Em Dublin, nada dura

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Eu nasci e cresci no mesmo bairro em São Paulo e por conta disso, pude observar as lojas, bancos, negócios no bairro ao longo dos 25 anos em que passei por lá. E pouca coisa mudou. A farmácia na minha rua ainda está lá, a padaria famosa na esquina, o mercadinho. Um ou outro estabelecimento mudou, foi reformado, mudou de dono, mas as coisas meio que não mudaram, estão lá há anos e anos.

Aí eu vim pra Dublin, onde em quase 5 anos já tive 5 endereços. Então pude estar em vários lados diferentes da cidade, fora que aqui tudo se faz no centro, ao contrário do que eu fazia em SP. Então eu conheço o bairro, mas também conheço bem o centro.

Quando você chega numa cidade nova, ainda mais num país novo, você fica bobo com tudo. Observa cada detalhe, cada esquina, cada lojinha, cada estabelecimento. E começa a se familiarizar com alguns. Usa outros como ponto de referência. E o mapinha vai se colorindo na sua cabeça, como se  cada lugar novo que você registre na cabeça mude do preto & branco desconhecido.

E em Dublin é fácil usar certos pontos de referência como o Spire, o prédio da Heineken, a estátua da Molly Malone.... opa, mas a estátua mudou de endereço! E o Bewleys na South William St? Mudou também. E aquele café delícia na Chatham Street chamado Nosh? Não existe mais.


Suíça #3 - Zurique

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Na segunda de manhã tomamos café com a Gabi e ela nos deixou na estação de trem. Nos despedimos rapidamente - o trem já se aproximava da estação! - e em poucos minutos desembarcávamos na estação principal de Berna. Subimos no outro trem pra Zurique e em mais ou menos uma hora chegamos.

Zurique é a maior cidade da Suíça - em termos de tamanho e população. Além disso, sua estação de trem e aeroporto são os mais usados no país e você logo percebe o tamanho da cidade quando chega lá. A estação é enooooooooorrrme. Demoramos uma meia hora pra achar um mapa e depois achar os lockers pra guardarmos nossas malas.

Seguimos a recomendação da Gabi e fomos andando pelo rio de encontro à parte antiga da cidade. Como era horário de almoço os restaurantes estavam cheios,  mas encontramos um relativamente tranquilo pra comer. Como estávamos num país "germânico", não podia de deixar de comer o meu wienerschnitzel. Ô prato gostoso!

zurique, suica, outono


Suíça #2 - Berna, linda é pouco

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Desembarcamos em Basel ainda de manhã e já achei o maior barato ver placas indicando França, Suíça ou Alemanha. A cidade tá ali na fronteira, então é possível seguir pra três países diferentes chegando em Basel. Passamos pela imigração (o agente falou umas palavrinhas em português!) e compramos o ticket do ônibus pra estação central de trem - e deve ter demorado 15 minutos no máximo, muito rápido!

Na estação procuramos a plataforma do trem que ia pra Berna e como não tínhamos muito tempo, só compramos uma bebida e um croissant na estação e seguimos viagem. O trajeto dura mais ou menos 1 hora e obviamente é lindo - no caminho você já vai vendo as belezas das montanhas, o verde da grama, as vaquinhas... tudo muito muito suíço.

Ao chegar em Berna a Gabi tava nos esperando na estação. De lá pegamos um outro trem rapidinho pra casa dela pra deixar as malas e fomos pro centro de Berna usando um meio de transporte que me agrada muito: bicicletas! A Gabi e o Matthew tem bikes para visitas (que ideia genial!) e após regularmos as alturas dos bancos (afinal de contas, eu com o meu 1.55cm não consigo pedalar qualquer bicicleta não, rs), fomos pelas estradinhas mais lindas.

Suíça #1 - Chegamos. E amamos!

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Em fevereiro de 2016 eu escrevi um post falando sobre lugares que eu ainda queria conhecer na Europa. No post eu dizia:

"Dos países do lado oeste europeu, eu já visitei todos, menos a Suíça (e os micro-Estados). A terra do chocolate, queijo e relógios parece ser maravilhosa e há vôos saindo de Dublin, mas o problema é que... bem, a Suíça não é exatamente conhecida por ser barata, né? Os vôos são até razoáveis (e só acontecem 3x por semana), mas infelizmente, acomodação e locomoção pela Suíça envolvem grana, o que não está rolando por aqui por enquanto. Não tenho vontade de esquiar, mas se pudesse passar uns dias na região de Basel, por exemplo, já estaria ótimo!"

E a vida, essa vidaloka, sempre nos pregando surpresas, não é mesmo? Chegou o fim de 2017 e não só tive a oportunidade de ir pra Suíça como também de conhecer uma amiga virtual muito querida, a Gabi. Mas vamos contar essa história direito, começando pelo fato de que eu, na cara dura, pedi acomodação pra Gabi. Tipo, queria muito visitar a Suíça no outono ou inverno e apesar das passagens não serem caras, acomodação é. E como a Gabi já tava morando na Suíça há um tempo, perguntei se podíamos ficar lá. Ela foi uma fofa, disse que não havia problema nenhum e quando foi no começo do ano, compramos as passagens.

Rotina de cuidados com a pele | Noite

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Dando sequência ao post anterior, aqui vou contar um pouco da minha rotina de skincare noturna. Não é mega básica, mas também não é super incrementada (eu pelo menos não acho!). No último mês mudei muita coisa devido à uma visita à dermatologista - e também com leituras e descobertas novas.

O princípio da rotina da manhã - de lavar, tonificar, tratar e hidratar - é praticamente o mesmo. A diferença é que à noite rola a limpeza dupla (o famoso double cleanse) e nada de protetor solar! Pra mim esse estilo se adapta super bem porque tenho o hábito de tomar banho à noite de qualquer jeito, então é mais fácil e gostoso ter esse momento de "cuidado diário" quando me sinto limpinha, relaxada e tal.

Os passos da noite podem ser resumidos em:

1) Retirar maquiagem/protetor solar
2) Limpeza "grossa"
3) Limpeza no banho
4) Tonificar
5) Séruns e tratamentos
6) Hidratar

Rotina de cuidados com a pele | Manhã

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Em fevereiro desse ano eu fiz um post contando sobre alguns dos meus cuidados com a pele e tal. E muita coisa continua igual. Mas tipo, esse é o meu assunto preferido do momento. Sério. Não tem outra coisa. No meu tempo livre eu pesquiso sobre isso, leio sobre isso, vejo vídeos sobre isso. Afff, é até meio ridículo. Não sei se é porque inconscientemente tô pensando "vou fazer 30, preciso me cuidar", mas a verdade é que se por um lado sou super preguiçosa com outros cuidados pessoais - tipo comer melhor e ir pra academia, RISOS - por outro, tenho sido cuidosa com minha cara que mostro ao mundo todo dia.

Umas semanas atrás compartilhei no stories do instagram uns produtos que tenho usado e muita gente (mentira, umas três pessoas, rs) vieram me pedir pra fazer um post sobre o assunto, já que o stories somem depois de 24 horas!

Daquele post que fiz no começo do ano pra cá, algumas coisas mudaram. Primeiro porque eu descobri novas marcas e produtos. Segundo que a gente vai revezando, testando, vendo o que encaixa melhor na nossa pele e rotina. Além disso, fui à dermatologista recentemente e apesar do motivo pelo qual eu ter ido lá não tenha sido especificamente minha pele do rosto, tirei algumas dúvidas, fiz perguntas e mudei o meu skincare.

Fonte

5 anos de blog!

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Aniversário do blog na área! Dá pra acreditar que já são cinco anos desde que fiz aquele primeiro post raivoso?

Pois é. Cinco anos compartilhando histórias, fazendo amizades e criando um livro virtual das minhas memórias, viagens, interesses, da minha vida no geral. Quando comecei esse blog em 2012, não poderia jamais imaginar em como estaria a minha vida em outubro de 2017. Mas a vida dá voltas, muda, deixa a gente sem norte, mas no fim das contas, tudo se ajeita.

Se naquela época eu estava estressada e cansada de trabalhar como professora - afinal de contas, tava trabalhando das 8h às 22h pra juntar dinheiro pra vir pra Irlanda, hoje não posso dizer o mesmo. Trabalho bem menos, mas continuo trabalhando como professora - dessa vez, na minha querida Dublin. Ser estrangeira nessa profissão aqui é um desafio constante, mas sei que tenho feito um bom trabalho. Mas isso é assunto pra outro post.


