Retrospectiva do ano, e que ano!

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2013, que ano! Mal posso acreditar que já se foram 365 dias desde que escrevi a retrospectiva 2012 aqui

O ano teve altos e baixos, como todos os anos, mas muito mais altos. Foram tantas coisas novas, tantas descobertas e tantas boas experiências que vou ter que me esforçar muito pra 2014 conseguir ser melhor. 


Aproximadamente 24h em... Bratislava - parte II

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Ao fazer check-out do botel, nos informamos com a recepcionista qual seria o melhor ônibus pra chegar na estação de trem, já que precisaríamos deixar as mochilas lá. Ela não sabia mas rapidamente pesquisou e imprimiu o número dos ônibus e os horários também. A gente poderia pegá-lo próximo à ponte e assim fizemos. Embaixo da ponte tinha um mini-terminal onde compramos a passagem na maquininha e de acordo com o painel, o ônibus sairia da plataforma 5, mas cadê a plataforma 5? A gente não achava de jeito nenhum. Perguntamos pra uma mulher numa lojinha: "do you speak English?" (ela balançou a cabeça negativamente) "German?" (ela balançou a cabeça e aí sim olhou pra nós dizendo: "slovenski"). Entendemos a mensagem. Tentamos perguntar prum outro cara numa outra loja, que também não falava inglês, mas um cliente tentou ajudar com as poucas palavras que ele sabia e indicou o caminho: a plataforma 5 não ficava nesse mini-terminal e sim do outro lado da rua. Afff.

Lá fomos nós e em menos de 5 minutos o ônibus veio. Foram 3 paradas até a estação e de lá foi fácil achar o local onde guardar as malas - vale lembrar que até aqui ninguém sorriu pra nós, ninguém fez questão nenhuma de ser simpático.

Como a gente havia pego o ônibus numero 51 pra ir até a estação, acreditamos que pegar o 51 de volta nos levaria pro mesmo lugar onde pegamos o ônibus lá perto do hotel, sabe? Ledo engano. O ônibus fez o mesmo caminho até um certo ponto, onde virou a atravessou o rio. AI MEU DEUS. Bateu um desesperozinho, mas descemos no ponto final, em frente a um shopping centre e pegamos o mapa. Estávamos do outro lado do centro histórico, mas veja só, muito próximos de um dos lugares que queríamos visitar: a torre panorâmica UFO. No fim, o ônibus parecia que nos levaria pro lugar errado, mas o errado deu certo.


Aproximadamente 24h em... Bratislava - parte I

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Bratis... o quê? Onde fica isso? É na Europa?

Pois é, eu também não sabia direito. Bratislava é a capital da Eslováquia, que fazia parte da finada Tchecoslováquia (juntamente com a República Tcheca) e que ganhou independência pacífica em 1993. Vou ser sincera: nunca tive intenção nenhuma de conhecer Bratislava, nunca tinha ouvido falar de nada de Eslováquia, nada. Mas eu fui pra lá e vou contar a história:

Era uma vez um negócio chamado ICQ. Se você tem menos de 25 anos, talvez não se lembre ou não conheça. Ele veio antes do whatapp, antes do MSN messenger, antes de todas essas tralha aí. O ICQ era lindo e tocava um som engraçadinho quando a mensagem chegava.

Aí que eu sempre gostei da Austrália e de coalas. Vivia pesquisando coisas na internet e um belo dia, no auge dos meus 14 anos, procurei pessoas da Austrália no ICQ pra poder fazer amizade e praticar o inglês. Acabei conhecendo o Tom, que de australiano não tinha nada, mas isso a gente só descobriu depois de uns minutinhos teclando. Ele era da Áustria!

Depois de 9 meses você vê o resultado

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Eu tinha toda uma piadinha engraçada com a música do saudoso É o Tchan e os meus 9 meses de Irlanda, mas a Jamile falou primeiro. Além disso, uma recente notícia me abalou e quase esqueci que hoje celebrava mais um mês de Irlanda. Mas a vida continua, o blog me ajuda a desabafar, então eu vim escrever, nem que seja só um pouquinho.

Do meu oitavo mês pra cá, poucas coisas mudaram. Continuei na rotina do trabalho e entrei de férias semana passada, o frio se manteve (com a exceção de uma semana de muito calor em pleno dezembro), não visitei mais nada em Dublin. Em compensação, vi o show da nova turnê da Laura Pausini e conheci Roma e acabei de chegar de uma viagem pra Bratislava, na Eslováquia e Viena e Salzburgo, na Áustria - que foi maravilhosa! Comemorei meu primeiro aniversário longe de casa e comecei a contagem regressiva pra minha viagem de Ano Novo com a família.

No entanto, nem tudo foram flores. No último dia 18 recebi a notícia do falecimento de uma pessoa muito próxima, mas que por diversos percalços e desvios da vida, já não era tão mais próxima. Mas ele era meu pai, sempre foi e sempre vai ser. E foi ele que sempre me incentivou a falar inglês, a ler, a escrever (como ele gostava de escrever!). E isso não foi pouca herança não: grande parte do que sou e do que faço deve-se a isso. Foi e está sendo difícil lidar com essa perda tão longe da família, mas me conforta saber que não estou sozinha (R., não preciso nem falar, né?) e que logo minha mãe e irmão estarão aqui comigo.

No meu aniversário minha amiga enviou alguns vídeos com depoimentos de familiares e amigos desejando "parabéns". No depoimento do meu pai, ele diz que eu tava "saindo melhor que a encomenda" e que ele estava muito orgulhoso de mim. Isso me conforta também.

9 meses de Irlanda, muitas alegrias, algumas tristezas, mas a vida continua! Que venham os 10.

O inverno - parte I

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Oficialmente o inverno começou dia 1 de novembro, após o Halloween. Eu sei, não é a data que deveria começar, mas o calendário das estações aqui é diferente e o Rick explicou direitinho nesse post aqui.

Como vocês sabem, o verão aqui na Irlanda esse ano foi excepcional: temperaturas de 22, 24 graus por dias, semanas seguidas. Foram poucos dias de chuva e muito sol pra alegrar a vida desse povo que vive reclamando do miserable Irish weather. Eu passei calor e não via a hora disso acabar e o inverno chegar.

Chegou setembro, chegou outubro, nada do frio. Em novembro as temperaturas caíram bastante, mas mesmo assim, nada da chuva constante e do frio de doer os ossos que eu ouvia dizer. R. dizia "calma, ele tá vindo", mas já passamos da metade do mês de dezembro e semana passada mesmo teve dia de fazer 14 graus. 14 GRAUS E EU PASSEI CALOR.

Acho que esse ano tá sendo excepcional, de fato.

Vocabulário infantil, em inglês

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E venho aqui contar mais um episódio das menininhas que eu cuido aqui na Irlanda. Não é bem um episódio em específico, mas um apanhado do vocabulário especificamente infantil que elas usam.  Lembra, por exemplo, quando você era criança e falava "pepeta" ao invés de "chupeta"? Tipo isso.


O Vaticano e a saturação da arte

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Meu último dia em Roma foi dedicado a conhecer o menor país do mundo, tanto em população como em área: o Vaticano.

Eu não sou católica, mas ir à Roma e não visitar o Vaticano não dá, né? Ainda mais depois que o R. me disse que eu tinha que ir ver a riqueza e a arte do lugar. Sendo assim, saímos de casa umas 10 e pouco da manhã e pegamos o metrô.

