O dia em que recusei uma promoção no trabalho

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Só hoje vim perceber que não escrevo - e nem posto - nada no blog há mais de uma semana. Não abandonei esse espaço - ainda é um prazer, um refúgio, um passatempo delicioso dividir minhas experiências e vida por aqui, mas não está fácil. Tenho trabalhado muito, muitas horas por dia, e tenho feito coisas além trabalho quase todo dia da semana. Isso somado à cuidar da vida doméstica, encontrar amigos, falar com família e amigos o Brasil, pronto, acabou o tempo livre, mesmo!

Mas eu queria vir contar sobre uma coisa que aconteceu comigo nesse mês de agosto que mexeu muito comigo.

Todo mundo que me acompanha aqui sabe quem sou, da minha trajetória: sou professora de inglês desde os 17 anos de idade, amo o que faço, mas tive meus momentos de estresse. Justamente pra ter uma pausa vim pra Irlanda passar uma temporada - cof cof - que acabou virando uma mudança ~permanente~ mesmo. Mas o fato é que quando me vi construindo uma nova vida aqui, não pensei que poderia fazer outra coisa a não ser ensinar. É isso o que sei fazer, o que amo fazer e o que tenho qualificação pra fazer.


Atenas #2 - a Acrópole

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Ir à Atenas e não visitar a Acrópole é como ir à Paris e não visitar a Torre Eiffel. Mas multiplicado por mil. Não tem como não ter a curiosidade de querer ver de perto um local tão importante, imponente e interessante. De pensar em como viviam os gregos. Em como se desenrolou a coisa da filosofia, matemática, política e democracia na Grécia. No legado que eles deixaram para o mundo...

Então no nosso segundo dia em Atenas acordamos super cedo, tomamos café no hotel na hora que o café abriu - as 7h30 da manhã - e pouco antes das 9 da manhã estávamos na entrada na Acrópole entregando os nossos ingressos (comprados no dia anterior na Ágora de Atenas) pra começar a subida.

Segundo o Wikipédia, Acrópole é a parte da cidade construída nas partes mais altas do relevo da região. A posição tem tanto valor simbólico (elevar e enobrecer os valores humanos) como estratégico, pois dali podia ser melhor defendida. Era na acrópole das diversas cidades que se construíam as estruturas mais nobres, tais como os templos e os palácios dos governantes.

acropole de atenas

Atenas #1 - a Ágora de Atenas e o Museu Arqueológico

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Atenas é uma cidade muito importante para nossa civilização. E apesar da recente crise na Grécia, protestos, desemprego e não sei mais o quê, não tem como não fechar os olhos quando se pensa em Atenas e não pensar em filosofia, deuses, templos e tudo relacionado ao assunto.

Então antes mesmo de pesquisar sobre a cidade já sabia que ia ter muito templo e museu pra visitar e que eu não queria ficar saturada de tudo. Então vimos o que o Acropolis pass englobava (falei dele nesse post aqui) e a única coisa que não estava inclusa que queríamos ver era o Museu Arqueológico.

Massss, depois de ter visitado o museu da Acrópole que custou metade do preço e foi muito mais interessante, não sei se recomendaria fortemente o Museu Arqueológico, que saiu 10 euros. Mas tá, se você tem tempo, interesse e o dinheiro não vai apertar, se joga!

museu arqueologico de Atenas


Santorini #2 - As praias e o quadriciclo

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Quando batemos o martelo em conhecer Santorini, sabíamos que este não era exatamente um destino praiano. Sim, é uma ilha, mas é uma ilha vulcânica. E isso significa que as praias são de areia escura e pedrinhas - o que não necessariamente é ruim. Mas já tínhamos em mente que ficar de boas na areia fofinha não ia rolar.

E tudo bem, nem tínhamos planos de ir pra praia mesmo. Tanto é que reservamos um hotel com piscina justamente pra curtir um refresco no verão grego, mas sem precisar sair da vila de Oía, não queríamos ficar nos deslocando pra lá e pra cá - como já íamos pra Atenas no fim da semana, o negócio era ficar 3 dias e meio em Santorini fazendo nada e 3 dias explorando Atenas.

Massss, a gente eu não consigo me aquietar. E no dia da viagem a Grécia (o voo saiu de Dublin às 22h), eu postei uma foto no Instagram pedindo dicas e sugestões de lá e algumas pessoas me deram a dica de alugar um quadriciclo por lá e explorar a ilha. Quadriciclo? Em nenhum lugar que eu havia lido sobre Santorini falava-se sobre isso. Mas achei uns blogs recomendando a experiência e nos interessamos. Seria uma aventura legal, a ilha é pequena, daria pra conhecer algumas coisas no nosso ritmo - alugaríamos o tal do quadriciclo por um dia só. Ai lá vai a Bárbara caçar preços na internet - nós estaríamos na ilha já no dia seguinte, alta temporada, rolou um medo de não acharmos nada.

black beach, santorini, grecia

Santorini #1 - Oía, um cartão-postal

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Ahhhh Santorini. Que lugar maravilhoso! Fotogênico! Coisa de cartão-postal mesmo. Mas antes que você já se anime pesquisando passagens pra ir pra lá agora, um conselho da tia: Santorini não é inteira de casinha branca com portas e janelas azuis não. Essa paisagem incrível é encontrada na vila de Oía (pronuncia-se Ía), no norte da ilha.

Como já sabíamos desse fato antes de irmos, nem cogitamos ficar em outro lugar, ainda que Oía seja um pouco mais cara. Eu queria fazer minhas fotos naquele lugar e pronto!

E olha, Oía nem foi tão cara assim não, porque conseguimos encontrar restaurantes relativamente ok (preços de Dublin), não gastamos com nada por lá a não ser comida (tem coisa melhor?) e obviamente, muita água, sorvete e coisas pra refrescar, porque o calor tava cruel! A rua principal da vila não tem absolutamente nenhuma árvore nem sombra então o único jeito de ter um respiro era entrando nos cafés e lojas.

oia, santorini, grecia

Grécia, uma introdução

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Claro que que a Grécia sempre esteve no meu imaginário - aliás, deve estar no imaginário de todos! Filosofia, democracia, ilhas paradisíacas, tanta coisa vinda daquele pais no mediterrâneo e eu sabia que um dia, quando a oportunidade surgisse, eu pisaria naquele lugar.

Não tínhamos a Grécia no topo da nossa lista de viagens - aliás, nossa lista nem tem uma classificação de preferência, porque o que dá pra fazer, fazemos. Seja passar um feriado em Budapeste ou um fim de semana entre amigos em Bruxelas, o fato é que se dá pra viajar, estamos viajando. Mas tínhamos sim uma prioridade pro verão de 2017: viajar pra algum destino de verão.

Pra quem não sabe, eu amo o frio e inverno. Sempre gostei. E mesmo quando me diziam: mas você mora no Brasil, não faz frio suficiente pra você gostar de frio, meeeesmo assim, eu sabia das minhas preferências. E não preciso nem dizer que mesmo tendo vindo pra Irlanda há mais de quatro anos, eu curti demais o "frio" de cara - entre aspas porque sabemos que o clima daqui é bem do temperado. Então pra quem não gosta, de fato é frio, mas por que tô falando disso mesmo?

Ah sim. Eu amo frio. E por conta disso, fizemos duas viagens de inverno pra lugares de inverno - Noruega em dezembro de 2014 e Finlândia em dezembro de 2015.


Coordenadora de escola de verão: como foi?

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No momento em que escrevo esse post, são 4 horas da tarde. Estou esperando a turma que tem aulas até as 5pm acabar para que eu possa ir embora - um pouco mais cedo, já que oficialmente meu horário é as 6pm.

Mas essa semana - e semana antes deu viajar pra Grécia - foram extremamente atípicas na minha vida de assalariada de maneira geral. Isso porque sendo professora, eu sempre, sempre, sempre estive ocupada no trabalho. Os únicos momentos de folga eram entre os intervalos das aulas ou épocas mais calmas na escola mas ainda assim, nunca fiquei sem ter o que fazer. Tem prova pra corrigir, aula pra preparar, ligação pra pais, enfim, uma infinidade de coisas.