Dirigindo na Irlanda #2

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Eu tinha planos de começar minhas aulas de direção no verão deste ano. Já tinha estudado e passado na prova teórica em 2016 e mal podia esperar pra colocar minhas habilidades motorísticas em ação. Mas, não deu. Fui chamada pra trabalhar na coordenação da escola e não tive tempo e muito menos cabeça de começar as aulas práticas. Fui adiando, adiando, e quando chegou setembro, bati o pé e comecei a procurar uma escola.

Algumas amigas tinham me indicado instrutores e até entrei em contato com um, mas ele não cobria minha região pois morava do outro lado da cidade. Aí eu apelei pro grupo das meninas que moram em Dublin lá no Facebook e anotei o nome de um cara que todo mundo elogiava. Entrei em contato e marquei uma primeira aula pra ver como era. Se gostasse, fecharia o pacote com ele.

E gostei demais! Ele é um senhorzinho super paciente, me ajuda bastante e é tranquilão. Na primeira aula ele me levou ao Phoenix Park e lá sentei no banco do motorista. Falamos sobre coisas básicas como espelho, retrovisor, como ajeitar o assento do banco, etc. Depois, falamos sobre embreagem, acelerador... e o famigerado biting point, que é quando você sobe o pé na embreagem e acelera ao mesmo tempo, fazendo com o que o carro dê uma tremidinha, indicando que tá pronto pra sair.


Fascinantes!

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Eu fui em vários casamentos nos últimos anos - tanto aqui na Irlanda como no Brasil. E apesar de ter até escrito um post uns anos atrás sobre casamentos irlandeses, me deu vontade de falar de um aspecto super interessante e diferente dessa festa por aqui: os fascinators.

Fascinator é um ornamento usado por mulheres na cabeça, que pode ser preso por um clipe ou uma tiara. Ele é extremamente comum em eventos como casamentos ou corridas de cavalos (tipo as Galway Races aqui na Irlanda) e há vários estilos, mas os principais são o fascinator e o hatinator, que é mistura de fascinator com chapéuzinho.

Geralmente eles vem com plumas, flores ou outros acessórios como pérolas, enfeites e tal.

Obviamente que durante toda a história as mulheres usavam ornamentos de diferentes estilos, tipos e pesos em suas cabeças, e no século 17 o termo fascinator surgiu para descrever um véu de seda que cobria o rosto da usuária. Isso acabou se desenvolvendo e no século 18 virou aqueles mega enfeites que a mulherada da corte francesa usava, sabe aqueles beeem pomposos? Eles tinham uma estrutura de metal pra poder segurar o peso das plumas e coisas que iam em cima.

Fonte

Furacão na Irlanda

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Nunca achei que fosse viver pra passar por um furacão. E apesar de sempre ventar muito - principalmente no inverno - aqui na Irlanda, eram ventos fortes, tempestades, não um furacão.

Durante a semana os veículos de comunicação já vinham avisando da possibilidade do furacão Ophelia atingir a Irlanda, e no domingo a notícia se confirmou. Começou um ba-fa-fá na internet sobre o que aconteceria de fato no país na segunda-feira e umas 9 da noite recebi um email e mensagem de texto da minha chefe avisando que a escola estaria fechada na segunda, seguindo recomendação do Department of Education do país.

Não sei se foi preocupação, mas acordei umas 5 da manhã e demorei muito pra pegar no sono novamente, mas não ouvia ventos nem chuva lá fora.

A previsão era de que o furacão chegaria em Dublin umas 13h e dito e feito: os ventos começaram a ficar mais fortes e assustadores, mas nada muito diferente do que temos no mês de janeiro - sempre tem uma ou outra semana no começo do ano que é assim, não consigo pedalar, é perigoso, etc.

Intercâmbio na Irlanda: prós e contras

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Em 2013, no meu primeiro ano morando na Irlanda, eu fiz um post intitulado "Eu não recomendo um intercâmbio na Irlanda". Até hoje esse é um dos posts mais lidos e comentados do blog, e até entendo o porquê. Enquanto dezenas de vídeos no youtube e blogs pela internet à fora não param de dizer "vem pra cá você também", o meu post surge como um contra-ponto, mas eu queria fazer algumas reflexões sobre o que escrevi naquele texto.

Muita coisa aconteceu não só na minha vida mas também na Irlanda nesse meio tempo. De 2013 pra cá, a Irlanda mudou diversas regras para os que vem pra cá como estudante, como a permissão de trabalho (agora só trabalha fulltime no verão e na época do Natal) e o tempo de visto (antes 12 meses, agora somente 8). Além disso, em 2014 e 2015 mais de 10 escolas de inglês fecharam em Dublin (inclusive a minha!), o que resultou em outras mudanças, já que agora as escolas são obrigadas a oferecerem uma proteção pro aluno caso feche suas portas, entre outras coisas.

A primeira razão que eu citei naquele post de 2013 contra um intercâmbio aqui foi a questão do sotaque irlandês. De fato, nos meus primeiros meses aqui fiquei num conflito muito grande pois me descobri conhecendo diversas variações linguísticas dentro do país que constratavam muito com o "inglês-irlandês" que eu conhecia dos filmes. Hoje, penso que essa não é uma barreira pra quem quer estudar aqui. No entanto, a pessoa precisa estar preparada, pois somente em Dublin são diversos sotaques pra você conhecer e se acostumar.

intercambio irlanda pros e contras

Wishlist #3 - Aniversário

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Esse blog já presenciou duas listas de desejos de compras nos últimos meses, mas eu não podia deixar passar mais uma - afinal de contas, vou completar 30 anos em dezembro e 30 anos de vida merecem uma boa wishlist, né? risos.

Mas eu fiquei mesmo inspirada na Nivea que postou a lista dela de aniversário esses dias e resolvi publicar uma também. Pra ser sincera, não tenho muitos desejos de compras não, ainda mais que nos últimos meses consegui ganhar/comprar muita coisa que andava desejando há uns meses, mas sempre tem uma ou outra coisinha que estamos precisando ou querendo no momento, né?

Ultimamente tenho comprado mais cosméticos mesmo, principalmente de cuidados com a pele do rosto, então não tenho muitos desejos nessa área não. Quer dizer, desejos sempre tem, mas todo mês compro uma ou outra coisa, então tô bem satisfeita. Mesma coisa com maquiagem - apesar de sempre querer testar as novidades, ter coisas diferentes, tô bem ok com as maquiagens que tenho - acabo usando sempre as mesmas coisas anyway!


Foto, foto, foto, muita foto!

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Eu sei, eu sei: com o advento dos smartphones, esse lance de tirar foto de tudo a toda hora ficou muito... intenso. Claro que antes tínhamos o flickr, o tumblr, e até mesmo os fotologs da vida, e antes deles, era o bom e velho mostrar o álbum de fotos pra família, não era?

Foto é uma coisa boa demais. Eu sou sempre invadida por um momento de nostalgia ao ver uma foto antiga, sorrio com fotos da infância, consigo reviver aquele sentimento gostoso de um dia ao ver a foto. Então faço questão de registrar momentos importantes, prefiro pecar pelo excesso! Deve ser coisa de sagitariana, somos famosos por sermos um pouco exagerados, rs.

E o excesso de fotos significa que é preciso ter uma certa organização, ainda mais agora que a gente tira centenas, milhares de fotos num evento só. Me lembro bem da época em que eram apenas 12, 24 ou 36 poses -  hoje, as vezes você tira 12 selfies sem nem ao mesmo perceber... E sim, eu sou da época que você tinha que comprar um filme, colocar na máquina, depois mandar revelar... as próximas gerações não vão nem saber o que isso significa, né?


Há males que vem para o bem

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Recentemente a Ryanair se envolveu numa polêmica que tem dado o maior bafafá.

Por conta de férias que eles deviam à funcionários, tiveram que cancelar muitos, mas muuitos vôos. Foi bem polêmico porque cancelaram dezenas, centenas de vôos diários e muita gente foi pega de surpresa - tipo, cheguei no aeroporto, meu vôo foi cancelado e agora só tem outro pra daqui a 5 dias.

