Borboletas

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Em meados de setembro do ano passado, R. sugeriu que visitássemos uma tal de fazenda de borboletas. Na época o local na verdade já estava fechado - só abre nos meses de verão - e resolvemos deixar pra 2014.

2014 chegou, o verão tá no auge e não tínhamos esquecido das borboletas. Mas com tanta coisa rolando (viagem ao Brasil, eu desempregada, R. fazendo outras viagens pessoais e profissionais), quase que o verão acaba e a gente não vai na tal fazenda. Felizmente, deu pra fazer esse passeio num domingo de julho e valeu muito muito a pena! Já aviso: esse post tá saturado de fotos!

Straffan fica no condado de Kildare, mas Kildare é coladinho em Dublin então deu menos de 30 minutos de carro. Dei uma pesquisada e vi que tem ônibus de meia em meia hora pra Straffan saindo de Dublin. De lá, um táxi daria uns 30 euros até a fazenda. Se você vai em 3, 4 pessoas, acho que compensa o valor porque o lugar é bem legal.


Quando morar fora não faz nada pelo seu inglês

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Quantas e quantas vezes, em todos esses anos como professora de inglês, ouvi de colegas, chefes e alunos que o negócio era morar fora? Que a pessoa só ficava fluente depois de passar um tempo em outro país? Que fazer "cursinho" em escola de idiomas não era a solução pro problema de falar inglês?

São tantas besteiras que vão sendo propagadas sem ninguém saber de fato o que é real e o que não é que me dá até desgosto de trabalhar com isso às vezes. É conversa em sala dos professores, é você ouvir de alunos NA SUA CARA que depois do cuso ele vai "pra fora" pra melhorar o idioma... Mas eu sou brasileira e não desisto nunca. Não desisto de tentar fazer as pessoas entenderem que não, morar fora pode não fazer absolutamente nada pelo seu inglês.

E se antes poderia parecer inveja da minha parte porque eu nunca tinha morado fora (sim, já ouvi esse argumento!), depois de 1 ano e 4 meses de Irlanda posso garantir que vi com meus próprios olhos. Chega a ser constrangedor em alguns casos; em outros me dá até dó.

Mas vamos devagar. Primeiramente, o que é ser fluente?

Noruega: uma obsessão

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Na verdade, tudo começou no inverno passado: eu esperava muito frio, o que não aconteceu em Dublin. Fui passar Ano Novo em Praga e depois fui pra Berlin: um pouco de frio, nada de neve. Fiquei chateada, porque queria ver aquela paisagem linda e branca e não rolou! Em Dublin "nevou" um pouco em fevereiro, mas como aqui é muito úmido, a neve caiu no chão e derreteu.

Comecei a dizer, de brincadeira, que teria que ir pra Noruega pra ver esse inverno.

Em paralelo, descobri o blog da Marcela, que morou na Noruega por um ano e que vive postando fotos maravilhosas desse país. Meses depois, uma amiga me indicou uma série chamada Lillyhammer que foi gravada lá (embora ela tenha me indicado a série por outros motivos). Aí eu declarei amor mesmo.

A Noruega tem uma geografia relativamente diversificada: são montanhas, costa pro mar (e mais de 150 mil ilhas!), planaltos e fiordes.


A biblioteca nacional

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Desempregado é assim: tempo de sobra e dinheiro contado. O jeito foi continuar na minha saga de achar coisas grátis pra fazer em Dublin - confesso que não tá fácil... Mas ainda faltava a National Library. Achei que seria meio sem graça, mas resolvi encarar. Chamei as meninas aqui de casa e fomos.

A biblioteca fica na Kildare St., ou seja, de fácil localização. O salão da entrada é super bonito e lá pudemos observar placas indicando uma exposição sobre Joyce e outra sobre Yeats.

Vitrais do saguão homenageando diversos escritores

A última entrevista (?)