Sendo babá na Irlanda, mesma coisa: tinha ali uma meia horinha que as crianças dormiam ou brincavam sozinhas, mas de maneira geral, estava sempre ocupada.

Quando comecei a desempenhar esse papel de coordenadora de uma escola de verão, foi muito, muito avassalador. Fiquei assustada, cansada, chorava todo dia... fiquei perdida, sem saber o que fazer, como resolver, como perguntar. Mas foi indo, fui lidando com as situações, resolvendo os problemas e 5 semanas passaram e eu estava viva! Viva, com a escola de pé - e não somente isso, como tive que lidar com uma inspeção do ACELS. Sozinha, eu e os caras!


Dublin é uma boa cidade pra se morar?

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Tenho pensado muito sobre como é morar em Dublin ultimamente. Não sei se foi por causa de conversas que tive com algumas professoras na escola de verão, mas o fato é que quanto mais o tempo passa, mais parece que eu consigo enxergar essa cidade pelo que ela realmente é.

Porque não tem jeito. Vindo de uma cidade como São Paulo, onde nasci e cresci, e vindo parar numa ilha do tamanho da Irlanda, não tem como não comparar. Mas obviamente eu nunca vim pra cá achando que moraria aqui. Pra mim eu tava fazendo um intercâmbio, ficaria um ano, no máximo uns dois, e voltaria pra casa.

Mas o conceito de casa já mudou faz tempo e quanto mais os anos passam, mais eu me sinto à vontade na capital da Irlanda. Sei onde comprar tudo que preciso, conheço vários lugares (mercado, padaria, cafés, etc), sei os nomes das ruas, essas coisas que passam desapercebidas no dia-a-dia, que a gente nem se dá conta, sabe? No entanto, se por um lado eu me sinto à vontade em morar em Dublin, parece que por outro, só agora os rose tinted glasses caíram.

Falando assim parece que tô fazendo um puta drama, que hoje acho a cidade uó, perigosa, suja, e outras coisas negativas. E não vou mentir não. Dublin é sim uma cidade perigosa, suja, e outras coisas negativas. Mas não na proporção que a minha cultura brasileira/paulistana enxerga. Quando cheguei aqui, fiquei deslumbrada com a arquitetura, com as casinhas, com os prédios baixos do centro, com as lojas fofas da região da South William Street. E ainda sou. Ainda paro pra ouvir os músicos na Grafton, ainda acho a Fitzwilliam Square uma graça, ainda me vejo tirando fotos no centro da cidade quando vejo algo que me agrada os olhos.


Testados e aprovados #1

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Inaugurando mais uma sessão de posts aqui no blog! Eu sempre quis fazer um lance tipo Favoritos do mês, cheguei a escrever uns dois posts mas nunca publiquei, sei lá. Acabava não curtindo muito o resultado, e olha que esse é tipo de post que adoro ler em blogs, sempre pego dicas boas e tal.

E a verdade é que acho que a internet está aí para isso, pra ajudar, pra nos dar ideias, e por que não espalhar pelo mundo coisas que testei, experimentei, gostei e aprovei?

Nos últimos meses eu fiz dois posts com wishlists e de lá pra cá acabei adquirindo/ganhando muitas coisas daquelas listas, então acho que nada mais justo do que começar por alguns dos itens que estavam presentes!



Base Diorskin Forever - Dior


Eu sou muito metida à besta pra querer comprar produto da Dior, mas o fato é que desde que comecei a ler blogs de maquiagem, em meados de... sei lá, 2010, eu sempre ouvi falar dessa base e o quão maravilhosa ela era pra pele oleosa.

Então um dia desses fui num stand da Dior lá na Debenhams como quem não quer nada, olhei uns batons e quando a vendedora veio oferecer ajuda, não resisti e perguntei da base. Ela me fez sentar, limpou meu rosto e passou um pouco da base no meu queixo - porque não tem jeito, provar base no dorso da mão não é a mesma coisa que testar no rosto! E cara, eu curti muito o resultado na hora.

Produto da Dior não tem nem preço ali, mas como eu já tinha pesquisado na internet e sabia do preço, resolvi me dar esse presente. Agora, o melhor ainda estava por vir: como eu tenho o cartão de pontos da Debenhams acabei ganhando 10 euros de desconto! Além disso, ela colocou um pouco da base numa miniaturazinha fofa justamente pra eu testar a cor, porque se não gostasse, poderia voltar na loja e trocar o produto - desde que não tivesse aberto a caixa, claro. Então foi ótimo porque a amostra, que era realmente minúscula, durou a semana inteira d'eu usando a base todo dia. Além disso ela me deu uma amostra de um tal de colágeno pra aumentar os lábios, mas sempre esqueço de passar!

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Clarisonic 


Olha, essa belezinha foi cara mas tem valido cada centavo. Primeiro que a massagem que ela faz no rosto é uma delícia, eu sinto que tem limpando a cara de verdade mesmo. Segundo que a bateria dura horrores (em meses só carreguei duas vezes) e olha que uso todo dia no banho. No começo eu não me acertei muito com ela, mas agora uso pra fazer a segunda limpeza e acho que ajuda bem, viu? Mas assim, benefícios, benefícios meeesmo acho que só dá pra ver com uso contínuo e a longo prazo, então continuemos a usá-la.

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Kerastase Bain De Force Architecte


Esse shampoo e creme são porreta mesmo! Os cabelos ficam cheirosos, macios, delícia. O shampoo durou um tempão pra mim, que só lavo o cabelo duas vezes por semana. Já o creme durou menos porque uso bastante misturado com tinta pra manter o rosa no cabelo.

Agora, essa linha específica da Kerastase infelizmente não é pra mim. Apesar dos produtos serem bons, eu tenho cabelo tingido, aliás, cabelo descolorido que foi pintado de rosa. Então shampoo que tem sulfato não adianta, por mais incrível que seja, tira a cor muito rápido. Toda vez que usava o shampoo chorava de ver a tinta rosa indo embora. Mas o negócio não foi barato então usei até o fim, mas agora quero investir num Kerastase sem sulfato pra cabelo tingido. Já até cheguei a colocar no carrinho de compras algumas vezes, mas sempre desisto de última hora porque velho... eu tenho muito shampoo em casa. Mas não é só um ou dois não. É uma porrada. Adoro ir tentando as coisas e na última vez no Brasil trouxe vários... então tô bem provida de shampoo até o fim do ano tranquilo.

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Braun Silk-épil Cordless Epilator


O R. me deu o epilator e ainda tô me entendendo com essa maquininha. Prós: depila rapidinho, a pele fica lisa e macia por mais tempo do que quando uso gilete. Contras: dói pra caralho, principalmente no começo. Quer dizer, as pernas doeram, mas ok, super suportável. A axila doeu bem mais. E a virilha... JESUS. Dói muito. Ainda tô aprendendo a usar direito nas regiões mais sensíveis, então vamos esperar, mas por enquanto, tô dando graças de não ter mais que usar a droga do gilete!

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Iluminador da Becca


Um dia tava andando na Grafton e entrei na Space NK, uma loja maravilhosa e rhyca que só vende cosmético high end, coisa phyna mesmo. Tanto é que o segurança até ficou olhando estranho pra mim, que tava de tênis, mochila e segurando o capacete da bike, mas gente!

Fui olhando as coisas e nenhuma vendedora veio encher o saco, então foi ótimo. Comprei algumas miniaturas de algumas coisinhas e quando vi os produtos da Becca, não resisti ao iluminador que tava na minha lista. Comprei. Ele é muito rico, fico me sentindo linda quando passo - e tenho usado praticamente todo dia. Vejo muita diferença na pele, dá um glow lindo mesmo! A princípio eu passava com um pincel grande, mudei pra um pequeno, mas tô querendo achar o pincel perfeito pra esse produto.

Fonte



E você, tem alguma coisa que comprou/ganhou/usou recentemente e que recomenda?

Show do U2 em Dublin

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Ir num show do U2 nunca foi um item a ser riscado da minha bucketlist porque eu nunca fui grande fã de shows de qualquer maneira. A verdade é que nunca me considerei fã da banda, apesar de ter crescido ouvindo suas músicas graças ao meu pai.

Mas o que é fã anyway? Cresci ouvindo U2, passei a adolescência baixando outros álbuns da banda e minha vida adulta toda sempre teve U2 como trilha sonora - seja no dia-a-dia, seja numa festa ou até usando músicas deles em aula, não tinha como fugir.