Depois dos primeiros dias dessa bagunça toda, anunciaram que cancelariam ainda mais voos até o fim de outubro, quando a situação estaria normalizada. Ficamos apreensivos, porque tínhamos um voo marcado pra Suíça no feriado do fim de outubro - e a ida é justamente com a Ryanair.

Aí publicaram uma lista dos voos que seriam afetados e ufa - nosso vôo não estava lá! Seguimos nossas vidas felizes da vida.

No entanto, como estamos falando de Ryanair, nem tudo é tão simples quanto parece e bem... anunciaram que cancelariam ainda mais voos. Dessa vez, ao invés de fazer tudo de uma vez, cancelariam voos aos poucos entre outubro e março do ano que vem. E nem deu tempo de ficarmos apreensivos - já que tínhamos outro voo marcado com a Ryanair pra novembro - dessa vez nosso voo de ida foi cancelado.


Atenas #4 - A biblioteca de Adriano e o Templo de Zeus

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No nosso último dia em Atenas acordamos tarde e resolvemos pegar muuuito leve. Nosso voo seria às 8 da noite, mas queríamos chegar no aeroporto sem correria, então nos programamos sair do centro de Atenas umas 4h30, já que o trajeto pro aeroporto leva quase uma hora de metrô.

Sendo assim, com as poucas horas que restaram, fomos conhecer duas atrações do nosso Acropolis pass: a Biblioteca de Adriano e o Templo de Zeus. Não foram ideias geniais não, porque acabamos sofrendo demais com a temperatura. Tipo, saímos do hotel quase meio-dia e cara, tava um calor de derreter qualquer um. Sério. Até o R., que ama calor, pediu arrego. Mas pelo menos essas atrações não exigiam hoooras no sol não, então deu pra ver tudo, sentar na sombrinha e tal, principalmente na primeira parada.

A biblioteca de Adriano tem uma estrutura parecida com a do Foro Romano e tem apenas uma entradinha. São várias colunas espalhadas pelo local e ali era o lugar onde os livros - ou papiros - eram guardados. As outras salas seriam tipo salas de leitura e de aula - incrível, né?

biblioteca de adriano em atenas

Atenas #3 - Sul de Atenas, amigos e praia

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Eu tenho uma amiga grega, a M. que trabalhou comigo na Cultura Inglesa em 2011. Ela é casada com um brasileiro, morou no Brasil 10 anos mas foram pra Grécia uns anos atrás e óbvio que eu não ia deixar a oportunidade de poder vê-la passar.

A M. sempre foi uma pessoa querida por todos - sério! Não tinha uma pessoa que não gostasse dessa mulher. Todo mundo amava seu estilo - aquelas saias maravilhosas! - e também seu português, que era - e é - absolutamente impecável.

Então na sexta fim de tarde, um dia antes de irmos embora de Atenas, a M. nos convidou pra irmos comer alguma coisa juntos - o marido dela C., também queria nos conhecer. Nos encontramos na praça Syntagma e de lá pegamos um tram até o lado sul da cidade.



De facto relationship

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O visto de relacionamento é algo que eu e o R. vínhamos cogitando há um tempão. Na verdade, é um pouco estranho quando você está num relacionamento e sabe que dali a algum tempo, tudo pode acontecer. Quando conheci o R. não tinha planos de ficar na Irlanda pra sempre; comentei com ele que poderia renovar o visto como estudante de inglês e que provavelmente o faria porque tinha gostado muito da Irlanda. Mas ficou por isso mesmo, deixamos o assunto pra lá e seguimos a vida no melhor estilo "we'll cross that bridge when we come to it".

Mas não tem jeito. O assunto "o que faremos quando o visto acabar" rondava nossas cabeças e nossas vidas como uma nuvem de chuva, e quanto mais o tempo passava e mais próximos nos tornávamos, mas eminente se tornava a necessidade de falar sobre o depois. Renovei o meu visto, completamos um ano de namoro, o R. foi comigo ao Brasil pela primeira vez (e desde então ele já foi três vezes!) e lá pelo 1 ano e meio sentamos pra ter a conversa: o que faríamos quando meu visto acabasse?

A ideia de namorar à distância não nos interessava e não cogitávamos ir ao Brasil permanentemente, pelo menos não naquele momento. Também não queríamos nos casar apenas para ter um visto - nem eu e nem ele. Não que tenhamos uma visão mega romântica de casamento, mas é uma coisa séria e levamos esse compromisso a sério. 

O dia em que recusei uma promoção no trabalho

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Só hoje vim perceber que não escrevo - e nem posto - nada no blog há mais de uma semana. Não abandonei esse espaço - ainda é um prazer, um refúgio, um passatempo delicioso dividir minhas experiências e vida por aqui, mas não está fácil. Tenho trabalhado muito, muitas horas por dia, e tenho feito coisas além trabalho quase todo dia da semana. Isso somado à cuidar da vida doméstica, encontrar amigos, falar com família e amigos o Brasil, pronto, acabou o tempo livre, mesmo!

Mas eu queria vir contar sobre uma coisa que aconteceu comigo nesse mês de agosto que mexeu muito comigo.

Todo mundo que me acompanha aqui sabe quem sou, da minha trajetória: sou professora de inglês desde os 17 anos de idade, amo o que faço, mas tive meus momentos de estresse. Justamente pra ter uma pausa vim pra Irlanda passar uma temporada - cof cof - que acabou virando uma mudança ~permanente~ mesmo. Mas o fato é que quando me vi construindo uma nova vida aqui, não pensei que poderia fazer outra coisa a não ser ensinar. É isso o que sei fazer, o que amo fazer e o que tenho qualificação pra fazer.


Atenas #2 - a Acrópole

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Ir à Atenas e não visitar a Acrópole é como ir à Paris e não visitar a Torre Eiffel. Mas multiplicado por mil. Não tem como não ter a curiosidade de querer ver de perto um local tão importante, imponente e interessante. De pensar em como viviam os gregos. Em como se desenrolou a coisa da filosofia, matemática, política e democracia na Grécia. No legado que eles deixaram para o mundo...

Então no nosso segundo dia em Atenas acordamos super cedo, tomamos café no hotel na hora que o café abriu - as 7h30 da manhã - e pouco antes das 9 da manhã estávamos na entrada na Acrópole entregando os nossos ingressos (comprados no dia anterior na Ágora de Atenas) pra começar a subida.

Segundo o Wikipédia, Acrópole é a parte da cidade construída nas partes mais altas do relevo da região. A posição tem tanto valor simbólico (elevar e enobrecer os valores humanos) como estratégico, pois dali podia ser melhor defendida. Era na acrópole das diversas cidades que se construíam as estruturas mais nobres, tais como os templos e os palácios dos governantes.

acropole de atenas

Atenas #1 - a Ágora de Atenas e o Museu Arqueológico

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Atenas é uma cidade muito importante para nossa civilização. E apesar da recente crise na Grécia, protestos, desemprego e não sei mais o quê, não tem como não fechar os olhos quando se pensa em Atenas e não pensar em filosofia, deuses, templos e tudo relacionado ao assunto.

Então antes mesmo de pesquisar sobre a cidade já sabia que ia ter muito templo e museu pra visitar e que eu não queria ficar saturada de tudo. Então vimos o que o Acropolis pass englobava (falei dele nesse post aqui) e a única coisa que não estava inclusa que queríamos ver era o Museu Arqueológico.

Massss, depois de ter visitado o museu da Acrópole que custou metade do preço e foi muito mais interessante, não sei se recomendaria fortemente o Museu Arqueológico, que saiu 10 euros. Mas tá, se você tem tempo, interesse e o dinheiro não vai apertar, se joga!

museu arqueologico de Atenas


Santorini #2 - As praias e o quadriciclo

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Quando batemos o martelo em conhecer Santorini, sabíamos que este não era exatamente um destino praiano. Sim, é uma ilha, mas é uma ilha vulcânica. E isso significa que as praias são de areia escura e pedrinhas - o que não necessariamente é ruim. Mas já tínhamos em mente que ficar de boas na areia fofinha não ia rolar.

E tudo bem, nem tínhamos planos de ir pra praia mesmo. Tanto é que reservamos um hotel com piscina justamente pra curtir um refresco no verão grego, mas sem precisar sair da vila de Oía, não queríamos ficar nos deslocando pra lá e pra cá - como já íamos pra Atenas no fim da semana, o negócio era ficar 3 dias e meio em Santorini fazendo nada e 3 dias explorando Atenas.

