Bósnia e Herzegovina #2 - Imigração na fronteira e Medjugorje

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A Bósnia e Herzegovina é um país remanescente da antiga Iugoslávia, fazendo fronteira com a Croácia, Sérvia e Montenegro cuja capital é a famosa Sarajevo - duvido você ter crescido nos anos 90 sem ter ouvido falar dessa cidade.

Aliás, uma pausa. Eu pessoalmente, não só cresci nos anos 90 mas também cresci com a trilha dos cds de rock do meu pai tocando alto no fim de semana. Então a Bósnia sempre me remeteu à belíssima Miss Sarajevo do U2. Essa música veio a partir de um documentário de Bill Carter sobre um concurso de beleza que aconteceu enquanto a guerra tava rolando. O diretor desse comentário foi pra Sarajevo no inverno de 1993 oferecer ajuda humanitária e se viu no meio do conflito, ficando lá por seis meses sobrevivendo de comida de bebê ou qualquer coisa que ele achasse. Aí ele sugeriu que Bono fizesse fizesse um outro documentário sobre a Bósnia e Bono aceitou. Ele não só ajudou a produzir, como também custeou um doc sobre um movimento de resistência à guerra no país. 

E a música é linda, ainda mais com a participação emocionante do Pavarotti no final. É de chorar mesmo! Então essa história toda ficou na minha cabeça o tempo todo e eu queria muito, MUITO ter ido pra Sarajevo também, mas como a capital fica bem longe de Mostar, que era o nosso destino principal por lá, vai ficar pra uma outra vez.

Bósnia e Herzegovina #1 - As cataratas de Kravica

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Quando eu e R. pensamos em ir pra Croácia, meio que já havíamos decidido que aproveitaríamos a deixa pra conhecer também a Bósnia, que faz fronteira com o país. O destino que tínhamos em mente era Mostar, mas no fim acabamos surpreendidos por essa belezura de catarata no meio do caminho.

No dia antes de irmos pra Mostar dei uma última olhadinha no Trip Advisor pra pegar umas dicas e acabei clicando num link tipo as melhores 10 coisas pra se fazer na Bósnia. E aí que essas cataratas aparecerem por lá e fiquei curiosa. Ela ficava bem no meio do caminho entre Split e Mostar, então era uma desculpa perfeita pra visitar, né?

Masss não achei muitas informações na internet sobre ela. Li uns posts de blogs gringos de 5, 7 anos atrás comentando o quão linda - e difícil de achar - a tal da Kravica era. Que não tinha placa indicando nada, que ninguém sabia explicar onde era, que o lugar era no meio do mato, mas que valia muito a pena, que era um pequeno paraíso... vi até gente comparando Kravica com Foz do Iguaçu - no sentido de que a configuração das cachoeiras era parecida (a da Bósnia com um volume de água muito menor, claro). Então ficamos um pouco apreensivos mas tentamos buscar o máximo de informações que pudemos, dei print screen no celular e fomos!

kravica cataratas waterfall bosnia

Croácia #3 - Dubrovnik

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Ir pra Croácia e não conhecer Dubrovnik seria como ir à Londres e não ver o Big Ben. Pelo menos isso era o que pensávamos, mas será que é 100% verdade?

O fato é que eu já vou começar esse post dizendo que sim, nós gostamos da cidade mais visitada da Croácia, mas Dubrovnik é mega, ultra, superestimada e cara. Nós não esperávamos isso já que a acomodação ficou num preço super ok, mas foi só adentrar os portões da old town pra perceber que se você não toma cuidado, gasta rios de dinheiro naquela cidade.

Claro, a old town é realmente impactante: as construções são lindas, aquele chão de mármore é maravilhoso a ponto de parecer que alguém o pole cuidadosamente todos os dias e a vista da muralha é digna de cartão-postal, mas acho que se não tivéssemos conhecido Split dois dias antes, teríamos tido uma surpresa maior. Eu andei perguntando à algumas pessoas que conheceram tanto Split como Dubrovnik e foram categóricos ao dizer que preferiram Split, assim como nós.

dubrovinik croacia primavera

Croácia #2 - Split

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Nossa viagem de Plitviče pra Split foi um pouco longa e chegamos na cidade bem tarde, mas o caminho valeu demais. Acabamos dirigindo pelo "interior" do país e passamos por várias, dezenas de cidades e vilarejos croatas. O que mais nos intrigou é que muitos desses vilarejos pareciam totalmente abandonados. Quer dizer, alguns nem tanto, porque víamos algumas roupas secando nos varais, carros estacionados, mas nenhuma alma viva pra contar história. Chegamos a passar mais de hora sem ver absolutamente ninguém pelo caminho!

Fui ler um pouco a respeito e muito disso tem a ver com invasões durante a 2ª Guerra Mundial e também as Guerras na Iugoslávia nos anos 90 - mas falarei mais disso num outro post. O fato é que sim, muitas cidadezinhas e vilas estão meio desertas ou abandonadas. Sei que vai parecer totalmente creepy, mas R. e eu ficamos tão curiosos e fascinados que ficamos com vontade de descer em uma delas pra ver melhor, mas como estava ficando tarde, continuamos na estrada com destino a Split.

Achar o nosso hotel foi super fácil e ficamos surpresos com o quão perto do centro histórico estávamos. Tipo, como compramos as passagens e reservamos os hotéis em Janeiro, nem lembrávamos direito onde ficaríamos e a surpresa foi ótima. Porque é assim: se você tá indo pra Split, o burburinho, as atrações, tá tudo ali no centrinho histórico, então ficar hospedado ali é vantagem demais.

Croácia #1 - Os lagos e cachoeiras de Plitviče

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A primeira vez que vi uma foto desse lugar (em croata, Plitvička Jezera) foi quando uma amiga que morava na Irlanda (quando eu ainda estava no Brasil, se não me engano) foi pra lá e postou fotos maravilhosas no instagram dela. Eu nunca tinha ouvido falar de tal lugar e fiquei maravilhada com o tamanho das cachoeiras e aquele azul/verde absolutamente maravilhoso da água.

Já que não tínhamos planos de voltar pra Croácia tão cedo, sabíamos que essa maravilha da natureza não podia passar batido e tratamos de incluir um passeio à esse lugar no nosso roteiro. Do aeroporto de Zadar levamos cerca de 2 horas até chegar lá - é que apesar do Google Maps garantir que o percurso leva menos de 1h e meia, o R. tava se acostumando com o carro, dirigir do outro lado da estrada, etc, etc. Fora que paramos no caminho pra tomar café, então chegamos no parque lá pro meio-dia.