Desde que vim pra Irlanda, no entanto, uma chama em mim se acendeu - não seria uma oportunidade única ver a banda tocando em casa? Pois é. Mas eu tava tão ocupada conhecendo a Irlanda, me adaptando, viajando, que nunca parei pra ver agenda de shows de ninguém, a não ser da Laura Pausini, claro! hahaha

Então no começo do ano, quando o U2 anunciou que faria uma turnê de comemoração aos 30 anos de lançamento do álbum Joshua Tree, meu coração bateu mais forte. R., apesar de não ser super fã da banda, também gosta muito de algumas músicas e sabia que eu ficaria muito feliz em ver os caras tocando em Dublin. E la vai o R. tentar comprar o ingresso na Ticketmaster, que obviamente esgotou em 2 minutos ou sei lá o que.

show u2 dublin croke park 2017


Bicicleta nova, com uma ajudinha do governo irlandês

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Aqui na Irlanda existe um programa chamado Bike to Work Scheme. Ele funciona da seguinte maneira: é um incentivo do governo como modo de encorajar as pessoas a irem pro trabalho de bicicleta. O empregador paga pela bike e equipamentos (num valor total máximo de 1000 euros) e o empregado devolve o valor através de descontos no seu salário – e dependendo do combinado, pode ser feito em até 12 vezes. O empregado não pagará impostos como o PRSI ou o USC, então basicamente, dependendo de quanto você ganha (e quanto de impostos você paga), a bicicleta acaba saindo uns 40 ou 50% mais barata!

Então basicamente você vai à loja (a loja tem que participar do esquema, você consegue achar na internet facilmente), escolhe a bike e equipamentos (capacete, colete, luzes, bomba, etc.) e a loja cria um boleto que vai direto pra sua empresa. A empresa paga esse boleto, você recebe uma notificação da loja e aí pode buscar tudo!

A empresa onde o R. trabalha abre inscrições pra esse programa duas vezes por ano e justamente em junho abriram uma janela de duas semanas pra quem quisesse se beneficiar desse esquema. Muita gente por lá acaba comprando bicicleta para esposas/maridos e filhos, então nós compramos no nome do R. mas a bike era pra mim.

Mi casa es su casa

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Receber amigos e família aqui na Irlanda é sempre uma delícia e sou muito privilegiada pois já tive muita gente me visitando aqui: minha melhor amiga Lê, minha mãe (três vezes), meu irmão (duas vezes), uma amiga da Fisk, a Carol e o Rudy, enfim, muita gente mesmo. E a lista não para por aí, porque no mês de Junho recebemos mais dois amigos super especiais: a A. que estudou comigo na pós-graduação do Mackenzie e o A., amigo de sei lá, uns 20 e poucos anos? Nos conhecemos no primário e estudamos na mesma sala muito tempo, e mesmo depois de termos sido separados, mantivemos essa amizade com muito carinho.

E bem, o A. queria muito visitar a Europa e passar uns dias em alguns países diferentes. Ele na verdade veio mesmo pra ficar em Portugal e conhecer a parte da família do pai dele que é de lá (o pai dele é português também!), mas aproveitou o gancho e foi pra outros lugares, incluindo Irlanda! Tivemos que programar tudo com cuidado porque ele queria vir justamente no fim de semana do feriado de junho quando estaríamos na Bélgica, mas conseguimos ajeitar tudo e ele chegou justamente um dia depois de termos voltado pra Dublin.

O A. Ficou lá em casa por uma semana e foi um pouco complicado no começo. Como tínhamos acabado de voltar de viagem, estava tudo uma bagunça – inclusive a vida. Coisas do tipo: compras, casa pra limpar, tudo isso estava mega atrasado. Depois, tinha o fator de que eu estava no meu trabalho há mais ou menos só duas semanas, então ainda tava me acostumando com tudo, procedimentos, materiais, e levava muito tempo preparando aula à noite. Fiquei me sentindo culpada de deixar o meu amigo vagando sozinho durante o dia, mas por outro lado, ele tava de férias, eu não! Rs

O dia em que caí da bicicleta

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Se você me acompanha há bastante pelo tempo pelo blog, deve ter notado que a frequência de posts caiu bastante. Eu amo postar no blog, e mesmo que tenha poucas visualizações, gosto do meu espacinho na internet, do meu diário virtual. E como comentei nuns posts atrás, minha primeira semana como coordenadora de uma escola de verão foi muito, muito, mas muito estressante mesmo. Então eu não tava muito boa, não tinha inspiração nem tempo nem vontade de fazer nada que não fosse relacionado ao trabalho.

E a verdade é que apesar da segunda semana ter sido um pouquinho melhor, a terceira semana começou ultra estressante. Acordei na segunda um pouco mais cedo do que de costume justamente pra chegar mais cedo na escola pra algum imprevisto, e de fato, assim que desliguei o alarme vi que tinha duas mensagens de professores dizendo que precisariam faltar naquele dia.

Foi um pulo da cama e um berro ''for fuck's sake''. O R. até assustou, já pensou o pior, tadinho. Levantei da cama e já entrei em contato com minha chefe. Enquanto me arrumava pro trabalho, ela ia me mandando números de pessoas que talvez pudessem cobrir. Liguei pra três e nenhum podia. Não tive nem vontade de tomar café. Só peguei a bike e fui pro trabalho correndo - a sorte foi que quando cheguei lá vi uma mensagem da chefe dizendo que tinha arrumado uma pessoa e que ele já tava vindo ao meu encontro. Mesmo assim tive que cobrir uma aula e foi uma mega loucura a manhã toda. À tarde tive que correr atrás do prejuízo e cheguei em casa abalada, cansada, estressada, chateada, todos os ''ada'' que você imaginar.


Bruges, um verdadeiro encanto

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Todo mundo que conheço já que foi pra Bruges volta falando mil maravilhas, que a cidade é uma graça, etc, etc. E de fato, muita gente que vai pra Bélgica acaba fazendo esse circuito Bruxelas-Ghent-Brugge porque as distâncias são curtas. Pegamos um trem saindo da estação central de Bruxelas e em aproximadamente 1 hora chegamos na pequena Bruges - o ingresso custou uns 12 euros ida e volta, não me lembro bem.

Bruges é uma cidade pequena, com pouco mais de 100 mil habitantes. Seu centro histórico foi tombado como patrimônio da UNESCO e seus canais (parecidos com os de Amsterdã) deram à cidade o apelido de "a Veneza do Norte".

Eu tinha altas expectativas pra conhecer Bruges e não me decepcionei nem um pouco. Que cidade mais gracinha, fotogênica, agradável... sim, tava bem mais cheia do que imaginávamos. Eram turistas e turistas a perder de vista, mas você com certeza vai achar uma ruazinha tranquila pra tirar suas fotos sem interrupções. O fato é que apesar de ser super popular, Bruges pra mim consegue manter seu charme, tanto nas ruas mais movimentas com lojas, cafés e restaurantes, como nas ruas mais afastadas do centrinho principal.

bruges belgica verao

Nível máximo do stress (ou como foi minha primeira semana como coordenadora)

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Hoje eu completo uma semana trabalhando como Centre Principal num dos centros de verão que a escola para qual trabalho abre todo ano. E como tem sido essa semana?

Bem, primeiro que quero dizer que ontem, meu 6º dia trabalhando nessa posição, foi o primeiro dia em que realmente sai do escritório no meu horário, o que já diz muita coisa, certo? A verdade é que a primeira semana foi um verdadeiro caos - parecia que tratores e caminhões passavam por cima de mim absolutamente todos os dias. Eu começava mais cedo, saia mais tarde, trabalhava de casa à noite, no fim de semana... foi tão estressante tão rapidamente que eu chegava em casa chorando absolutamente todos os dias.

Não foi fácil. Mesmo. Não só porque eu nunca havia desempenhado essa função, mas também porque não estou familiarizada com todos os processos da escola. Mas o problema maior mesmo, aquele que tirou meu sono - literalmente - foi a falta de professores.