Massss, a gente eu não consigo me aquietar. E no dia da viagem a Grécia (o voo saiu de Dublin às 22h), eu postei uma foto no Instagram pedindo dicas e sugestões de lá e algumas pessoas me deram a dica de alugar um quadriciclo por lá e explorar a ilha. Quadriciclo? Em nenhum lugar que eu havia lido sobre Santorini falava-se sobre isso. Mas achei uns blogs recomendando a experiência e nos interessamos. Seria uma aventura legal, a ilha é pequena, daria pra conhecer algumas coisas no nosso ritmo - alugaríamos o tal do quadriciclo por um dia só. Ai lá vai a Bárbara caçar preços na internet - nós estaríamos na ilha já no dia seguinte, alta temporada, rolou um medo de não acharmos nada.

black beach, santorini, grecia

Santorini #1 - Oía, um cartão-postal

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Ahhhh Santorini. Que lugar maravilhoso! Fotogênico! Coisa de cartão-postal mesmo. Mas antes que você já se anime pesquisando passagens pra ir pra lá agora, um conselho da tia: Santorini não é inteira de casinha branca com portas e janelas azuis não. Essa paisagem incrível é encontrada na vila de Oía (pronuncia-se Ía), no norte da ilha.

Como já sabíamos desse fato antes de irmos, nem cogitamos ficar em outro lugar, ainda que Oía seja um pouco mais cara. Eu queria fazer minhas fotos naquele lugar e pronto!

E olha, Oía nem foi tão cara assim não, porque conseguimos encontrar restaurantes relativamente ok (preços de Dublin), não gastamos com nada por lá a não ser comida (tem coisa melhor?) e obviamente, muita água, sorvete e coisas pra refrescar, porque o calor tava cruel! A rua principal da vila não tem absolutamente nenhuma árvore nem sombra então o único jeito de ter um respiro era entrando nos cafés e lojas.

oia, santorini, grecia

Grécia, uma introdução

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Claro que que a Grécia sempre esteve no meu imaginário - aliás, deve estar no imaginário de todos! Filosofia, democracia, ilhas paradisíacas, tanta coisa vinda daquele pais no mediterrâneo e eu sabia que um dia, quando a oportunidade surgisse, eu pisaria naquele lugar.

Não tínhamos a Grécia no topo da nossa lista de viagens - aliás, nossa lista nem tem uma classificação de preferência, porque o que dá pra fazer, fazemos. Seja passar um feriado em Budapeste ou um fim de semana entre amigos em Bruxelas, o fato é que se dá pra viajar, estamos viajando. Mas tínhamos sim uma prioridade pro verão de 2017: viajar pra algum destino de verão.

Pra quem não sabe, eu amo o frio e inverno. Sempre gostei. E mesmo quando me diziam: mas você mora no Brasil, não faz frio suficiente pra você gostar de frio, meeeesmo assim, eu sabia das minhas preferências. E não preciso nem dizer que mesmo tendo vindo pra Irlanda há mais de quatro anos, eu curti demais o "frio" de cara - entre aspas porque sabemos que o clima daqui é bem do temperado. Então pra quem não gosta, de fato é frio, mas por que tô falando disso mesmo?

Ah sim. Eu amo frio. E por conta disso, fizemos duas viagens de inverno pra lugares de inverno - Noruega em dezembro de 2014 e Finlândia em dezembro de 2015.


Coordenadora de escola de verão: como foi?

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No momento em que escrevo esse post, são 4 horas da tarde. Estou esperando a turma que tem aulas até as 5pm acabar para que eu possa ir embora - um pouco mais cedo, já que oficialmente meu horário é as 6pm.

Mas essa semana - e semana antes deu viajar pra Grécia - foram extremamente atípicas na minha vida de assalariada de maneira geral. Isso porque sendo professora, eu sempre, sempre, sempre estive ocupada no trabalho. Os únicos momentos de folga eram entre os intervalos das aulas ou épocas mais calmas na escola mas ainda assim, nunca fiquei sem ter o que fazer. Tem prova pra corrigir, aula pra preparar, ligação pra pais, enfim, uma infinidade de coisas.

Sendo babá na Irlanda, mesma coisa: tinha ali uma meia horinha que as crianças dormiam ou brincavam sozinhas, mas de maneira geral, estava sempre ocupada.

Quando comecei a desempenhar esse papel de coordenadora de uma escola de verão, foi muito, muito avassalador. Fiquei assustada, cansada, chorava todo dia... fiquei perdida, sem saber o que fazer, como resolver, como perguntar. Mas foi indo, fui lidando com as situações, resolvendo os problemas e 5 semanas passaram e eu estava viva! Viva, com a escola de pé - e não somente isso, como tive que lidar com uma inspeção do ACELS. Sozinha, eu e os caras!


Dublin é uma boa cidade pra se morar?

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Tenho pensado muito sobre como é morar em Dublin ultimamente. Não sei se foi por causa de conversas que tive com algumas professoras na escola de verão, mas o fato é que quanto mais o tempo passa, mais parece que eu consigo enxergar essa cidade pelo que ela realmente é.

Porque não tem jeito. Vindo de uma cidade como São Paulo, onde nasci e cresci, e vindo parar numa ilha do tamanho da Irlanda, não tem como não comparar. Mas obviamente eu nunca vim pra cá achando que moraria aqui. Pra mim eu tava fazendo um intercâmbio, ficaria um ano, no máximo uns dois, e voltaria pra casa.

Mas o conceito de casa já mudou faz tempo e quanto mais os anos passam, mais eu me sinto à vontade na capital da Irlanda. Sei onde comprar tudo que preciso, conheço vários lugares (mercado, padaria, cafés, etc), sei os nomes das ruas, essas coisas que passam desapercebidas no dia-a-dia, que a gente nem se dá conta, sabe? No entanto, se por um lado eu me sinto à vontade em morar em Dublin, parece que por outro, só agora os rose tinted glasses caíram.

Falando assim parece que tô fazendo um puta drama, que hoje acho a cidade uó, perigosa, suja, e outras coisas negativas. E não vou mentir não. Dublin é sim uma cidade perigosa, suja, e outras coisas negativas. Mas não na proporção que a minha cultura brasileira/paulistana enxerga. Quando cheguei aqui, fiquei deslumbrada com a arquitetura, com as casinhas, com os prédios baixos do centro, com as lojas fofas da região da South William Street. E ainda sou. Ainda paro pra ouvir os músicos na Grafton, ainda acho a Fitzwilliam Square uma graça, ainda me vejo tirando fotos no centro da cidade quando vejo algo que me agrada os olhos.


Testados e aprovados #1

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Inaugurando mais uma sessão de posts aqui no blog! Eu sempre quis fazer um lance tipo Favoritos do mês, cheguei a escrever uns dois posts mas nunca publiquei, sei lá. Acabava não curtindo muito o resultado, e olha que esse é tipo de post que adoro ler em blogs, sempre pego dicas boas e tal.

E a verdade é que acho que a internet está aí para isso, pra ajudar, pra nos dar ideias, e por que não espalhar pelo mundo coisas que testei, experimentei, gostei e aprovei?

Nos últimos meses eu fiz dois posts com wishlists e de lá pra cá acabei adquirindo/ganhando muitas coisas daquelas listas, então acho que nada mais justo do que começar por alguns dos itens que estavam presentes!



Base Diorskin Forever - Dior


Eu sou muito metida à besta pra querer comprar produto da Dior, mas o fato é que desde que comecei a ler blogs de maquiagem, em meados de... sei lá, 2010, eu sempre ouvi falar dessa base e o quão maravilhosa ela era pra pele oleosa.

Então um dia desses fui num stand da Dior lá na Debenhams como quem não quer nada, olhei uns batons e quando a vendedora veio oferecer ajuda, não resisti e perguntei da base. Ela me fez sentar, limpou meu rosto e passou um pouco da base no meu queixo - porque não tem jeito, provar base no dorso da mão não é a mesma coisa que testar no rosto! E cara, eu curti muito o resultado na hora.

