Me, myself and I

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Um das coisas mais self-centered que fiz no ano foi sucumbir a esse aplicativo pra Iphone chamado Every Day. Com ele, você tira fotos de si mesmo todos os dias, para, após um tempo (semanas, meses, anos) gerar um vídeo que junta os frames todos. O resultado é bem divertido pra efeito de comparação!

No youtube, digitando "every day app" dá pra encontrar vários vídeos legais.

Eu uso esse app há um ano, e pretendo continuar usando. Daqui pra frente, vou tentar diversificar as locações - que nesse primeiro ano foram basicamente na minha casa e no trabalho!

Deve ser legal para usar com crianças, ver o crescimento delas e tal. Recomendo!



Piercing no nariz é coisa de adolescente

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Ou assim eu pensava até uns meses atrás. 

Pra quem já leu meu post sobre a minha primeira tatuagem, viu que mudei meu conceito sobre muitas coisas recentemente, entra elas, esse lance de marcar o corpo. 

Depois que fiz meu piercing no tragus e na orelha, me aquietei. Só que depois que você faz esse tipo de coisa, fica muito mais atento pra ela, e parece que pra cada lugar que eu olhava via alguém com um piercing. E comecei a achar lindo as meninas com piercing de argolinha. 

Só que eu trabalho na Cultura, uma escola bem chata e "tradicional", que não permite "esse tipo de coisa", já que isso pode ser mal exemplo pros alunos (prefiro nem falar o que acho disso). Então piercing no nariz nem pensar!

Mas uma amiga lá no trabalho fez, ficou linda e ninguém falou nada. Opa, então posso fazer também. Só que a argolinha seria "rebeldia" demais, então procurei um de bolinha, mas sem ser grande e sem ter brilho - achei que ficaria too much. 


Italiano: amore della mia vita!

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Eu estudo inglês desde os 10 anos de idade. Além disso, sempre gostei de línguas, sempre tive interesse por inglês e também espanhol (o Hernandes no nome não nega), e por volta dos meus 18 anos, comecei a me interessar por italiano, por causa da Laura Pausini.

Engraçado éque não tenho absolutamente nada de italiano na família, na vida, nada. Mas nunca me esqueço do dia em que vi uma apresentação da Laura cantando "Strani Amori" e eu simplesmente conseguia entender a música. Foi uma coisa meio instintiva, meio louca mesmo. Ela cantava "Ma sapevo che era una bugia" e eu sabia que ela estava dizendo "Mas sabia que era uma mentira". Bizarro.

Com o interesse, comecei a utilizar a internet como ferramenta de busca de materiais para estudar sozinha - usei o BBC Learning Languages - incrivelmente bom, com vídeos, podcasts, resumos gramaticais e itens culturais também. Então com o BBC e ouvindo músicas da Laura, fui adquirindo um bom listening e vocabulário também.

Mas, por conta da faculdade e do trabalho, eu não tinha dinheiro tempo pra fazer um curso de verdade. E essa rotina de sites + músicas durou até 2010, quando me formei. Até lá, além de Laura, fui descobrindo outros cantores e bandas italianas, como Giorgia (qualquer dia faço um post exclusivo), Tiziano Ferro, Nek, Elisa, Paola e Chiara, etc.


Vida de professora

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Sempre fui professora.

Aliás, pra ser justa, fui "assistente" numa gráfica por 3 meses, naquele programa Jovem Aprendiz (é esse o nome mesmo?). Antes de conseguir esse emprego, mandei currículo para várias escolas de inglês e locadoras da região. Até que uma me chamou.

Lembro do dia da entrevista como se fosse hoje. Estava super nervosa, queria muito o emprego. Mas tudo correu bem, o entrevistador (que após minha contratação foi meu coordenador por quase 2 anos e amigo até hoje) gostou de mim e saí da gráfica pra virar professora.

Engraçado é que antes de começar a faculdade de Comunicação Social (Rádio e TV), na adolescência, eu dizia que queria trabalhar como professora de inglês. Acho que não tem muito como fugir do que a gente gosta, porque mesmo fazendo um curso superior que nada tinha a ver com aulas, eu sabia no fundo que Rádio e TV era uma paixãozinha, não era amor pra vida toda. Tanto é que o único contato que tive com a área foram os 10 meses de estágio na rádio web da faculdade - e que após a faculdade, fui fazer uma pós-graduação em Ensino de Inglês.  

Dito isso, desde 2005 eu exerço essa profissão. Ou seja, não sei bem se sei fazer bem (qualquer) outra coisa.


Tatuagem ímpar é que dá sorte...

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... mas não foi por isso que fiz minha terceira tatuagem. 

A ideia vem de alguns meses: alguma coisa que representasse Sagitário, meu signo no zodíaco. E aqui faço um parênteses pra dizer que acredito em astrologia no que diz respeito à características do indivíduo, não seu futuro ou coisa assim. 

Na adolescência, eu era viciada em astrologia, em buscar textos e informações sobre meu signo. Sempre me identifiquei bastante com as descrições de Sagitário. Nas férias de 2008, até fiz uma flecha de henna na perna. 