Mas já que falei em sono, vamos falar sobre sono? Cara, que coisa estranha o nosso corpo. Eu estava cansada todo dia, morta, com dores no corpo e queria muito dormir, descansar. Mas não conseguia. Acordava várias vezes ao longo da noite e em umas duas ou três noites acordei lá para as 4 da manhã e não consegui mais dormir. Simplesmente não conseguia. Então além do estresse pelo que estava passando na escola, ficava com medo de ir dormir e não conseguir dormir.


De volta à Bruxelas - com muita comida sim senhor!

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A primeira vez em que estivemos em Bruxelas foi em dezembro de 2014 pra comemorar o meu aniversário e nos surpreendemos (positivamente) demais com a cidade. Apesar de já ser inverno, tava um clima super gostoso, uma atmosfera legal, comemos super bem e vimos várias coisas legais.

Corta pra 2017: tenho amigas morando pela Europa e vínhamos tentando nos encontrar desde o ano passado. Como uma delas mora perto de Amsterdã e a outra em Stuttgart, tentamos encontrar um destino que fosse bacana pra nós três... e de fato, fizemos uma lista de destinos legais, lugares para os quais nenhuma de nós tinha ido antes e tal, mas infelizmente, os vôos não estavam colaborando. Se era barato pra uma, não era bom pras outras. Se o preço era bom, os horários eram ingratos.

Então quando vimos que Bruxelas oferecia bons horários e preços - e a possibilidade delas irem de trem se quisessem, não pensamos duas vezes e fechamos. Não foi fácil achar um fim-de-semana prolongado que desse pra todo mundo porque a Irlanda, Alemanha e Holanda tem feriados diferentes, mas tínhamos o feriado do começo de junho em comum, ufa!

bruxelas verão belgica

Italiano: tô presa no platô do intermediário!

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Em fevereiro desse ano eu compartilhei a notícia de como estava feliz em voltar à estudar italiano formalmente depois de tanto tempo e obviamente estava super empolgada em distrair a mente, voltar a aprender um idioma novo, conhecer gente nova, etc. Mas será que foi tão bom assim?

A verdade é que amo esse idioma, mas tenho muito mais dificuldade em evoluir do que jamais tive em inglês. Quando me perguntam coisas do tipo "o que foi mais difícil aprender em inglês?" eu simplesmente não sei o que dizer, e não é porque sou metida ou coisa parecida. Eu não lembro de ter dificuldade alguma em aprender inglês. Nunca estudava pra prova, fazia lição de casa correndo só por fazer, e mesmo assim, tinha excelentes notas e entendia tudo o que os professores falavam. Em pouco tempo, com a ajuda de ouvir muito Backstreet Boys na vida, meu listening foi ficando excelente e logo eu tava assistindo filmes e séries sem legenda e lendo os livros do Harry Potter na língua original.

E de fato, se for parar pra pensar, tenho contato com italiano desde meados de 2007, 2008, quando comecei a acompanhar Laura Pausini depois de ter redescoberto a cantora meio que sem querer. Não sei se já falei aqui no blog, mas lembro de ver ela cantando "Strani Amori" um dia na TV e me deu um clique e uma sensação bizarra de tipo "caraaaa, eu consigo entender tudo". Ainda lembro daquela sensação, quando ela falava "Ma sapevo che era una bugia" eu simplesmente sabia que a frase significava "mas sabia que era uma mentira". É muito estranho explicar, mas desde então passei a ter interesse na língua: primeiro, estudando sozinha, pela internet. Fazia uns cursos grátis, traduzia as músicas da Laura, comparava as versões das músicas em italiano e espanhol e isso me ajudou muito com vocabulário. Depois fiz aulas em alguns lugares diferentes e aqui na Irlanda cheguei a fazer umas aulas online também.


Um dia na capital do mundo

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Londres é uma cidade realmente fantástica, que todo mundo deveria conhecer um dia. Sei que posso estar exagerando, que a Bárbara adolescente deve estar falando na minha orelha sobre os seriados e filmes e todas as inspirações dessa cidade em sua vida, mas o fato é que Londres é Londres.

A primeira vez que pisei nessa cidade, em 2014, me apaixonei e sabia, no fundo do coração, que um dia voltaria. Na época eu ainda não tinha certeza de nada em relação ao meu visto aqui em Dublin, mas não tem jeito, tem coisas que a gente não sabe explicar, só sentir. E sim, tô mega brega, romântica e clichê nesse post porque não tem como não ser!

Como íamos visitar a terra da rainha para o show do John Mayer, aproveitamos e passamos o dia seguinte todinho lá. Não ficamos o fim de semana todo por motivos de: acomodação cara. Meu, como acomodação é caro nesse lugar! No fim, também achamos melhor voltar sábado pra termos domingo pra descansar em casa antes de começar mais uma semana de trabalho...

Ah, um ps importante antes de continuar: como fomos pra Londres exclusivamente pro show e não podia entrar com câmera lá, nem levei minha Nikon. Então todas as fotos do show - e do dia seguinte, que conto nesse post - foram tiradas com meu celular mesmo!


Trabalho novo de novo

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Tudo começou em meados de abril/maio. Eu tava naquela rotina de trabalhar em duas escolas, indo de um lado pro outro e querendo muito, muito, trabalhar num lugar só. Não foi por falta de tentativas: tive conversas e reuniões com meus diretores das duas escolas e mesmo assim, não havia nenhuma oportunidade de trabalho full-time pra mim em nenhuma das escolas, então resolvi começar do zero e procurar uma nova posição em uma nova escola.

Pra ser sincera, não foi difícil. Essa época de abril e maio é excelente pra se achar empregos como professor de inglês em Dublin, mas infelizmente, a maioria dessas vagas é apenas part-time ou temporária, o que eu definitivamente não queria. Mas aí olhando uma vaga aqui e outra ali, achei um anúncio de uma escola excelente cuja diretora eu já havia conhecido em outras ocasiões e eles procuravam professores tanto pro verão como para o resto do ano.

Não hesitei. Atualizei meu currículo e minha cover letter e escrevi pra J., diretora da escola. Em pouco tempo ela não só me respondeu super contente deu ter mandado meu CV, mas me chamando para uma entrevista. A entrevista na verdade acabou sendo mais uma conversa mesmo, porque ela não me perguntou nada do que costuma-se perguntar em entrevistas de emprego. Foi meio que um bate-papo informal pra saber se eu aceitaria a vaga mesmo ou não.


Show do John Mayer em Londres

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Eu nunca fui dessas pessoas que viaja pra ver shows. Aliás, nunca fui muito de shows não, apesar de já ter ido em alguns nesses meus quase 30 anos. A única cantora que sempre fiz questão de ver foi a Laura Pausini, mas morando no Brasil isso nunca foi difícil porque ela sempre faz show lá. Morando aqui na Europa tive a oportunidade - e sorte! - de ter visto essa diva duas vezes: em 2013 em Roma e 2016 em Milão.

Este ano várias bandas e cantores legais haviam anunciado shows aqui em Dublin, mas a gente sabe que comprar ingresso aqui pelo TicketMaster é um parto. Praticamente impossível mesmo. Tanto é que quando o U2 anunciou turnê em julho, pagamos bem caro pelo ingresso porque não conseguimos comprar diretamente pela TicketMaster.

Ed Sheeran também anunciou shows mas pra esse não conseguimos de jeito nenhum. Mas foi na mesma época em que nosso cantor preferido, John Mayer, estava lançando álbum novo e prestes a contar quando e onde faria shows da nova turnê.

Já sabíamos que não ia ter show dele aqui na Irlanda, mas Londres seria uma oportunidade, então assinei o feed do facebook do cantor pra saber quando ele anunciasse as datas. E pra nossa sorte, o show de Londres aconteceria justamente numa sexta-feira, o que nos possibilitaria ir pra lá! Fizemos simulações de preços de vôos e acomodação (sempre o que faz um rombo no orçamento de uma viagem à Londres) e vimos que dava pra ir.

Tirolesa na Irlanda (e meu último condado!)

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Só faltava mais um condado para eu conhecer na Irlanda e era um justamente um condado meio "sem graça" mesmo. A real é que eu já tinha visto os highlights do país e achar algo de interessante para se fazer em Roscommon virou até piada na família do R., mas eu sou brasileira e não desisto nunca e sabia que o parque Lough Key estaria nos esperando quando tivéssemos a oportunidade.

