Amsterdã, uma cidade lotada

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Amsterdã é uma cidade extremamente popular pra quem vem pra Europa - quase todo mundo que vem fazer um mochilão acaba includindo a capital da Holanda na lista. E não é à toa: canais lindos protegidos pela UNESCO, vibe animadíssima, possibilidade de fumar um baseado de buenas e pagar por serviços sexuais sem medo de ser feliz, já que é tudo dentro da lei.

Eu pessoalmente não tava interessada no ~movimento~ de lá a não ser o histórico, cultural, arquitetônico e bicicletístico. E até que fiquei satisfeita com o que vi, embora, honestamente, não tenha ficado fascinada com os canais - é que por morar em Dublin, uma cidade cortada por um rio e que possui diversas pontes pelo centro e também pela mesma ter um canal por onde pedalo todos os dias, a coisa romântica das pontes e da água não foi uma novidade, sabe? Mesmo assim, não deixa de ser bonito.


Amsterdã, uma cidade cultural (e liberal)

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E aí que no meu domingo de chuva em Amsterdã na companhia do meu R., da minha amiga Carol e do R. dela, tivemos a oportunidade de fazer um walking tour incrível, almoçar uma comidinha tipicamente holandesa (um purê de batata misturado com cenoura, carne e gravy), andar de tram pela cidade pra achar o museu do Van Gogh e se divertir na área mais animada da cidade à noite, o Red Light.


Por sorte e precaução, eu e R. já havíamos comprado ingresso pro Museu do Van Gogh e foi a melhor coisa que fizemos. As filas em Amsterdã são absurdamente imensas e mesmo num dia de chuva não deu trégua. Conseguimos "pular" a fila pois tínhamos o e-ticket e foi relativamente ok pra entrar (enquanto a Carol e o R. foram pra outro museu, já que não tinham ingressos pro Van Gogh).

Ao entrar no museu já fiquei incomodada com a quantidade de gente lá dentro. Pra fazer um novo paralelo de Amsterdã e Paris (como fiz no outro post), sabe aquelas filas pra entrar no Museu do Louvre? Pois é, elas são tão gigantes quanto, mas o Louvre é tão grande que você não se sente claustrofóbico lá dentro (a não ser perto dos quadros famosos, tipo a Monalisa). O Museu do Van Gogh, no entanto, não é tão grande e mal dá pra ver as coisas de tanta gente na sua frente, ao seu lado, atrás de você. Eu fiquei chateada de não ter curtido tanto o museu, mas fazer o quê?

Amsterdã, uma cidade pioneira

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Nós já sabíamos que choveria no dia em que havíamos programado pra ir pra Amsterdã e por isso (ao menos eu) estávamos psicologicamente preparados (e meeeu, choveu o dia inteiro!). Fomos de carro da cidade de onde a Carol e o R. moram e ele estacionou no estádio olímpico, já que lá há um esquema de park & ride que sai super baratinho: você deixa seu carro lá e pega um tram até a cidade. Amsterdã não é lugar feito pra carros (e o estacionamento nas ruas de lá é o mais caro do mundo: 7 euros por hora!).

Chegamos no local onde começaria o walking tour (de praxe, já que em toda cidade onde o tour existe, estamos lá!) e qual foi nossa surpresa ao ver que o guia era irlandês! :)

O tour meio que já começa na Amsterdã Medieval, ou, em termos populares, o tal do Red Light District. Ali, bem no meio desse local conhecido por atividades ~adultas~ há uma igreja, local onde navegadores e marinheiros paravam pra pedir perdão aos padres pelos seus pecados (cometidos justamente com as prostitutas da área) - vale lembrar que o perdão era concedido com o pagamento de uma certa quantia.



Rotterdam, a 2ª maior da Holanda

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No mesmo dia em que visitamos o Keukenhof, parque das tulipas, passamos uma tarde na charmosinha e querida Rotterdam. Quer dizer, antes de seguir de Keukenhof pra lá paramos na estrada para um lanchinho rápido e tipicamente holandês: o kroket!

Gente, o que dizer desse salgado que conheço há pouco tempo mas que já considero pacas? Ainda mais servido num pão gostosinho?


De lá seguimos pra Rotterdam - uns 45min, 1 h de estrada mais ou menos.

Ao chegar lá, já vi que Rotterdam tinha cara de cidade "normal", nada muito diferente do que eu já tenha visto por esse lado do oceano e até mesmo em São Paulo. Alguns prédios altos, ruas e avenidas mais largas, nada de especial.

Até estacionarmos e irmos pro Markthal.

A linda Holanda e o maior parque de flores do mundo

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Se algum dia me dissessem que um dia eu visitaria o maior parque de flores do mundo, aquele que a gente vê o povo comentando e tal, eu jamais acreditaria.

