O prédio mais alto da América Latina e o Palácio em Santiago | Chile #9

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Acordamos tarde após termos ido dormir igualmente tarde na noite anterior. Tomamos café e pegamos o metrô para chegar no Sky Costanera, o prédio mais alto da América Latina. Vou evitar ser repetitiva e contar o que quase deu muito errado pra gente lá - e caso você não tenha visto, a história tá nesse post aqui.

O Sky Costanera é parte de um complexo que engloba o maior shopping da América Latina, dois hotéis e escritórios. São 300 metros de altura (fora 6 andares abaixo do nível do chão) e estima-se que aproximadamente 240 mil pessoas passem por ali diariamente!

O mirante - e a grande atração desse prédio, pelo menos pra turistas - fica entre o 61º e 62º andares. São dois tipos de plataforma de observação: no andar 61, é tudo coberto do vidro e no andar 62, a céu aberto. Em ambos os andares é possível ter uma visão 360º graus de Santiago e ver vários prédios famosos, diversos bairros, outros prédios gigantes, etc.

Santiago vista de cima, praças e virada de Ano Novo | Chile #8

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Ahhhh, Santiago, que cidade linda! Nós ficamos efetivamente somente dois dias inteiros na capital chilena, e foi bem ok pra conhecer alguns lugares por lá que queríamos conhecer. Claro que faltaram algumas coisas, e eu adoraria ter feito algum walking tour ou algo assim pra aprender mais sobre a história da cidade, mas vim embora super satisfeita com o que vi.

Primeiro porque ficamos super bem localizados e foi fácil de nos locomovermos pela cidade. Reservamos um apartamento pelo Hotels.com (assim eu e R. ganhamos noites grátis após 10 noites reservadas pelo site) e foi ótimo, tanto pelo preço como pela possibilidade de cozinhar. Pra quem tem interesse em saber, ficamos no RS Santiago na avenida Huérfanos e pagamos 217 euros para 3 diárias - dividindo por quatro pessoas, ficou 18 euros cada por dia (na faixa de 72 reais), o que não é nada mal. O apartamento era muito confortável - com exceção da cozinha minúscula, mas conseguimos fazer tudo que precisávamos. Tinha um mercado praticamente na rua do apê, então deu pra fazer uma comprinha pra ceia de Ano Novo e coisas para o café da manhã e enfim, no fim das contas gasta-se muito menos quando se faz compras do que quando se come fora, né?

Valle dela Luna, nossas paisagens preferidas no deserto do Atacama | Chile #7

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Eu deveria ter escrito esse post há mais um mês, quando as informações ainda estavam frescas na memória. Mas agora já passou férias, já passou primeiro mês de volta ao trabalho, passou outros passeios que fizemos... resumindo: não lembro de tantos detalhes e informações do dia em que fomos para o Valle dela Luna como gostaria, mas a gente tenta!

A verdade é que o Valle dela Luna era um passeio super recomendado e sabíamos que o faríamos em algum momento enquanto no Atacama - e apesar de ser um passeio com baixa altitude em relação aos outros, no fim das contas acabamos indo pra lá no nosso último dia, o que acabou sendo uma ideia boa e ruim. Boa, porque terminamos a viagem pro deserto do Atacama da melhor maneira possível - esse foi nosso passeio preferido! Ruim, porque já estávamos cansados dos outros dias e o Valle dela Luna exige um certo grau de preparação física.

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Valle del Arco Iris, um dos nossos passeios preferidos no Atacama | Chile #6

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O passeio para o Valle del Arco Iris não estava nos nossos planos. Eu pessoalmente tinha até lido um post num blog a respeito, mas não me interessei muito não - o Atacama tem tantas atrações incríveis que essa parecia empalidecer diante das outras, mas ledo engano. Então já começo esse post dizendo que se você for pro Atacama um dia, não deixe de fazer esse passeio. A paisagem, o trajeto, a história... é um conjunto de fatores que faz do local uma das coisas mais legais que já fiz em viagens!

O passeio na verdade é do Valle del Arco Iris e Yerbas Buenas, onde temos acesso à vários hieroglifos em pedras feitos por povos atacamenhos há muitos e muitos anos - é bem legal! Nesse tour éramos os únicos brasileiros - tinha também coreanos, italianos e colombianos, então o guia passou a maior parte do tempo falando inglês, mas ele também falava espanhol e portunhol. Vimos desenhos que representavam fertilidade, plano térreo e plano espiritual... e até mesmo um macaco, hahaha. O guia explicou que obviamente não existem macacos na região do Atacama. Então a teoria é de que por conta dessa região do Chile fazer parte da Rota Inca, algum comprador/vendedor chegou na região trazendo um macaco da selva, seja para fazer uma troca (por uma lhama, de repente) ou só por trazer mesmo.