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Depois de três semanas procurando emprego, recebo uma ligação numa segunda à noite: a mulher tinha visto meu anúncio no Roller Coaster e queria saber se eu ainda tava procurando emprego. Eu disse que sim e marcamos uma entrevista pro domingo passado, já que ela estaria viajando a trabalho durante a semana.

Domingo eu tava lá no horário combinado. Eles estavam procurando uma babá nova porque a atual, que está com eles há mais de três anos, recebeu oferta de emprego em outro país e se mudaria em duas semanas. Putz, substituir alguém que tá com eles há tanto tempo seria foda, mas beleza. Os meninos tem 4 e 6 anos, idades que não me assustam muito.

Tanto o pai quanto a mãe estavam presentes na entrevista, a primeira que fiz assim em todo esse tempo. Acho isso bacana, pois já mostra que o pai é bem presente. E de fato, ele conduziu boa parte da entrevista e fez anotações sobre o que eu dizia - perguntaram da rotina no meu ex-trabalho, sobre meus planos de ficar mais tempo na Irlanda, etc.

Passeio furado

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(Já ia esquecendo! Se você não viu o meu post de anteontem, eu pedi aos leitores pra responderem uma pesquisa rapidinha sobre o blog. Responde também? É só clicar aqui: https://pt.surveymonkey.com/s/L2THLMZ. Valeu!)

Não, vou ser justa: não foi furado porque passei o dia todo com minha amiga Carol, mas o tour em si... bom, vamos do começo:

Na minha última semana de trabalho com a família M. minha chefe veio dizer que tinha comprado um tour pelo groupon para os pais dela mas que o tour ia vencer e eles não tinham feito o passeio. Ela me deu de presente e disse que eu poderia utilizar o voucher na sexta-feira, que seria o meu último dia de trabalho (a família viajaria pra uma outra cidade para um casamento, eu teria o dia off).

Convidei a Carol e fomos. O passeio é um daqueles do Dublin Bus, o ônibus verde Coastal Tours. O tour inclui Dun Laoghaire, Sandycove, Glendalough, Enniskerry (e uma parada no Powerscourt Gardens) e Bray.


Estranho, muito estranho...

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Antes de qualquer coisa: se você não viu o meu post de ontem, eu pedi aos leitores pra responderem uma pesquisa rapidinha sobre o blog. Responde também? É só clicar aqui: https://pt.surveymonkey.com/s/L2THLMZ

Quando comecei a procurar por emprego, utilizei principalmente os sites Roller Coaster e o GumTree. O Roller Coaster no geral parece bem sério, as famílias postam anúncios com informações suficientes (dias e horários de trabalho, detalhes sobre as crianças, salário...) e não vejo muitos erros de gramática nem nada do tipo.

Já o GumTree tem uma vibe meio piada, porque tem muito anúncio esquisito e mal escrito. Mesmo assim, coloquei um anúncio pessoal lá e também respondi a alguns, enviando meu currículo. Conheço gente que conseguiu emprego de babá por esse site, além de empregos como cleaner também - por isso dei um crédito.


Me responde?

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Não sei se acabei sendo influenciada por dois blogs que leio que fizeram pesquisas com os leitores essa semana, mas o fato é que faz tempo que tô curiosa pra saber: quem é que me lê aqui no Barbaridades?

Não ganho dinheiro com o blog nem nada disso, mas tenho ficado curiosa com as estatísticas: o número de acessos diários aumentou muito nos últimos meses (quase 500 todo dia). Isso porque eu não divulgo o blog em lugar nenhum (no começo divulgava, mas isso já faz mais de ano) - a não ser postar os textos novos no meu facebook e twitter pessoais.

Sei dos meus leitores "fiéis": aqueles que sempre comentam, aqueles que comentam de vez em quando. Mas como é que tem mais de 400 pessoas lendo isso aqui todo dia e eu não sei de onde essas pessoas saíram? Tô muito curiosa e conto com a sua ajuda pra entender como isso se dá.

