Mandalay: a chegada em Myanmar e o nosso primeiro templo

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Como comentei no primeiro post sobre Myanmar, Mandalay foi a primeira cidade que conhecemos por lá. Desembarcamos na segunda maior cidade do país e considerada o centro de cultura de Myanmar no dia 14 de março de 2018.

O local leva esse nome por causa de uma colina de mesmo nome onde um antigo rei resolveu fundar a cidade. Há vários mosteiros e templos por lá - estima-se que aproximadamente 700 pagodas! Não é difícil escolher o que fazer nessa cidade - aliás, já no voo de ida pudemos avistar diversas pagodas douradas lá de cima, uma pena que o voo não foi nada legal. Estávamos vindo de Phuket, na Tailândia, e fizemos uma escala rápida em Bangkok. O voo tava indo bem, mas quando nos aproximávamos de Mandalay, começaram os chacoalhões.

Não era bem turbulência, porque o avião já estava super baixo (e justamente por isso deu pra ver tanto templo lá de cima), mas parece que descia e subia e nossa, que tontura que me deu. Pelo menos fiquei só na dor de cabeça, mas uma menina umas fileiras atrás da gente passou super mal, vomitou, uó.

Quando chegamos no aeroporto tivemos que preencher uma ficha enorme de imigração, mesmo já tendo o visto que fizemos online. Ficamos uns 40 minutos na fila com vários canadenses que chegaram em grupo, mas a imigração em si foi ok, não fizeram pergunta nenhuma e só carimbaram o passaporte mesmo.

Girassóis em Amarapura



Nosso primeiro templo em solo birmanês


Do outro lado, já fiz questão de comprar um chip com internet pra usar no país - paguei 8 mil kyat (em torno de 5 euros) para 4GB, se não me engano. Só sei que foi mais do que suficiente, consegui usar internet no país todo e ajudou muito para gente se achar com mapas, informações de locais, etc.

Fomos no guichê de táxis, mostramos o nome do hotel e em menos de dois minutos surge um simpático rapaz levando nossas malas até o táxi. Ele pediu gorjeta no final - e confesso que eu nem tinha me atentado para o fato de que ele não tinha levado as malas de livre e boa vontade, né? A viagem deu 15 mil kyat.

Enfim. Já no caminho pro hotel começamos a ver as motos com famílias inteiras em cima (vi até família de dois adultos com crianças grandes em uma só moto, mas o prêmio do ano foi nesse mesmo dia à noite quando vi um cara dirigindo a moto e sua esposa atrás AMAMENTANDO na moto em movimento, sem estar segurando em nada, obviamente). Trânsito. Buzinas. E foi ali que me senti de fato na Ásia, no olho do furacão, num mundo totalmente diferente do meu.

Até chegar no hotel, deixar as malas, comer alguma coisa, já era fim de tarde. Mas não queríamos deixar de fazer nada, então pedimos pra recepção chamar um táxi para conhecermos o ponto principal da cidade, Mandalay Hill. A gente achou que o táxi ia deixar a gente lá pra dar tempo de ver o pôr-do-sol e depois pegaríamos qualquer outro táxi pra voltar, massss não conhecíamos o sistema que eles usam lá: basicamente, o cara fica como seu motorista particular pelo tempo que você vai precisar por um preço fechado. Então o nosso taxista nos levou até lá, esperou a gente na saída e nos trouxe de volta. A gente não tá acostumado com esse tipo de serviço quando viajamos, então não planejamos direito uma parte da grana pra isso, o que fez a viagem encarecer um pouco. Mas ok, não é que é caríssimo, mas também não existe transporte público, não dá exatamente pra ir a pé, então a gente acabou pegando o táxi. No entanto, um spoiler alert: o que nos salvou muito nessa viagem foi que descobrimos a existência de um app maravilhoso super famoso na Ásia chamado Grab. Ele é igual ao Uber, mas muito, muito mais barato. Então depois que descobrimos a existência desse app só passamos a usá-lo, pena que só fomos descobrir quando já estávamos na nossa última cidade em Myanamar.

Ao chegar nos pés da colina, tivemos que deixar os nossos sapatos na entrada, como em todo e qualquer templo naquele país. Essa foi só a primeira de dezenas de vezes em que passamos por esse ritual de tirar o sapato...






Subimos por uma escada rolante e o sol começava a se pôr. Foi me dando uma ansiedade muito grande de chegar lá em cima, no templo principal, que é a Sutaungpyei Pagoda. E mano. MANO. Aquele foi de fato o primeiro templo budista que conhecíamos na Ásia e ficamos totalmente abobados. As cores do sol iluminando os diversos Budas; as pessoas fazendo suas orações; os monges em seus smartphones; os espelhos e cores dentro da pagoda... uma visão totalmente surreal.










A entrada foi baratinha, coisa de 1 euro, e ficamos por lá até o sol se pôr. Foi um momento de mindfuck total, porque eu mal poderia esperar o que aquele país maravilhoso ainda tinha pra oferecer. Quando o sol se pôs, descemos as escadas e andamos um pouco até achar nosso taxista. Essa parte não foi tão mágica, porque tínhamos deixado o sapato no carro dele e estávamos andando na rua descalços - não tão legal quando você não tá acostumado. Nos templos é super ok porque o chão é lisinho e é tudo bem limpo, varrido o tempo todo, mas enfim...

Como nosso hotel tinha um restaurante no último andar, comemos por ali mesmo e fomos dormir cansados, porém empolgadíssimos com o que viria nos próximos dias.
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