok. O voo tava indo bem, mas quando nos aproximávamos de Mandalay, começaram os chacoalhões.

Não era bem turbulência, porque o avião já estava super baixo (e justamente por isso deu pra ver tanto templo lá de cima), mas parece que descia e subia e nossa, que tontura que me deu. Pelo menos fiquei só na dor de cabeça, mas uma menina umas fileiras atrás da gente passou super mal, vomitou, uó.

Quando chegamos no aeroporto tivemos que preencher uma ficha enorme de imigração, mesmo já tendo o visto que fizemos online. Ficamos uns 40 minutos na fila com vários canadenses que chegaram em grupo, mas a imigração em si foi ok, não fizeram pergunta nenhuma e só carimbaram o passaporte mesmo.

Girassóis em Amarapura

Primeiras impressões: Myanmar

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Eu lembro de, em algum ponto da minha vida, ter ouvido falar na Birmânia, mas nunca soube que a Birmânia tinha deixado de ser Birmânia para se tornar Myanmar. Ok, vida seguiu como sempre, e saber sobre esse país não afetou a minha vida em nada.

Aí a gente decidiu ir pra Ásia, e nessa altura do campeonato, eu já tinha vistos fotos absolutamente maravilhosas de Myanmar, e nem precisamos ler muito mais a respeito pra bater o martelo que queríamos conhecer esse país. Não somente porque ele parecia lindo e interessante, mas também porque por conta de sua recente abertura ao turismo internacional, tínhamos certeza que a experiência que teríamos por lá seria muito diferente de tudo que já havíamos vivido e não poderíamos estar mais certos!

Mas são muitos lugares em Myanmar, e o país não é exatamente pequeno. Então foi difícil pensar num roteiro que incluísse as três cidades que gostaríamos de conhecer e ainda pensar em toda a parte logística de transporte da coisa. Foram muitas tentativas e erros de voar pra lugar X, ônibus para Y ou vice-e-versa pra chegar no que chegamos. No total, ficamos 7 dias entre Mandalay, Bagan e Yangon e acho que foi o tempo ideal - quer dizer,  adoraria poder ter ficado mais tempo, talvez uns 10 ou 15 dias, mas ao mesmo tempo, acho que só ter tido uma semana fez a gente ir embora com um gostinho de "quero mais" que tornou nossa passagem por lá ainda mais especial.


Primeiras impressões: Laos

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Eu não sabia mesmo o que esperar do Laos, e nem sabia nada sobre o país até começarmos o planejamento dessa viagem. Mas o R. já tinha ouvido falar, sabia até que Luang Prabang era um destino procurado, talvez até mais do que a capital Vientiane. E como o país tá ali exprimido entre a Tailândia e o Vietnã, dois países que com certeza visitaríamos na Ásia, incluímos Laos no roteiro.

Mas pelo menos os vôos não foram nada baratos não! Pra chegar até lá gastamos 142 dólares (Air Asia) num voo saindo de Bangkok e pagamos mais 230 (Lao Airlines) para chegar no Vietnã. Para vias de comparação, o voo de Singapura para Phuket custou 112 e o de Yangon para Bangkok, 107 dólares - isso eu falo valor total, ou seja, os dois bilhetes + uma mala de 20kg despachada.

Tá, mas incluímos Laos na parada. E pensamos muito se ficaríamos uns dias na capital antes de ir de fato pra Luang Prabang, mas de acordo com nossas pesquisas, LP teria uma vibe mais laosiana, mais autêntica. Então pulamos a capital e fomos direto pra lá: não nos arrependemos nem um pouco!


Visitas e re-visitas

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No fim de semana que a Carol e o Rudy vieram pra cá para vermos o show do Ed Sheeran juntos, aproveitamos para também passear por Cork. A verdade é que tem muitas cidadezinhas lindas e lugares impressionantes nesse condado, mas tudo bem longe de Cork city e pro lado oeste do país. Isso significa que qualquer passeio mais pra lá do mapa deixa a gente mais longe ainda de Dublin pra voltar, e como o R. ainda dirige sozinho (não posso pegar estrada com a habilitação de learner), não acho justo.

Então decidimos que levaríamos nossos amigos para conhecer dois dos nossos lugares preferidos na região: Nohoval Cove e Kinsale. Eu já falei sobre esses dois lugares aqui no blog, e se você quiser voltar no tempo e reler sobre minhas impressões ao conhecer esses lugares alguns anos atrás, clique nos links, fique à vontade!

Nohoval é meio que um lugarzinho secreto que pouca gente conhece - eu fui pela primeira vez há mais ou menos cinco anos e o caminho até a praia continua o mesmo: as placas todas caídas, apontando pro lugar errado. Felizmente, o R. ainda lembrava o caminho. O dia estava um pouco nublado e a maré alta, infelizmente. Mas mesmo assim, a Carol e o Rudy ficaram bobos com a vista, e só por isso voltar lá valeu muito a pena!

nohoval, cork

Show do Ed Sheeran em Cork

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A não ser que você viva numa caverna, você provavelmente já ouviu falar do ruivo Ed Sheeran. Gostando dele ou não, difícil ignorar seu crescente sucesso nos últimos anos - tanto por suas músicas como por seu comportamento tranquilo e personalidade carismática, Ed vai deixando fãs por onde passa e no ano de 2017 foi o artista mais ouvido do Spotify.

A minha história com o Ed Sheeran não é assim tão longa, porém é intensa. Acho que a primeira música que eu ouvi dele foi "Kiss me" num episódio de Vampire Diaries (me julguem) por volta de 2012 e desde então não o larguei mais. Venho ouvindo seus álbuns + (2011), x (2014) e ÷ (2017) desde essa época, gosto de quase todas as músicas, acompanho a carreira e tal.