Ao chegar, você pode parar o carro no estacionamento e comprar os ingressos, que custaram 110 kunas (em torno de 14 euros) cada. Você pode obviamente ficar lá o dia todo até fechar (19h00), além de poder também comprar a opção do ticket pra dois dias, que acaba saindo um pouco mais barato. Aí você me pergunta: e vale a pena ficar nesse parque por dois dias? Olha, depende. Se você curte muito natureza e se tem mais tempo, acho que vale a pena sim. Nós só ficamos uma tarde e conseguimos ver os lagos principais, mas não tivemos muuuito tempo de contemplar tudo não.

Viagem pela Croácia & Bósnia e Herzegovina: os meus primeiros Balcãs

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Conhecer esses dois países nos Balcãs (região sudeste da Europa que engloba totalmente a Albânia, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Macedônia, Montenegro e Kosovo AND parcialmente a Croácia, Grécia, Itália, Romênia, Sérvia, Eslovênia e Turquia) não era uma super prioridade na minha lista de viagens, mas eu devia uns dias de sol pro R. É que nos últimos dois anos fizemos viagens de inverno pra lugares de inverno em pleno inverno (Noruega em 2015 e Finlândia em 2016) e ele me fez prometer que iríamos pra lugares quentes em 2017. Como você já deve saber, eu amo frio, mas o R., como bom irlandês, ama calor! Então assim que entrou 2017 e começamos a planejar nossas viagens pro ano, eu sabia que teríamos que passar calor em algum lugar nos meses de verão.

E de fato, compramos passagens pra um destino maravilhoso em agosto, mas como ainda era janeiro, ia demorar demaissss. Resolvemos então fazer uma mini-viagem aproveitando o feriado de maio e pegando dois dias de folga pra emendar e assim a Croácia surgiu em nossas vidas.

Eu já sabia de algumas possíveis atrações pra conhecer por lá, mas logo vimos que não seria conhecer tudo assim pois os lugares eram muito longe uns dos outros. A opção de alugar um carro entrou em jogo, principalmente depois que checamos os preços e vimos que dava pra fazer um roteiro legal por um preço que cabia no bolso.

O Castelo de Athlone

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No feriado de páscoa resolvemos conhecer mais alguns condados que faltavam pra eu visitar e a escolha para Westmeath tinha sido um parque lindo chamado Belvedere House Gardens & Park. No entanto, o clima não estava nada bom, chovia bastante e achamos que ir pra parque pra tomar chuva na cabeça não era a melhor das ideias... por isso, entrou em ação o plano B e seguimos pra Athlone.

athlone castle

Athlone é a maior cidade do condado de Westmeath e fica no coração da Irlanda. Por conta de sua localização estratégica, é lá que fica um dos centros de seleção e redirecionamento de todas as encomendas e cartas na Irlanda! A cidade tem uma população de aproximadamente 20 mil habitantes.

O castelo de Athlone fica à beira do rio Shannon e foi construído para o Rei João pelo Bispo John de Gray de Norwich no século 12. Assim como a grande maioria dos castelos na Irlanda, ele foi pensado mais como um forte do que um castelo luxuoso, afinal de contas, havia muitas guerras, brigas por terras e invasões, então as pessoas tinham que se proteger como podiam!

Ardagh, uma vilazinha fofa e surpreendentemente minúscula

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Dando sequência ao meu plano de conhecer todos os condados da Irlanda, decidimos passar pela vila de Ardagh no condado de Longford. Pra dizer a verdade, esse condado não pareceu oferecer nada de muito interessante pra se fazer ou visitar, mas como eu não recuso essas cidadezinhas fofas pela Irlanda, fomos pra lá num feriado desses.


De acordo com o site Longford Tourism, a vila de Ardagh é a mais histórica e fotogênica do condado todo e que contém diversas construções importantes. A vila na verdade se desenvolveu a partir de um mosteiro fundado no século 5 pelo próprio Saint Patrick. A importância da região caiu um pouco com a chegada dos normandos, mas quando a família dos Fetherstons chegou ali, logo construíram uma casa para si e fizeram da cidade seu novo lar no início dos anos 1700.

Killykeen Forest Park no condado de Cavan

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Há um tempo atrás eu fiz um post contando que faltavam apenas quatro condados na Irlanda pra eu conhecer, sendo um deles Cavan. Pra ser sincera, nessa reta final, não encontramos muuuitas coisas interessantes pra se fazer nos condados que faltavam não, mas especificamente em Cavan, tinha uma coisa que eu queria muito ver: o castelo de Cloughoughter que fica numa ilha no meio do lago Oughter.

É possível chegar até o castelo pegando um barco, mas não quisemos fazer esse passeio e a ideia era tentar ter uma vista bacana do castelo do outro lado do lago, como em várias fotos que você encontra google afora.

Uma das nossas fontes indicava que era possível ver o castelo do Killykeen Forest Park e é pra lá que fomos. Saímos de Dublin num sábado após o horário de almoço em 1h e meia chegávamos na entrada do parque. É possível estacionar de graça e logo na entrada há uma placa explicando as trilhas e o que é possível fazer pelo parque.

Killykeen Forest Park

Links legais #11

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Socorro! O último Links Legais deu as caras aqui em dezembro do ano passado e eu nem percebi! Esse começo de 2017 foi corrido, tive que ir atrás de uns documentos, regularizar visto, comecei um trabalho novo, então o blog ficou meio de lado - pelo menos em relação à antes. Mas enfim, vim salvando links desde o começo do ano e os partilho agora com vocês! Alguns desses links já podem ser notícia velha, mas o que importa é a intenção.



Línguas


Teoria linguística do filme "A chegada" - Vi esse filme no finalzinho do ano passado e fiquei boba com a maneira como conduziram a história desse ataque alienígena sob a ótica linguística, uma coisa pouco comum em Hollywood.

13 palavras que vêm do árabe - Eu já sabia que as palavras que começam com "al" geralmente são de origem árabe (álcool, algebra), mas "candy" e "magazine" foram novidade pra mim!