E a oportunidade chegou num dia maravilhoso de sol no mês de maio!

O Lough Key Forest Park consiste em mais de 800 hectares de muita grama, árvores, lagos, etc, etc. Sabe aquele parque onde você encontra de tudo? Pois é. Além disso, apesar dele estar em Roscommon, é relativamente perto de Sligo então muita gente acaba indo pra lá fazer caminhada, praticar esportes, brincar com as crianças and fazer tirolesa, claro.

Meu amigo Rick já tinha participado dessa atividade e recomendado, então eu sabia que seria divertido. A empresa que cuida das tirolesas, ou zip line em inglês, se chama Zipit. Eles tem esse programa em três locações pelo país e você pode reservar pelo site - nós pagamos 30 euros para 4 horas cada. É caro, mas eu acho que vale a pena porque é uma coisa bem diferente de tudo que eu já tinha feito na vida.

lough key zipit roscommon

My fourth goodbye

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Sim, a hora do quarto adeus chegou. Minha primeira despedida aqui na Irlanda foi da Bia, quando ela foi embora pro Brasil em 2013. Em 2014, me despedi da família M. com quem passei quase um ano trabalhando como babá fulltime. Em 2016, foi a hora de dizer tchau para a família C., com quem trabalhei por dois anos como babá meio-período. E agora, em 2017, me despedi dos meus alunos e colegas de trabalho nas duas escolas onde trabalhava aqui em Dublin.

Foram 6 meses na escola que fica na Hartcourt St. e 4 na outra escola na região do Temple Bar. Foi tudo muito intenso, especialmente nos últimos 4 meses, já que estava fazendo jornada dupla indo de uma escola à outra no horário de almoço e não tava fácil conciliar. Fora que trabalhar em duas escolas diferentes significa estar por dentro de procedimentos diferentes, planos de aulas diferentes, chefes diferentes...

A escola onde comecei em novembro não era a melhor do pedaço, mas consegui encontrar o meu espaço. Dava aula para turmas de upper-intermediate e gostava bastante de alguns colegas. Nunca tive problemas com ninguém, sempre fui elogiada por alunos e pela chefe, e peguei uma boa experiência dando aula para esse nível e também para o exame FCE.

Wishlist #2 - Apetrechos de viagem

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Como o meu primeiro post wishlist foi super focado em coisas de beleza, achei que seria legal balancear com algumas coisas de fotografia e viagem que estou coçando as mãos para comprar. Na verdade, ainda tenho alguns itens de vestuário, maquiagem e cosméticos na minha lista, mas como viajar tem feito muito parte da nossa rotina esse ano, algumas coisinhas fariam a nossa vida melhor...

#1 GoPro Hero 5 - Sei que essa câmera não é mais novidade pra ninguém, mas estou querendo uma demais demais demais. Apesar de ter aquele kit da Olloclip com lentes pra iphone que vem com lentes macro, grande angular e olho de peixe, uma go pro facilitaria muito a vida porque querendo ou não, eu sempre levo um tempinho ajustando as lentes no iphone, montando, desmontando, etc. O efeito que a gopro dá nas fotos é muito legal e o melhor: esse novo modelo é totalmente á prova d'água, sem precisar de capinha especial nenhuma!

#2 Tripé com mochila - Eu comprei uma mochilinha ano passado pra guardar meus equipamentos de viagem - câmera, gorilla pod, lente da câmera, lentes do iphone, etc, porque achava meio ruim carregar a câmera numa bolsinha menor e o resto das tralhas ficavam  na minha bolsa de mão ou nos bolsos do R. E realmente, a mochila é super levinha e tem facilitado a nossa vida, mas tô ficando com vontade de investir num tripé de verdade - eu até tenho um tripé, mas ele é enorme, fechado fica muito grande, então um tripé que tem 40cm fechado seria ideal pra viagens. O gorillapod nos salva e nos permite fazer ótimas fotos juntos, mas como ele é pequeno, só conseguimos fazer fotos do ângulo do chão ou prendendo num poste, árvore, o que nem sempre é possível. Com um tripé de verdade poderemos fazer fotos de nós dois de outros ângulos, e como ainda temos algumas viagens esse ano - e planejando outras pro ano que vem, acho que seria um equipamento que valeria a pena, apesar de ser 1kg a mais na bagagem! Esse modelo que vem com a mochila poderia ser bom pois poderia ser nossa mala de mão + tripé e equipamentos, e quando estivermos turistando, só levaríamos equipamentos mesmo.


Bósnia e Herzegovina #3 - Mostar

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Como já comentei nos outros posts, Mostar foi o principal motivo pelo qual fomos até a Bósnia e ficamos muito, mas muito surpresos com essa cidade. É que eu achava que era só ir ver a icônica ponte e voltar pra casa, não tinha muitas expectativas e pra ser sincera... nem sabia muito o que esperar além disso não.

E a verdade é que ficamos surpresos com a influência árabe e muçulmana na região - não só pela presença de mesquitas, mas também por ouvir aquele típico chamado para orações (que ouvi pela primeira vez em Istambul, na Turquia), ver tantas moças com véus e lenços na cabeça, entre outras coisas. Pelo menos não é o que você espera ver no interior de um país nos Balcãs, não é mesmo?

Com uma população de pouco mais de 100 mil pessoas, Mostar fica situada no rio Neretva e é a quinta maior cidade do país. A origem do nome da cidade vem dos guardadores da ponte, que se chamavam mostari, e nos tempos medievais protegiam a mesma (Stari Most). A tal ponte foi construída pelos otomanos no século 16 e atrai muitos turistas pra lá ano após ano.

Mostar bosnia

Bósnia e Herzegovina #2 - Imigração na fronteira e Medjugorje

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A Bósnia e Herzegovina é um país remanescente da antiga Iugoslávia, fazendo fronteira com a Croácia, Sérvia e Montenegro cuja capital é a famosa Sarajevo - duvido você ter crescido nos anos 90 sem ter ouvido falar dessa cidade.

Aliás, uma pausa. Eu pessoalmente, não só cresci nos anos 90 mas também cresci com a trilha dos cds de rock do meu pai tocando alto no fim de semana. Então a Bósnia sempre me remeteu à belíssima Miss Sarajevo do U2. Essa música veio a partir de um documentário de Bill Carter sobre um concurso de beleza que aconteceu enquanto a guerra tava rolando. O diretor desse comentário foi pra Sarajevo no inverno de 1993 oferecer ajuda humanitária e se viu no meio do conflito, ficando lá por seis meses sobrevivendo de comida de bebê ou qualquer coisa que ele achasse. Aí ele sugeriu que Bono fizesse fizesse um outro documentário sobre a Bósnia e Bono aceitou. Ele não só ajudou a produzir, como também custeou um doc sobre um movimento de resistência à guerra no país. 

E a música é linda, ainda mais com a participação emocionante do Pavarotti no final. É de chorar mesmo! Então essa história toda ficou na minha cabeça o tempo todo e eu queria muito, MUITO ter ido pra Sarajevo também, mas como a capital fica bem longe de Mostar, que era o nosso destino principal por lá, vai ficar pra uma outra vez.

Bósnia e Herzegovina #1 - As cataratas de Kravica

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Quando eu e R. pensamos em ir pra Croácia, meio que já havíamos decidido que aproveitaríamos a deixa pra conhecer também a Bósnia, que faz fronteira com o país. O destino que tínhamos em mente era Mostar, mas no fim acabamos surpreendidos por essa belezura de catarata no meio do caminho.

No dia antes de irmos pra Mostar dei uma última olhadinha no Trip Advisor pra pegar umas dicas e acabei clicando num link tipo as melhores 10 coisas pra se fazer na Bósnia. E aí que essas cataratas aparecerem por lá e fiquei curiosa. Ela ficava bem no meio do caminho entre Split e Mostar, então era uma desculpa perfeita pra visitar, né?

