Aniversário pandêmico

Ninguém imaginou que 2020 seria como tem sido, não é mesmo? Distanciamento social, máscaras, pessoas morrendo, sistemas de saúde não dando conta de uma porra de uma pandemia.


A minha expectativa pra esse ano antes de tudo isso acontecer era de passar o meu aniversário fora. Nesses anos morando na Irlanda eu viajei muito, muito mesmo, mas nunca no aniversário. A verdade é que o fim de ano é bem corrido aqui pra gente, porque duas semanas antes do meu dia tem o aniversário do R., e aí começam os preparativos de Natal... então já viu. Sem contar as festinhas, reuniões de fim de ano, acaba que não sobra tempo pra estar fora daqui em dezembro.


Massss, como eu disse, minha expectativa era de poder viajar, aproveitar pra ver mercadinho de Natal... e no fim, passei o dia primeiro de dezembro em casa, mas tudo bem! Olhando pro ano e mundo como um todo, tenho muita sorte de estar com saúde, empregada, e ter recebido tanto amor e carinho, ainda que virtuais.



A capital do Camboja e as tragédias daquele lugar

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O Camboja é um país que faz fronteira com a Tailândia, Laos e Vietnã e contém em torno de 15 milhões de habitantes. Sua língua oficial é o khmer e 97% da população é budista.


Assim como o Laos, o Camboja foi um protetorado da França entre 1887 e 1949, e nos anos 70 o país estava sob uma República Khmer, e é essencial falar disso porque os dois dias em que passamos na capital do país foram praticamente só pra aprender mais sobre o período.



Entre golpes de Estado, neutralidade durante a Guerra do vizinho Vietnã e desavenças políticas, em 1975 o líder Pol Pot mudou o nome do país pra Kampuchea Democrático e com o apoio e influência da China, transformou o país. Ele prezava pela agricultura e não interferência ocidental, e com isso destruíram escolas, templos, deixaram de usar a medicina ocidental, etc. Estima-se que entre um e dois milhões de pessoas (de 8 milhões) morreram executadas.


Primeiras impressões: Camboja

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Eu e R. fizemos uma viagem de seis semanas pelo sudeste asiático em março/abril de 2018. Levei muito tempo, mas fiz posts sobre vários aspectos da viagem, incluindo resumos de primeiras impressões e detalhes sobre cada país/cidade que visitamos, com exceção do Camboja.


Não sei por qual motivo, mas o tempo foi passando, e ele vai escorrendo pelos dedos. Quanto mais velha eu fico, mas eu sinto em como o tempo se vai rapidamente, e se a gente não registra, não escreve, não fotografa, as memórias se vão, os detalhes são vão junto com o tempo. E aí que me dei conta que nunca tinha escrito sobre nosso penúltimo país dessa viagem tão foda!


Na época fiz algumas anotações (que já não tenho mais), então esses posts vão se basear 100% na ordem das fotos que tirei, no nosso arquivo excel onde tínhamos o planejamento da viagem, nos horários das passagens que ainda temos no nosso dropbox, etc.



Até começar a planejar aquela viagem, eu nunca tinha pensado muito sobre o Camboja, não sabia quase nada. A única imagem que me vinha à cabeça eram os templos de Angkor Wat, e só. Saímos de lá tendo aprendido muito mais sobre a cultura, a história, e as tragédias que assolaram aquele povo.


Ainda dá tempo de postar em Outubro?

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Sem querer, acabei deixando pra escrever um post por mês. Nem é porque cansei de blogs ou do meu próprio blog, pelo contrário! Continuo acompanhando alguns, e nesse mês de outubro o Barbaridades completou 9 anos. NOVE ANOS!

Nesse rolê de pandemia, lockdown, reabertura, mudanças no trabalho, mesmo tendo mais tempo livre, senti menos vontade de vir escrever. Continuo dando muito as caras no instagram, que apesar de ser uma rede social super criticada me traz muitos benefícios, mas confesso que por lá ser uma coisa mais rápida e interativa, acabo deixando o blog de lado.



Mas, como sempre digo, isso é um livro virtual de memórias, e faço questão de bater meu ponto aqui como um presente pra Bárbara do futuro.


E o que tem rolado nessas últimas semanas?


Algumas horas em Washington DC em plena primavera

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Esse post está praticamente um ano e meio atrasado, mas antes tarde do que nunca! Além disso, como eu já disse várias vezes por aqui, esse humilde blog é um diário virtual, e eu queria deixar registrada essa visita que fizemos à capital dos EUA em 2019.

Em tempo: sei que no momento em que escrevo esse post estamos passando por uma pandemia mundial, e sabe-se lá quando e como a vida voltará ao normal, se as pessoas poderão viajar livremente como faziam antes, e se alguém no futuro encontrará esse post pesquisando sobre um stopover em Washington. De todo modo, fica pra posteridade!

Nunca tive vontade de ir especificamente pra Washington, mas o que rolou foi o seguinte: em 2019, quando fomos ao Brasil, fizemos nossa conexão nos EUA. Eu queria muito conhecer Nova York, e tinha essa possibilidade de parar por lá na ida. Quando compramos as passagens, a conexão da volta São Paulo - Dublin seria em NY também, mas vimos uma opção de parada em Washington. Pensamos: por quê não?