Criei uma pesquisa - são apenas 10 perguntas e não demora nem 1 minuto pra responder. É totalmente anônimo e certamente vai me ajudar a saciar essa curiosidade, além de dar uma luz no sentido de saber o motivo das pessoas procurarem o blog e se posso melhorar e/ou direcionar os textos de alguma maneira.

Enfim... obrigada! É só clicar no link: https://pt.surveymonkey.com/s/L2THLMZ

Museu de Artes e História

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Dublin tem várias atrações de graça e tô tentando aproveitar todas enquando mofo em casa procuro emprego. O dinheiro tá curto e a paciência também, portanto, bóra procurar coisas pra fazer na cidade.

Há várias sugestões pelo google afora mas sem querer parecer arrogante ou coisa do tipo, já fiz quase todas - não sobrou museu nem nada (DE GRAÇA) que eu ainda não tenha feito. Sendo assim, as opções ficam mais restritas, mas não é que ainda tinha um lugar super perto de casa que eu ainda não tinha visitado?

Aqui em Dublin há vários museus nacionais de graça e um deles é esse - o de Artes Decorativas e História. Ele fica pertinho da parada Museum do Luas e é bem grande. Se eu soubesse, teria ido mais cedo pra dar tempo de ver todos os andares, mas fiquei devendo o 3º.


Você cuida de crianças no verão?

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O verão aqui bomba, não só porque o calor é de matar mas porque as crianças estão de férias da escola. Isso significa que, se você é au pair/childminder ou algo do tipo, provavelmente vai trabalhar o dia todo e em dobro com o pique da criançada na estação.

Ficar com um bebê de até uns 2 anos de idade é fácil - você faz pequenos passeios pelo bairro, sai pra caminhar, vai no parquinho e pronto. No meu caso até pouco tempo, ficar com uma de 2 e uma de 3 o dia inteiro sem fazer nada diferente não dá. Não dá. É ruim pra eles e péssimo pra você, porque o dia não termina nunca. Aí tava pensando em jeitos de fazer os dias passarem mais rápido no verão e lembrei de alguns lugares em que já estive ou já ouvi dizer que são legais pra levar a molecada. Lembrando que todas as dicas são de lugares free ou que custam pouquinho, porque se você trabalha para uma família como a que eu trabalho, eles nunca vão te dar dinheiro pra fazer nada de diferente com as crianças, afff!

Se você não está muito longe do centro (e se está, pode ir de carro, ônibus ou LUAS) dá pra ir pro Stephen's Green passar um dia, fazer um pique-nique e correr com as crianças na grama. Dá pra ir no Phoenix Park também, só que como ele é mais afastado, acho mais jogo o Stephen's Green mesmo. Também dá pra ir na Merrion Square - estão construindo um playground ali que deve ficar pronto logo!

Namorar um estrangeiro

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Ter um blog pra mim é meio como ter um diário público - nele escrevo meus pensamentos, acontecimentos, opiniões, enfim, coisas que acontecem na minha vida dando um foco especial no que diz respeito à Irlanda.

Apesar deu falar de família, amigos, citar uns nomes e postar umas fotos de conhecidos de vez em quando, nunca fui muito específica em relação ao meu namoro. Primeiro porque acho que é muito pessoal pra ficar contando pra todo mundo, segundo porque o meu namorado não gosta de redes sociais nem de ficar se expondo na internet. Com exceção da participação dele nos posts sobre o Brasil, ele sempre foi bem anônimo por aqui, apesar de sempre mencionado.

Já vi muitos posts pela internet de "como é namorar um estrangeiro" ou "10 coisas que você precisa saber sobre os irlandeses" e não vou mentir: sempre os leio e sempre acho uma ou outra coisa interessantes. Só que as pessoas são diferentes, não importa de onde elas vêm. Não dá pra fazer um "particularidades de namorar um brasileiro" porque os brasileiros são diferentes e você pode ter experiências diversas com cada um, certo?