Tatuagem de henna na praia é chique

Depois de ter entrado nessa vibe de tatuagem, parece que você começa a encontrar ou reencontrar diversos motivos pra tatuar. E venho pensando e pesquisando em vários desenhos - eu não queria o centauro propriamente dito porque, embora eu goste muito do centauro, não acho ele uma figura muito feminina. Então, fiquei com a ideia de flecha. Vi algumas pela internet, como essa e essa, mas quando vi essa meu coração bateu mais forte. 

Tatuei no ombro esquerdo, não tão pra fora porque ainda dá pra usar blusas mais cavadinhas que podem esconder a tattoo, caso eu queira/precise. Não doeu NADA pra fazer e foi bem rapidinho. A cicatrização tá indo numa boa (tirando a coceira nos primeiros dias), tô super feliz e me sentindo mais conectada ao meu signo e a mim mesma.


tatuagem de sagitário, tatuagem de sagitário no ombro
Alguns dias após tatuar


tatuagem de sagitário, tatuagem de sagitário no ombro
Uma semana depois

Argolinha na orelha esquerda

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Ou o meu segundo piercing.

Ele é chamado de piercing na cartilagem, e acredito que seja o mais comum (pelo menos é o que mais vejo por aí). 

Nas minhas pesquisas, o piercing na cartilagem deve ser bem feito e cuidado pois demora muito para cicatrizar, já que quase não há circulação de sangue nessa parte do corpo. Fiquei um pouco apreensiva pois costumo dormir de lado e falar ao telefone no lado esquerdo, mas mesmo assim, resolvi fazê-lo. E juro, não doeu quase nada!

É aquela picadinha na hora de furar. Depois, rotina de cuidados normal: lavar de 2 a 3x por dia, spray antibacteriano, não dormir desse lado nos primeiros dias. Difícil é lembrar que você tem um piercing na orelha e não bater a mãozona quando tá lavando o cabelo ou principalmente quando está se secando com a toalha. 

Nunca tive nenhum problema ou qualquer tipo de inflamação. Pra ser sincera, depois de 6 meses ele começou a incomodar e chegou a ficar vermelho, mas uns dias depois, passou. Acho que 1) dormi do lado esquerdo muitas vezes naquela semana; 2) o fone de ouvido (daqueles grandes) acabou apertando o coitado. 

Agora já são 8 meses de piercing, e acredito que ele esteja totalmente cicatrizado. Eu recomendo: fica super discreto e charmoso!

piercing de argolinha na cartilagem da orelha
As fotos estão meio embaçadinhas, mas dá pra ver


(ATUALIZAÇÃO JANEIRO/2016: Há mais de um ano retirei esse piercing pois começou a inflamar e incomodar muito na hora de dormir. Infelizmente não dei sorte, mas o piercing do tragus continua lindo e nunca deu problema!)

Listas, listas, listas - a louca das listas

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Eu sempre fui razoavelmente organizada e metódica. Gosto de anotar as tarefas da semana, seja no papel ou agora, nos lembretes do celular. Depois que comecei a trabalhar muito, ficou inevitável tomar nota do que tenho que fazer no dia ou na semana, já que a cabeça não dá conta de lembrar de tudo sozinha. 

Só que além de to-do lists, eu gosto de fazer listas de coisas em geral, como livros que li, filmes que vi, séries que acompanhei

Mas melhor do que manter um registro de tudo isso (acho importante para futuras consultas), é fazer lista do que está por vir: filmes pra assistir, livros a serem lidos, lugares a visitar. 

Minhas super férias estão bem próximas, e embora eu saiba que não vou conseguir fazer tudo isso nas férias, é bom ter o objetivo traçado e melhor ainda ter ele publicado na internet pra me ajudar a sentir bem caso eu seja bem sucedida na missão ou pra me humilhar caso eu falhe

Tenho várias missões pra vida, tipo ler todos os livros da Agatha Christie em que o detetive Poirot aparece, conhecer a Europa e América Latina, pular de pára-quedas e voar de balão, mas por enquanto, vou manter os pés no chão e listar filmes que podem ser vistos e coisas que podem ser feitas nesse período de férias:

- Os melhores filmes da série do James Bond (pelo menos uns dois com o primeiro Bond, Roger Moore, com o Sean Connery e Pierce Brosnan- com o Daniel Craig vi todos no cinema!);

- Indicações de uma professora grega que trabalhava comigo: "Mediterrâneo", filme italiano de 1999 e "Tempero da Vida", filme grego de 1999;

- Os melhores musicais de todos os tempos, segundo o Wikipédia. Adoro musicais e acho um absurdo eu ainda não ter visto vários desses;

- Todos os filmes de Billy Wilder que tenho aqui em casa (cópias feitas por um amigo na época da faculdade de Rádio e TV) - principalmente porque em vários deles a Marilyn aparece; 

- Continuar estudando meus livros de italiano como eu vinha fazendo no semestre passado;

- Estudar espanhol pra tentar recuperar os 3 anos em que estudei o idioma, já que passarei o carnaval em BuAs. 

lista de filmes, lista de séries, lista de coisas

Será que dou conta de fazer tudo isso?