Budapeste #5 - O meu top 5 do porquê essa cidade é incrível

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Acho que já deu pra perceber pelos posts sobre Budapeste que curtimos demais a cidade, né? Não sei se foi porque não tínhamos grande expectativas ou porque não fizemos grandes planejamentos, mas o fato é que voltamos da capital húngara já querendo voltar pra lá!

Resolvi fazer um post reunindo as coisas que mais gostei na cidade pra caso tenha ficado alguma dúvida. Aliás, o que eu recomendaria é conhecer Budapeste numa mesma viagem à Viena na Áustria e Bratislava na Eslováquia, já que elas ficam pertinho umas das outras e conhecer todas numa tocada só deve sair mais barato.



Budapeste #4 - Onde comer?

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Uma das coisas que mais gostamos de fazer quando viajamos é certamente experimentar comida local. Eu sou suspeita porque adoro uma desculpa pra comer mesmo, mas a verdade é que provar sabores e pratos diferentes do qual estamos acostumados é em si uma viagem, sabe? Seja por um ingrediente desconhecido, um jeito distinto de cozinharem algo que você já conhece, o fato é que esse é, pra mim, o tipo de conhecimento e vivência que valem mais do que muita coisa material - algo que nunca ninguém vai tirar de você.

Pra alguns pode parecer bobagem, afinal de contas, "é só comida", mas essas experiências ficam muito marcadas na minha memória pra sempre. Um sorvete em Roma, uma torta de maçã na Alemanha, um bacalhau em Lisboa, um curry indiano em Londres... e não só de viagem, mas também na vida: o "bolo do bolo" da minha vó, o grão-de-bico da minha tia, o pudim de leite da minha mãe...

Nessa última viagem à Budapeste sabíamos que queríamos provar coisas locais e por isso pesquisamos alguns restaurante e cafés antes de aterrizarmos lá. Não temos o hábito de fazer isso, mas nesse caso, foi muito bom saber de alguns lugares antes de ir e mesmo assim, também descobrimos outros que não estavam no roteiro.

onde comer em budapeste

Budapeste #3 - Atrações de Peste

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Quando pesquisávamos o que fazer em Budapeste, não vimos muuuuita coisa não. Sabe aquelas cidades que quando você dá uma olhadinha no Trip Advidor cai pra trás com tanta coisa pra se fazer e visitar? Pois é, não sentimos essa pressão na capital da Hungria. No entanto, pode ser também que estejamos num momento mais sussa quando vamos pros lugares. Antes eu tinha muita pressa e vontade de conhecer tudo de uma vez porque tinha um tempo limite do intercâmbio acabar, mas agora que o intercâmbio virou vida, não preciso ir com tanta sede ao pote, tenho tempo...

Basicamente, fizemos duas coisas no lado Peste da cidade (sem ser gastronomia, que vem no próximo post): visitamos um museu e exploramos bastante a região da Andrássy Út. Vamos começar pelo museu? Vamos!


O Hungarian National Museum fica num prédio maravilhoso e é super fácil chegar lá - nós fomos a pé porque era perto do hotel, mas dá pegar o metrô, tram ou ônibus também. A entrada custa 1600 florins, que na cotação de quando escrevo esse post é um pouco mais de 5 euros (17 reais). É permitido tirar fotos, mas é necessário pagar mais 500 florins para tal.

Budapeste #2 - Buda e a vista de Peste

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O nosso primeiro dia em Budapeste foi super relaxante: ficamos nas termas a tarde toda, comemos num restaurante maravilhoso (vem num post em breve!) e tivemos um dia extremamente agradável. Por isso tínhamos altas expectativas pro segundo dia, mas ao mesmo tempo, não tínhamos pressa em fazer nada.

Acordamos e fomos tomar café num lugar muitoooo legal (que também vem num post em breve - já percebeu que vai rolar post de comidinhas por aqui, né?) e depois disso seguimos pro Hungarian National Museum. Passamos umas duas horinhas por lá e como fazia mais frio do que havíamos imaginado, voltamos pro hotel (já que era bem pertinho), pegamos mais um casaco e seguimos em direção à Buda. Eu queria ter a vista do Parlamento Húngaro tanto de dia como de noite, por isso essa decisão estratégica.

budapeste vista

Pegamos um ônibus que atravessou a Ponte dos Cadeados e nos deixou do lado Buda da cidade. Lá já vimos o guichê para comprar ingresso para o funicular que sobe até o Bastião dos Pescadores e resolvemos subir assim mesmo. Dá pra ir a pé e o trajeto tem vistas incríveis, mas ahhhh, eu tava meio preguiçosa nessa viagem e não queria gastar minha energia subindo! hahaha

Budapeste #1 - As termas

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Há muito tempo a gente tava com vontade de conhecer Budapeste. Aliás, eu tenho até um post de 2014 onde falo sobre isso! Caramba, como o tempo passa rápido...

Todo mundo que eu conheço que já foi pra Budapeste voltou falando maravilhas então eu sabia que gostar a gente ia gostar, mas não imaginava que íamos gostar taaanto assim! A verdade é que a gente tava tão ocupado por aqui com outras coisas e burocracias que não tivemos muito tempo de nos prepararmos pra essa viagem. Tipo, tínhamos um roteirinho, lugares que queríamos conhecer, mas não era uma lista enorme, nada exagerado, sabe?


Então nós saímos de Dublin num sábado de manhã, felizmente num vôo de horário mais humano (9h30, ao invés das costumeiras 6h30 ou 7h...) e chegamos de volta na segunda à noite. Foram então uns dois dias e meio na capital da Hungria, mas o suficiente pra gente ficar totalmente apaixonado pela cidade!

Budapeste tem esse nome pois é a junção de duas cidades - Buda e Peste, mas isso você provavelmente já ouviu falar, né? São mais de 1 milhão e meio de habitantes e eu não sabia, mas Budapeste está em 25º na lista de maiores destinos de turistas no mundo e é a 6ª cidade mais visitada da Europa!

Aliáááás, antes da viagem eu TIVE que ler "Budapeste" de Chico Buarque. Eu já tinha lido umas frases por aí, especialmente as que se referem ao idioma húngaro e à Budapeste em si e amei a leitura, os personagens, a forma como ele descreve um pouco da cultura e idioma da Hungria... salvei vários trechos no kindle pra reler depois!