Se algum dia me dissessem que eu reencontraria uma amiga da época da Cultura Inglesa nesse parque, eu jamais acreditaria.

Se algum dia me dissessem que eu ficaria apaixonada pela Holanda, eu jamais acreditaria.

E a verdade é que tudo isso aconteceu.


Roacutan: minha experiência (2 meses)

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Eu nunca achei que fosse um dia fazer uso desse remédio que causa tanto medo e burburinho por aí. Apesar de sempre ter tido acne, acreditava, com todo o meu coração, que quando me tornasse adulta a fase da acne ia passar.

Tentei tudo que é creme, pomada, remédio, nada resolveu, nada. Quando percebi já estava com 25 anos de idade e nada - ainda tinha pele de adolescente.

Antes de vir pra Irlanda fui num dermatologista que me passou um antibiótico (que eu podia pegar de graça no posto de saúde) e um creme. Deu uma boa melhorada, mas meses depois de já estar aqui, a acne voltou.

Foi quando procurei uma dermatologista aqui - até fiz um post na época. Ela me passou antibiótico e depois de algumas semanas notei alguma melhora, que chegou a durar alguns meses, pra logo depois falhar. Nenhum remédio funcionava pra mim!

Pode parecer frescura ou bobagem, mas só quem teve acne a vida inteira sabe o que é ter acne a vida inteira. É foda, é uó. Meu caso não era severo, mas era persistente, e aquilo já tava me matando.

O meu irlandês sobre o Brasil - 2ª edição - parte III

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Último post da série de participações do R. no blog (por enquanto!) - espero que vocês tenham gostado e R., muuuuuuuito obrigada por ter escrito mais uma vez no blog (e tenho certeza que você vai entender essa frase direitinho, sem precisar de google translator).

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Living together

Speaking of unions, Brazilians view the step of moving in with one’s partner as being equivalent to marriage, which is a little strange to me.  Bárbara has well explained the background for this to me – many Brazilians live with their parents until they get married because renting is not as commonplace and buying a house is extremely expensive.  In Ireland, living together is still an important step for a couple to take together, but here it’s the norm for people to live together for a substantial amount of time before marrying, so there’s less significance to it than in Brazil – try before you buy being the rationale :)

Also, Bárbara told me that when people in Brazil decide to move in together before getting married, they tend to refer to their partner as husband/wife and people treat them as though they are married. Part of the reason for this might be due to the fact that if a couple live together for 2 years in Brazil they are considered to have a common law marriage.

O meu irlandês sobre o Brasil - 2ª edição - parte II

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Segunda parte dos posts sobre a segunda vez do meu R. no Brasil. Para ler a primeira parte, clique aqui.

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Rubbish and phone booths

Ok, this part might be a little controversial, but I have to say it: São Paulo is a dirty city.  There is a lot of rubbish in the streets – not in every part of the city, but those that have it are quite bad.  Related to that, the buildings don’t look as well maintained from the outside as they do inside – it’s always a startling contrast to me that I can be on a street with lots of rubbish and shabby buildings and then walk inside a business or a house on that street and see it as neat and clean (if not cleaner) than at home.  The appearance of buildings isn’t anything unique to São Paulo (parts of Dublin can be similar) so it’s less surprising to me, but the amount of litter in the streets is.



Brazilians are very clean people – both in terms of personal hygiene and household.  That’s why the rubbish in the streets doesn’t make sense to me.  One day I made the observation that the city has countless orelhões, yet I see comparatively few public bins.  Surely at this point the almost everyone has a mobile phone, meaning that the phone booths have little use anymore, so my big idea for São Paulo is to replace the phones with bins.  Of course, they’d cost more to run, but wouldn’t it be worth it?  Are you with me?


O meu irlandês sobre o Brasil - 2ª edição - parte I

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Como prometido, aqui está o post que o meu querido R. escreveu sobre a nossa segunda visita ao Brasil. Eu dividi o post em 3 partes porque são vários assuntos e, ao contrário da outra vez, em que traduzi os quatro posts dele, resolvi não traduzir dessa vez. Primeiro porque acho tradução um trabalho do cão e não farei jus à qualidade da escrita dele na língua original; segundo porque ora bolas, google translator tá aí pra quê, né, minha gente? Não editei absolutamente nada e as palavras/frases em português no meio do texto foram ele que escreveu, ok?

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opinião irlandês sobre o brasil

Introduction

Oi gente!

It’s R. here again – Bárbara asked me whether I’d be interested in writing about Brazil for a second time, so I figured why not?  While my Portuguese has improved a little since that time, I still can’t speak or write all that much, so I’ll have to rely on Bárbara to translate for me.


Minha escola fechou!

