Passeios no Laos: cachoeiras e cavernas

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Dois passeios que todo mundo que visita Luang Prabang faz são a ida de barco até as cavernas Pak Ou e a cachoeira Kuan Si. Nós resolvemos organizar tudo na recepção do hotel mesmo porque era mais cômodo do que sair procurando agências pela cidade... e acho que no fim das contas, os preços são todos os mesmos.

Não me lembro de preço de nada e não anotei, mas vai por mim, não é nada muito caro no Laos não.

Nós fomos no passeio das cavernas no nosso segundo dia em Luang Prabang. Compramos uns croissants maravilhosos num café meio hipster/francês e comemos do lado de fora do hotel enquanto esperávamos o motorista chegar. Numa caminhonete meio capenga ele pegou outras pessoas pelo caminho e nos deixou perto do rio, numa espécie de parada de ônibus. Lá haviam outros turistas também esperando. Como ele não falava inglês, ficamos meio sem entender, mas basicamente ficamos lá aguardando a empresa que faria o passeio de barco propriamente dito nos buscar.

Luang Prabang: templos, bombas e hispterização

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Quando incluímos Laos no nosso roteiro, eu realmente não sabia o que esperar desse país, como comentei nesse post aqui. Aliás, fiquei bem chocada ao desembarcar no aeroporto em Luang Prabang, porque ele era muito menor do que qualquer outro aeroporto que até então tínhamos visto na Ásia. Além disso, o transfer do aeroporto até o hotel foi tão rápido, e aí já começamos a sentir no quão pequena era a cidade.

Luang Prabang significa Imagem do Buda Real e é uma cidade com aproximadamente 55 mil habitantes. Dezenas de seus vilarejos estão listados como patrimônio da UNESCO devido à sua arquitetura bem-preservada e seu acervo cultural e religioso. 

É uma cidade pequena, tranquila e muito, muito pacífica. Foi maravilhoso sair daquele vuvo-vuvo de Bangkok e chegar nesse fim de mundo - no bom sentido! Ouvíamos os pássaros, as pessoas não gritavam te oferecendo coisas, ninguém buzinava quando em suas motos. Foi um baque chegar lá nesse contexto!


O que anda acontecendo?

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Queridos e queridas leitorxs desse blog... (e nisso incluo minha mãe, minhas amigas e ocasionalmente o R.), tudo bem por aí?

Faz tempo que eu não sento aqui pra contar nada novo porque a verdade é os posts dos últimos meses foram escritos logo que cheguei da Ásia na metade de abril (holy fuck, abril!). Então apesar deu ter falado de um ou outro show que aconteceu após esse período, não conto nada de novo há muito tempo por aqui.

E sem cobranças, claro, porque o blog pra mim é um hobby, e eu escrevo aqui porque gosto. Um dia já tive visões e vontades de que o Barbaridades fosse conhecido, lido, divulgado, mas acho que os 30 anos me trouxeram uma outra visão acerca da Bárbara que eu coloco na internet. Então sim, o blog não morrerá porque eu amo ter esse registro da minha vida (e gosto muito da interação que rola, quando rola), mas não sigo divulgando posts a não ser ocasionalmente na página do blog e no meu instagram.

Show do Bryan Adams em Dublin

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Eu sou uma fã enrustida do Bryan Adams. A verdade é que eu não saio gritando aos quatro ventos que gosto desse cantor canadense como saio falando que sou fã daquela cantora italiana, mas a verdade é que nasci, cresci e morrerei ouvindo esse cara. E apesar deu não seguir cada passo de sua carreira, eu tenho um bom conhecimento dos seus álbuns, músicas, etc.

Então uma semana dessas o R. ouviu no rádio que o Bryan ia tocar em Dublin, e por causa da alta demanda, abriu uma segunda noite de shows. E ele comentou isso casualmente enquanto jantávamos, e quando paramos pra analisar que o segundo show seria exatamente no dia em que comemoramos aniversário de namoro, não pensamos duas vezes e compramos o ingresso - os primeiros ingressos que compramos nesse país de modo tranquilo, sem precisar se frustrar com o site da Ticketmaster, rs.

O R. conhece alguns clássicos do Bryan e tem suas preferidas, mas quem gosta mesmo sou euzinha aqui. Então foi simplesmente maravilhoso comemorar 5 anos ao lado da pessoa que eu amo AND ouvindo e cantando músicas de um outro homem que eu amo - R., cê sabe que você é o meu preferido, mas o Bryan é homão da porra também! (hahaha, o R. ama esse meme brasileiro!)