Washington, EUA


De volta à vida "normal"

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 Ai, gente. Minha quarentena acabou! Desde março, depois daquele pronunciamento do primeiro-ministro onde ele dizia que escolas deveriam fechar, estou em casa. Nas primeiras semanas eu realmente só saía pra ir ao mercado uma vez por semana, e tirando as duas semanas em que fui temporariamente desligada da empresa (laid off), eu venho dando aula online há meses - 5 pra ser mais exata!


Confesso que não amo a ideia de aula em grupo online, mas era necessário. E como bons seres humanos que somos, me adaptei relativamente rápido e logo tava fera em usar diversos recursos (com parcimônia) e tentar dar a melhor aula que eu poderia - mesmo à distância.


Só que todo carnaval tem seu fim, e a pressão pras escolas de inglês voltarem tava grande - muitos alunos estavam insatisfeitos com aulas online (porque afinal de contas, pagaram por aulas presenciais), e acho que no geral os donos/diretores queriam voltar as atividades o mais rápido possível.

Adotamos duas gatinhas!

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Adotamos duas gatinhas lindas recentemente e queria comentar sobre o processo - não só para a posteridade, mas também pra quem sabe ajudar alguém que esteja querendo adotar pets aqui na Irlanda também.

No entanto, preciso fazer um disclaimer importante: o nosso caso foi um pouco diferente do tradicional, mas vou falar sobre o que fizemos, o que tentamos, e listar alguns abrigos onde é possível adotar, especificamente, gatos aqui na Irlanda.

Barbarella e pets, R. e pets


Minha história com pets é simples: non ecsiste. Eu nunca tive bicho de estimação, e por causa disso, sempre rolou um certo medo de chegar perto, fazer carinho, etc. Meus tios em São Paulo sempre tiveram cachorros, e apesar de ter passado a minha infância inteira lá aos fins de semana e férias, eu nunca fui muito chegada. Não me leve a mal, eu nunca odiei bichos, mas simplesmente não sabia como agir perto deles.

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Diário do casamento #3

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Esse será um diário do casamento diferente, já que ele vai trazer uma pausa nessa série de posts aqui. Mas, como eu sempre digo, esse blog nada mais é do que uma espécie de máquina do tempo pra mim, e eu queria deixar registrado pra poder voltar no futuro e reler sobre essa fase na minha vida.

Estamos no começo de julho, e numa realidade paralela estaríamos na contagem regressiva pro nosso casamento civil no dia 10 e pra festa no dia 11. No entanto, por motivos de pandemia mundial, isso não vai estar acontecendo. Já choramos, já nos frustramos, já deixamos pra lá, mas a verdade é que não tem nada que poderíamos ter feito. Cancelamos, ou melhor, adiamos a festa e cerimônia do dia 11 há um tempo já, mas o casamento civil ainda estava pendente.

Não tinha um motivo especial pra termos escolhido o mês de julho - o único motivo foi bem prático: a minha família é composta de professores, e pra eles, férias só em julho ou janeiro. Logo, pra que eles pudessem vir sem problemas, o casamento teria que ser em um desses meses. 

Fonte

Update da vida: isolamento, trabalho, planos

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Oi!

E lá vamos nós pra mais uma atualização do que anda rolando na minha vida... afinal de contas, esse é de certa forma um diário, e eu amo saber que voltarei aqui no futuro pra reler o que tava acontecendo na minha vida durante uma pandemia mundial.

Estou dando aula online há um tempo já - na verdade, só fiquei desempregada por duas semanas, então tô bem contente. Não amo as aulas online, sinto falta da energia e possibilidades da sala de aula, mas diante do que é possível, tô contente com o trabalho que tenho desenvolvido. Muitos alunos estão em situações bem precárias, mas felizmente a escola onde trabalho tem dado um bom suporte, e eu pelo menos continuo preparando minhas aulas e tentado entregar algo bacana pra essas pessoas que pagaram muito caro pra estar estudando inglês aqui.

Tivemos uma reunião há um tempo atrás onde o dono da escola garantiu que tudo ficará bem, e que assim que as restrições forem amenizadas, aos poucos o pessoal do administrativo poderá voltar ao escritório. Com sorte, poderemos voltar à sala de aula em setembro, mas a verdade é que ninguém sabe como será aula com distanciamento social, e se a escola vai mesmo aguentar até lá. Veremos.

Sobre aprender irlandês (gaélico)

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Já faz um tempo que eu tava a fim de começar a aprender uma língua nova. Amo adquirir conhecimento, e pra mim é um prazer imenso aprender palavras novas, sons novos, estruturas novas. Acho que aprender uma língua é muito mais do que só aprender palavras na verdade, e me abre a cabeça de forma inigualável a qualquer outra coisa.

Tem gente que, pra manter a saúde mental, gosta de ler, de fazer exercício físico, de cozinhar. O meu negócio é aprender.