Leia também: Namorar um estrangeiro (2ª edição)


Um ano e quatro meses

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Hoje é dia 20! Dia de comemorar mais um mês vivido na Ilha Esmeralda - não sei o porquê, mas quando nunca uso o termo "Ilha Esmeralda" por aqui. Não gosto, não sei.

Quem diria, minha gente, quem diria. Quando renovei o visto em março, não pensei que ia continuar tendo assunto praticamente diário por aqui, mas não é que mantive o ritmo de 5 postagens semanais praticamente desde quando cheguei aqui? Yes!

Só que desde o dia 20 de junho, meu último post de comemoração, muita coisa mudou.

Cheguei do Brasil, trabalhei um pouco e logo minha chefe veio me dispensar para o verão, já que ela teria férias por 2 meses. Ela não me mandou embora, porque deixou bem claro que me quer de volta em setembro, mas ela acha o quê, que vivo de luz? Logo no anúncio da notícia comecei a mandar currículos e fazer algumas entrevistas. Desde então já foram várias - algumas famílias eu dispensei, outras não me quiseram, outras não deram resposta.

Queda d'água

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Sempre gostei muito da simplicidade da língua inglesa - seja na falta de gênero dos substantivos ou da não conjugação de verbos na mesma quantidade do que em outras várias línguas, o fato é que além de ter um amplo e rico vocabulário, o inglês tem umas sacadas bem interessantes. Veja a palavra cachoeira, por exemplo. Tentei pesquisar a origem dela na língua portuguesa e o que encontrei foi que o termo talvez tenha sido derivado do latim coctionis, “fervura”. Acho isso esquisito. Mas a questão não é essa: a questão é que em inglês, cachoeira é waterfall - queda d'água - não é muito mais simples e bonito (nesse caso específico)?

Não vamos nem comparar cachoeiras brasileiras com cachoeiras irlandesas - apesar de haver muita água por aqui, elas não tem a beleza e imponência das nossas. Mas tudo bem, eu continuo querendo vê-las!

Aqui na Irlanda não há muitas cachoeiras não - eu mesma só conhecia uma, a Torc Waterfall, no parque nacional em Killarney (quem lembra?). Há também a Powerscourt Waterfall que não conheci apesar de já ter ido lá duas vezes - ela fica a 7km de caminhada do parque e nunca tive tempo/pique suficiente pra encarar. Enfim, pesquisando acabei por encontrar um link legal que mostra as cachoeiras fotografáveis no país: http://www.photographers-resource.co.uk/locations/Nature/Waterfalls/lists/Waterfalls_Ireland_list.htm.

As praias de Sligo

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Desde que meu amigo Rick foi morar em Sligo, esse lugar já ganhou a minha atenção (mentira, eu sempre soube da existência de Sligo porque o Westlife é de lá! RISOS). E desde o verão passado, quando R., eu e Bia fomos visitar o Rick por lá, ficou no ar a promessa de voltar pra conhecer as praias da região. A Bia foi embora, o verão acabou e essa ida a Sligo só foi sendo adiada - até que o aniversário do Rick surgiu no calendário e com ele, um convite pra sua festa lá.

Fomos pro aniversário (R. e eu) e curtimos a festinha do Rick (que teve bebidas, salgadinhos e bolo delícia!). No dia seguinte tentamos não acordar muito tarde pra aproveitar o que esse condado no noroeste da Irlanda tinha pra oferecer.

O Rick já falou mil vezes no blog dele o quão badaladas as praias de lá são, especialmente pra quem surfa e tal. Fomos conferir!

strandhill, praias em sligo


Algumas entrevistas - childminder

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Estou desempregada há pouco tempo mas logo que que fiquei sabendo que sairia do emprego, saí procurando vagas igual doida. Atualizei meu cadastro nesses sites de au pair e comecei a mandar CV pra vários anúncios e falar com todo mundo que eu conhecia. Algumas dessas táticas funcionaram e na primeira semana consegui uma entrevista.