No ano passado Ed tocou aqui em Dublin e eu, tola, tentei comprar ingressos. Que ilusão! Comprar ingresso pra show de artista grande aqui em Dublin é como ganhar na loteria, e se você realmente gosta da banda/cantor, vai ter que desembolsar uma nota preta comprando ingressos em sites de revenda. Infelizmente, não rolou em 2017.



Primeiras impressões: Tailândia

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Eu tô enroladíssima pra falar dessa viagem pra Ásia. Tenho trabalhado muito nos últimos dias e muita coisa acumulando pra fazer - tanto na vida pessoal como profissional. Amo o blog, amo escrever aqui, amo interagir na internet, mas tenho deixado isso de lado por enquanto, mas sempre com aquela vozinha na cabeça gritando "atualiza o blog"!

Na verdade, eu já escrevi uns 6 posts da viagem, mas comecei escrevendo sobre Hong Kong que foi nossa última parada, já que estava mais fresco na cabeça. Mas por algum motivo desconhecido, não quero começar a postar do final #vaientender. Pra completar, como um dos meus cartões de memória parou de funcionar na viagem e preciso levar em algum lugar pra recuperar os arquivos, não começarei os relatos de viagem em ordem cronológica exatamente como aconteceu porque as fotos dos dois primeiros países - Malásia e Singapura - estão inacessíveis por enquanto.

Quanta enrolação!

Enfim, resolvi pular a Malásia e Singapura enquanto não recupero os arquivos e parti pra um queridinho de muita gente que visita o sudeste asiático: Tailândia.

tailandia sudeste asiatico

Filmes irlandeses #3: The Young Offenders

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Ressuscitando uma categoria praticamente morta desse blog! Apesar de já ter falado sobre filmes irlandeses nesse postnesse post, nesse post, nesse post e nesse post aqui, no ano passado eu nem cheguei perto do assunto. A verdade é que eu mal assisti filmes no ano passado - viajamos bastante, trabalhamos bastante, e no tempo que sobrava, a gente assistia à séries. Eu não estabeleci nenhuma meta do tipo "quero ver mais filmes em 2018", mas se as oportunidades foram surgindo, vamos aproveitando, não é mesmo?

Uns meses atrás eu tava dando uma aula pra uns adolescentes sobre filmes irlandeses - eu não havia preparado nada daquela aula eu mesma, só estava seguindo o programa sugerido pela escola. No entanto, não resisti em adicionar uns toques diferentes e abri uma lista do IMDB com os alunos em sala com os filmes irlandeses mais bem cotados e... o mais bem cotado da lista era um tal de "The Young Offenders". Achei estranho, nunca tinha ouvido falar desse filme e esperava algo como "Michael Collins" ou algo histórico/sobre a guerra entre Irlanda e Irlanda do Norte.

Uns dias depois, estou com o R. na temida netflix hour, quando tentávamos decidir que filme assistir no sábado à noite. Apareceu a sugestão de "The Young Offenders" e na hora o R. disse que precisávamos ver, que ele tinha ouvido dizer que era bem engraçado, autêntico e tal. E lá fomos nós.


Com neve e tudo!

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Eu tenho vários posts sobre o clima aqui na Irlanda, mas eles são todos antigos. O fato é que eu falava com muito mais entusiamo e interesse pelo clima nos primeiros anos em que cheguei aqui. Cinco anos depois, é natural esse encantamento com as estações e suas mudanças passar. Quer dizer, até fevereiro desse ano.

Rolavam boatos fortíssimos de que nevaria na Irlanda. "Neve como no famoso inverno de 2010", eles diziam. Uma tal de frente fria, a Beast from the East, chegaria na Irlanda e causaria estragos. Tavam até falando que não ia rolar sair de casa, toque de recolher meeesmo.

Eu, conhecendo um pouco essas previsões do tempo irlandesas, estava super desconfiada. Afinal de contas, quem não lembra do estardalhaço que fizeram na época da tempestade/furacão que passaria por aqui que no fim não foi tão ruim quanto previam? A minha desconfiança era tanta que fiz uma aposta com o R. de que não nevaria nada, prometi aos alunos que nos veríamos novamente no dia seguinte e... bem, eu estava errada.

E que bom que eu estava errada!

neve irlanda 2018

Primeiras impressões: sudeste asiático

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Nós voltamos de viagem semana passada e estou assim, uma mistura de sentimentos. Muito feliz em ter tido essa experiência incrível de viajar pra um lugar tão diferente, mas muito feliz em estar de volta depois de 6 semanas fora. Fiquei pensando com meus botões e eu não ficava assim de férias, sem trabalhar, desde que era criança. Ora, trabalho desde os 17 então nunca tive tanto tempo de férias assim!

E se por um lado tô animada e ansiosa de colocar tudo "no papel", organizar as fotos, começar a postar e contar da viagem aqui, por outro não sei bem como começar. A verdade é que vimos, fizemos e vivenciamos muita coisa, e ao longo da viagem até fui fazendo algumas poucas anotações, mas confesso que muito pouco. Vou ter que confiar na memória mesmo!

Além disso, a verdade é que esse blog nunca foi um blog de viagem propriamente dito. Não ganho dinheiro com esse espaço, que hoje é nada mais do que um diário virtual, como os blogs de raiz se propunham a ser, não é mesmo? Apesar de aqui haver muitas dicas de viagem e principalmente muita coisa sobre viver na Irlanda, eu nunca quis que isso fosse uma revista virtual, algo impessoal, com informações secas. O blog é pra mim mesma. E também é pra compartilhar o que eu quero compartilhar: coisas bacanas, experiências, viagens, divagações... mas só isso.

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