Descendo na estação Otaviano você dá de cara com milhaaaares de guias tentando vender a visita guiada pro Vaticano. É que funciona assim: você pode simplesmente pagar 16 euros e visitar o Museu, a Capela Sistina e a Basília de São Pedro, mas em nenhum desses lugares há muita informação escrita, então sem visita guiada ou áudio-guia perde-se muito. R. já tinha feito a visita guiada e recomendou demais, disse que aprendeu muita coisa interessante, então tá: eu tava disposta a fazer a tal visita. Na minha cabecinha pobre de estudante, imaginei que a entrada fosse uns 10 e a visita + entrada uns 20. Coitada de mim. Um dos vendedores que nos ofereceu o tour deu o preço: 46 euros.

QUARENTA E SEIS EUROS? PUTA QUE PARIU!

Fui pra Roma por causa dela

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Eu não sou pessoa de show. Não gosto do vuco-vuco, da bagunça, de sair tarde do local e não ter como voltar pra casa usando transporte público, etc. Durante meus 26 (ou 27?) anos de vida, estive em pouquíssimos shows: Eliana, Titãs, Five, Madona, Agridoce, RPM, Kid abelha e Laura Pausini, claro.

Depois do perrengue que passei no show da Madona no Morumbi, prometi a mim mesma nunca mais ver show em estádio (mas nem se Michael Jackson estivesse vivo e viesse pra Dublin!). Sendo assim, só ia em show que fosse em local fechado e de preferência, com assentos. Pode chamar de fresca, mas só quem tem o meu tamanho sabe como é foda enxergar com gente na sua frente (porque qualquer um será mais alto). 

Tudo isso pra dizer que eu amo a Laura Pausini e já fui em 3 shows dela: 2009 , 2012 e 2013.

O segundo dia em Roma

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O segundo dia em Roma foi muito proveitoso, já que acordamos bem cedo pra dar tempo de ver tudo com calma, sem aquela correria louca que fizemos na viagem pra Paris. 

A primeira parada foi o Fórum Romanoprincipal centro comercial da Roma Imperial. Lá ocorriam cerimônias, eleições, discursos públicos, discussão de assuntos comerciais, etc, etc, etc, mas hoje são apenas ruínas e local de escavações. Como tudo em Roma, o Fórum é muito grande e impressionante! Eu imaginava umas ruínas no tamanho de uma praça, mas imagina, o negócio é gigante. Tem templos, igrejas, estátuas, muita coisa. Há algumas placas com informações mas acho que teria sido válido pegar um áudio-guia ou fazer uma visita guiada. De qualquer forma, valeu a pena ver toda aquela grandiosidade de perto. 



Roma e a fonte mais linda de todos os tempos

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Ontem eu falei das minhas primeiras horas em Roma e a visita ao Coliseu. Ele é realmente impressionante e muito bonito, mas Roma ainda tinha muito mais coisas tão impressionantes quanto o anfiteatro pra nos mostrar.

Atravessando a rua em frente ao Coliseu paramos pra ver mais algumas ruínas - uma antiga escola de gladiadores! A Ludus Magnus era localizada nesta área justamente pra tornar mais fácil a utilização dos gladiadores no Coliseu. Havia uma ligação entre estes dois edifícios - uma galeria subterrânea os interligava. Legal, né?



Roma - cheguei chegando!

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Acordamos antes das 4 da manhã pra poder pegar o vôo às 6:35. Como ainda era madrugada, compensou ir de carro e deixá-lo num estacionamento próximo ao aeroporto: você deixa o carro lá é um ônibus leva as pessoas pro aeroporto. Pelo que lembro, são uns 6 euros a diária, o que valeu a pena pra nós, que dividimos o valor. 

Check-in tranquilo, o vôo atrasou um pouco mas nem vi quando o avião decolou porque dormi logo e dormi o caminho todo. Acordei quando o comandante avisou que estávamos chegando em Roma e avistei o Coliseu de lá de cima. Surreal!

Ao chegar no aeroporto Ciampino tivemos que entrar num ônibus que nos levaria pro terminal correto. O bizarro é que esperamos uns 10 minutos pra todo mundo subir no ônibus pra ele andar praticante 10 segundos até o local. Sim, poderíamos todos ter andado, porque pegar o ônibus? Coisas de Itália.

Roma: o sonho

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Amanhã de manhãzinha eu tô embarcando pra Roma com o R.

E acho que não vou me acostumar com essa de "tô embarcando pro lugar X" porque olha... é emoção e felicidade demais! Primeiro que viajar é sempre bom e esse um dos motivos pelos quais vim aqui pra Irlanda, segundo porque o motivo dessa viagem é ver o show da minha cantora preferida e terceiro porque tudo isso vai acontecer na Itália! Itália, gente!



Eu adoro a Laura Pausini e fui nos dois últimos shows em São Paulo. Quando fiquei sabendo dessa turnê em comemoração aos 20 anos de carreira dela, enlouqueci. E enlouqueci mais ainda quando vi que o show cairia bem num domingo, dia em que eu poderia estar em Roma. Marquei a data que a venda começaria no celular e tentei comprar um bom lugar. Logo que comecei a trabalhar como childminder eu já sabia que teria que pedir a segunda-feira dia 9 off, afinal de contas, como voltar de um show que acaba lá pra meia-noite em Roma pra trabalhar às 9 da manhã em Dublin na segunda?

Perto do Polo Norte

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Como eu sei que você gostam quando eu falo das menininhas que eu cuido, resolvi gravar mais um vídeo. O foda é que quando a É. fala as pérolas dela tô longe do celular e não dá pra pedir pra falar de novo, perde toda a espontaneidade, né? Esses dias resolvi fazer umas perguntas aleatórias pra ver se saía alguma coisa engraçada, e como sempre, saiu.

Antes, vou contextualizar: a É. vai fazer 3 anos em fevereiro é super tagarela - fala e canta o dia inteiro, pergunta o porquê das coisas e tem boa memória. Um exemplo: os pais dela tem amigos na Noruega e já levaram as meninas pra lá numa viagem. Pois até hoje ela fala da "Norway" (ainda que erre o tempo correto da viagem - às vezes diz que foi pra lá "ontem", às vezes "semana passada", às vezes "quando era bebê"), das coisas que fez lá e das pessoas que conheceu.

Eu tava com ela na sala e perguntei onde estava a mãe dela, a irmã e o pai. O pai das meninas é músico e está em turnê pela Europa e ela sabia até o lugar onde ele tava naquele dia! Na parte em que ela fala da irmã no vídeo dá pra observar um dos erros que citei nesse post aqui.

Minha "coleção" de meias-calças

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Ai gente, eu adoro uma meia-calça. Sempre gostei, mas comecei a dar mais atenção lá pelos idos de 2005, quando procurava meia-calça colorida por São Paulo e não achava em lugar nenhum. Aí chutei o balde, comprei uma branca mesmo, comprei pó e tingi a bichinha na panela com água quente.

Depois achei modelos coloridos na Renner (inclusive uma delas tenho até hoje - a cintura tá meio larga mas a meia tá novinha, sem desfiar nem nada) e com o advento do Mercado Livre e Ebay, só alegria. Sempre comprava com uma vendedora no ML que fazia promoções e frete grátis e tal.

Quando eu vim pra Irlanda, não trouxe muitas meias porque sabia que elas não seriam suficientes para o frio daqui - a maioria das minhas meias era fio 40 ou 60 (quanto maior o fio, mais grossa ela é). Além disso, várias amigas que já moravam na Irlanda me diziam pra eu não me preocupar, que tinha meia calça barata aqui. E até tinha, mas não na variedade de cores que eu esperava. Na Penneys, por exemplo, tem época que eles vendem cores diferentes (azul, vermelho, mas sempre em tons mais sóbrios). Já na loja American Apparel tem de tudo quanto é cor, mas os preços são altos.