Entrevista 1

A vaga era part-time, pra cuidar de dois meninos - um deles tinha leve grau de autismo e a mãe, quando conversou comigo ao telefone, pediu pra que eu pesquisasse um pouco sobre isso pra ter certeza que podia "encarar" a vaga. Não vi problemas nisso e fui pra entrevista, em Rathfarnham.

Eu e ela: um caso de amor

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Não, você não leu errado não. Eu a amo, de paixão. Não quero saber de mais nada.

Desculpa R., você também é dono do meu coração, mas ela é tudo, ela é demais. Ela também me faz feliz.

Às vezes ela me dá uma canseira, mas nossos bons momentos compensam qualquer coisa ruim.

Ela me deixa ir pra quase todo lugar, me dá liberdade.

Ela me traz paz e sossego em Dublin.

Ela quase nunca me deixou na mão, é fiel e companheira.

Já sabem de quem tô falando, né?

O ponto turístico mais visitado da Irlanda

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Sim, finalmente eu coloquei meus pés no lugar mais visitado de Dublin da Irlanda- a fábrica da Guinness!

Quem me conhece, sabe: eu não bebo nada alcoólico. Por conta disso,  nunca achei que seria interessante gastar 13 euros pra visitar a fábrica de uma bebida que eu não curto - e que aliás, muita gente não gosta. Mesmo assim, como boa curiosa e desbravadora de Irlanda, resolvi que tinha que conhecer o lugar. Até coloquei a fábrica como número 1 da minha lista "Lugares pra ainda conhecer na Irlanda". Sempre vejo muitos turistas pela região toda vez que passo por ali e pensei: "se tem tanta gente, não pode ser assim tão ruim".

E pra você ter uma ideia, eu, que não gosto de cerveja, fiquei quase 2 horas e meia lá dentro. Pois é! A fábrica da Guinness é surpreendentemente interessante e interativa.

Fiz a visita com o Arthur (não o inventor da cerveja, um amigo! hahahaha), que conheci aqui através do blog. Nós chegamos à tarde e pegamos uma pequena fila pra comprar o ingresso.



E o Rio de Janeiro continua liiiiindo

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O último dia no Rio foi uma tentativa de ver mais alguns pontos principais na cidade - ainda faltaram vários, como o Jardim Botânico, o Parque Lage ou a Biblioteca Nacional, mas esses ficam pra uma próxima, porque nessa vida, eu ainda volto pra lá!

Tomamos café da manhã e paramos perto do Maracanã. Tava muito calor e eu tava ficando irritada, por isso não andamos muito por ali não. Vi a grande movimentação de turistas e como nem eu nem o R. somos muito fãs de futebol, não estávamos interessados em fazer uma visita por dentro - ficamos então só do lado de fora:

Meu amigo Will que gentilmente cedeu sua casa e seu tempo! :)

Arraial do Cabo

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Desde que decidimos ir ao Brasil, eu queria muito levar o R. numa praia legal. Tá, tem praia na Irlanda (inclusive umas maravilhosas), mas não é a mesma coisa, né? Se tivéssemos tempo e dinheiro, em com certeza o levaria pro nordeste, mas como a situação não era essa, descartamos a possibilidade. 

Ao mesmo tempo já havíamos decididos que o Rio entraria no nosso roteiro. Só que eu não queria ira pra praia no Rio de Janeiro capital. Lá tem praias bonitas, claro, mas eu quera ir pra uma praia de tirar o fôlego. Foi quando comecei a pesquisar que o litoral carioca é abençoado nesse sentido. Seria longe ir pra qualquer lugar tipo Arraial do Cabo, Búzios e Angra saindo da capital, mas resolvemos ir mesmo assim. Pedi a opinião do meu amigo que nos hospedou lá, que disse que Arraial seria mais bacana do que Búzios ou Angra, que acabam sendo muito turismo-ostentação. 