Produto da Dior não tem nem preço ali, mas como eu já tinha pesquisado na internet e sabia do preço, resolvi me dar esse presente. Agora, o melhor ainda estava por vir: como eu tenho o cartão de pontos da Debenhams acabei ganhando 10 euros de desconto! Além disso, ela colocou um pouco da base numa miniaturazinha fofa justamente pra eu testar a cor, porque se não gostasse, poderia voltar na loja e trocar o produto - desde que não tivesse aberto a caixa, claro. Então foi ótimo porque a amostra, que era realmente minúscula, durou a semana inteira d'eu usando a base todo dia. Além disso ela me deu uma amostra de um tal de colágeno pra aumentar os lábios, mas sempre esqueço de passar!

Fonte


Clarisonic 


Olha, essa belezinha foi cara mas tem valido cada centavo. Primeiro que a massagem que ela faz no rosto é uma delícia, eu sinto que tem limpando a cara de verdade mesmo. Segundo que a bateria dura horrores (em meses só carreguei duas vezes) e olha que uso todo dia no banho. No começo eu não me acertei muito com ela, mas agora uso pra fazer a segunda limpeza e acho que ajuda bem, viu? Mas assim, benefícios, benefícios meeesmo acho que só dá pra ver com uso contínuo e a longo prazo, então continuemos a usá-la.

Fonte


Kerastase Bain De Force Architecte


Esse shampoo e creme são porreta mesmo! Os cabelos ficam cheirosos, macios, delícia. O shampoo durou um tempão pra mim, que só lavo o cabelo duas vezes por semana. Já o creme durou menos porque uso bastante misturado com tinta pra manter o rosa no cabelo.

Agora, essa linha específica da Kerastase infelizmente não é pra mim. Apesar dos produtos serem bons, eu tenho cabelo tingido, aliás, cabelo descolorido que foi pintado de rosa. Então shampoo que tem sulfato não adianta, por mais incrível que seja, tira a cor muito rápido. Toda vez que usava o shampoo chorava de ver a tinta rosa indo embora. Mas o negócio não foi barato então usei até o fim, mas agora quero investir num Kerastase sem sulfato pra cabelo tingido. Já até cheguei a colocar no carrinho de compras algumas vezes, mas sempre desisto de última hora porque velho... eu tenho muito shampoo em casa. Mas não é só um ou dois não. É uma porrada. Adoro ir tentando as coisas e na última vez no Brasil trouxe vários... então tô bem provida de shampoo até o fim do ano tranquilo.

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Braun Silk-épil Cordless Epilator


O R. me deu o epilator e ainda tô me entendendo com essa maquininha. Prós: depila rapidinho, a pele fica lisa e macia por mais tempo do que quando uso gilete. Contras: dói pra caralho, principalmente no começo. Quer dizer, as pernas doeram, mas ok, super suportável. A axila doeu bem mais. E a virilha... JESUS. Dói muito. Ainda tô aprendendo a usar direito nas regiões mais sensíveis, então vamos esperar, mas por enquanto, tô dando graças de não ter mais que usar a droga do gilete!

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Iluminador da Becca


Um dia tava andando na Grafton e entrei na Space NK, uma loja maravilhosa e rhyca que só vende cosmético high end, coisa phyna mesmo. Tanto é que o segurança até ficou olhando estranho pra mim, que tava de tênis, mochila e segurando o capacete da bike, mas gente!

Fui olhando as coisas e nenhuma vendedora veio encher o saco, então foi ótimo. Comprei algumas miniaturas de algumas coisinhas e quando vi os produtos da Becca, não resisti ao iluminador que tava na minha lista. Comprei. Ele é muito rico, fico me sentindo linda quando passo - e tenho usado praticamente todo dia. Vejo muita diferença na pele, dá um glow lindo mesmo! A princípio eu passava com um pincel grande, mudei pra um pequeno, mas tô querendo achar o pincel perfeito pra esse produto.

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E você, tem alguma coisa que comprou/ganhou/usou recentemente e que recomenda?

Show do U2 em Dublin

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Ir num show do U2 nunca foi um item a ser riscado da minha bucketlist porque eu nunca fui grande fã de shows de qualquer maneira. A verdade é que nunca me considerei fã da banda, apesar de ter crescido ouvindo suas músicas graças ao meu pai.

Mas o que é fã anyway? Cresci ouvindo U2, passei a adolescência baixando outros álbuns da banda e minha vida adulta toda sempre teve U2 como trilha sonora - seja no dia-a-dia, seja numa festa ou até usando músicas deles em aula, não tinha como fugir.

Desde que vim pra Irlanda, no entanto, uma chama em mim se acendeu - não seria uma oportunidade única ver a banda tocando em casa? Pois é. Mas eu tava tão ocupada conhecendo a Irlanda, me adaptando, viajando, que nunca parei pra ver agenda de shows de ninguém, a não ser da Laura Pausini, claro! hahaha

Então no começo do ano, quando o U2 anunciou que faria uma turnê de comemoração aos 30 anos de lançamento do álbum Joshua Tree, meu coração bateu mais forte. R., apesar de não ser super fã da banda, também gosta muito de algumas músicas e sabia que eu ficaria muito feliz em ver os caras tocando em Dublin. E la vai o R. tentar comprar o ingresso na Ticketmaster, que obviamente esgotou em 2 minutos ou sei lá o que.

show u2 dublin croke park 2017


Bicicleta nova, com uma ajudinha do governo irlandês

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Aqui na Irlanda existe um programa chamado Bike to Work Scheme. Ele funciona da seguinte maneira: é um incentivo do governo como modo de encorajar as pessoas a irem pro trabalho de bicicleta. O empregador paga pela bike e equipamentos (num valor total máximo de 1000 euros) e o empregado devolve o valor através de descontos no seu salário – e dependendo do combinado, pode ser feito em até 12 vezes. O empregado não pagará impostos como o PRSI ou o USC, então basicamente, dependendo de quanto você ganha (e quanto de impostos você paga), a bicicleta acaba saindo uns 40 ou 50% mais barata!

Então basicamente você vai à loja (a loja tem que participar do esquema, você consegue achar na internet facilmente), escolhe a bike e equipamentos (capacete, colete, luzes, bomba, etc.) e a loja cria um boleto que vai direto pra sua empresa. A empresa paga esse boleto, você recebe uma notificação da loja e aí pode buscar tudo!

A empresa onde o R. trabalha abre inscrições pra esse programa duas vezes por ano e justamente em junho abriram uma janela de duas semanas pra quem quisesse se beneficiar desse esquema. Muita gente por lá acaba comprando bicicleta para esposas/maridos e filhos, então nós compramos no nome do R. mas a bike era pra mim.

Mi casa es su casa

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Receber amigos e família aqui na Irlanda é sempre uma delícia e sou muito privilegiada pois já tive muita gente me visitando aqui: minha melhor amiga Lê, minha mãe (três vezes), meu irmão (duas vezes), uma amiga da Fisk, a Carol e o Rudy, enfim, muita gente mesmo. E a lista não para por aí, porque no mês de Junho recebemos mais dois amigos super especiais: a A. que estudou comigo na pós-graduação do Mackenzie e o A., amigo de sei lá, uns 20 e poucos anos? Nos conhecemos no primário e estudamos na mesma sala muito tempo, e mesmo depois de termos sido separados, mantivemos essa amizade com muito carinho.

E bem, o A. queria muito visitar a Europa e passar uns dias em alguns países diferentes. Ele na verdade veio mesmo pra ficar em Portugal e conhecer a parte da família do pai dele que é de lá (o pai dele é português também!), mas aproveitou o gancho e foi pra outros lugares, incluindo Irlanda! Tivemos que programar tudo com cuidado porque ele queria vir justamente no fim de semana do feriado de junho quando estaríamos na Bélgica, mas conseguimos ajeitar tudo e ele chegou justamente um dia depois de termos voltado pra Dublin.

O A. Ficou lá em casa por uma semana e foi um pouco complicado no começo. Como tínhamos acabado de voltar de viagem, estava tudo uma bagunça – inclusive a vida. Coisas do tipo: compras, casa pra limpar, tudo isso estava mega atrasado. Depois, tinha o fator de que eu estava no meu trabalho há mais ou menos só duas semanas, então ainda tava me acostumando com tudo, procedimentos, materiais, e levava muito tempo preparando aula à noite. Fiquei me sentindo culpada de deixar o meu amigo vagando sozinho durante o dia, mas por outro lado, ele tava de férias, eu não! Rs

O dia em que caí da bicicleta

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Se você me acompanha há bastante pelo tempo pelo blog, deve ter notado que a frequência de posts caiu bastante. Eu amo postar no blog, e mesmo que tenha poucas visualizações, gosto do meu espacinho na internet, do meu diário virtual. E como comentei nuns posts atrás, minha primeira semana como coordenadora de uma escola de verão foi muito, muito, mas muito estressante mesmo. Então eu não tava muito boa, não tinha inspiração nem tempo nem vontade de fazer nada que não fosse relacionado ao trabalho.