Meu primeiro aniversário longe de casa

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Eu sou louca por aniversário. E num momento totalmente egocêntrico, não nego: ainda mais o meu. Gosto mesmo. Faço contagem regressiva, faço festa, faço coisas diferentes e invento moda. Inclusive falei do meu aniversário do ano passado aqui.

Deste modo, eu já imaginava que ia ser difícil passar meu aniversário longe dos amigos, da família, de casa. Desanimei, não queria fazer nada. Fazer coisas outdoors não dá porque "tá frio"; em pub eu não queria porque não curto muito... em casa? Mas minha casa é tão minúscula! Até que um dia desses, conversando com a Jamile sobre isso, ela acabou oferecendo a casa dela pra eu fazer minha festa. Fofa, né?

Não sou a pessoa mais popular aqui em Dublin, ou seja, tenho poucos, mas MUITO POUCOS amigos. Não sei o motivo, mas nunca me incomodou. Fiz a minha seleta listinha de convidados, comprei uns salgadinhos, batata frita e finger food e marquei a data.



A verdade é que eu já sabia quem realmente esperar pra "festa". A gente sempre fica um pouco chateado de ver aquele monte de comida sobrando porque as pessoas não foram, mas tudo bem - pelo menos tenho comida pra toda a minha vida em Dublin! hahahaha

Inglês - erros e acertos

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Sim, eu já falei que adoro cuidar da É. e da C., que elas são fofinhas e mordíveis e tal tal tal. O que eu nunca contei é que a parte preferida de conviver com elas é ver as bichinhas falando inglês. A É. já me surpreendeu de cara, pois eu jamais imaginei que uma criança de 2 anos e meio pudesse ser tão falante e tão eloqüente. A C. tinha poucas palavrinhas mas em 3 meses consegui ver uma evolução absurda: hoje, além de ter vááárias palavras e inclusive juntar 2 ou mais palavras (more juice ou look at this), entende tudo, tudo. Se eu fizer perguntas fechadas (você quer o x ou o y? quer colocar ou tirar a blusa?) ela sempre entende e responde.

Mas elas são crianças e por serem crianças, comentem erros de gramática. O interessante, nesse caso, é que venho observando que os erros que a É. comente são erros que os meus alunos brasileiros cometiam. Se há alguma relação ou motivo pra esses erros acontecerem tanto com uma criança nativa no idioma como para alguém que está aprendendo o inglês como segunda língua já adolescente ou adulto não sei, mas o assunto me intriga bastante.

Por outro lado, ela utiliza palavras e pequenas construções que costumam ser ensinadas em níveis um pouco mais avançados no estudo de línguas; É. também faz uso de coisas que meus alunos viviam esquecendo ou ignorando.

Tomei nota de três erros constantes que ela comente, assim como três coisas positivas.

Au pair há 3 meses

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Pois é... há pouco mais de 3 meses eu comecei a trabalhar pra família M. todos os dias, das 9h às 17h.

Honestamente, não achei que eu fosse gostar tanto. Eu tava fugindo disso como diabo foge da cruz, já que criança nunca foi o meu forte, e não é que me surpreendi? As meninas são umas fofinhas e a cada dia que passa, gosto mais delas. Genuinamente tenho momentos de diversão e a hora até que passa bem rápido com elas.

No parquinho, fim do verão...

A rotina está bem estabelecida e elas comem direitinho, dormem um pouco à tarde, brincam de tudo - são raros os momentos de estresse. Esses dias a É. soltou do carrinho e foi andando em direção à rua quando vinha um caminhão (que buzinou, claro), mas eu segurei no braço dela bem antes da bichinha chegar perto da rua. Dei a maior bronca, disse que ela não podia sair assim correndo e por dentro eu tava era desesperada - já pensou se essa menina me corre pra rua em direção ao caminhão e um acidente acontece? Ela só olhou pra mim com os olhos arregalados e disse "yes" quando eu pedi pra ela confirmar que tinha entendido o perigo da situação.

Mas isso, como eu disse, é raro.

A parte ruim da bicicleta

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Andar de bicicleta não é só flores como comentei nesse post aqui. Tem que ter habilidade, tem que ter disposição, já diria o poeta do funk carioca.

A verdade é que muitos imprevistos podem acontecer. Você pode atropelar pedestres, ser atropleado por outras bicicletas ou carros, ter sua corrente solta sem mais nem menos, entre outras coisas. Eu sou bem cuidadosa mas percebi que depois de dois meses andando de bike todo dia, me tornei mais reckless em algumas situações e trechos do caminho - o vão entre carro e calçada que antes eu julgava ser estreito já não parece tão estreito assim, ultrapassar carros parados no trânsito não parece tão perigoso assim, etc. No entanto, eu paro e desço da bicicleta em dois momentos distintos e específicos do caminho casa-trabalho por não me julgar malandra o suficiente pra atravessar o cruzamento no meio de tudo - nisso, sou medrosa mesmo. Enfim, aqui vão algumas considerações: 


Coisas que eu não comia no Brasil

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Eu preciso começar esse post dizendo que eu adoro comer. Sempre comi de tudo: fruta, salada, peixe, frango, massa, doce, enfim, de tudo. Aprecio comida italiana, japonesa, chinesa, indiana (essa eu não aprecio não, amo!), tailandesa, etc etc. 

Comentei num post há meses que os brasileiros aqui vivem num mundinho brasileiro. Desculpa, mas é verdade. Vai na loja brasileira, come carne brasileira, arroz e feijão, bolacha passatempo, etc etc. Não tô julgando: cada um faz o que é melhor pra si e tem gente que não come qualquer tipo de comida, leva tempo pra se adaptar, etc. Normal. 

Eu, particularmente, adoro comida e doces brasileiros: carne de panela com batata, arroz de forno, pizza paulistana, doce de leite, beijinho, pudim de leite e a lista vai embora. Massss, eu não comia essas coisas todo dia - justamente por isso não entendo o povo morrendo de saudade de feijoada, uma comida que eu comia, sei lá, uma ou duas vezes por ano. 

O Mercado Inglês

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No mesmo final-de-semana em que visitei o Museu em Cork, também fui conhecer o tal do English Market. Na verdade, desde a minha primeira vez na cidade eu já queria ter conhecido o local, mas nunca deu porque tava sempre fechado nos dias/horários em que eu tava lá. Dessa última vez, deu certo!



O English Market é um mercado municipal de alimentos em Cork. Ele existe desde 1788 e atrai turistas de vários lugares - inclusive a Rainha Elizabeth II, quando ela visitou a Irlanda em 2011:

Puxando a sardinha (em Cork)

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Todo lugar acaba puxando uma sardinha* pro seu lado. Quando estive no Museu de Galway, maior propaganda de que Galway foi a cidade mais importante da Irlanda. No castelo em Limerick, maior propaganda de que Limerick foi de extrema importância pra Irlanda. E não podia ser diferente em Cork, claro. 

*Ou, como expliquei pro R., "to pull a sardine to your side" - RISOS. Acabei achando agora no google uma correspondente: "every miller draws watter to his own mill".

Já estive na cidade algumas vezes e nessa última fomos no Museu de Cork que fica dentro do Fitzgerald Park. O parque não é tão grande quanto o Phoenix Park em Dublin e nem tão bonito quanto o Stephen's Green, mas tem o seu charme. Demos uma voltinha rápida e fomos direto pro museu pois ele fecharia às 16:00 e tínhamos aproximadamente meia hora. 