Deixamos pra comprar a passagem de ônibus no Rio mesmo (ficamos com medo de comprar muito antes e a previsão do tempo não estar boa pra'quele dia, coisas assim). Foi uns 70 reais ida e volta e a viagem dura 3 horas. 

A cidade maravilhosa

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Nos 3 dias em que estive no Rio, não conseguia parar de pensar em canções que remetiam a cidade - seja aquela da Fernanda Abreu ou outras famosas como "Garota de Ipanema", o fato é que o Rio de Janeiro é um lugar que eu sempre tive um certo medo em conhecer. A gente sabe que é bonito e que os turistas amam, mas a gente também sabe das favelas, da violência, das balas perdidas. 

Eu tenho um amigo que mora no Rio há alguns anos e sempre me chamou pra ir visitá-lo lá. Eu nunca quis ir por medo. Olha que bobeira, como se São Paulo fosse muito diferente (e é - o Rio pareceu menos caótico!). O fato é que eu não podia estar mais enganada: não me senti ameaçada na capital carioca em nenhum momento! Pra me contrariar ainda mais, as pessoas foram extremamente gentis - eu como paulistana sou programada pra achar que cariocas são folgados, mas que grande mentira essa! 

O Rio me impressionou e eu adoraria voltar. 


Dublin não é pequena

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Pedalar por caminhos conhecidos é fácil, quero ver pedalar no desconhecido. Nessas horas, eu queria mesmo era um óculos tecnológico que me mostrasse o caminho tipo um gps na minha cara, porque não tá fácil parar de 5 em 5 minutos pra checar endereço.

Não, e não é só checar endereço não. É pedalar um tempão na rua errada e depois perceber que você tem que voltar, é ficar agoniada com o possível atraso pro compromisso. Mas pelo menos tô conhecendo altas regiões da cidade! Lembro quando cheguei em Dublin: era um tal de checar caminho de ônibus, já que fui pra vários cantos a procura de casa e passei por D4, D5, D3...

Na semana passada eu tinha que estar às 7h30pm em Rathfarnham pra uma entrevista. Nunca tinha ouvido falar no lugar mas aceitei porque preciso de emprego, né? Pesquisei no maps, que me deu um caminho meio difícil, mas eu fui.

O vermelho são as paradas, idas e vindas...

Não preciso mais de você

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Há duas semanas minha chefe veio conversar comigo pois ela teria férias e queria acertar as datas. No auge da minha inocência, achei que seriam assim umas 2 semanas em julho que eu deixaria de trabalhar - o que seria ruim pela grana, mas tudo bem, paciência. Só que não. Minha chefe não teria 2 semanas mas sim 2 MESES de férias e não precisaria de mim nesse período.

OI? DOIS MESES? MAS QUE PORRA É ESSA?

Tipo, como assim? Mas por que você tá me avisando com 15 dias de antecedência? Por que não me disse antes?

Ela simplesmente sabia que teria o verão todo de folga e não me avisou pra que eu pudesse tomar medidas (guardar dinheiro, procurar outro emprego...). Fiquei chateada, muito chateada.



Mudando de operadora - o retorno

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Quando cheguei na Irlanda comprei um chip da Vodafone, que é que me recomendaram. Que erro! A operadora é ótima, muito boa, mas não serve pra estudante pobre de poucos recursos financeiros como eu. Em poucos meses arrumei um jeito de fazer portabilidade pra uma mais barata, a Lyca. Fiz até post aqui no blog explicando como o processo acontecia.

Só que com o passar dos meses a Lyca deixou de ser vantajosa pra mim. É que antes, ao colocar 10 euros de crédito pelo site você ganhava mais 10 e recentemente essa promoção acabou. Colocou 10? Com sorte ganha uns 2 de bônus. Aí eu colocava 10 e queria comprar o plano de dados (também 10), e como manda mensagem e liga pras pessoas? Tinha sempre que colocar mais 5 aqui, 10 ali - no fim, gastava muito por mês.