São as águas de março fechando o ver... inverno

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Março acabou. O mês em que completo anos na Irlanda, o mês do St. Patrick's Day e o mês em que a estação começou a mudar: a escuridão deu lugar à claridade (agora ainda tem luz do dia até após às 19h e aumenta cada dia mais), as temperaturas subiram (no fim de semana chegou a fazer 15 graus!) e as flores começam a desabrochar.


Fora essas mudanças fora do meu controle, as coisas continuam iguais: ainda trabalhando em duas escolas e ainda naquela correria de um lugar pro outro, o que tem me cansado bastante. Tô ficando cansada não só fisicamente, mas também psicologicamente, já que não tenho conseguido me dedicar direito em lugar nenhum e sei lá, não ando com a cabeça nem lá nem cá. No entanto, já tomei uma decisão em relação à isso e as coisas devem mudar logo, mas eu volto pra contar aqui no blog.

As aulas de italiano estão indo bem, já passamos da metade do curso e sinto que estou melhorando bem, apesar de achar que meu speaking não tá fluindo tanto quanto eu gostaria. A verdade é que o inglês acaba me atrapalhando demaisss e tem sido difícil focar no italiano, ainda mais estudar em casa. Faço as lições de casa e continuo ouvindo músicas como sempre, mas não tô me dedicando muito não. E não, eu não preciso botar pressão nem me cobrar tanto, mas a gente sempre tem certas expectativas, né?

EPIC Ireland, um dos melhores museus da Irlanda

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Desde o ano passado, quando vi anúncios e outdoors pela cidade sobre o novo museu da cidade que falava sobre a Irish diaspora - ou seja, irlandeses que foram embora do país pra viverem em outras partes do mundo - fiquei interessadíssima. A verdade é que eu adoro história de maneira geral, mas ainda mais a história do país em que vivo agora!


O museu foi inaugurado em maio de 2016 e custou mais de 15 milhões de euros. Ele foi pensado pelo mesmo time que desenvolveu o museu do Titanic em Belfast e foi fundado por Neville Isdell, um irlandes ex-executivo da Coca-cola que emigrou pra Zambia quando ainda era adolescente.

Epic Ireland é um museu que fala sobre o porquês dos irlandeses emigrarem, de sua luta por sobrevivência, seus sucessos e fracassos pelo mundo. Atualmente, 1 em cada 6 pessoas nascidas aqui foram buscar outras oportunidades fora do país - não dá pra negar que a cultura, literatura e música mundiais, entre outras coisas, foram extremamente influenciadas pela Irlanda!

5 coisas que prefiro fazer no Brasil

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Não é segredo pra ninguém eu eu adoro morar na Irlanda, mas não porque eu não goste do Brasil - pelo contrário, eu amo o meu país. Agora, a minha cidade, o lugar onde nasci e me criei, aí a história muda um pouco. São Paulo é uma cidade muito complicada, difícil de lidar, e infelizmente acho que a gente não se entende mais.

No entanto, apesar deu curtir muito Dublin e o que a Irlanda tem pra oferecer de modo geral, tem certas coisas, que, desculpe aê, mas só dá pra fazer no Brasil. Quer dizer - até dá pra fazer aqui, mas na terrinha é muito melhor. Nas férias de 2016, passamos três semanas por lá e deu pra matar a saudade de muita coisa que se faz muito melhor por aqueles lados, quer ver só?


#1 Comer pizza


Cara, a pizza aqui é muito ruim. Claaaaro, se você vai num restaurante bacana, italiano e tal, você vai achar pizza de qualidade. Tem um restaurante chamado Wallace's Taverna, pertinho do shopping Jervis, por exemplo, que tem uma pizza excelente! Masss, pizza pra pedir em casa, tipo delivery, puta merda, é um horror. Seca, dura, poucas opções de sabores, uó. Não tem nem comparação com as pizzas da minha querida São Paulo com suas mil e uma opções de sabores e muito catupiry, claro!

Quatro anos de Irlanda!

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No dia de 20 de março que fiz quatro anos de Irlanda e honestamente, parece que o aniversário de três anos foi ontem. Esse último ano foi tão corrido, tão cheio e tantas coisas aconteceram que eu não acreditei quando vi a data no calendário. Quatro anos!

Comentei nos últimos posts por aqui que ando ocupada, trabalhando em duas escolas, meio sem tempo de fazer nada - o blog tem andado meio abandonado, mas jamais esquecido. Portanto, um breve resumo do que aconteceu nesses meus últimos 360 e poucos dias:

  • Passei a minha Páscoa na Irlanda com direito à caça aos ovos de chocolate e até umas reflexões sobre a data que renderam esse post aqui.
  • Visitei alguns lugares novos na Irlanda como parques, cavernas, monumentos, lagos, cidades... nunca canso de explorar esse país lindo! (e tá tudo documentado por aqui, é só procurar no arquivo do blog)
  • Tive a confirmação da bolsa de mestrado pela universidade e concluí o curso com excelentes notas. Escrevi minha dissertação e foi tudo bem mais tranquilo do que eu havia imaginado!
  • Fui pra três festas de casamento em três países diferentes: interior da Irlanda, Portugal e Brasil.

Wishlist #1

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Eu venho pensando em fazer esse tipo de post há um tempo. Não é nada original e todo mundo já fez/faz, sabe? Não sou nenhuma compradora compulsiva, nenhuma Becky Bloom da vida, mas também não sou de ferro. Adoro uma comprinha, mas tenho tentado fazer compras mais conscientes - ou seja, comprar produtos melhores, que vão durar mais, que trarão qualidade pra minha vida.


Eu já sei que não adianta, não dá pra querer comprar a roupa mais barata, o sapato mais barato, a bolsa mais barata, porque eles não vão durar. Com a idade, tenho aprendido o que dá pra ser barato na vida e o que não dá. E tenho sempre uma listinha de coisas que ando querendo adquirir, seja porque realmente preciso, seja porque alguém me recomendou, ou simplesmente porque vi e gostei. Sim, a moda é passageira, estão sempre nos incentivando a comprar certas coisas, mas se você de fato gosta daquilo, por que não?

Essa minha primeira lista engloba itens de cuidados com cabelo, pele, maquiagem e vestuário. Simbora?