Furos

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Eu conheço uma pessoa que dizia que tudo na vida tem seu tempo, e que se você não faz algo no seu "devido" tempo, um dia você vai querer fazê-lo. Não sei se essa teoria se aplica a tudo, mas nesse caso, talvez sim.

Sempre vi meus alunos adolescentes cheios de piercing: no nariz, na sobrancelha, nos lábios mas principalmente na orelha. Sempre vi e achei meio "too much", mas não me incomodava.

Até que de uns tempos pra cá, comecei a reparar em pessoas no metrô com piercings, e comecei a atribuir um certo charme aos metaizinhos.

E lá fui eu - com quase 25 anos de idade resolvi colocar um piercing. No tragus. Tragus?!

diagrama piercing orelha ear tragus
Diagrama dos piercings de orelha

A princípio, eu queria um de argolinha igual ao da Scarlett Johansson, mas o cara que aplicou o piercing disse que seria melhor cuidar do piercing de bolinha primeiro. E lá fomos nós! Escolhi o de aço, depois de pesquisar com alguns amigos no twitter. Não doeu nada pra furar (juro!), mas incomoda um pouco quando ele coloca o piercing efetivamente, porque ele fica mexendo, sabe?

Nos primeiros dias, cria uma casquinha, mas fui lavando 2x, às vezes 3x ao dia por umas três semanas. Depois diminui o ritmo e passei a cuidar no banho, de manhã, e à noite, antes de dormir.

Com dois meses de piercing, a temida bolinha apareceu!

inflamação no piercing, inflamação no tragus
Clique para aumentar
Um parênteses sobre a foto: em nenhuma delas dá pra ver a bolinha que se formou. Era como se fosse um "excesso de pele", formava um volume considerável e bem perceptível.

No começo tava pequena, continuei lavando com Protex e passando o spray anti-bacteriano. Mas olha, demorou pra surtir efeito! Até que comecei a perguntar pro google: o que fazer com essa bendita bolinha que não sai?! Sugestão aqui, sugestão ali, achei uma tal de Diprogenta. Muitos dizendo que só se compra a pomada com receita, mas numa farmácia de bairro, consegui comprar. E uma semana depois, voilá!

Agora são 9 meses de piercing no tragus e tá tudo ok! Continuo higienizando com protex no banho e fazendo uso do spray.

piercing no tragus, piercing de bolinha no tragus
Tá tudo bem!
[continua...]

Minhas primeiras tatuagens - parte II

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A minha segunda tatuagem é um diamante no pulso interno esquerdo. 

A idéia surgiu junto com minha amiga , que já tinha uma tatuagem e estava a fim de fazer outras. Brincando, sugerimos de fazer uma tattoo igual e não é que gostamos da idéia?!

De cara, um ícone que chama bastante a nossa atenção é a Marilyn Monroe. Ambas achamos a Marilyn linda, deslumbrante, diva, mais do que ícone do cinema e de Billy Wilder. 

E como pensar em MM e não lembrar de seus diamantes em "diamonds are a girl's best friend"?!

Fomos buscar o significado de diamante:


The diamond is a stone that is known to be indestructible, it is immune from damage. Many wearers of the diamond tattoo recognize these qualities. Like them, it may look fragile on the outside, but the interior is very very strong. 

Pronto! Um desenho que remete à Marilyn, que é delicado e representa força, perfeito! Buscamos muitos, mas muitos modelos de tatuagens de diamantes de vários tamanhos, estilos e cores. Tudo escolhido, fomos tatuar


Minhas primeiras tatuagens

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E então um belo dia resolvi fazer uma tatuagem - uma não, duas!

Engraçado porque há uns bons 5 anos, eu podia jurar que jamais faria tal coisa. E como as opiniões e gostos mudam, eu mudei e me apaixonei pela idéia de ter uma tatuagem pra chamar de minha. 

De primeira, eu já sabia que queria tatuar uma frase importante pra mim - pensei em alguns trechos de música, algumas coisas dos Smiths, mas nada que fizesse meu coração bater mais forte. A escolhida mesmo acabou vindo sem querer: um dia eu ouvindo minha cantora preferida, Laura Pausini e a música "La prospettiva di me". 

Essa música nunca esteve no meu top 5 da Laura mas na hora eu soube: "Perché me affascina l'autonomia" (porque a autonomia me fascina - tradução livre) seria a frase. 

Primeiro porque sou totalmente apaixonada pela língua italiana (embora não tenha descendência alguma, nada nada de italiano na família); depois, porque sou sim fã de Laura e de suas canções. No entanto, mais do que ser uma música da Laura Pausini cantada no meu idioma favorito, essa frase tem muito a ver com a minha personalidade, história e objetivos. 

Sempre fui responsável, madura, séria. E sempre gostei de ser independente, desde coisas simples como ir e voltar da escola sozinha, até começar a trabalhar muito cedo e pagar minhas próprias contas, faculdade, etc. Com os planos de fazer um intercâmbio, isso se acentua ainda mais, já que estou planejando morar em outro país, sozinha, bancando tudo com meu suado dinheirinho. Isso pra mim, é a autonomia da frase. 


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