E a verdade é que apesar da segunda semana ter sido um pouquinho melhor, a terceira semana começou ultra estressante. Acordei na segunda um pouco mais cedo do que de costume justamente pra chegar mais cedo na escola pra algum imprevisto, e de fato, assim que desliguei o alarme vi que tinha duas mensagens de professores dizendo que precisariam faltar naquele dia.

Foi um pulo da cama e um berro ''for fuck's sake''. O R. até assustou, já pensou o pior, tadinho. Levantei da cama e já entrei em contato com minha chefe. Enquanto me arrumava pro trabalho, ela ia me mandando números de pessoas que talvez pudessem cobrir. Liguei pra três e nenhum podia. Não tive nem vontade de tomar café. Só peguei a bike e fui pro trabalho correndo - a sorte foi que quando cheguei lá vi uma mensagem da chefe dizendo que tinha arrumado uma pessoa e que ele já tava vindo ao meu encontro. Mesmo assim tive que cobrir uma aula e foi uma mega loucura a manhã toda. À tarde tive que correr atrás do prejuízo e cheguei em casa abalada, cansada, estressada, chateada, todos os ''ada'' que você imaginar.


Bruges, um verdadeiro encanto

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Todo mundo que conheço já que foi pra Bruges volta falando mil maravilhas, que a cidade é uma graça, etc, etc. E de fato, muita gente que vai pra Bélgica acaba fazendo esse circuito Bruxelas-Ghent-Brugge porque as distâncias são curtas. Pegamos um trem saindo da estação central de Bruxelas e em aproximadamente 1 hora chegamos na pequena Bruges - o ingresso custou uns 12 euros ida e volta, não me lembro bem.

Bruges é uma cidade pequena, com pouco mais de 100 mil habitantes. Seu centro histórico foi tombado como patrimônio da UNESCO e seus canais (parecidos com os de Amsterdã) deram à cidade o apelido de "a Veneza do Norte".

Eu tinha altas expectativas pra conhecer Bruges e não me decepcionei nem um pouco. Que cidade mais gracinha, fotogênica, agradável... sim, tava bem mais cheia do que imaginávamos. Eram turistas e turistas a perder de vista, mas você com certeza vai achar uma ruazinha tranquila pra tirar suas fotos sem interrupções. O fato é que apesar de ser super popular, Bruges pra mim consegue manter seu charme, tanto nas ruas mais movimentas com lojas, cafés e restaurantes, como nas ruas mais afastadas do centrinho principal.

bruges belgica verao

Nível máximo do stress (ou como foi minha primeira semana como coordenadora)

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Hoje eu completo uma semana trabalhando como Centre Principal num dos centros de verão que a escola para qual trabalho abre todo ano. E como tem sido essa semana?

Bem, primeiro que quero dizer que ontem, meu 6º dia trabalhando nessa posição, foi o primeiro dia em que realmente sai do escritório no meu horário, o que já diz muita coisa, certo? A verdade é que a primeira semana foi um verdadeiro caos - parecia que tratores e caminhões passavam por cima de mim absolutamente todos os dias. Eu começava mais cedo, saia mais tarde, trabalhava de casa à noite, no fim de semana... foi tão estressante tão rapidamente que eu chegava em casa chorando absolutamente todos os dias.

Não foi fácil. Mesmo. Não só porque eu nunca havia desempenhado essa função, mas também porque não estou familiarizada com todos os processos da escola. Mas o problema maior mesmo, aquele que tirou meu sono - literalmente - foi a falta de professores.

Mas já que falei em sono, vamos falar sobre sono? Cara, que coisa estranha o nosso corpo. Eu estava cansada todo dia, morta, com dores no corpo e queria muito dormir, descansar. Mas não conseguia. Acordava várias vezes ao longo da noite e em umas duas ou três noites acordei lá para as 4 da manhã e não consegui mais dormir. Simplesmente não conseguia. Então além do estresse pelo que estava passando na escola, ficava com medo de ir dormir e não conseguir dormir.


De volta à Bruxelas - com muita comida sim senhor!

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A primeira vez em que estivemos em Bruxelas foi em dezembro de 2014 pra comemorar o meu aniversário e nos surpreendemos (positivamente) demais com a cidade. Apesar de já ser inverno, tava um clima super gostoso, uma atmosfera legal, comemos super bem e vimos várias coisas legais.

Corta pra 2017: tenho amigas morando pela Europa e vínhamos tentando nos encontrar desde o ano passado. Como uma delas mora perto de Amsterdã e a outra em Stuttgart, tentamos encontrar um destino que fosse bacana pra nós três... e de fato, fizemos uma lista de destinos legais, lugares para os quais nenhuma de nós tinha ido antes e tal, mas infelizmente, os vôos não estavam colaborando. Se era barato pra uma, não era bom pras outras. Se o preço era bom, os horários eram ingratos.

Então quando vimos que Bruxelas oferecia bons horários e preços - e a possibilidade delas irem de trem se quisessem, não pensamos duas vezes e fechamos. Não foi fácil achar um fim-de-semana prolongado que desse pra todo mundo porque a Irlanda, Alemanha e Holanda tem feriados diferentes, mas tínhamos o feriado do começo de junho em comum, ufa!

bruxelas verão belgica

Italiano: tô presa no platô do intermediário!

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Em fevereiro desse ano eu compartilhei a notícia de como estava feliz em voltar à estudar italiano formalmente depois de tanto tempo e obviamente estava super empolgada em distrair a mente, voltar a aprender um idioma novo, conhecer gente nova, etc. Mas será que foi tão bom assim?

A verdade é que amo esse idioma, mas tenho muito mais dificuldade em evoluir do que jamais tive em inglês. Quando me perguntam coisas do tipo "o que foi mais difícil aprender em inglês?" eu simplesmente não sei o que dizer, e não é porque sou metida ou coisa parecida. Eu não lembro de ter dificuldade alguma em aprender inglês. Nunca estudava pra prova, fazia lição de casa correndo só por fazer, e mesmo assim, tinha excelentes notas e entendia tudo o que os professores falavam. Em pouco tempo, com a ajuda de ouvir muito Backstreet Boys na vida, meu listening foi ficando excelente e logo eu tava assistindo filmes e séries sem legenda e lendo os livros do Harry Potter na língua original.

E de fato, se for parar pra pensar, tenho contato com italiano desde meados de 2007, 2008, quando comecei a acompanhar Laura Pausini depois de ter redescoberto a cantora meio que sem querer. Não sei se já falei aqui no blog, mas lembro de ver ela cantando "Strani Amori" um dia na TV e me deu um clique e uma sensação bizarra de tipo "caraaaa, eu consigo entender tudo". Ainda lembro daquela sensação, quando ela falava "Ma sapevo che era una bugia" eu simplesmente sabia que a frase significava "mas sabia que era uma mentira". É muito estranho explicar, mas desde então passei a ter interesse na língua: primeiro, estudando sozinha, pela internet. Fazia uns cursos grátis, traduzia as músicas da Laura, comparava as versões das músicas em italiano e espanhol e isso me ajudou muito com vocabulário. Depois fiz aulas em alguns lugares diferentes e aqui na Irlanda cheguei a fazer umas aulas online também.


Um dia na capital do mundo

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Londres é uma cidade realmente fantástica, que todo mundo deveria conhecer um dia. Sei que posso estar exagerando, que a Bárbara adolescente deve estar falando na minha orelha sobre os seriados e filmes e todas as inspirações dessa cidade em sua vida, mas o fato é que Londres é Londres.

A primeira vez que pisei nessa cidade, em 2014, me apaixonei e sabia, no fundo do coração, que um dia voltaria. Na época eu ainda não tinha certeza de nada em relação ao meu visto aqui em Dublin, mas não tem jeito, tem coisas que a gente não sabe explicar, só sentir. E sim, tô mega brega, romântica e clichê nesse post porque não tem como não ser!