Blarney: o retorno

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Num dos meus primeiros feriados vivendo na Irlanda, em junho de 2013, fiz uma road trip com uns amigos pela Irlanda passando por várias cidades - entre elas, Cork e Blarney. Na época fui a única a querer entrar no castelo, então não passei muito tempo por lá que já que os amigos estavam esperando e só tirei algumas fotos, subi, tirei a minha foto beijando a pedra da eloquência e fui embora.

No final de 2016 minha família veio passar o Natal aqui e como o R. queria ver sua família em Cork, passamos um tempinho por lá e aproveitamos pra levá-los pra Blarney. R. mesmo cresceu por ali e nunca tinha visitado o castelo e como o clima estava muito bom (frio, mas não muito, super calmo, sem ventos típicos de dezembro), achamos que renderia um passeio bacana. E rendeu.

A entrada está um pouco mais cara do que quando fui, mas os jardins e a área do local é tão grande e dá pra fazer tanta coisa, que pensando por esse lado, nem é tão caro assim. Há, além do castelo de Blarney, um jardim com plantas venenosas, além de um lago, outras construções lindas, espaço pra caminhar, cachoeiras, etc, etc.

Professora em tempo integral

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Então que eu arrumei um outro emprego. Na verdade, minha vida anda meio bagunçada nesse sentido pois estou como barata tonta andando de um lado pro outro, mas faz parte, não é mesmo?

Tudo começou quando descobri que o A., que foi meu professor no curso preparatório de CPE que fiz em 2014, era diretor (ou como eles chamam aqui, director of studies) de uma super escola no centro da cidade. Nem acreditei. No dia seguinte mandei email pra ele dizendo que eu tinha interesse em trabalhar lá e em menos de uma semana eu estava na sala de aula.

Atualmente, no período da manhã, continuo trabalhando na mesma escola onde estou desde novembro do ano passado. Aí almoço correndo e vou pra outra escola no período da tarde.

É cansativo estar em dois lugares ao mesmo tempo porque você não consegue estar 100% em nenhum dos dois - não consigo participar de reuniões, por exemplo, porque na hora da reunião eu tô no caminho pra outra escola. Mas acho que isso não é um problema. Ambas as escolas estão cientes de que trabalho em outro lugar e por enquanto, super tranquilo.

Vista da escola à tarde (foto de capa)

Aquele outro da conferência

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No ano passado eu participei de uma conferência para professores de inglês aqui em Dublin que mudou demais a minha vida. Pode parecer clichê, mas todos os eventos que se desencadearam após essa conferência tiveram consequências extremamente positivas pra mim pessoal e profissionalmente.

Por conta disso, não pensei duas vezes quando tive a chance de tentar me apresentar nessa conferência novamente em 2017!

Quando eu tava escrevendo minha dissertação sobre professores não-nativos em Dublin, eu já sabia que os meus resultados não poderiam ficar restritos à minha tese que seria lida por, no máximo, 4 ou 5 pessoas. Eu queria muito compartilhar o que havia descoberto sobre o mercado na capital irlandesa e mandei a proposta de apresentação pra ELT Ireland ainda no ano passado. Passados alguns meses, fui aceita pra me apresentar novamente e a partir daí, foi só a questão de resumir os meus resultados, fazer uns slides legais e me preparar para a apresentação!

Vá-se embora, Fevereiro!

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Cara, que mês corrido foi esse o de fevereiro. A verdade é que eu realmente quis muito que esse comecinho de ano passasse rápido já que tinha muitas burocracias pra resolver - renovação de passaporte, regulamentação do meu visto por aqui, entre outras coisas.

Além disso, foi um mês difícil porque eu tive que me preparar para a conferência ELT Ireland que aconteceu dois fins de semana passados e que foi excelente, inspiradora e muito "abridora de portas" pra mim. Quero falar com mais detalhes em outro post com certeza...

Aí além de tudo isso, eu arrumei um ouuutro emprego: dessa vez, trabalhando à tarde numa escola enorme que acabou de abrir uma nova filial e está simplesmente bombando. Tipo, eles são a escola com o maior número de alunos na cidade! Tudo começou meio sem querer quando descobri que o diretor pedagógico da escola era nada mais nada menos do que o meu professor do curso preparatório para CPE que eu fiz em 2014. Como comecei cobrindo aulas aleatórias, fiquei muito perdida e confesso que ainda estou. Mas essa história fica pra outro post também!

Italiano, mi mancava!

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Eu queria muito voltar a estudar italiano em 2017, mas por causa do meu emprego que ainda não é instável e tal, deixaria mais pra frente no ano. No entanto, o R. acabou me convencendo a fazer o curso agora, afinal de contas, é uma coisa que eu queria muito e por que adiar?

Eu ia estudar na mesma escola onde ele estudava quando nos conhecemos, que é uma escola um pouco menor e tal, mas resolvi me matricular em outra porque quando comecei a olhar as datas de aula, eu já teria perdido alguns dias na outra escola, sendo que no Istituto Italiano di Cultura as aulas só começariam em fevereiro.

Mandei email perguntando sobre os cursos e a prova de nível - afinal de contas, como eu já estudei italiano antes, não começaria o curso no nível iniciante. Marcamos uma data e lá vai a Bárbara fazer a tal da prova.

O bizarro dessa situação é que na minha vida eu já fiz muita, mas muita prova de nível com alunos que queriam começar a estudar inglês. Então tipo, é meio estranho estar do outro lado da moeda. Fiz a prova do B1.1 e fui super bem (como eu já esperava). Uma professora conversou um pouco comigo mas super informalmente, bem tranquilo.


Dirigindo na Irlanda #1

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Uma das minhas metas pra antes dos 30 é aprender a dirigir e tirar minha habilitação aqui na Irlanda e iniciei o processo ainda no meio de 2016. Apesar de estar atolada (na época) com o mestrado e o trabalho no verão, o fato é que eu tinha encasquetado que precisava fazer pelo menos a prova teórica ainda no ano passado!

Eu tinha a habilitação brasileira. Fiz as aulas e prova teórica (não passei da primeira vez, afff), fiz as aulas práticas e "passei" na prova, isso lá em 2006. Na verdade o meu instrutor fez um bem bolado e paguei pra passar na prova, mas acredite, mesmo sabendo que eu passaria, chorei a prova inteira, fiquei nervosa, um horror. No fim das contas, eu nunca dirigi um carro de verdade - somente nas aulas - e a habilitação nunca foi usada. Já venceu, não renovei e fim da história.