O que essa árvore brilhante tá fazendo aí? Ninguém sabe...


Mulherzinha times

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Uma das melhores coisas de morar na Europa é ter acesso a coisas que eu só teria pelo ebay (e com sorte essas coisas chegariam as minhas mãos) e alguns sites gringos.  

Sempre gostei de fazer compras online e apesar de já ter sido taxada pela receita federal, nunca deixei de comprar meus livros na Amazon, meus esmaltes e maquiagem no Ebay e na Cherry Culture e meus cosméticos no Strawberry. 

Aí você chega aqui e vê todas essas coisas que davam mó trabalho achar e comprar na maior facilidade: lojas de 2 euros, farmácias, etc. Eu não sou consumista desenfreada, mas sou menina! Tenho meus momentos Becky Bloom de vez em quando. 


O melhor da bicicleta

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São praticamente dois meses andando de bicicleta aqui em Dublin. Só faço o trajeto casa-trabalho, trabalho-casa porque no fim de semana, se preciso fazer algo no centro, vou de ônibus pra dar descanso pras minhas pernas!

Já cansei, já lutei contra vento (luta diária na verdade), já pedalei na chuva, na garoa, no frio... Já quase atropelei gente (culpa delas, atravessando fora da faixa), já quase fui atropelada por outra bicicleta (culpa dele, que passou o farol vermelho) e já levei bronca da Garda. Mas eu não penso em voltar a andar de ônibus tão cedo porque...


8 meses de Irlanda

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Meu! Só ontem é que me dei conta que hoje era dia 20 e dia 20 é meu aniversário de Irlanda. 

São 8 meses já. Dois terços do intercâmbio foram embora. Nem vou ficar falando que passou rápido, porque isso eu já falo desde o 4º mês. 

Paris, outubro de 2013

São 8 meses e eu...

Sobre "Tropa de Elite" e outros idiomas

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Esses dias assisti Tropa de Elite com o R.

Ele nunca tinha visto filme brasileiro e achei que seria um bom começo - o filme é bastante popular, foi um fenômeno no Brasil e tem ação, drama, subtons de comédia, enfim. Assistimos com legenda em inglês, claro, e eu não pude deixar de notar uma coisa: que pena não falar um outro idioma na vida.

Explico: apesar da legenda estar lá, às vezes fiel ao texto (às vezes educada demais), a experiência de uma brasileira e de um irlandês ver o filme é totalmente diferente. E nem digo pelo contexto social ou background e conhecimento de Brasil, Rio de Janeiro, favela ou polícia no Rio. O fator linguístico muda muita coisa. 

O R. riu de algumas piadas? Riu. Entendeu o filme? Claro que sim. Mas como passar pra uma outra língua (no caso, o inglês), a forma irônica/formal que capitão Nascimento trata seus alunos (chamando-os de "senhores", por exemplo)? Como traduzir falas como "quem manda nessa porra sou eu" ou ainda "senta o dedo nessa porra". 

Porque "FUCKING shoot" ou "shoot this motherfucker" não é a mesma coisa. 


5 coisas que sinto falta em São Paulo

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Pois é. Eu já falei aqui diversas vezes o quão infeliz eu estava com a minha cidade. É trânsito demais, gente demais, carro demais. É estressante. Não é tarefa fácil morar em São Paulo e levar uma vida em que você demora 1h e meia no mínimo pra chegar em qualquer lugar. 

Mas, é a minha cidade do coração e não é de todo ruim. 

São Paulo está entre as 10 maiores cidades do mundo. DO MUNDO. Podia ser incrível e demais, mas tem chão pra chegar lá. Olho pro mapa do metrô e tenho vergonha - quando mostrei o mapa pro R. ele não acreditou que a malha metroviária de SP era aquilo

Mas tem coisas que São Paulo me dava que nem Dublin nem lugar nenhum me dá:

Why? Why? Why?

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Lembra do Zequinha do Castelo Rá-tim-bum?

Pois é. Tenho que lidar com coisa parecida todo dia. 

É uma gracinha a É. perguntando as coisas, mas depois de você responder, ela continua perguntando. Se tá chovendo e eu falo "look É., it's raining!", pronto - aí começa o festival de "why":

- why?
- because water is falling from the sky. 
- why?
- because it's raining!
- why?
- it's raining because it's not sunny!
- why?
- because water is falling from the sky. 

E assim até o infinito. 


Supermercado na Irlanda

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Quando eu cheguei na Irlanda, ia sempre fazer compra no Tesco, já que tinha um enorme perto de casa. Eu gostava da limpeza e organização do mercado e dos preços também. 

Aí eu mudei de casa, e não tem nenhum mercado perto. Quer dizer, até tem um Tesco Express, mas os Tescos Express geralmente são mais caros e não tem variedade de marcas (inclusive a própria marca deles que é mais barata). Então já que eu tinha que me deslocar até o centro pra fazer minhas compras, resolvi experimentar outros mercados. 

Na primeira vez que fui no Lidl, choquei com a bagunça. É tudo meio jogado, mas depois que você acostuma com o local das coisas nas prateleiras fica fácil. Saí de lá com mochila e sacola cheia e gastei menos do que costumava gastar no Tesco. 

Só que no Lidl não vende todas as marcas, tudo que eu gostava no Tesco. 


Meu lugar preferido em Dublin

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Há algumas semanas vi esse post do Rick sobre o lugar preferido dele em Sligo e achei muito bacana. Fiquei com vontade de escrever sobre o meu lugar preferido mas pensei pensei pensei e ... Qual é o meu lugar preferido em Dublin?

Eu gosto de Dublin no geral: os parques (especialmente o Stephen's Green, no coração da cidade e cheio de flores e tal), andar na Grafton Street e ver os buskers tocando, passar pela O'Connell... Mesmo o centro sendo cheio de gente e de gente estranha também, eu gosto. 

Aí fiquei tentando pensar num lugar que já fui mais de uma vez, um lugar que gostei tanto que quis voltar... E lembrei: o Bewley's Café



Hotel, albergue ou casa de estranhos?

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Nesse final de ano estou com algumas viagens programadas e por conta disso, tive que começar a pesquisar acomodação. 

Nas últimas vezes que viajei, fiquei em hostel porque acabou sendo uma alternativa barata - em Porto Alegre fiquei em hostel, em Salvador e Porto de Galinhas também. Na Argentina, hostel e em Istambul, hostel. Infelizmente, preços de hotéis nunca se encaixaram muito no meu orçamento. Sim, há hotéis que tem bons preços e que são quase tão baratos quando hostels, mas geralmente os baratos não são bem localizados.




Então, vamos lá: 


Paciência

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As meninas que eu cuido são fofinhas e tal, mas elas tem uns momentos e características que me irritam, sendo a principal delas a impaciência

Eu sei, elas são pequenas, mas foda-se: me dá a maior raiva elas não saberem esperar. 

Exemplo: tô descascando laranja pra elas e as duas começam a chorar dizendo "I want oraaaaange!!!". Eu jogo a laranja no chão e grito: CARALHO, espera que tô descascando!

Mentira. Esse surto acontece só na minha cabeça. 


Halloween na Irlanda

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Eu fiquei uma semana falando sobre Paris e deixei o Halloween passar batido.... Quase! Eu já tava querendo escrever a respeito, mas só agora tive tempo e vamos lá!