Yangon, a maior cidade de Myanmar

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Yangon foi capital de Myanmar até 2006 e tem uma população de 7 milhões de pessoas. Trata-se da maior e mais importante - no sentido econômico - cidade do país inteiro. É cidade com o maior número de prédios coloniais do sudeste asiático inteiro - graças ao domínio Britânico. Tem algum lugar no mundo onde esses caras não foram se enfiar? Afff.

Yangon abriga o maior templo budista do país, a Shwedagon Pagoda e no geral, a cidade em si não é tão atrativa quantos os outros lugares por onde passamos em Myanmar. A infra-estrutura não é exatamente incrível, ainda mais quando a gente compara as capitais da região. Mesmo assim, nossos dois dias por lá foram super bem aproveitados e só reafirmaram nosso amor por esse país foda!

Chegamos em Yangon na manhã do dia 19 de março de 2018. Na verdade, saímos de Bagan na noite anterior e após umas 10 horas de viagem, desembarcamos no nosso destino. A empresa de ônibus disse que nos deixaria no hotel - o que seria ótimo. No entanto, quando chegamos na entrada de Yangon tivemos que todos descer do ônibus e fomos reagrupados em outros ônibus - acho que pra separar quem ia pra região X quem ia pra região Y....


Mais templos milenares em Bagan

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No primeiro dia em Bagan demos um pouco de sorte porque o clima tava um pouco nublado e conseguimos passear bastante sem nos cansarmos muito por conta da falta de sol. Já nos outros dias pegamos um pouco de sol, mas até umas chuvinhas bem fracas caíram enquanto estivemos por lá!

No sábado dia 17 de março tínhamos o passeio de balão reservado - você pode ler sobre essa experiência aqui. Após voltarmos pro hotel, aproveitamos que já estávamos acordados desde cedo, alugamos as motos elétricas novamente e saímos pra conhecer mais templos em Bagan - no entanto, esperamos algumas horas no hotel porque caia uma chuvinha chata e eu não tinha saído da Irlanda me ir pegar chuvinha na Ásia não senhor!

Passamos por alguns dos templos principais de Bagan: Ananda, SulamaniTuywindaung, mas confesso que nessa altura do campeonato (escrevo esse post quase três meses depois de ter estado lá), é tudo meio que um borrão na minha mente. Todos esses templos maiores tem barraquinhas próximas ao local onde pode-se comprar souvenirs, quinquilharias, comidas e bebidas. De resto, por toda a região de Bagan, não há muita coisa não.


Passeio de balão em Bagan - vale a pena?

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Vou começar esse post dizendo que a verdade é que nunca tinha prestado muita atenção em passeio de balão em lugar nenhum. Embora sim já tenha pesquisado passeios no interior de São Paulo muitos anos atrás, é muita grana, eu tenho medo de altura, e nunca tive vontade suficiente pra seguir em frente.

Mas corta pra 2017, quando eu e R. começamos a cogitar ir pra Ásia. Durante nossa pesquisa, eu fui ler mais sobre o tal passeio de balão e nem precisei ler muito pra ficar totalmente convencida. Aliás, não é segredo pra ninguém que eu adoro as dicas da Adriana, do Drieverywhere. Ela já foi pra dezenas de países e sempre que vou pra algum lugar novo, corro no blog dela pra ler sobre sua experiência no lugar, impressões, alguma dica legal, etc. E muitas vezes, acabo me inspirando pra fazer algo mais específico recomendado por lá, e essa ideia de fazer o passeio de balão foi implantada na minha cabeça ao ler o post dela.

Até fui ler outros relatos, blogs em inglês e tal, e as impressões eram meio que unânimes: todo mundo curtiu demais! Claro, o preço não é nada convidativo. Pagar mais de 300 dólares pra voar de balão por 30 minutinhos me parece bem caro, mas esse é o tipo de oportunidade que só aparece uma vez na vida - sem contar o fato de que a época em que estávamos cogitando ir pra lá era exatamente o período em que as empresas fazem vôos na região.