Sendo assim, precisaria começar o processo todo do zero aqui na Irlanda, e tudo bem. Já que era pra aprender, queria aprender direitinho, fazer tudo nos conformes. Busquei as informações necessárias e coloquei as mãos na massa!

habilitação irlanda, dirigir irlanda

Em busca da cútis perfeita

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Eu sempre travei uma batalha contra a minha pele. Não tive a sorte dos deuses da pele perfeita e passei a adolescência com muitas espinhas. Na vida adulta, apesar da maioria das espinhas ter dado um tempo, a pele oleosa continuou existindo, até o momento em que as espinhas começaram a voltar. Tentei diversos tratamentos, cremes e sabonetes e só o Roacutan deu jeito no meu rosto - até a página dois. Porque apesar de ter melhorado muito, já faz mais ou menos um ano e meio que parei de tomar o remédio e ainda tenho algumas espinhas.

De todo modo, eu gosto de cuidar da pele, não só porque me sinto bem fazendo isso, mas também porque um outro "fantasma" começa a bater na porta: a idade. Se até agora os meus problemas foram acne, sei que daqui a uns anos as rugas e linhas de expressão chegarão com tudo. Não tenho problema com envelhecer nem com rugas, mas não quero parecer mais velha do que a minha real idade, sabe? Então tudo bem ter marcas, linhas de expressão (que afinal refletem uma vida bem vivida!), mas não queria estar com cara de cansada quando ainda sou muito nova.

Essas coisas são muito de gosto da pessoa mesmo, tem gente que não liga e vive bem assim, tem gente que até cirurgia e botox faz. Seja lá o que for, essa rotina de cuidar bem da pele do rosto acaba sendo que uma terapia pra mim, já que em termos de cuidados pessoais, tenho preguiça de exercícios físicos e outras coisas, então além das unhas, que é uma coisa que faço há quase duas décadas, a pele é o que me resta.

Já usei todo tipo de sabonete pra pele oleosa que você possa imaginar e pra ser bem sincera, nenhum faz grandes milagres não. Porque oleosidade vem de dentro, dos seus hormônios, alimentação, ingestão de água, etc, etc, etc, então por mais caro/incrível/maravilhoso que um produto seja, ele não vai fazer O milagre na sua pele. Eu briguei muito com isso por uns bons anos, até começar a aceitar, no ano passado, que milagre nenhum será feito e que já que o milagre não acontecerá, vou me divertindo testando marcas e coisas diferentes.

A fábrica da Guinness: um registro fotográfico

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Em julho de 2014 eu fui conhecer o ponto turístico mais visitado da Irlanda toda: a fábrica da cerveja Guinness. Na época eu curti bastante o passeio e não imaginava que voltaria pra lá, no entanto, minha mãe queria muito conhecer. Então nessa última visita da minha família nós fomos pra lá - compramos os ingressos pela internet só pra garantir um horário bacana e pra ter certeza que conseguiríamos entrar, já que minha mãe e irmão não ficariam muitos dias em Dublin.

Dessa vez, eu estava munida da minha câmera fotográfica, e como já tinha visitado a fábrica, não precisei "perder tempo" lendo as informações nem nada, sabe? Deu pra curtir o lugar com outros olhos... na verdade, tenho pensado muito nessa coisa de tirar fotos à toa. Tipo, quando você visita um museu, fica tirando mil fotos mas pra quê? Você vai olhar essas fotos depois? Vai imprimir? Ao tirar fotos, sua concentração tá indo pras fotos, não pro museu em si, sabe? De todo modo, como eu já conhecia a Guinness Storehouse, focar na parte visual não foi de todo ruim e rendeu esse post aqui! :)

fabrica da guinness em dublin

Como eu planejo uma viagem

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O primeiro disclaimer que quero fazer é que não sou viajadeira profissional e esse blog não é guia de viagem. Apesar de amar viajar, ainda acho que tenho muito a aprender no quesito planejamento, apesar de achar que depois de um tempinho viajando bastante - basicamente, desde 2012 meio que sem parar - acabei colecionando algumas "técnicas" e dicas que me ajudam na hora de planejar uma viagem.

O destino e/ou o orçamento


Claaaaro que tenho uma lista imensa de lugares que quero conhecer, mas tenho plena consciência que meu estilo de vida/trabalho/financeiro não me permitem fazer tudo, sabe? Então tento ser pé no chão. Às vezes dá pra escolher um destino que quero muito conhecer - como foi com Viena ou Munique, por exemplo, mas na maior parte do tempo, a escolha do próximo destino é o que encaixa no orçamento. E tudo bem!

Conhecendo a Irlanda: o fim

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Eu inventei que queria conhecer todos os condados da Irlanda, e estou muito perto de chegar lá.

Eu sei, quantidade não é qualidade. Mas a verdade é que num país tão pequeno como a Irlanda, não é difícil ver um ou outro ponto interessante em cada condado, principalmente porque há coisas interessantes pra se ver e fazer no país inteiro, sabe? Então não me sinto mal em não ter explorado mais a região Y ou Z do país porque tenho a vida inteira pra fazer isso, né?

A última vez que falei sobre esse meu projeto aqui no blog faz quase 1 ano e meio e de lá pra cá eu consegui conhecer mais alguns condados. No momento, só faltam 4 dos 26 condados da República!

Com exceção de Roscommon, os outros são bem próximos de Dublin, coisa que dá pra ir conhecer num bate-e-volta, sabe? Dando uma pesquisada rápida, já pensei em coisas que quero visitar em cada um dos condados remanescentes... e fica a pergunta: será que consigo concluir esse projeto ainda esse ano? O "pior" é que o R. já até sabe que quando concluirmos, vou inventar uma nova desculpa pra sair viajando pela Irlanda... quem sabe depois que estiver dirigindo, um projeto de eu mesma dirigir à esses lugares maravilhosos, não é mesmo?

Meus cuidados com os cabelos

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Nem vem tirar um sarro que estou dando uma de ~blogueyra~, mas como eu gosto muito de dicas legais de gente normal acerca de cuidados com pele e cabelos, achei que poderia dar a minha contribuição por aqui também. Além disso, às vezes eu posto algumas coisas no snapchat e minha amiga Jamile me pediu várias vezes pra eu colocar todas as dicas num post só, então... lá vamos nós!