Como íamos visitar a terra da rainha para o show do John Mayer, aproveitamos e passamos o dia seguinte todinho lá. Não ficamos o fim de semana todo por motivos de: acomodação cara. Meu, como acomodação é caro nesse lugar! No fim, também achamos melhor voltar sábado pra termos domingo pra descansar em casa antes de começar mais uma semana de trabalho...

Ah, um ps importante antes de continuar: como fomos pra Londres exclusivamente pro show e não podia entrar com câmera lá, nem levei minha Nikon. Então todas as fotos do show - e do dia seguinte, que conto nesse post - foram tiradas com meu celular mesmo!


Trabalho novo de novo

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Tudo começou em meados de abril/maio. Eu tava naquela rotina de trabalhar em duas escolas, indo de um lado pro outro e querendo muito, muito, trabalhar num lugar só. Não foi por falta de tentativas: tive conversas e reuniões com meus diretores das duas escolas e mesmo assim, não havia nenhuma oportunidade de trabalho full-time pra mim em nenhuma das escolas, então resolvi começar do zero e procurar uma nova posição em uma nova escola.

Pra ser sincera, não foi difícil. Essa época de abril e maio é excelente pra se achar empregos como professor de inglês em Dublin, mas infelizmente, a maioria dessas vagas é apenas part-time ou temporária, o que eu definitivamente não queria. Mas aí olhando uma vaga aqui e outra ali, achei um anúncio de uma escola excelente cuja diretora eu já havia conhecido em outras ocasiões e eles procuravam professores tanto pro verão como para o resto do ano.

Não hesitei. Atualizei meu currículo e minha cover letter e escrevi pra J., diretora da escola. Em pouco tempo ela não só me respondeu super contente deu ter mandado meu CV, mas me chamando para uma entrevista. A entrevista na verdade acabou sendo mais uma conversa mesmo, porque ela não me perguntou nada do que costuma-se perguntar em entrevistas de emprego. Foi meio que um bate-papo informal pra saber se eu aceitaria a vaga mesmo ou não.


Show do John Mayer em Londres

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Eu nunca fui dessas pessoas que viaja pra ver shows. Aliás, nunca fui muito de shows não, apesar de já ter ido em alguns nesses meus quase 30 anos. A única cantora que sempre fiz questão de ver foi a Laura Pausini, mas morando no Brasil isso nunca foi difícil porque ela sempre faz show lá. Morando aqui na Europa tive a oportunidade - e sorte! - de ter visto essa diva duas vezes: em 2013 em Roma e 2016 em Milão.

Este ano várias bandas e cantores legais haviam anunciado shows aqui em Dublin, mas a gente sabe que comprar ingresso aqui pelo TicketMaster é um parto. Praticamente impossível mesmo. Tanto é que quando o U2 anunciou turnê em julho, pagamos bem caro pelo ingresso porque não conseguimos comprar diretamente pela TicketMaster.

Ed Sheeran também anunciou shows mas pra esse não conseguimos de jeito nenhum. Mas foi na mesma época em que nosso cantor preferido, John Mayer, estava lançando álbum novo e prestes a contar quando e onde faria shows da nova turnê.

Já sabíamos que não ia ter show dele aqui na Irlanda, mas Londres seria uma oportunidade, então assinei o feed do facebook do cantor pra saber quando ele anunciasse as datas. E pra nossa sorte, o show de Londres aconteceria justamente numa sexta-feira, o que nos possibilitaria ir pra lá! Fizemos simulações de preços de vôos e acomodação (sempre o que faz um rombo no orçamento de uma viagem à Londres) e vimos que dava pra ir.

Tirolesa na Irlanda (e meu último condado!)

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Só faltava mais um condado para eu conhecer na Irlanda e era um justamente um condado meio "sem graça" mesmo. A real é que eu já tinha visto os highlights do país e achar algo de interessante para se fazer em Roscommon virou até piada na família do R., mas eu sou brasileira e não desisto nunca e sabia que o parque Lough Key estaria nos esperando quando tivéssemos a oportunidade.

E a oportunidade chegou num dia maravilhoso de sol no mês de maio!

O Lough Key Forest Park consiste em mais de 800 hectares de muita grama, árvores, lagos, etc, etc. Sabe aquele parque onde você encontra de tudo? Pois é. Além disso, apesar dele estar em Roscommon, é relativamente perto de Sligo então muita gente acaba indo pra lá fazer caminhada, praticar esportes, brincar com as crianças and fazer tirolesa, claro.

Meu amigo Rick já tinha participado dessa atividade e recomendado, então eu sabia que seria divertido. A empresa que cuida das tirolesas, ou zip line em inglês, se chama Zipit. Eles tem esse programa em três locações pelo país e você pode reservar pelo site - nós pagamos 30 euros para 4 horas cada. É caro, mas eu acho que vale a pena porque é uma coisa bem diferente de tudo que eu já tinha feito na vida.

lough key zipit roscommon

My fourth goodbye

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Sim, a hora do quarto adeus chegou. Minha primeira despedida aqui na Irlanda foi da Bia, quando ela foi embora pro Brasil em 2013. Em 2014, me despedi da família M. com quem passei quase um ano trabalhando como babá fulltime. Em 2016, foi a hora de dizer tchau para a família C., com quem trabalhei por dois anos como babá meio-período. E agora, em 2017, me despedi dos meus alunos e colegas de trabalho nas duas escolas onde trabalhava aqui em Dublin.

Foram 6 meses na escola que fica na Hartcourt St. e 4 na outra escola na região do Temple Bar. Foi tudo muito intenso, especialmente nos últimos 4 meses, já que estava fazendo jornada dupla indo de uma escola à outra no horário de almoço e não tava fácil conciliar. Fora que trabalhar em duas escolas diferentes significa estar por dentro de procedimentos diferentes, planos de aulas diferentes, chefes diferentes...

A escola onde comecei em novembro não era a melhor do pedaço, mas consegui encontrar o meu espaço. Dava aula para turmas de upper-intermediate e gostava bastante de alguns colegas. Nunca tive problemas com ninguém, sempre fui elogiada por alunos e pela chefe, e peguei uma boa experiência dando aula para esse nível e também para o exame FCE.

Wishlist #2 - Apetrechos de viagem

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Como o meu primeiro post wishlist foi super focado em coisas de beleza, achei que seria legal balancear com algumas coisas de fotografia e viagem que estou coçando as mãos para comprar. Na verdade, ainda tenho alguns itens de vestuário, maquiagem e cosméticos na minha lista, mas como viajar tem feito muito parte da nossa rotina esse ano, algumas coisinhas fariam a nossa vida melhor...

#1 GoPro Hero 5 - Sei que essa câmera não é mais novidade pra ninguém, mas estou querendo uma demais demais demais. Apesar de ter aquele kit da Olloclip com lentes pra iphone que vem com lentes macro, grande angular e olho de peixe, uma go pro facilitaria muito a vida porque querendo ou não, eu sempre levo um tempinho ajustando as lentes no iphone, montando, desmontando, etc. O efeito que a gopro dá nas fotos é muito legal e o melhor: esse novo modelo é totalmente á prova d'água, sem precisar de capinha especial nenhuma!

#2 Tripé com mochila - Eu comprei uma mochilinha ano passado pra guardar meus equipamentos de viagem - câmera, gorilla pod, lente da câmera, lentes do iphone, etc, porque achava meio ruim carregar a câmera numa bolsinha menor e o resto das tralhas ficavam  na minha bolsa de mão ou nos bolsos do R. E realmente, a mochila é super levinha e tem facilitado a nossa vida, mas tô ficando com vontade de investir num tripé de verdade - eu até tenho um tripé, mas ele é enorme, fechado fica muito grande, então um tripé que tem 40cm fechado seria ideal pra viagens. O gorillapod nos salva e nos permite fazer ótimas fotos juntos, mas como ele é pequeno, só conseguimos fazer fotos do ângulo do chão ou prendendo num poste, árvore, o que nem sempre é possível. Com um tripé de verdade poderemos fazer fotos de nós dois de outros ângulos, e como ainda temos algumas viagens esse ano - e planejando outras pro ano que vem, acho que seria um equipamento que valeria a pena, apesar de ser 1kg a mais na bagagem! Esse modelo que vem com a mochila poderia ser bom pois poderia ser nossa mala de mão + tripé e equipamentos, e quando estivermos turistando, só levaríamos equipamentos mesmo.