Masss não achei muitas informações na internet sobre ela. Li uns posts de blogs gringos de 5, 7 anos atrás comentando o quão linda - e difícil de achar - a tal da Kravica era. Que não tinha placa indicando nada, que ninguém sabia explicar onde era, que o lugar era no meio do mato, mas que valia muito a pena, que era um pequeno paraíso... vi até gente comparando Kravica com Foz do Iguaçu - no sentido de que a configuração das cachoeiras era parecida (a da Bósnia com um volume de água muito menor, claro). Então ficamos um pouco apreensivos mas tentamos buscar o máximo de informações que pudemos, dei print screen no celular e fomos!

kravica cataratas waterfall bosnia

Croácia #3 - Dubrovnik

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Ir pra Croácia e não conhecer Dubrovnik seria como ir à Londres e não ver o Big Ben. Pelo menos isso era o que pensávamos, mas será que é 100% verdade?

O fato é que eu já vou começar esse post dizendo que sim, nós gostamos da cidade mais visitada da Croácia, mas Dubrovnik é mega, ultra, superestimada e cara. Nós não esperávamos isso já que a acomodação ficou num preço super ok, mas foi só adentrar os portões da old town pra perceber que se você não toma cuidado, gasta rios de dinheiro naquela cidade.

Claro, a old town é realmente impactante: as construções são lindas, aquele chão de mármore é maravilhoso a ponto de parecer que alguém o pole cuidadosamente todos os dias e a vista da muralha é digna de cartão-postal, mas acho que se não tivéssemos conhecido Split dois dias antes, teríamos tido uma surpresa maior. Eu andei perguntando à algumas pessoas que conheceram tanto Split como Dubrovnik e foram categóricos ao dizer que preferiram Split, assim como nós.

dubrovinik croacia primavera

Croácia #2 - Split

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Nossa viagem de Plitviče pra Split foi um pouco longa e chegamos na cidade bem tarde, mas o caminho valeu demais. Acabamos dirigindo pelo "interior" do país e passamos por várias, dezenas de cidades e vilarejos croatas. O que mais nos intrigou é que muitos desses vilarejos pareciam totalmente abandonados. Quer dizer, alguns nem tanto, porque víamos algumas roupas secando nos varais, carros estacionados, mas nenhuma alma viva pra contar história. Chegamos a passar mais de hora sem ver absolutamente ninguém pelo caminho!

Fui ler um pouco a respeito e muito disso tem a ver com invasões durante a 2ª Guerra Mundial e também as Guerras na Iugoslávia nos anos 90 - mas falarei mais disso num outro post. O fato é que sim, muitas cidadezinhas e vilas estão meio desertas ou abandonadas. Sei que vai parecer totalmente creepy, mas R. e eu ficamos tão curiosos e fascinados que ficamos com vontade de descer em uma delas pra ver melhor, mas como estava ficando tarde, continuamos na estrada com destino a Split.

Achar o nosso hotel foi super fácil e ficamos surpresos com o quão perto do centro histórico estávamos. Tipo, como compramos as passagens e reservamos os hotéis em Janeiro, nem lembrávamos direito onde ficaríamos e a surpresa foi ótima. Porque é assim: se você tá indo pra Split, o burburinho, as atrações, tá tudo ali no centrinho histórico, então ficar hospedado ali é vantagem demais.

Croácia #1 - Os lagos e cachoeiras de Plitviče

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A primeira vez que vi uma foto desse lugar (em croata, Plitvička Jezera) foi quando uma amiga que morava na Irlanda (quando eu ainda estava no Brasil, se não me engano) foi pra lá e postou fotos maravilhosas no instagram dela. Eu nunca tinha ouvido falar de tal lugar e fiquei maravilhada com o tamanho das cachoeiras e aquele azul/verde absolutamente maravilhoso da água.

Já que não tínhamos planos de voltar pra Croácia tão cedo, sabíamos que essa maravilha da natureza não podia passar batido e tratamos de incluir um passeio à esse lugar no nosso roteiro. Do aeroporto de Zadar levamos cerca de 2 horas até chegar lá - é que apesar do Google Maps garantir que o percurso leva menos de 1h e meia, o R. tava se acostumando com o carro, dirigir do outro lado da estrada, etc, etc. Fora que paramos no caminho pra tomar café, então chegamos no parque lá pro meio-dia.

Ao chegar, você pode parar o carro no estacionamento e comprar os ingressos, que custaram 110 kunas (em torno de 14 euros) cada. Você pode obviamente ficar lá o dia todo até fechar (19h00), além de poder também comprar a opção do ticket pra dois dias, que acaba saindo um pouco mais barato. Aí você me pergunta: e vale a pena ficar nesse parque por dois dias? Olha, depende. Se você curte muito natureza e se tem mais tempo, acho que vale a pena sim. Nós só ficamos uma tarde e conseguimos ver os lagos principais, mas não tivemos muuuito tempo de contemplar tudo não.

Viagem pela Croácia & Bósnia e Herzegovina: os meus primeiros Balcãs

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Conhecer esses dois países nos Balcãs (região sudeste da Europa que engloba totalmente a Albânia, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Macedônia, Montenegro e Kosovo AND parcialmente a Croácia, Grécia, Itália, Romênia, Sérvia, Eslovênia e Turquia) não era uma super prioridade na minha lista de viagens, mas eu devia uns dias de sol pro R. É que nos últimos dois anos fizemos viagens de inverno pra lugares de inverno em pleno inverno (Noruega em 2015 e Finlândia em 2016) e ele me fez prometer que iríamos pra lugares quentes em 2017. Como você já deve saber, eu amo frio, mas o R., como bom irlandês, ama calor! Então assim que entrou 2017 e começamos a planejar nossas viagens pro ano, eu sabia que teríamos que passar calor em algum lugar nos meses de verão.

E de fato, compramos passagens pra um destino maravilhoso em agosto, mas como ainda era janeiro, ia demorar demaissss. Resolvemos então fazer uma mini-viagem aproveitando o feriado de maio e pegando dois dias de folga pra emendar e assim a Croácia surgiu em nossas vidas.

Eu já sabia de algumas possíveis atrações pra conhecer por lá, mas logo vimos que não seria conhecer tudo assim pois os lugares eram muito longe uns dos outros. A opção de alugar um carro entrou em jogo, principalmente depois que checamos os preços e vimos que dava pra fazer um roteiro legal por um preço que cabia no bolso.

O Castelo de Athlone

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No feriado de páscoa resolvemos conhecer mais alguns condados que faltavam pra eu visitar e a escolha para Westmeath tinha sido um parque lindo chamado Belvedere House Gardens & Park. No entanto, o clima não estava nada bom, chovia bastante e achamos que ir pra parque pra tomar chuva na cabeça não era a melhor das ideias... por isso, entrou em ação o plano B e seguimos pra Athlone.

athlone castle

Athlone é a maior cidade do condado de Westmeath e fica no coração da Irlanda. Por conta de sua localização estratégica, é lá que fica um dos centros de seleção e redirecionamento de todas as encomendas e cartas na Irlanda! A cidade tem uma população de aproximadamente 20 mil habitantes.

O castelo de Athlone fica à beira do rio Shannon e foi construído para o Rei João pelo Bispo John de Gray de Norwich no século 12. Assim como a grande maioria dos castelos na Irlanda, ele foi pensado mais como um forte do que um castelo luxuoso, afinal de contas, havia muitas guerras, brigas por terras e invasões, então as pessoas tinham que se proteger como podiam!

Ardagh, uma vilazinha fofa e surpreendentemente minúscula

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Dando sequência ao meu plano de conhecer todos os condados da Irlanda, decidimos passar pela vila de Ardagh no condado de Longford. Pra dizer a verdade, esse condado não pareceu oferecer nada de muito interessante pra se fazer ou visitar, mas como eu não recuso essas cidadezinhas fofas pela Irlanda, fomos pra lá num feriado desses.


De acordo com o site Longford Tourism, a vila de Ardagh é a mais histórica e fotogênica do condado todo e que contém diversas construções importantes. A vila na verdade se desenvolveu a partir de um mosteiro fundado no século 5 pelo próprio Saint Patrick. A importância da região caiu um pouco com a chegada dos normandos, mas quando a família dos Fetherstons chegou ali, logo construíram uma casa para si e fizeram da cidade seu novo lar no início dos anos 1700.