O Halloween é a segunda data mais importante aqui depois do St. Patrick's Day. As lojas e casas estavam toda decoradas e todo mundo já tava falando das festas umas duas semanas antes, dava pra sentir um clima diferente na cidade. Essa data tem origem celta e ZzzZZzzz, não preciso contar aqui, né? Tem no wikipédia, tem em um monte de lugar.

O Halloween sempre foi presente da minha vida pois sempre fui professora de inglês e as escolas dão destaque pra data. Sempre tinha eventos, competições, ir fantasiado pro trabalho e não sei o quê mais. Fora isso, meus amigos (em sua maioria, também professores) sempre festejavam, então vê só: já fui bruxa, marinheira, e ano passado, enfermeira zumbi. 



O último tango em Paris

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Se você veio parar aqui procurando saber sobre o filme com Marlon Brando que tem a polêmica cena da manteiga... er, bem, lugar errado! hahaha.

Esse é meu último post sobre Paris. Eu consegui transformar uma viagem de 2 dias e meio em uns 5 posts, eu sei. Não enchi linguiça, juro. É que eu queria registrar cada história, cada detalhe, cada impressão... Pensando bem, eu gostei mais de Paris do que achei que tivesse gostado. Vejo as fotos com nostalgia, lembro de tudo com um sorriso no rosto.

Mas pra terminar o meu relato: no último post comentei do dia de Amélie Poulain, da Basílica Sacre Coeur, do trem pra chegar na Notre Dame. Saímos da estação e demos de cara com a catedral, foi lindo!


Paris - meu dia de Amélie, basílicas e andanças

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No último post comentei que estávamos indo pra Montmartre imprimir o cartão de embarque e já que íamos pra lá, por quê não aproveitar pra fazer o rolê Amélie?!

Descemos na estação Abbesses e logo na saída demos DE CARA com uma lan-house. Foi 1 euro pra usar o computador e imprimir e sabe o que foi o mais bizarro? As configurações do PC estavam todas em português!

Cena do filme no metrô

Caminhamos um pouco pelas ruas e resolvemos perguntar onde ficava o Café Deux Moulin - a gente tava bem informado com os endereços, mapas e estações, mas como não tínhamos nos programado pra ir lá, paramos numa livraria e o cara disse que era logo na frente, só seguir a rua até o final. E não é que achamos o café? Eu achava que ele seria maior e mais imponente, mas ele quase se perde nas esquinas de Montmartre. Não tem nada de especial nem referências ao filme - a não ser uma foto grandona da capa do filme lá atrás - e vi uma ou duas pessoas tirando foto pois com certeza estavam ali pelo mesmo motivo que eu. Pra não ficar chato, tomamos alguma coisinha e registramos o momento:

Tá vendo a Amélie lá atrás?

Paris - o arco, o cabaré e as viagens de metrô

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Depois de passarmos a manhã conhecendo o Louvre e a tarde conhecendo a Torre Eiffel, decidimos que tínhamos que correr se quiséssemos conhecer mais coisas ainda naquele dia. A gente tava cansado, mas depois de repor as energias com o jantar, criamos coragem e fomos para o nosso próximo destino: o Arco do Triunfo

Pegamos o metrô pra descer na estação Kléber. Pegar essa linha foi até uma surpresa pois foi a única que não era totalmente subterrânea, então deu pra ver a cidade, sabe? Mas o momento mais surreal estava pra acontecer: dois caras tocando acordeon entraram tocando músicas super francesas! Aí ficamos admirando os caras tocarem enquanto víamos a torre Eiffel ao fundo. Enquanto isso, os parisienses com cara de putos no metrô. Sensacional! Demos até umas moedas pros caras. 



Paris - a icônica Torre Eiffel

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Depois de passarmos a manhã toda e o começo da tarde no Louvre, pegamos o metrô (ele, mais uma vez) pra finalmente dar atenção especial a o ponto turístico mais famoso de Paris e um dos mais icônicos do mundo - a tal da Torre Eiffel.

Vou poupar a chatice de explicar como ela foi construída e aquele blá blá blá - já ouvi muito essa história, principalmente no último ano da faculdade (Rádio e TV) quando um dos nossos projetos-piloto foi um programa estilo o "Vitrine", da TV Cultura, sobre a França! Mesmo assim, é sempre impressionante pensar que a torre tem mais de 300 metros de altura e até a década de 30 era o monumento mais alto do mundo.


Paris e o museu mais famoso do mundo

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No segundo dia em Paris, acordamos cedo (mas mais tarde do que gostaríamos) e saímos em busca de algum lugar pra tomar café da manhã e ir pro Louvre

O café encontramos na esquina da estação Arts et Métiers, perto de onde ficamos. O petit déjeuner era 12,60 por pessoa e vinha com um croissant, uma bebida quente, um suco natural de laranja, pão na cestinha e ovos fritos. 

Pelas nossas contas, usaríamos muito o metrô no segundo e terceiro dia lá e resolvemos comprar o bilhete ilimitado: 17 euros. Colocando na ponta do lápis, teríamos gastado isso ou um pouco mais comprando bilhetes individuais, sabe? Assim acabou sendo melhor e mais prático.



Paris - a chegada e os primeiros passos

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Paris foi demais. Cara, mas demais. Deu pra cobrir boa parte do plano, deu pra comer coisas gostosas e deu pra viver momentos memoráveis!




Quanto custa viver na Irlanda?

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Eu lia muitos blogs e sites sobre intercâmbio na Irlanda antes de vir pra cá. Queria estar o mais informada e preparada possível, já que uma das questões que mais me preocupava era o dinheiro, claro - quanto vou gastar por mês lá era uma pergunta que sempre me "atormentava".


Gastos aqui variam muito, mas no geral é assim:

Aluguel

De 200 a 250. Na primeira casa que morei eu pagava bem mais e agora pago menos. Quarto single geralmente é mais caro, em torno de 300. 

Transporte

O cartão do ônibus semanal custa 18,50 - com a vantagem que você pode usar o cartão em dias não consecutivos por um bom tempo. Exemplo: uso o cartão hoje (e pode pegar quantos ônibus quiser), amanhã, domingo, semana que vem... Já o cartão semanal do Luas é mais barato, mas tem prazo: só compensa se você sabe que vai usar o luas todo dia. 

Eu não tô mais gastando com transporte pois comprei uma bicicleta, mas de vez em quando pego ônibus - uso moedas se faço isso. 

Alimentação

Arroz, macarrão, leite, pão, essas coisas são baratas. Eu acabo gastando mais porque não deixo de comprar meu cereal, iogurte, minhas besteirinhas - dá em torno de 80 euros por mês, às vezes mais. Vou postar gastos com alimentação em mais detalhes mais pra frente.

Contas

Internet em casa fica 7,50 pra cada um e a conta de luz em torno de 35 euros. Esse valor deve aumentar na próxima conta (daqui a 2 meses) porque o inverno tá chegando e deixamos o boiler mais tempo ligado.
Fora isso, cada pessoa dá 10 euros por mês pra comprarmos produtos de limpeza, papel higiênico e etiquetas do lixo. 

Resumo:

250 aluguel
80 alimentação
45 contas
____________
370 euros + transporte. 

Fora isso , tem o lazer, claro. Como eu não bebo, acabo economizando nesse aspecto, mas saio bastante pra comer fora, então fica elas por elas. 

Com um salário mínimo (8,65 a hora) part-time dá pra pagar as contas e ainda sobra um pouquinho. Trabalhando full-time dá pra se permitir pequenos luxos e guardar pra viajar!

Irmãos e irmãs

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Eu cuido de duas menininhas fofas: a C. de 17 meses e a É, de 2 anos e 7 meses.