Eu venho descobrindo com o passar dos anos que quanto menos se lava o cabelo, mais bonito ele fica. Tipo, os óleos naturais do couro cabeludo deixam os fios mais brilhosos e o cabelo com menos frizz, mas é óbvio que pra quem tem cabelo oleoso como o meu, é difícil encontrar o equilíbrio entre sedoso e seboso, né? risos nervosos.

Bom, o que tenho feito é lavar o cabelo poucas vezes mas hidratar e proteger da melhor maneira que consigo, até porque além de cabelos oleosos eu tenho o cabelo colorido, então haja tinta rosa pra durar!

Na época do inverno, em que não suo muito mesmo pedalando todos os dias, eu lavo o cabelo a cada 3 ou 4 dias. Sim! Antigamente eu lavava dia sim dia não, mas essa estratégia não rola mais aqui em casa.

Reveillon em Barcelona

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O fim de ano tem um gosto muito especial pros brasileiros. A gente adora uma festa de Reveillon, se vestir de branco, comer lentilha e uva, usar calcinha de cor específica, etc, etc, não é mesmo? Eu não sou exceção e também curto comemorar a passagem de ano, embora prefira mesmo o Natal.

Quando minha mãe teve a ideia de vir passar o Natal aqui na Irlanda, eu disse à ela que o Ano Novo aqui é beeeem sem graça. As pessoas geralmente fazem festa em casa, não tem fogos de artifício e no geral, o pessoal aqui prefere o Natal mesmo, então tem muita gente que nem faz nada no dia 31 de dezembro. Então ela deu a ideia de irmos pra outra cidade.

Como a gente sabe que a Europa pode ser bem fria no inverno, minha mãe logo pensou nos países mais quentes nessa época do ano, como Portugal, sul da Itália ou a Espanha. Decidimos então que Espanha seria.

Eu já tinha ido à Barcelona uma vez, mas não me importei de ir novamente, já que o R. também nunca tinha ido e seria uma oportunidade legal de rever a cidade e passar um ano novo diferente.

Barcelona há alguns anos faz festona na rua na noite do dia 31 bem na colina de Montjuïc, onde há a fonte mágica. Eles não fecham as ruas ao redor, com exceção da avenida que dá de frente pra essa colina. Eles prepararam todo um arsenal de fogos, show de luzes e música que começaria antes das 12 campanadas do sino.

Pela rambla o estandarte das cores

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Eu tô gostando muito desse negócio de repetir viagem. Porque sim, é muito bom poder conhecer lugares novos, mas ao mesmo tempo, viajar pra um lugar onde você já esteve te faz pensar em tanta coisa... no quanto aquele lugar mudou, mas principalmente no quanto você mudou. Como você era na época em que esteve nesse lugar, como é agora, esse tipo de coisa, sabe?

Então estar em Barcelona de volta me fez pensar sobre muita coisa, os rumos que minha vida tem tomado e como tudo só melhorou desde que estive lá em janeiro de 2015.

barcelona inverno

Além disso, viajar com amigos é muito bom, mas viajar com as pessoas que mais amo no mundo - família e R. - não tem preço mesmo. Foi ótimo me sentir guia turística e estar à vontade numa cidade diferente, sabe?

O que eu mais temia

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Desde que comecei a dar aula em novembro do ano passado numa escola no centro da cidade, fiquei muito alarmada com o que poderia acontecer. Não sou famosa na internet, mas tenho um blog que acaba aparecendo nas buscas sobre "intercâmbio na Irlanda". Agora não tanto, eu recebia mais emails e mensagens antes - acho que como eu não sou mais intercambista e minhas infos sobre o assunto já estão desatualizadas, o desinteresse aumentou também.

Mesmo assim, eu vira-e-mexe pensava: putz, já pensou se aparecer algum aluno na minha sala que me conhece do blog? Não que eu ficaria envergonhada, mas sempre bate aquela timidez, né? Eu tento manter uma persona de professora diferente da que tenho por aqui: não falo muito da minha vida pessoal - no máximo quando um ou outro aluno pergunta, como já perguntaram há quanto tempo eu morava aqui, se pensava em voltar ao Brasil e se tinha algum visto de trabalho. Entendo a curiosidade deles, especialmente vindo de alunos brasileiros.


Embaixada brasileira em Dublin

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Assim como todo mundo, eu odeio resolver burocracia. Sempre tem papelada envolvida, é um saco, leva tempo, mas enfim, é necessário fazê-lo de vez em quando.

Felizmente, eu moro na capital da Irlanda e a Embaixada Brasileira é de fácil acesso pra que eu possa resolver pendências que só podem ser resolvidas lá. Não vou reclamar, já que sei que se você mora num desses interiores Irlanda afora, deve ser uó ter que vir pra Dublin só pra passar na Embaixada, que é aberta nos seguintes horários: segunda à sexta, das 10am às 13pm. 

Eu já tinha ido lá uma vez pra regularizar minha situação eleitoral, já que perdi duas eleições morando aqui na Irlanda. Na época o cara que me atendeu sugeriu que eu transferisse o meu título pra cá (você pode transferir o título de eleitor após estar morando 3 meses no país), assim fico regularizada com o governo brasileiro e posso votar pra presidente - não que isso valha alguma coisa no Brasil, já que presidentes eleitos democraticamente são tirados do poder assim como num passe de mágica.

Entre lagos congelados e saunas finlandesas

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Eu deveria ter escrito esse post logo quando voltamos de viagem, no fim de novembro, mas a verdade é que desde então parece que uma vida inteira aconteceu - aniversários, formatura, Natal, Ano Novo, viagens, etc., então pra ser bem sincera, não me lembro de tudo com muitos detalhes, mas vamos nessa!

No nosso segundo dia na Finlândia não acordamos tão cedo, mas ainda assim colocamos o relógio pra despertar umas 9h justamente pra aproveitar o máximo de luz solar, já que no auge do inverno amanhece tarde e escurece muito cedo e não conseguiríamos passear tanto assim.

Saímos da casa da Bia e fomos a pé até à casa de um amigo dela, que tinha duas bicicletas extras pra nos emprestar - a Bia já tinha arranjado e organizado tudo pra gente. Seria a forma mais prática de conhecer Oulu, já que aos domingos o transporte público é escasso.

oulu, finlandia, inverno

O museu do Ártico

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O Arktikum é um museu sobre a cultura, história e vida na região do Ártico. Ele foi inaugurado em 1992, no aniversário de 75 anos de independência da Finlândia e é uma das atrações mais recomendadas de se visitar no país.