Killykeen Forest Park no condado de Cavan

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Há um tempo atrás eu fiz um post contando que faltavam apenas quatro condados na Irlanda pra eu conhecer, sendo um deles Cavan. Pra ser sincera, nessa reta final, não encontramos muuuitas coisas interessantes pra se fazer nos condados que faltavam não, mas especificamente em Cavan, tinha uma coisa que eu queria muito ver: o castelo de Cloughoughter que fica numa ilha no meio do lago Oughter.

É possível chegar até o castelo pegando um barco, mas não quisemos fazer esse passeio e a ideia era tentar ter uma vista bacana do castelo do outro lado do lago, como em várias fotos que você encontra google afora.

Uma das nossas fontes indicava que era possível ver o castelo do Killykeen Forest Park e é pra lá que fomos. Saímos de Dublin num sábado após o horário de almoço em 1h e meia chegávamos na entrada do parque. É possível estacionar de graça e logo na entrada há uma placa explicando as trilhas e o que é possível fazer pelo parque.

Killykeen Forest Park

Links legais #11

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Socorro! O último Links Legais deu as caras aqui em dezembro do ano passado e eu nem percebi! Esse começo de 2017 foi corrido, tive que ir atrás de uns documentos, regularizar visto, comecei um trabalho novo, então o blog ficou meio de lado - pelo menos em relação à antes. Mas enfim, vim salvando links desde o começo do ano e os partilho agora com vocês! Alguns desses links já podem ser notícia velha, mas o que importa é a intenção.



Línguas


Teoria linguística do filme "A chegada" - Vi esse filme no finalzinho do ano passado e fiquei boba com a maneira como conduziram a história desse ataque alienígena sob a ótica linguística, uma coisa pouco comum em Hollywood.

13 palavras que vêm do árabe - Eu já sabia que as palavras que começam com "al" geralmente são de origem árabe (álcool, algebra), mas "candy" e "magazine" foram novidade pra mim!


Budapeste #5 - O meu top 5 do porquê essa cidade é incrível

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Acho que já deu pra perceber pelos posts sobre Budapeste que curtimos demais a cidade, né? Não sei se foi porque não tínhamos grande expectativas ou porque não fizemos grandes planejamentos, mas o fato é que voltamos da capital húngara já querendo voltar pra lá!

Resolvi fazer um post reunindo as coisas que mais gostei na cidade pra caso tenha ficado alguma dúvida. Aliás, o que eu recomendaria é conhecer Budapeste numa mesma viagem à Viena na Áustria e Bratislava na Eslováquia, já que elas ficam pertinho umas das outras e conhecer todas numa tocada só deve sair mais barato.



Budapeste #4 - Onde comer?

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Uma das coisas que mais gostamos de fazer quando viajamos é certamente experimentar comida local. Eu sou suspeita porque adoro uma desculpa pra comer mesmo, mas a verdade é que provar sabores e pratos diferentes do qual estamos acostumados é em si uma viagem, sabe? Seja por um ingrediente desconhecido, um jeito distinto de cozinharem algo que você já conhece, o fato é que esse é, pra mim, o tipo de conhecimento e vivência que valem mais do que muita coisa material - algo que nunca ninguém vai tirar de você.

Pra alguns pode parecer bobagem, afinal de contas, "é só comida", mas essas experiências ficam muito marcadas na minha memória pra sempre. Um sorvete em Roma, uma torta de maçã na Alemanha, um bacalhau em Lisboa, um curry indiano em Londres... e não só de viagem, mas também na vida: o "bolo do bolo" da minha vó, o grão-de-bico da minha tia, o pudim de leite da minha mãe...

Nessa última viagem à Budapeste sabíamos que queríamos provar coisas locais e por isso pesquisamos alguns restaurante e cafés antes de aterrizarmos lá. Não temos o hábito de fazer isso, mas nesse caso, foi muito bom saber de alguns lugares antes de ir e mesmo assim, também descobrimos outros que não estavam no roteiro.

onde comer em budapeste

Budapeste #3 - Atrações de Peste

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Quando pesquisávamos o que fazer em Budapeste, não vimos muuuuita coisa não. Sabe aquelas cidades que quando você dá uma olhadinha no Trip Advidor cai pra trás com tanta coisa pra se fazer e visitar? Pois é, não sentimos essa pressão na capital da Hungria. No entanto, pode ser também que estejamos num momento mais sussa quando vamos pros lugares. Antes eu tinha muita pressa e vontade de conhecer tudo de uma vez porque tinha um tempo limite do intercâmbio acabar, mas agora que o intercâmbio virou vida, não preciso ir com tanta sede ao pote, tenho tempo...

Basicamente, fizemos duas coisas no lado Peste da cidade (sem ser gastronomia, que vem no próximo post): visitamos um museu e exploramos bastante a região da Andrássy Út. Vamos começar pelo museu? Vamos!


O Hungarian National Museum fica num prédio maravilhoso e é super fácil chegar lá - nós fomos a pé porque era perto do hotel, mas dá pegar o metrô, tram ou ônibus também. A entrada custa 1600 florins, que na cotação de quando escrevo esse post é um pouco mais de 5 euros (17 reais). É permitido tirar fotos, mas é necessário pagar mais 500 florins para tal.

Budapeste #2 - Buda e a vista de Peste

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O nosso primeiro dia em Budapeste foi super relaxante: ficamos nas termas a tarde toda, comemos num restaurante maravilhoso (vem num post em breve!) e tivemos um dia extremamente agradável. Por isso tínhamos altas expectativas pro segundo dia, mas ao mesmo tempo, não tínhamos pressa em fazer nada.

Acordamos e fomos tomar café num lugar muitoooo legal (que também vem num post em breve - já percebeu que vai rolar post de comidinhas por aqui, né?) e depois disso seguimos pro Hungarian National Museum. Passamos umas duas horinhas por lá e como fazia mais frio do que havíamos imaginado, voltamos pro hotel (já que era bem pertinho), pegamos mais um casaco e seguimos em direção à Buda. Eu queria ter a vista do Parlamento Húngaro tanto de dia como de noite, por isso essa decisão estratégica.

budapeste vista

Pegamos um ônibus que atravessou a Ponte dos Cadeados e nos deixou do lado Buda da cidade. Lá já vimos o guichê para comprar ingresso para o funicular que sobe até o Bastião dos Pescadores e resolvemos subir assim mesmo. Dá pra ir a pé e o trajeto tem vistas incríveis, mas ahhhh, eu tava meio preguiçosa nessa viagem e não queria gastar minha energia subindo! hahaha

Budapeste #1 - As termas

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Há muito tempo a gente tava com vontade de conhecer Budapeste. Aliás, eu tenho até um post de 2014 onde falo sobre isso! Caramba, como o tempo passa rápido...

Todo mundo que eu conheço que já foi pra Budapeste voltou falando maravilhas então eu sabia que gostar a gente ia gostar, mas não imaginava que íamos gostar taaanto assim! A verdade é que a gente tava tão ocupado por aqui com outras coisas e burocracias que não tivemos muito tempo de nos prepararmos pra essa viagem. Tipo, tínhamos um roteirinho, lugares que queríamos conhecer, mas não era uma lista enorme, nada exagerado, sabe?


Então nós saímos de Dublin num sábado de manhã, felizmente num vôo de horário mais humano (9h30, ao invés das costumeiras 6h30 ou 7h...) e chegamos de volta na segunda à noite. Foram então uns dois dias e meio na capital da Hungria, mas o suficiente pra gente ficar totalmente apaixonado pela cidade!

Budapeste tem esse nome pois é a junção de duas cidades - Buda e Peste, mas isso você provavelmente já ouviu falar, né? São mais de 1 milhão e meio de habitantes e eu não sabia, mas Budapeste está em 25º na lista de maiores destinos de turistas no mundo e é a 6ª cidade mais visitada da Europa!

Aliáááás, antes da viagem eu TIVE que ler "Budapeste" de Chico Buarque. Eu já tinha lido umas frases por aí, especialmente as que se referem ao idioma húngaro e à Budapeste em si e amei a leitura, os personagens, a forma como ele descreve um pouco da cultura e idioma da Hungria... salvei vários trechos no kindle pra reler depois!

São as águas de março fechando o ver... inverno

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Março acabou. O mês em que completo anos na Irlanda, o mês do St. Patrick's Day e o mês em que a estação começou a mudar: a escuridão deu lugar à claridade (agora ainda tem luz do dia até após às 19h e aumenta cada dia mais), as temperaturas subiram (no fim de semana chegou a fazer 15 graus!) e as flores começam a desabrochar.