Elas me irritam de vez em quando, mas na maior parte do tempo, acho elas fofas e me impressiono com as coisas que elas fazem e falam. No entanto, o que mais me chama a atenção é a obsessão da mais nova com a mais velha.

Obsessão talvez seja uma palavra forte demais. Mas gente, a bichinha é louca pela irmã. Quando acorda, a primeira coisa que ela diz é o nome da irmã. Quando a É. vai pra escola, C. chora e fica repetindo o nome dela por muito tempo. Quando falo que vamos buscar a É. na escola, a pequena sai correndo pro carrinho toda feliz.

Eu acho muito fofo. Toda hora ela quer mostrar as coisas pra irmã, quer brincar com ela, quer ter a aprovação dela.

Me faz pensar muito no meu irmão.

Paris, cherrie!

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Sabe quando tem alguma coisa muito boa acontecendo na sua vida que quando você para pra pensar ou conta pra alguém, parece que tá falando de outra pessoa?

É mais ou menos isso que tá acontecendo comigo. 

Tô indo pra Paris amanhã com o R.! 

Nunca nos meus sonhos mais longínquos eu imaginaria que conheceria a capital da França. Estando aqui na Irlanda, sendo realista, imaginei sim que um dia conheceria Escócia, Inglaterra e tal, mas Paris?! Parece coisa de filme. 

E falando em filme, um dos meus preferidos é francês - "O fabuloso destino de Amélie Poulain", o filme mais francês já feito, segundo o R. Claro que vou tentar dar uma passadinha no café Deux Moulin, onde a personagem do filme trabalha!




Como temos muito pouco tempo (2 dias e meio), vamos ser turistas total e foda-se: Torre Eiffel, Arco do Triunfo, Notre Dame, Sacre Cour, Rio Sena, Moulin Rouge, Louvre, tudo que um bom turista faz em Paris - nada muito alternativo.


Chove chuva

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Quando você começa a pesquisar sobre intercâmbio na Irlanda, uma das coisas que mais preocupa é o clima. Faz frio? Neva? Chove? 

Quando cheguei em março, choveu forte alguns dias seguidos, nevou e depois o clima ficou estável e as temperaturas foram aumentando gradativamente. Desde então, não lembro de chuva por dias e dias - choveu pouco, com exceção do final de julho que teve chuva relativamente forte por um tempinho. Foi na época que consegui emprego na Concern e tomei altas chuvas na cabeça.

Foi quando adquiri galocha e capa de chuva pra me proteger. A capa de chuva custou 10 euros e comprei na Penneys - na verdade, ela é mais de papel mesmo, porque só aguenta os showers, ou seja, as chuvinhas rápidas ou garoas.

Powerscourt Gardens

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Eu adoro ser turista, adoro. Vivo dizendo pro R. que posso me dar ao luxo de parar no meio da O'Connell, se quiser, pra tirar foto. Sou turista mesmo!

Minha missão "turismo na Irlanda" continua indo de vento em poupa: a cada final-de-semana ou tempo livre eu risco mais lugares da minha lista e retiro post-its do meu guia de Dublin e do meu guia da Irlanda. Acho esse país lindo e adoro conhecer tudo, ainda mais se for perto e barato, que foi o caso do Powerscourt Gardens.

(Quase) todo mundo que vem pra Dublin acaba dando uma passadinha por lá - existem tours pagos, mas honestamente, dá pra pegar o ônibus 44 no centro e em 45 minutos cê tá lá. Descendo no ponto final, é só subir uma ladeira imensa e andar um bom pedaço até a entrada do parque. É fácil!

Fui lá no outro domingo com a Samantha. Não foi assim tão lindo e maravilhoso como descrevi no parágrafo acima por motivos de: atraso do ônibus. A gente já tinha consultado os horários e visto que o 44 passa de hora em hora e nos programamos pra isso. Mesmo assim, esperamos mais de uma hora por ele na O'Connell.


7 meses de Irlanda

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São 7 vidas do gato, 7 pecados capitais, 7 maravilhas do mundo, 7 cores do arco-íris, 7 dias da semana, 7 anões da Branca de Neve, 7 notas musicais, 7 livros da saga Harry Potter e 7 meses da Bárbara vivendo na Irlanda!

Isso mesmo, dia 20 de outubro completei 7 meses de Irlanda. Não preciso dizer o clichê máximo "como passou rápido", né?

Mas cara, como passou rápido!!!

1 ano de blog!

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Caramba, 1 ano, já?!

Como comentei nesse post láááááá no começo, já tive vários blogs na vida pois sempre gostei de escrever. Além disso, sou nostálgica - adoro ficar lembrando de coisas que já passaram e registrá-las através de fotos e palavras parece uma ótima maneira de me ajudar nisso.

Um intercâmbio é um negócio muito legal pra passar batido. Eu não quero esquecer nada do que tá acontecendo comigo aqui agora, sabe? Não quero esquecer dos passeios, dos problemas, das descobertas...

Dados os motivos, o blog foi criado e se mantém firme!

1 de blog e:

... mais de 500 mil visualizações! Uau!

... 227 postagens;

... mais de 900 comentários (registrados no blogger, sem contar os do facebook);

... vieram parar aqui pessoas vindas do Brasil, Irlanda, EUA, Alemanha, Rússia e até Israel!

... os tópicos mais pesquisados são o próprio nome do blog e os termos "calor na irlanda 2013", "moda irlandesa", "desenhos tattoo sagitário" e "folclore e lendas irlandesas";

... o post mais acessado é esse aqui, sobre piercing no nariz - pois é, um blog 90% sobre intercâmbio e esse é o post mais lido! hahaha

Obrigada a todos que acompanham diariamente, semanalmente, de vez em quando. Obrigada a quem comenta sempre, a quem comenta às vezes e aos leitores quietinhos. Obrigada família e amigos, obrigada colegas, obrigada companheiros de intercâmbio e você que não se encaixa nessas categorias e caiu aqui de paraquedas! VALEU!

ps.: Pra comemorar, mudei o layout do blog um pouquinho. Não foi nenhuma mudança radical, mas já dá outra carinha, né? Também mudei o sistema de comentários. Vamos ver se esse é melhor!

ps2.: Um obrigada especial ao R., que desde que descobriu meu blog o lê todo dia pelo tradutor do google. :)

Eu, B., babá há 8 semanas

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Apesar de nunca ter gostado muito de criança (nem quando eu dava aula), acho que tenho me saído bem na tarefa de cuidar e entreter duas meninas pequenas.

Eu tive sorte, eu tive sorte: elas comem bem, dormem bem, são carinhosas e quase nunca dão piti ou brigam. Gostam de livros, gostam de boneca, gostam de parque, gostam de tudo.

Acho que o mais me incomoda no meu trabalho é o fato da casa ser suja. Senhor amado! Eu achava que era porque os pais são mega ocupados, mas ó, já estive em casas irlandesas onde crianças moravam e os pais eram ocupados e elas estavam limpinhas! A cozinha é um horror, um horror. Não deve ser limpa há meses - outro dia eu até dei uma limpadinha pois não tava aguentando, mas não sou paga pra isso, né?

A rotina é bem tranquila:

Bicicletando há 2 meses*

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*ERRATA: não sei de onde tirei esses dois meses! tô andando de bicicleta há UM MÊS aqui.

Dois meses andando de bicicleta pela cidade - pela cidade é exagero, é só o caminho casa-trabalho mesmo. Ainda assim, são 40 minutos de ida e 40 de volta, 14 km por dia. Sim, quatorze! Nem acreditei quando fui olhar no google maps. (mãe, tá vendo? 14 quilômetros!)