A ideia de conhecer o museu veio porque nós sabíamos que teríamos muito tempo sobrando em Rovaniemi. Quando nós planejamos visitar a Vila do Papai Noel, já estávamos cientes que após às 3pm já começaria a escurecer e não teria muito o que aproveitar por lá. Além disso, o ônibus de volta pra Oulu só sairia às 9 e pouco da noite, então o que fazer com esse tanto de horas sobrando num lugar com pouco mais de 60 mil habitantes?!

Bia sugeriu conhecermos o Arktikum, já que apesar de já ter ido pra Rovaniemi, ela não tinha tido a oportunidade de ir no museu. Eu e o R. curtimos a ideia e assim que descemos do ônibus que vinha da Vila do Papai Noel no centro da cidade, andamos poucos metros até chegar no local.


A terra do Papai Noel

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A minha história com a Finlândia é um pouco antiga... na verdade, tudo por causa do meu pai. Não sei como, mas quando ele era mais novo, conheceu uma finlandesa. Na verdade, meu pai contou essa história muitas vezes, mas não me recordo dos detalhes e infelizmente agora não há mais como saber de fato a maneira como esse encontro se deu. O fato é que eles se comunicavam por carta e trocavam muitos cartões-postais.

Lembro de ver dezenas de cartões com paisagens de neve ou renas enviados pela tal da Leila, na misteriosa Finlândia. Na minha cabeça, esse país era cheio de paisagens belíssimas, husks puxando coisas pela neve e claro, onde ficava a casa do bom velhinho. E bem, a vida me surpreendeu e me deu a oportunidade de conhecer esse país pessoalmente - e pude comprovar que sim, a Finlândia dos meus sonhos é de verdade!

Minha amiga Bia está fazendo um mestrado na cidade de Oulu, no norte do país e queríamos muito visitá-la antes dela acabar as aulas e voltar à pátria amada... e já que processamos a Ryanair uns meses atrás e recebemos um lindo cheque deles, foi com esse dinheiro que compramos as passagens com a Norwegian Airlines pra Oulu saindo de Dublin com conexão em Helsinque.

casa papai noel finlandia

casa papai noel finlandia

Infelizmente, por causa do trabalho (meu e o do R.), não ficamos muito tempo por lá, mas foi o suficiente pra dizer que essa foi uma das melhores viagens da minha vida, já que foram muitas primeiras vezes, risadas e lembranças lindas!

Tag: Meus 7 posts de 2016

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Vi essa tag no Outro Blog e achei super bacana - queria ter feito ainda em 2016, mas como estava viajando, não rolou. Mas ainda dá tempo, certo?

O post mais bonito


Ah, que escolha difícil, mas resolvi linkar esse aqui sobre os meus três anos de namoro com o R. Esse foi o primeiro post "aberto" que fiz sobre nós, porque afinal de contas, ele não gosta de muita exposição e até pouco tempo atrás, nem dar as caras no blog dava.

O post mais popular


O post mais popular - ou seja, o que sempre teve mais visualização, foi o post sobre minhas tatuagens, escrito em 2012! Acho que pelo fato deu contar sobre a inflamação da minha tattoo e tal, acaba sendo muito procurado no google e muita gente vem parar aqui por causa desse post!

Meu primeiro Natal em Dublin

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Apesar do Natal 2016 ter sido meu 4º Natal na Irlanda, foi o meu primeiro em Dublin, já que sempre vamos pra Cork comemorar com a família do R. E além de ter sido especial por termos passado a data na "nossa" casa, foi ainda mais gostoso porque recebemos a visita ilustre da minha mãe e irmão!

Desde o ano passado, quando viemos morar nessa casa, eu já estava super animada pra decorar tudo no Natal e deixar o meu espírito brega sair do controle. Acho essa a época perfeita do ano pra exagerar mesmo, deixar tudo brilhando, colorido, bem feliz! Então nós já tínhamos alguns enfeites comprados de uma promoção pós-Natal 2015 e quando foi lá pra outubro de 2016, compramos a árvore, enfeites que faltavam, etc, etc.

A montagem da árvore foi um grande evento, eu parecia criança. Quando éramos crianças, tínhamos árvore de Natal em casa, mas era pequena, simples. Eu estava louca pra ter uma árvore grande (pelo menos maior que eu! hahaha) e beeeem decorada e ficou exatamente do jeito que eu sonhava! Decoramos também a parte que fica em cima da lareira com os cartões que recebemos, velas e coisinhas e ficou uma graça. A missão agora é ter uma lareira bem grande pra colocar ainda mais cacarecos nela! (quero ver o R. entender essa palavra sozinho, já que agora ele lê o blog sem o google tradutor, hahaha)



Bem-vindo, 2017!

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Mais um ano que se inicia, e com ele, muitos planos, metas, desejos, objetivos e sonhos também. Estou muito, muito animada pra esse ano. Primeiro porque eu gosto de ano novo mesmo, acho que essa chance, ainda que simbólica, de colocar em prática velhos sonhos ou iniciar novos hábitos é maravilhosa. Segundo porque acho que quando tem ano novo, pensamos muito no ano que se passou, nas nossas atitudes, escolhas, enfim, é um momento muito propício pra auto-reflexão.

2017 pra mim é um ano que promete. Tudo que vim trabalhando e batalhando em 2016 se concretizará esse ano, já que agora estou pronta profissionalmente pra ir atrás do que quero aqui em Dublin. Depois, temos tenho planos mirabolantes pra viajar bastante, conhecer novos lugares e terminar de conhecer todos os condados da Irlanda, já que ainda me faltam alguns.

Além disso, é o ano em que faço 30 anos e o retorno de Saturno tem me feito pensar sobre tanta coisa, inclusive rever conceitos e mudar aquela minha "velha opinião formada sobre tudo", sabe? Sei que é muito clichê, mas é verdade.

Penso no futuro a médio e longo prazo e no que quero de fato pra minha vida.

Em 2017 faço 4 anos morando na Irlanda, 4 anos de relacionamento com o R. e são muitos motivos pra comemorar! Estou muito feliz com os rumos que a minha vida tomou, mas ainda quero muito mais - como boa sagitariana, estou sempre me mexendo e não me contento com pouco!

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