E aí que tendo estudado espanhol por uns 2 anos num passado longínquo e estar aprendendo italiano há uns 10, eu senti a vontade de começar algo novo, uma língua que me trouxesse desafios, que me tirasse da zona de conforto. Na verdade, necessidade de aprender uma língua nova ou uma língua assim, não tenho. Mas é isso, eu queria mesmo testar meus limites.

Fonte

Dirigindo na Irlanda #4

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A última vez que falei sobre dirigir na Irlanda foi agosto de 2018, e na ocasião, eu mencionei que fazia mais de um ano que eu não falava sobre o assunto. Well, well, well... parece que eu sou meio lerdinha em relação a isso, mas ok.

Na época eu estava fazendo aulas práticas e dirigindo aos fins de semana. Fiz também uns simulados, ou seja, paguei aulas com um professor pra me preparar melhor pra prova que aconteceu em novembro de 2018. Eu não passei na prova, mas fui muito melhor do que eu imaginava! É até engraçado pensar nisso, porque eu geralmente fico muito nervosa em situações de prova, apresentações importantes, muito mesmo. Fico tremendo, bochecha bem rosada, sangue quente nas veias. Mas por algum motivo inexplicável, eu fiquei muito tranquila na minha prova!

Você chega no centro de provas - na época, fiz em Finglas, e aguarda na sala de espera. Quando dá o horário que tava marcado pra você, te chamam. Você vai pra um escritório aberto com várias mesas, e a pessoa que vai te avaliar senta com você, confere seus documentos e faz umas perguntas teóricas, além de mostrar algumas placas que você tem explicar o que são. Aí você sai do local e vai em direção ao carro. Ele te pede pra abrir o capô, explicar onde fica o óleo, água, etc.

prova direção irlanda


Quarentenando

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E aí quarenteners?

Imagino que nessa altura do campeonato você esteja quietinho em casa, angustiado, entediado, ansioso e preocupado com o que está acontecendo no mundo? Pois é, eu também.

Desde o meu último post, muita coisa mudou, mas nada mudou.

Dei aulas online por duas semanas, mas como eu previa, a situação foi reavaliada pelo management da escola e os professores todos foram dispensados temporariamente. Com isso, dei entrada no processo de seguro-desemprego aqui na Irlanda e segui a vida - não fiquei nem muito triste pra ser sincera, porque tudo foi acontecendo tão rápido que não deu tempo de ficar triste. Eu já esperava que a indústria de English Language Teaching ia sofrer um baque, e é isso mesmo.

Então o que tenho feito com os meus dias? Muita coisa, mas também nada! Tem dia que simplesmente passo horas fazendo nada no twitter e instagram; tem dias que passo horas estudando ou tocando piano; tem dias que só penso em comida o dia inteiro. E segue ad infinitum.



Coronavírus na Irlanda

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Só uma situação de calamidade pública pra me fazer escrever nesse humilde blog!!! Eu sei, faz semanas que não dou as caras por aqui, mas agora desconfio que terei bastante tempo pra voltar a atualizar esse diário virtual.

Não se fala em outra coisa nos últimos dias: corona vírus é mesmo o assunto do momento. Já está no nosso radar há um tempo, mas explodiu mesmo quando os casos na Itália chamaram a atenção - pelo menos na bolha eurocêntrica em que vivemos.

O fato é que o número de infecções está crescendo a cada dia, e na Irlanda não é diferente: se há duas semanas tínhamos apenas um caso que fez uma escola no lado norte de Dublin fechar por precaução, hoje, dia em que escrevo esse post, temos quase 400 casos confirmados. Na quinta passada, dia 12 de março de 2020, o primeiro ministro decretou que todas as escolas deveriam fechar até pelo menos o fim de março, e isso girou o meu mundo de ponta-cabeça.

Fonte


Querido diário (um novo ano se inicia)

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Queridas e queridos leitoras e leitores do Barbaridades,

Feliz 2020! Como vocês estão? Passaram bem o Natal e Ano Novo?

Por aqui tudo bem. Desde a última vez que nos falamos, muitas coisas aconteceram.

Trabalhei até poucos dias antes do Natal mas estava contente porque tava todo mundo no clima de festas e cantamos músicas natalinas com o os alunos - amo! No fim de semana antes do Natal, minha mãe chegou do Brasil e meu irmão da Alemanha, onde ele está morando há quase um ano.

Os primeiros dias foram bacanas, eu e o R. queríamos fazer tudo pra garantir que minha família se divertiria e descansaria também. Cozinhamos, passeamos um pouco, e o Natal em si foi super legal. Acordamos de manhã, comemos um Irish breakfast, abrimos presentes, e eu e R. mandamos ver na cozinha pra preparar o jantar do dia 25.

No dia 28 fomos nós quatro pra Londres, e passamos o fim de ano por lá. Era a primeira vez tanto da minha mãe como do meu irmão lá, e foi bacana ver a cidade pelos olhos deles. Focamos em passear pela cidade mesmo ao invés de ficar indo em museus, e tivemos sorte com o clima que estava bem seco. Andamos muuuuito, uma média de 13 quilômetros por dia!



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