Muitas coisas já aconteceram nesses dois meses na minha vida de ciclista, mas o mais importante é que tô viva e inteira. Resumindo:

1) Quase atropelei uma moça que atravessou DO NADA perto da droga da Baggot Street. Ali sempre tem pedestre atravessando fora da faixa, então agora tô mais esperta nesse trecho do caminho;

2) Meu pneu tava meio vazio e peguei a bomba de encher o carrinho da minha chefe pra encher o pneu. Só que eu sou super esperta e experiente e acabei deixando sair mais ar do que encher o bendito. Resultado: pneu traseiro muito, muito murcho. Tive que levar a bicicleta numa bicicletaria perto da escola da É., que foi a única que lembrei na hora. Que sufoco carregá-la! Cheguei lá e o cara encheu pra mim, ufa!

3) Estava preparada pra sair pedalando quando o farol abriu na Harrold's Cross. Aí um filho da puta de um outro ciclista passou o sinal vermelho na descida e por centímetros não bateu em mim. Aliás, só não bateu mesmo porque eu vi ele descendo de canto de olho e tive tempo de virar o guidão. Ele disse um "sorry" todo sem graça e respondi "for fuck's sake!". Depois fiquei tão assustada que voltei chorando pra casa - se ele tivesse me pegado, teria sido um acidente feio;

4) Anteontem minha corrente ficou solta quando eu chegava no trabalho. Parei num gramado que tinha na calçada, deitei a bicicleta lá e fiquei olhando: como arrumar esse negócio?! Aí vi que tinha que colocar a mão na massa, quer dizer, na corrente. Com jeitinho, consegui arrumar. As mãos ficaram sujas de graxa, mas faz parte, né?

5) Ainda sinto dores nas pernas (e às vezes na barriga, tipo dor de abdominal), mas já não chego tão esbaforida no trabalho nem em casa. Me dá calor e ainda fico um pouco suada, mas agora que o frio tá chegando, tô achando uma delícia pedalar. O foda é sair de blusa e morrer de calor no caminho, que ódio! Odeio passar calor!

A sensação é essa

O Castelo do João

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No final-de-semana que fui pra Limerick ver o jogo de rugby acabei conhecendo o King John's Castle, um castelo incrível com um museu excepcional. Eu não esperava muito de lá, achei que seria mais um museu como qualquer outro - ledo engano.

Ele me lembrou um pouco o Dublinia e o Post Office Museum pela interatividade, mas ele é mais que isso. Tem história, tem gráfico, tem vídeo, tem personagens, tem projeções, tem muita coisa. Nós ficamos lá dentro umas 2 horas e tivemos que correr pra dar tempo de ver o lado de fora e depois ir pro jogo. Dá pra passar uma manhã/tarde tranquilo lá.

O museu conta basicamente a história do castelo - sua construção, quem mandou construir, quem construiu, quando, etc etc etc. Só que além disso, há todo um contexto: como era Limerick antes do castelo ser construído, como era Limerick na época da construção e depois dela. Só que além disso, eles colocam a big picture pro visitante, ou seja: não só o castelo, não é só Limerick, é a Irlanda toda.

O museu é uma grande aula de história sobre a Irlanda (literalmente, já que R. me disse que estudou vários daqueles tópicos na escola).

O mundo segundo os brasileiros

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Ontem foi ao ar o programa "O mundo segundo os brasileiros", na Band.

Eu tava super animada mas não vi ontem porque... sem condições de ver daqui por causa do horário. Achei que ia demorar pra eles colocarem na web, mas hoje à tarde já vi que tinha link pra poder assistir.

Tô tão tímida! Quatro anos estudando Rádio e TV e nunca imaginei que eu fosse aparecer do outro lado da tela. Foi uma boa experiência - não só por ter conhecido Newgrange, que eu adorei, mas também por dar a oportunidade de família e amigos no Brasil me verem aqui! Até minha vó ficou acordada até tarde da noite pra poder me assistir!

Aliás, sobre isso: obrigada à todos pelas dezenas de recadinhos no meu mural do facebook, no twitter, aqui no blog. De verdade, me senti muito querida!

o mundo segundo os brasileiros em dublin


Agora, sobre o programa - sinceramente, não acho que ninguém se importe com a minha opinião, mas o blog é pra eu escrever sobre o que eu gosto, não gosto, penso e etc - então seguinte: achei o programa bem fraco. Eu só tinha visto uma edição, a de Istambul, e gostado. Não vou falar do programa no geral porque não sei bem qual a proposta, mas o episódio de Dublin em si é bem fraco. Deixaram várias coisas importantes da cidade de fora, como o maior parque urbano da Europa (Phoenix Park), rua mais larga da Europa (O' Connell Street), Saint Stephen's Green, entre outras coisas. Mostraram umas feiras legais, umas coisas alternativas, mas sério?

Além disso, colocaram um bloco sobre Belfast. Belfast é a capital da Irlanda do Norte, outro país, outra moeda, outra história. O meu rolê, que foi fora de Dublin, já não se encaixaria na proposta de falar sobre a cidade, mas Belfast foi de chorar!

De todos os "personagens", gostei muito do cara que trabalha na recepção do hotel e falou sobre o centro, Temple Bar e tudo mais. Tinha também dois blogueiros (inclusive um "famoso" - com muitas aspas aí) participando, mas melhor não falar nada.

Obrigada a quem ficou acordado até tarde pra assistir, a quem assistiu depois, ao R., que me ajudou pra caramba no dia e até ganhou uns segundos de tela comigo (hahaha, eu sabia que ele ia aparecer!) e à Tarsila, que me chamou pra participar no lugar dela. :)

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=9nH-19VN8Xc (a minha parte começa mais ao menos aos 40 minutos)

Rugby!

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Rugby é um esporte inglês, relativamente popular aqui na Irlanda. Os times grandes são os times das províncias - e dentro delas há times de "menor importância".



Apesar de não ser um esporte irlandês, eu precisava ver de perto qual era o lance todo do rugby. E gostei!

Limerick e um pouco do Obama

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O que mais gosto no intercâmbio é poder conhecer o máximo da cultura local (e de outras também). A Irlanda é um pais muito rico nesse aspecto, com muita literatura, música, história, lendas e esportes diferentes, e tento absorver tudo o que posso. 

Há alguns meses tive a chance de ver um jogo de hurling - esporte típica e exclusivamente irlandês no estádio Croke Park. Adorei e acrescentei na minha listinha mental "assistir futebol gaélico e rugby", esportes também populares aqui. 

Um dos amigos do R. curte muito rugby e nos deu dicas de bons jogos para assistirmos. Ele acabou reservando ingressos pro jogo Munster x Leinster que aconteceu no dia 5 de outubro no estádio considerado o melhor do mundo para o rugby, o Thomond Park em Limerick. 

Eu já havia passado por Limerick na minha viagem pela Irlanda em junho, mas não conheci nada lá. Resolvi unir o útil ao agradável e fomos mais cedo pra lá pra poder dar tempo de turistar um pouco. 

O que não deu muito certo. Quer dizer, deu e não deu. 


Quem manda aqui sou eu!

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De vez em quando eu assistia Supernanny no Discovery Home and Health. Apesar de não ser fã de crianças, gostava de ver as soluções que a nanny encontrava e também de julgar os pais pensando "Bem feito! A culpa é sua". Sei que julgar é feio, mas eu fazia isso, vou mentir pra quem?