Bósnia e Herzegovina #3 - Mostar

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Como já comentei nos outros posts, Mostar foi o principal motivo pelo qual fomos até a Bósnia e ficamos muito, mas muito surpresos com essa cidade. É que eu achava que era só ir ver a icônica ponte e voltar pra casa, não tinha muitas expectativas e pra ser sincera... nem sabia muito o que esperar além disso não.

E a verdade é que ficamos surpresos com a influência árabe e muçulmana na região - não só pela presença de mesquitas, mas também por ouvir aquele típico chamado para orações (que ouvi pela primeira vez em Istambul, na Turquia), ver tantas moças com véus e lenços na cabeça, entre outras coisas. Pelo menos não é o que você espera ver no interior de um país nos Balcãs, não é mesmo?

Com uma população de pouco mais de 100 mil pessoas, Mostar fica situada no rio Neretva e é a quinta maior cidade do país. A origem do nome da cidade vem dos guardadores da ponte, que se chamavam mostari, e nos tempos medievais protegiam a mesma (Stari Most). A tal ponte foi construída pelos otomanos no século 16 e atrai muitos turistas pra lá ano após ano.

Mostar bosnia

Bósnia e Herzegovina #2 - Imigração na fronteira e Medjugorje

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A Bósnia e Herzegovina é um país remanescente da antiga Iugoslávia, fazendo fronteira com a Croácia, Sérvia e Montenegro cuja capital é a famosa Sarajevo - duvido você ter crescido nos anos 90 sem ter ouvido falar dessa cidade.

Aliás, uma pausa. Eu pessoalmente, não só cresci nos anos 90 mas também cresci com a trilha dos cds de rock do meu pai tocando alto no fim de semana. Então a Bósnia sempre me remeteu à belíssima Miss Sarajevo do U2. Essa música veio a partir de um documentário de Bill Carter sobre um concurso de beleza que aconteceu enquanto a guerra tava rolando. O diretor desse comentário foi pra Sarajevo no inverno de 1993 oferecer ajuda humanitária e se viu no meio do conflito, ficando lá por seis meses sobrevivendo de comida de bebê ou qualquer coisa que ele achasse. Aí ele sugeriu que Bono fizesse fizesse um outro documentário sobre a Bósnia e Bono aceitou. Ele não só ajudou a produzir, como também custeou um doc sobre um movimento de resistência à guerra no país. 

E a música é linda, ainda mais com a participação emocionante do Pavarotti no final. É de chorar mesmo! Então essa história toda ficou na minha cabeça o tempo todo e eu queria muito, MUITO ter ido pra Sarajevo também, mas como a capital fica bem longe de Mostar, que era o nosso destino principal por lá, vai ficar pra uma outra vez.

Bósnia e Herzegovina #1 - As cataratas de Kravica

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Quando eu e R. pensamos em ir pra Croácia, meio que já havíamos decidido que aproveitaríamos a deixa pra conhecer também a Bósnia, que faz fronteira com o país. O destino que tínhamos em mente era Mostar, mas no fim acabamos surpreendidos por essa belezura de catarata no meio do caminho.

No dia antes de irmos pra Mostar dei uma última olhadinha no Trip Advisor pra pegar umas dicas e acabei clicando num link tipo as melhores 10 coisas pra se fazer na Bósnia. E aí que essas cataratas aparecerem por lá e fiquei curiosa. Ela ficava bem no meio do caminho entre Split e Mostar, então era uma desculpa perfeita pra visitar, né?

Masss não achei muitas informações na internet sobre ela. Li uns posts de blogs gringos de 5, 7 anos atrás comentando o quão linda - e difícil de achar - a tal da Kravica era. Que não tinha placa indicando nada, que ninguém sabia explicar onde era, que o lugar era no meio do mato, mas que valia muito a pena, que era um pequeno paraíso... vi até gente comparando Kravica com Foz do Iguaçu - no sentido de que a configuração das cachoeiras era parecida (a da Bósnia com um volume de água muito menor, claro). Então ficamos um pouco apreensivos mas tentamos buscar o máximo de informações que pudemos, dei print screen no celular e fomos!

kravica cataratas waterfall bosnia

Croácia #3 - Dubrovnik

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Ir pra Croácia e não conhecer Dubrovnik seria como ir à Londres e não ver o Big Ben. Pelo menos isso era o que pensávamos, mas será que é 100% verdade?

O fato é que eu já vou começar esse post dizendo que sim, nós gostamos da cidade mais visitada da Croácia, mas Dubrovnik é mega, ultra, superestimada e cara. Nós não esperávamos isso já que a acomodação ficou num preço super ok, mas foi só adentrar os portões da old town pra perceber que se você não toma cuidado, gasta rios de dinheiro naquela cidade.

Claro, a old town é realmente impactante: as construções são lindas, aquele chão de mármore é maravilhoso a ponto de parecer que alguém o pole cuidadosamente todos os dias e a vista da muralha é digna de cartão-postal, mas acho que se não tivéssemos conhecido Split dois dias antes, teríamos tido uma surpresa maior. Eu andei perguntando à algumas pessoas que conheceram tanto Split como Dubrovnik e foram categóricos ao dizer que preferiram Split, assim como nós.

dubrovinik croacia primavera

Croácia #2 - Split

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Nossa viagem de Plitviče pra Split foi um pouco longa e chegamos na cidade bem tarde, mas o caminho valeu demais. Acabamos dirigindo pelo "interior" do país e passamos por várias, dezenas de cidades e vilarejos croatas. O que mais nos intrigou é que muitos desses vilarejos pareciam totalmente abandonados. Quer dizer, alguns nem tanto, porque víamos algumas roupas secando nos varais, carros estacionados, mas nenhuma alma viva pra contar história. Chegamos a passar mais de hora sem ver absolutamente ninguém pelo caminho!

Fui ler um pouco a respeito e muito disso tem a ver com invasões durante a 2ª Guerra Mundial e também as Guerras na Iugoslávia nos anos 90 - mas falarei mais disso num outro post. O fato é que sim, muitas cidadezinhas e vilas estão meio desertas ou abandonadas. Sei que vai parecer totalmente creepy, mas R. e eu ficamos tão curiosos e fascinados que ficamos com vontade de descer em uma delas pra ver melhor, mas como estava ficando tarde, continuamos na estrada com destino a Split.

Achar o nosso hotel foi super fácil e ficamos surpresos com o quão perto do centro histórico estávamos. Tipo, como compramos as passagens e reservamos os hotéis em Janeiro, nem lembrávamos direito onde ficaríamos e a surpresa foi ótima. Porque é assim: se você tá indo pra Split, o burburinho, as atrações, tá tudo ali no centrinho histórico, então ficar hospedado ali é vantagem demais.

Croácia #1 - Os lagos e cachoeiras de Plitviče

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A primeira vez que vi uma foto desse lugar (em croata, Plitvička Jezera) foi quando uma amiga que morava na Irlanda (quando eu ainda estava no Brasil, se não me engano) foi pra lá e postou fotos maravilhosas no instagram dela. Eu nunca tinha ouvido falar de tal lugar e fiquei maravilhada com o tamanho das cachoeiras e aquele azul/verde absolutamente maravilhoso da água.

Já que não tínhamos planos de voltar pra Croácia tão cedo, sabíamos que essa maravilha da natureza não podia passar batido e tratamos de incluir um passeio à esse lugar no nosso roteiro. Do aeroporto de Zadar levamos cerca de 2 horas até chegar lá - é que apesar do Google Maps garantir que o percurso leva menos de 1h e meia, o R. tava se acostumando com o carro, dirigir do outro lado da estrada, etc, etc. Fora que paramos no caminho pra tomar café, então chegamos no parque lá pro meio-dia.

Ao chegar, você pode parar o carro no estacionamento e comprar os ingressos, que custaram 110 kunas (em torno de 14 euros) cada. Você pode obviamente ficar lá o dia todo até fechar (19h00), além de poder também comprar a opção do ticket pra dois dias, que acaba saindo um pouco mais barato. Aí você me pergunta: e vale a pena ficar nesse parque por dois dias? Olha, depende. Se você curte muito natureza e se tem mais tempo, acho que vale a pena sim. Nós só ficamos uma tarde e conseguimos ver os lagos principais, mas não tivemos muuuito tempo de contemplar tudo não.

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