Fora essas mudanças fora do meu controle, as coisas continuam iguais: ainda trabalhando em duas escolas e ainda naquela correria de um lugar pro outro, o que tem me cansado bastante. Tô ficando cansada não só fisicamente, mas também psicologicamente, já que não tenho conseguido me dedicar direito em lugar nenhum e sei lá, não ando com a cabeça nem lá nem cá. No entanto, já tomei uma decisão em relação à isso e as coisas devem mudar logo, mas eu volto pra contar aqui no blog.

As aulas de italiano estão indo bem, já passamos da metade do curso e sinto que estou melhorando bem, apesar de achar que meu speaking não tá fluindo tanto quanto eu gostaria. A verdade é que o inglês acaba me atrapalhando demaisss e tem sido difícil focar no italiano, ainda mais estudar em casa. Faço as lições de casa e continuo ouvindo músicas como sempre, mas não tô me dedicando muito não. E não, eu não preciso botar pressão nem me cobrar tanto, mas a gente sempre tem certas expectativas, né?

EPIC Ireland, um dos melhores museus da Irlanda

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Desde o ano passado, quando vi anúncios e outdoors pela cidade sobre o novo museu da cidade que falava sobre a Irish diaspora - ou seja, irlandeses que foram embora do país pra viverem em outras partes do mundo - fiquei interessadíssima. A verdade é que eu adoro história de maneira geral, mas ainda mais a história do país em que vivo agora!


O museu foi inaugurado em maio de 2016 e custou mais de 15 milhões de euros. Ele foi pensado pelo mesmo time que desenvolveu o museu do Titanic em Belfast e foi fundado por Neville Isdell, um irlandes ex-executivo da Coca-cola que emigrou pra Zambia quando ainda era adolescente.

Epic Ireland é um museu que fala sobre o porquês dos irlandeses emigrarem, de sua luta por sobrevivência, seus sucessos e fracassos pelo mundo. Atualmente, 1 em cada 6 pessoas nascidas aqui foram buscar outras oportunidades fora do país - não dá pra negar que a cultura, literatura e música mundiais, entre outras coisas, foram extremamente influenciadas pela Irlanda!

5 coisas que prefiro fazer no Brasil

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Não é segredo pra ninguém eu eu adoro morar na Irlanda, mas não porque eu não goste do Brasil - pelo contrário, eu amo o meu país. Agora, a minha cidade, o lugar onde nasci e me criei, aí a história muda um pouco. São Paulo é uma cidade muito complicada, difícil de lidar, e infelizmente acho que a gente não se entende mais.

No entanto, apesar deu curtir muito Dublin e o que a Irlanda tem pra oferecer de modo geral, tem certas coisas, que, desculpe aê, mas só dá pra fazer no Brasil. Quer dizer - até dá pra fazer aqui, mas na terrinha é muito melhor. Nas férias de 2016, passamos três semanas por lá e deu pra matar a saudade de muita coisa que se faz muito melhor por aqueles lados, quer ver só?


#1 Comer pizza


Cara, a pizza aqui é muito ruim. Claaaaro, se você vai num restaurante bacana, italiano e tal, você vai achar pizza de qualidade. Tem um restaurante chamado Wallace's Taverna, pertinho do shopping Jervis, por exemplo, que tem uma pizza excelente! Masss, pizza pra pedir em casa, tipo delivery, puta merda, é um horror. Seca, dura, poucas opções de sabores, uó. Não tem nem comparação com as pizzas da minha querida São Paulo com suas mil e uma opções de sabores e muito catupiry, claro!

Quatro anos de Irlanda!

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No dia de 20 de março que fiz quatro anos de Irlanda e honestamente, parece que o aniversário de três anos foi ontem. Esse último ano foi tão corrido, tão cheio e tantas coisas aconteceram que eu não acreditei quando vi a data no calendário. Quatro anos!

Comentei nos últimos posts por aqui que ando ocupada, trabalhando em duas escolas, meio sem tempo de fazer nada - o blog tem andado meio abandonado, mas jamais esquecido. Portanto, um breve resumo do que aconteceu nesses meus últimos 360 e poucos dias:

  • Passei a minha Páscoa na Irlanda com direito à caça aos ovos de chocolate e até umas reflexões sobre a data que renderam esse post aqui.
  • Visitei alguns lugares novos na Irlanda como parques, cavernas, monumentos, lagos, cidades... nunca canso de explorar esse país lindo! (e tá tudo documentado por aqui, é só procurar no arquivo do blog)
  • Tive a confirmação da bolsa de mestrado pela universidade e concluí o curso com excelentes notas. Escrevi minha dissertação e foi tudo bem mais tranquilo do que eu havia imaginado!
  • Fui pra três festas de casamento em três países diferentes: interior da Irlanda, Portugal e Brasil.

Wishlist #1

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Eu venho pensando em fazer esse tipo de post há um tempo. Não é nada original e todo mundo já fez/faz, sabe? Não sou nenhuma compradora compulsiva, nenhuma Becky Bloom da vida, mas também não sou de ferro. Adoro uma comprinha, mas tenho tentado fazer compras mais conscientes - ou seja, comprar produtos melhores, que vão durar mais, que trarão qualidade pra minha vida.


Eu já sei que não adianta, não dá pra querer comprar a roupa mais barata, o sapato mais barato, a bolsa mais barata, porque eles não vão durar. Com a idade, tenho aprendido o que dá pra ser barato na vida e o que não dá. E tenho sempre uma listinha de coisas que ando querendo adquirir, seja porque realmente preciso, seja porque alguém me recomendou, ou simplesmente porque vi e gostei. Sim, a moda é passageira, estão sempre nos incentivando a comprar certas coisas, mas se você de fato gosta daquilo, por que não?

Essa minha primeira lista engloba itens de cuidados com cabelo, pele, maquiagem e vestuário. Simbora?

Blarney: o retorno

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Num dos meus primeiros feriados vivendo na Irlanda, em junho de 2013, fiz uma road trip com uns amigos pela Irlanda passando por várias cidades - entre elas, Cork e Blarney. Na época fui a única a querer entrar no castelo, então não passei muito tempo por lá que já que os amigos estavam esperando e só tirei algumas fotos, subi, tirei a minha foto beijando a pedra da eloquência e fui embora.

No final de 2016 minha família veio passar o Natal aqui e como o R. queria ver sua família em Cork, passamos um tempinho por lá e aproveitamos pra levá-los pra Blarney. R. mesmo cresceu por ali e nunca tinha visitado o castelo e como o clima estava muito bom (frio, mas não muito, super calmo, sem ventos típicos de dezembro), achamos que renderia um passeio bacana. E rendeu.

A entrada está um pouco mais cara do que quando fui, mas os jardins e a área do local é tão grande e dá pra fazer tanta coisa, que pensando por esse lado, nem é tão caro assim. Há, além do castelo de Blarney, um jardim com plantas venenosas, além de um lago, outras construções lindas, espaço pra caminhar, cachoeiras, etc, etc.

Professora em tempo integral

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Então que eu arrumei um outro emprego. Na verdade, minha vida anda meio bagunçada nesse sentido pois estou como barata tonta andando de um lado pro outro, mas faz parte, não é mesmo?

Tudo começou quando descobri que o A., que foi meu professor no curso preparatório de CPE que fiz em 2014, era diretor (ou como eles chamam aqui, director of studies) de uma super escola no centro da cidade. Nem acreditei. No dia seguinte mandei email pra ele dizendo que eu tinha interesse em trabalhar lá e em menos de uma semana eu estava na sala de aula.

Atualmente, no período da manhã, continuo trabalhando na mesma escola onde estou desde novembro do ano passado. Aí almoço correndo e vou pra outra escola no período da tarde.

É cansativo estar em dois lugares ao mesmo tempo porque você não consegue estar 100% em nenhum dos dois - não consigo participar de reuniões, por exemplo, porque na hora da reunião eu tô no caminho pra outra escola. Mas acho que isso não é um problema. Ambas as escolas estão cientes de que trabalho em outro lugar e por enquanto, super tranquilo.

Vista da escola à tarde (foto de capa)
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