Agora, trabalhando de babá, posso colocar em prática algumas coisas que vi no programa. Não que eu goste, porque me irrita e afeta muito. 

Outro dia voltando de um playdate na casa da Nivea, É., a mais velha das meninas que cuido (2 anos e meio), sentou na calçada e não queria mais andar. Mas ela não queria mesmo. Tentei conversar, tentei negociar em troca de água e comida, nada funcionou. Juro, tentei respeitar o espaço e vontade dela, mas depois de muito tentar e nada, perdi a paciência: segurei ela pelo braço e disse "cê vem comigo agora!". Ela começou a chorar pedindo pelo pai e jogou o corpo pra trás, sabe? Agora imagina que eu tava empurrando o carrinho da mais nova, que começou a chorar também! Pensei comigo: não vou deixar uma criança tão pequena me tirar do sério assim - quem manda aqui sou eu, eu sou a adulta!


Kylemore Abbey e Connemara

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No mesmo final de semana que fui pra Galway também visitei o Parque Nacional de Connemara e a Kylemore Abbey. Mas vamos por partes.

Saímos de Galway já meio tarde e em uma hora e meia avistamos a Kylemore. É um negócio meio surreal, porque é uma construção linda - parece um castelo no topo da montanha! Há um estacionamento e toda a infra-estrutura para visitantes: loja, restaurante, etc. 



Opa, te conheço?!

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Dublin é a maior cidade da Irlanda, com pouco mais de um milhão de habitantes. Parece pouco, mas pra padrões irlandeses, é muito. Pense que 1/3 da população do país está aqui. 

Agora, qual é a probabilidade de você encontrar pessoas conhecidas entre um milhão de pessoas? 

Já aconteceu comigo diversas vezes. 

Acho até meio bizarro porque eu nunca encontrei tanta gente conhecida assim na minha vida inteira. No meu segundo mês aqui, por exemplo,  encontrei duas pessoas: a K., quando fui comprar a calça preta pro meu teste no primeiro emprego aqui, e a Laila, no shopping Dundrum. 


+ Galway

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Nas primeiras horas em que estive em Galway, conheci a praia de Salthill, que fica muito próxima ao centro. Não tinha areia, mas o local é bem agradável e tinha muita gente caminhando e andando de bicicleta no calçadão. Além disso, na área tem vários restaurantes e comércio bem ativo, além de um cassino e um fliperama - na verdade, aqueles lugares que tem todo o tipo de jogo e máquina (lembra daquelas que você coloca a moeda e tenta pegar o ursinho?!) e eu e o R. nos divertimos muito jogando air hockey e sendo clichês e tirando fotos naquelas cabines.


salthill




A cidade das tribos

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A primeira vez que ouvi falar de Galway foi quando vi o Gerard Butler cantando "Galway girl" no filme "PS I love you". Já me apaixonei ali, né? (R., não fica bravo - o Gerard Butler tem sotaque chinfrim, o seu é de verdade!)

O nome da cidade vem do irlandês Gaillimh, mas é tudo meio incerto. Uma teoria sugere que Galway foi nomeada por causa de um rio de mesmo nome (hoje chamado Corrib), das palavras gall e amh, que significam "rio com pedras". Há uma lenda que diz que a cidade na verdade tem esse nome por causa da filha do rei Breasal, que morreu afogada nesse mesmo rio.

Galway fica do outro lado da ilha, na costa oeste, e é a segunda maior cidade da Irlanda. É conhecida como a "cidade das tribos", por causa das famílias de comerciantes que dominavam a região nos séculos 15 à 17. Embora as famílias fossem de origem inglesa ou galesa (no total eram 14, sendo que duas eram irlandesas mesmo), eles logo se adaptaram ao way of life gaélico da região e incorporaram costumes e modos locais rapidamente. Essas famílias foram responsáveis pelo desenvolvimento da área e eram envolvidos em diversos aspectos sociais, religiosos e administrativos de Galway, além de terem construído diversos prédios e casas. Dois desses prédios ainda existem, sendo que um deles, o Lynch's Castle, pertence hoje ao banco AIB:


Outono é sempre igual, as folhas caem no quintal

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Ah, o outono! 

O outono sempre foi minha estação preferida - juntamente com o inverno. Que delicia poder usar uma blusa de frio, um cachecol de vez em quando, uma bota bonita! Que delicia poder andar e não suar, passar maquiagem e ela não derreter!

No Brasil a diferença entre as estações não é assim tão clara - pelo menos em SP, claro que o outono é mais frio que a primavera, mas a gente não vê folhas caindo e a paisagem amarelada como nos filmes, né?

Esse era um dos aspectos que mais me animava de vir morar na Irlanda: estações definidas. Aí cheguei dia 20 de março e tava sensação térmica de -3, nevando, com árvores todas secas. ARE U KIDDING ME?



Pedalando

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Tenho andado de bicicleta nas duas últimas semanas e já deu pra pegar um pouquinho da ginga pelas ruas da cidade. 

Da minha casa até o trabalho tem ciclovia 90% do caminho, o que é ótimo por me dar maior segurança de poder ir no meu ritmo sem medo de ter algum ônibus gigante atrás de mim. Sim, eu acabo cruzando diversos cruzamentos (não diga?!) e no começo me deu um pouco de medo porque tem que prestar atenção se o carro ao seu lado vai virar à esquerda e se os carros na direção contrária vão virar à direita. Depois dos primeiros dias eu acabei acostumando, mas às vezes, na avenida próxima de onde trabalho, eu desço da bicicleta e atravesso andando. 

Já pedalei no sol, no calor, na garoa, na chuva e no vento. 

Chega de ônibus!

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Aqui em Dublin tem várias formas diferentes de transporte: o ônibus, o luas, o trem, a bicicleta, o carro e os pés, cada um com suas vantagens e desvantagens. 

Já peguei bastante luas e dart e principalmente ônibus. São serviços bons, que funcionam, mas que tem um custo muito alto. O ônibus da minha casa para o centro, por exemplo, é 2,15! Existem os cartões que te ajudam a economizar, claro: pra mim, que pego 4 ônibus por dia (2 pra ir 2 e 2 pra voltar) pra ir pro trabalho, comprar o cartão semanal de 18,50 tava compensando muito. 

Só que além de gastar, eu comecei a  ficar incomodada com outra coisa: os ônibus cheios de manhã. Sim, aqui também tem ônibus cheio - com a diferença de que se ele está cheio, o motorista não deixa ninguém subir. Eu acho justo, até porque não era muito fã do modelo brasileiro do motorista ficar minutos parado esperando o povo se espremer ou ouvir o clássico "dá um passinho pra trás" na lotação. Só que todos os ônibus que eu poderia pegar passavam cheios e às vezes eu tinha que esperar uns 4 ônibus pra poder conseguir entrar. 

Desculpa, mas já peguei ônibus cheio demais na vida, não mereço mais. 

Aí pensei: quer saber? Esquece essa droga de ônibus. Vou andar de bicicleta!


Nas madeiras

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No final de semana retrasado fui mais uma vez pra Cork com o R. Fizemos o que tínhamos pra fazer, vimos quem tínhamos que ver, e antes de voltar pra Dublin, R. sugeriu de irmos num lugar ali perto. Eram as Farran Woods - ele me disse que sempre tinha excursão da escola pra lá quando ele era pequeno e que tinha boas lembranças da época. 

Ao chegar no parque, paramos o carro na entrada e seguimos a pé. Tem um quadro com algumas informações sobre o local, além de um mapa e sanitários próximos também. 




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