Passamos um tempo subindo nas pedras, observando os desenhos e aprendendo sobre algumas plantas e animais da região - aliás, tem que tomar um certo cuidado pois não há segurança nenhuma, é muito fácil escorregar e cair e o guia ajudou a minha mãe algumas vezes nesse processo.


Géiseres del Tatio e o mal de altitude | Chile #5

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Começamos o dia cedo, muito cedo. Faríamos o tour para os Géiseres e a van da empresa Colque Tours passaria para nos buscar entre 4 e 4 e meia da manhã. Cedo? Nem me fale. Fomos dormir o mais cedo que pudemos no dia anterior mas pelo menos ao sair do hostel na calada da noite, nos deparamos com um céu estrelado maravilhoso - a única oportunidade que tivemos de, de fato, ver o céu do Atacama com todas as suas estrelas!

A van era bem espaçosa e confortável e ainda passou para pegar mais algumas pessoas no caminho. Tivemos que preencher um formulário e esperar - o caminho até o destino final era longo, levaríamos mais ou menos 1h e meia pra chegar e a estrada era muito, mas muito ruim. Eu, que tava preocupada com a altitude mais do que tudo, ignorei o fato de que as curvas da estrada poderiam me deixar enjoada.

E enjoada foi pouco pra descrever - não me lembro a última vez de ter me sentido assim. Depois de uns 15 minutos sacolejando na van, eu percebi que não passava bem - e mal conseguia olhar pro lado pra avisar o R. Mas lembrei que havia comprado folhas de coca e elas estavam na bolsa.

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Foi-se Janeiro

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O primeiro mês de 2018 acaba hoje e até agora tô meio sem entender - como assim já acabou janeiro? Honestamente, cada ano que passa eu sinto que o tempo passa mais e mais rápido. Parece que foi ontem que voltamos de férias do Brasil e amanhã já entra fevereiro, meu deus!

Esse começo de ano foi meio esquisito pra mim: o retorno das férias foi super agridoce e algumas mudanças aconteceram no trabalho, pra completar essa confusão toda de sentimentos. Nada muito diferente não, mas voltei à trabalhar dando aula pra turmas novas, então tive que aprender os nomes, conhecer gente nova... tudo isso tira a gente da zona de conforto. Antes eu tinha as mesmas turmas desde, sei lá, agosto - até dezembro. Então os alunos me conheciam, tava tudo tranquilo.

Aí você começa turmas novas, alunos novos... e sempre rola aquela desconfiança - "mas você que é a professora?". Eu sei que minha vida de professora aqui na Irlanda será sempre acompanhada desse sentimento, principalmente vindo de alunos brasileiros, mas mesmo assim, às vezes irrita um pouco.


Lagunas Altiplânicas, Piedras Rojas e Salar de Atacama | Chile #4

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No nosso primeiro dia de fato no Atacama, fizemos um passeio com a Andes Travel que faria várias paradas: começaríamos pelas Lagunas Antiplânicas (com uma pausa antes pra visitar um povoado), seguiríamos pra Piedras Rojas, pararíamos pra almoçar em Socaire e por fim iríamos pro Salar de Atacama. Foi um dia super cheio, mas acho que valeu a pena fazer tudo isso - vale lembrar que fomos de cara fazer um passeio de altas altitudes, mas sobrevivemos todos, rs.

Lagunas Antiplânicas


O passeio para as Lagunas saiu cedinho - estávamos prontos às 7 da manhã e às 7 e 20 a van chegou para nos buscar no hostel. Fizemos algumas paradas pra pegar mais algumas pessoas e logo seguimos em direção ao local. O trajeto todo dura mais de uma hora e faz uma mescla entre "boas estradas" e estradas de terra.

No entanto, fizemos uma primeira parada no Povoado de Toconao, uma vilazinha a pouco menos de 40km de San Pedro que contém menos de 800 habitantes. Ali na região o guia já explicou que o verde da região tem origem no que eles chamam de micro-clima. A água da cordilheira dos Andes desce até a região, e por conta da água, há vida. Então tanto esse povoado como San Pedro na verdade são um oásis no meio do deserto, graças aos Andes. Os frutos gerados pelas árvores da região contém bastante vitamina C por conta dessa água que vem da cordilheira.