Uma introdução à Bagan

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Eu tinha expectativas altíssimas pra Bagan. Sabia que os templos seriam impressionantes, que o passeio de balão seria uma experiência única, que encheríamos o cartão de memória com fotos... mas Bagan conseguiu superar todas as expectativas. Pra mim, foi o ponto alto da nossa passagem pelo Myanmar e quem sabe até da viagem para a Ásia toda!

Mas comecemos do começo: às 7 da manhã estávamos chegando de táxi na "rodoviária" de onde sairia o ônibus pra Bagan que compramos uns meses antes. Na verdade, rodoviária entre aspas porque essa não é a estação principal da cidade de Mandalay, mas bastou falar pro taxista que pegaríamos o ônibus da JJ (Joyous Journey) pra Bagan e ele já sabia pra onde nos levar.

Aliás, eu ainda vou fazer um post sobre essas empresas de ônibus que usamos pela Ásia, então se você tem interesse em saber mais, aguarde que esse ano o post ainda sai!

Mas tá, esperamos um pouco dentro do escritório e antes das 7 e meia o rapaz da empresa pegou nossas malas e colocou no bagageiro do ônibus. Subimos e nos surpreendemos: de fato o ônibus era tão grande e espaçoso quanto imaginávamos pelas resenhas que havíamos lido. O R. foi lendo a viagem toda, enquanto eu tentei dormir - afinal de contas, na noite anterior eu não tinha dormido quase nada. Mas, apesar de ter fechado os olhos aqui e ali, não consegui pegar no sono. O jeito foi apreciar a estrada - que foi bem de interiorzão mesmo. Passamos por várias vilas bem pobres pelo caminho, e fiquei imaginando como seria quando chegássemos no nosso destino...



Amarapura e uma ponte maravilhosa em Myanmar

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Como só tínhamos de fato um dia inteiro em Mandalay, fizemos questão de aproveitar cada segundo. Pela manhã fizemos todo aquele rolê que comentei no post anterior, e na hora do almoço, saímos um pouco pra explorar a pé e comer num lugar recomendado pelo Lonely Planet.

Pra ser sincera, eu tava meio assustada de andar a pé pela cidade, porque como até então só tínhamos ido pra cima e pra baixo com o táxi, tava tranquilo. A verdade é que as calçadas são super estreitas - isso quando não estão ocupadas com tralhas e motos - e é impossível de atravessar a rua com segurança. Não tem semáforo, não tem faixa, não tem nada. Tem que ir na fé, com cuidado, olhando os dois lados e esperando o mínimo de espaço possível pra completar a travessia.

Chegamos no tal restaurante, e rapaz... o negócio era muito, mas muito mais básico do que eu imaginava. Eles descrevem o lugar no guia assim: "Plastic stools and chairs? Check. Delicious aroma of food awaiting your inspection? Check. And the friendly sisters who run it will offer you a taste of what's on offer before you decide. This is Southeast Asian budget dining at its best, with a range of meat, fish and vegetable dishes served in a semi-open-air dining area that buzzes come nightfall". E de fato, cadeiras de plástico, cheiro de comida, preços bons, tudo certo. Mas cara, vigilância sanitária passou longíssimo e eu tentava não ficar olhando pra lugar nenhum pra não ficar doida de desconfiança - só olhava pra minha comida na mesa mesmo, rs.


No dia anterior: glamour e ouro nos templos.

Palácio real e as pagodas mais lindas em Mandalay

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No nosso segundo dia em Mandalay acordamos relativamente cedo pra tentar aproveitar o máximo do dia - afinal de contas, só teríamos aquele dia inteiro pra aproveitar a cidade. O que, analisando agora, não foi corrido não. A verdade é que entre 12 e 4 da tarde você provavelmente não vai querer ficar no sol andando pra cima e pra baixo e respirando poluição, então você acorda cedo, faz algo pela manhã, almoça, se esconde no hotel e bota os pezinhos na rua de novo ao final do dia.

Então após o café, que estava incluído na nossa diária do hotel, fizemos aquele esquema de contratar um táxi para a manhã. A ideia seria conhecer três lugares relativamente próximos uns dos outros porém bem chatinhos de fazer a pé: a Kuthodaw Pagoda, o Palácio de Mandalay e o Mosteiro Schwenandaw.

Começamos pelo Palácio Real, o último da monarquia birmanesa e principal residência dos últimos reis do país. Na verdade, quase tudo por ali na verdade foi reconstruído nos anos 90, porque o complexo do palácio original foi bombardeado durante a Segunda Guerra Mundial.



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