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Não é de hoje que escolas de inglês vem fechando em Dublin: no ano passado, por exemplo, foram mais de 10 escolas fechadas. Este ano já foram quatro, incluindo a escola onde eu estudava, a MEC. Há muita fábrica de vistos, muita falcatrua, mas também muita má administração.

Já falava-se que a MEC fecharia desde que eles perderam um selo de qualidade chamado ACELS em setembro de 2014. Aliás, o papo de que a MEC fecharia é antigo, mas nunca dei fé - afinal de contas, até ir pra um prédio melhor eles foram esse ano. Acredito que estavam investindo em maior e melhor infra-estrutura e tal.

Desde a Páscoa deste ano a escola estava sem aulas - durante a Páscoa as escolas tem mesmo uma pausa, mas eles não voltaram quando deveriam ter voltado. Várias discussões e dúvidas começaram a surgir nas redes sociais acerca do que estava acontecendo - até que saiu na RTÉ uma matéria sobre professores protestando sobre falta de pagamento. E desde então, foram semanas de intensa troca de informações entre alunos da instituição e alguns funcionários e professores no facebook. Inclusive muitos deles trabalharam como voluntários emitindo certificados pra quem já havia finalizado o curso (já que estavam sem ser pagos há semanas). Um dos meus professores (do qual já falei aqui no blog), se mostrou extremamente solícito e ajudou vários alunos.

Alguns brasileiros conseguiram reunir dados de alunos da MEC pra conversar a respeito da situação na embaixada brasileira, já que era quase certo que a escola tava pra fechar. O pessoal da embaixada,  apesar de não poder fazer muito, se mostrou prestativo e disse que tentariam fazer o link entre alunos e Ministério da Educação.

Links legais #4

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O Links Legais de número quatro está no rascunho há um tempão mas só agora, depois de ter voltado do Brasil, é que consegui me organizar e fazer uma seleção bem bacana pra posteridade!

Como eu demorei, acumulei muitos links legais... haja tempo e coragem! Fique à vontade pra clicar em qualquer um deles (e me diga o que achou interessante e tal)! :)


Sobre bebês e crianças

Achei a reflexão proposta pela autora bem interessante
http://reconstruindohistorias.com/2015/03/01/voce-quer-ser-mae-ou-apenas-ter-um-bebe/

Os efeitos de excesso de elogios aos filhos - sempre observo isso com os pais das crianças que eu cuido e também das mães que vejo na escola do J.
http://www.herfamily.ie/parenthood/the-power-of-positive-feedback-child-psychologist-david-carey-on-the-affects-of-praise/213102?utm_source=Facebook&utm_medium=Promoted+Post&utm_campaign=HerFamily_March2015


Fotografia

[6 on 6] Street Art

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Eu, pessoalmente, não sou muito fã de arte urbana. Nada contra, mas não faz muito o meu estilo, sabe? De qualquer forma, eu já estava acostumada a ver diversos desenhos e gravuras (e também pichações) nas ruas da minha terra, São Paulo.

Aqui em Dublin sempre notei que há muito pouco, quase nada, de arte na rua. Quer dizer, ter tem, mas eu sempre achei que ela se concentra mais no centro. Nas ruas e muros dos bairros você não vê pinturas, desenhos, enquanto em SP, por exemplo, há sempre algum tipo de expressão artística, inclusive nas vilas e bairros!

Pro tema dessa vez eu não podia ir em nenhum outro lugar senão o Temple Bar! Localizado no centro da cidade, é uma espécie de 'área boêmia' da cidade, super turística com vários pubs e lojinhas.

Vamos começar?


Resenha: como é voar de British Airways?

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Já vim de São Paulo pra Dublin três vezes: na primeira, em 2013, voei de Turkish Airlines, que pesar de ser uma companhia incrível, me deixou na mão na volta e nunca se desculpou comigo. Acabei tendo que vir de Istambul pra Dublin pela British Airways, mas como eu estava cansada, passando por um estress muito grande, nem prestei atenção no vôo direito.

Na segunda vez que vim pra cá voei de KLM, no ano passado. O vôo foi cansativo porque não consegui dormir quase nada, mas no geral, gostei muito da qualidade da comida (e o sorvetinho) e do vôo no geral.

Esse ano fui e voltei de British Airways e pra mim, ela tá muito à frente das outras que já voei.

Tanto na ida como na volta nosso vôo teve atrasos - e nas duas ocasiões já estávamos dentro do avião esperando por volta de um hora. Fora esse detalhe, tudo ocorreu muito tranquilamente. Fizemos check-in pela internet e pegamos um assento meio/corredor, pra que pudéssemos levantar quando quiséssemos. Havia duas opções de prato principal pro jantar mas acabei escolhendo o frango com legumes - a porção não era muito grande e como estávamos com muuuuita fome, não foi suficiente, mas ok. Consegui dormir umas boas horas e pela manhã eles serviram o café - um típico English breakfast!

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