Foi quando ainda antes de ir pro Brasil meu amigo Carlos me deu a dica de mudar pra Tesco Mobile. Fui dar uma olhada no site e o plano deles é assim: coloca 15 euros de crédito (de uma só vez) e ganha ligações ilimitadas pra Irlanda (fixo e celular), ligações e mensagens de graça pra outros Tesco Mobile, 250 mensagens de texto via web e ainda mantém os seus créditos de 15! Aí com essa grana você pode comprar plano de sms, plano de dados, enfim, escolhe o que é melhor pra você e ainda fica com uns troquinhos pra ligar a 1 centavo o minuto pro Brasil.

Opiniões de um irlandês sobre o Brasil - a última parte

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Esse é o último post da série "Opiniões de um irlandês sobre o Brasil" e eu queria muito deixar registrado o quão feliz fiquei com a participação do R. aqui no blog. Muita gente veio elogiar por mensagens através do facebook e pelos comentários aqui e eu mostrei tudo pra ele, que ficou muito contente também. R., muito obrigada!!! :)

O assunto que deixei pro final é das barreiras linguísticas. Eu não queria deixar de dar o meu pitaco, pois é um assunto que muito me interessa e intriga. Vamos lá!

Language barrier

I don’t speak Portuguese.  While I do have some comprehension from my time with Bárbara, my vocabulary is extremely limited.  While I know the most important words “gatinha, lindinha, bonita” these aren’t much help when you need to ask the front desk of a hotel how to make a call from your room.  I was surprised that the staff at the hotel I had chosen had little to no English – that was the case with at least the night time staff.  I’ve been spoiled by travelling in Europe where staff are multilingual almost everywhere.

Opiniões de um irlandês sobre o Brasil - parte III

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Este é o terceiro de quatro posts com as impressões do R. sobre o Brasil. Resolvi seguir uma lógica meio não-linear e deixei um último assunto para o final (a barreira linguística) - é um tópico que me interessa e que quero desenvolver melhor.

Bom, no primeiro post nós lemos a introdução e as opiniões do R. sobre a comida e o povo brasileiro. No segundo, sobre o transporte, segurança e paisagem e arquitetura. Neste terceiro, riqueza e pobreza, SP X Rio e outras observações gerais. Bóra!

Wealth and poverty

Like every country in the world, there is a gap between the rich and poor in Brazil.  I don’t think I can quantify the gap, but I can say that the amount of homeless people in São Paulo caught me by surprise.  I don’t know how much bigger of a problem homelessness is in Brazil compared with Ireland, but it certainly seemed a lot bigger.  However that could just be a consequence of the size of the city – it’s much bigger than Dublin and logically there will be many more homeless people.  Furthermore, the stories from Bárbara and her friends about the wealthy students they teach were hard to believe.  I think the middle class in Brazil is quite large, as it is in Ireland, but middle class in Brazil appears much more challenging than Ireland – in São Paulo at least.

Opiniões de um irlandês sobre o Brasil - parte II

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Ontem eu postei a primeira parte das impressões do R. sobre o Brasil. Hoje eu publico a segunda, que fala sobre transporte, segurança e paisagens. Resolvi adicionar também umas observações minhas ao final. E lembrando, primeiro o texto original em inglês e lá em baixo minha tradução beeeem livre - hahaha.

Transportation

Buses in Brazil are nothing like buses in Ireland – they have more in common with rollercoasters – that is when they’re not stranded in traffic.  While Bárbara had warned me about very long journey times, I was not prepared for the action-packed adventure of boarding a crowded bus in São Paulo.

The buses are old, driven very aggressively and the roads are hilly and bumpy.  The result of this combination?  They have virtually no suspension!  I nearly fell so many times while trying to reach a safe place to stand after boarding, because the buses bounce around and the driver’s swerve so quickly.  One day there was a particularly aggressive driver who was shouting at other road users and driving so dangerously I was amazed that we didn’t crash.  I think he was just having a very bad day.

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