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San Pedro de Atacama, agências e custos no deserto | Chile #3

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Já no avião de Santiago para Calama percebi que essa viagem seria diferente de todas as outras que já havia feito na vida. A vista da janela do avião era praticamente coisa de outro mundo - sobrevoar os Andes e ao mesmo tempo ver a imensidão daquele deserto era um indício que estávamos prestes a sermos bombardeados com paisagens maravilhosas. Mas tudo a seu preço, claro: o pouso do avião não foi nada suave. Acredito que pela geografia do lugar, os ventos ficam meio cruzados e olha... tive que respirar muito fundo e olhar pra frente o tempo todo pra não passar mal!

Depois de todo aquele rolê do aeroporto de Calama para San Pedro, chegamos. E San Pedro de Atacama é exatamente como eu imaginava: cheia de terra, de turista e de agências. A população não passa de 2 mil habitantes, e suspeito que a grande maioria trabalha mesmo com turismo, porque a cidade gira em torno disso: são agências, restaurantes, lojas, tudo para atender o turista. E falando em turistas, um dos guias disse que uns 50% dos turistas no Atacama são chilenos mesmo e dos outros 50%, uns 60% é brasileiro. Ouvimos muito português por lá e sempre tinha brasileiro nos tours que fizemos!

San Pedro fica a 2.400 metros de altitude, mas a gente não sentiu muito não. Claro, o clima é bem seco - alguns de nós tivemos dificuldade pra dormir (nariz entupia), garganta seca... e falando em nariz, algumas vezes sentia até ele meio sangrando, mas só quando o assoava, sabe? Faz parte. A pele ficou seca, boca super seca... tudo seco! Mas beleza, já esperávamos. No entanto, em termos de passar mal por causa de altitude, não aconteceu, pelo menos não a 2.400 metros de altitude!


Tudo que deu errado | Chile #2

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Olha, difícil ter uma viagem onde tudo, absolutamente tudo, dê certo. Sempre tem algum plano que você tem que mudar, um horário, um trajeto, alguma coisa. Tem também aqueles mega problemas tipo ser assaltado, perder algo de valor, e nesse sentido já adianto que não aconteceu nada de mal. Mas essa viagem pro Chile teve perrengue e planos furados - alguns por puro azar, outros por sacanagem de outros, e finalmente, alguns simplesmente pela época do ano em que estivemos por lá.

Sem mais delongas, vamos tirar o elefante da sala e falar de todos os perrengues de uma vez. Assim só sobra coisa boa pros próximos posts!

#1 O vôo mudou de horário e não fomos notificados


Isso nem foi um perrengue em si, mas acabou desencadeando em uma série de coisas que nos impossibilitou de ver as estrelas no deserto do Atacama. Mas com calma chego no fim desse causo. Nós sairíamos de SP às 8 da manhã e nosso segundo vôo, pra Calama, sairia às 14h de Santiago. Nosso plano era estar na cidade de San Pedro no máximo às 18h. No entanto, um dia antes, enquanto fazíamos o check-in, percebemos que o horário do vôo pra Calama aparecia como 16h e pouco.

Nem eu e R. nem minha mãe e irmão recebemos nenhum tipo de notificação (compramos dois pares de passagens separados, foram duas reservas) e fiquei frustrada. Uma empresa grande como a LATAM não avisar? Estranho. Mas ok. Nem pensamos que isso afetaria em nada.


Santiago? Deserto do Atacama? O que você foi fazer lá? | Chile #1

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Nós compramos nossas passagens para ir ao Brasil ainda no primeiro semestre de 2017, e logo em seguida minha mãe sugeriu de passarmos o Ano Novo fora.

A primeira ideia foi nordeste, claro. Tenho família em Pernambuco e seria uma maneira de rever familiares AND passar uns dias numa praia por ali, o que é sempre uma boa ideia - lindas praias e água quentinha, certo? Pois é. A questão é que vôos + acomodação pro nordeste pro final de ano é sempre uma facada no peito.

Até chegamos a pesquisar passagens para São Luís do Maranhão - e aproveitaríamos para conhecer os famosos lençóis maranhenses, porém não é a melhor época para ver os lençóis. Além disso, na mesma época minha mãe viu umas passagens para Santiago no Chile e nos empolgamos com a ideia de passar mais uma virada de ano fora - isso meio que já está virando uma pequena tradição nossa, já que em 2013, quando minha mãe e irmão vieram me visitar em Dublin, fomos passar a virada de ano em Praga; em 2016, novamente com a visita deles aqui, fomos pra Barcelona.

Além disso, uma rápida pesquisa mostrou que passagens + acomodação no Chile seria mais barato do que o mesmo pacote no Brasil. Infelizmente alta temporada no nordeste brasileiro requer muito mais grana!

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