Sicília: quando, como e porquê

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A Sicília entrou na minha vida muito recentemente, porque apesar de estudar italiano há anos, eu nunca dei muita bola pra essa ilha ao sul do país. Mas aí um dia eu conheci o R., e ele me contou que sua vó paterna era siciliana. Desde então, ele sempre diz que gostaria de me levar lá pra conhecer de onde veio sua vó, pra provar a comida... a Sicília foi a primeira grande viagem internacional que ele fez quando tinha 18 anos, e como ele tem muitas boas memórias desse evento, natural que ele quisesse que eu vivenciasse coisas parecidas.

A vó do R. mora em Galway, e mesmo tendo 83 anos de idade, vai visitar seus primos e primas, sobrinhas e sobrinhos e outros familiares todo ano. E no ano passado ela encasquetou que queria trazer toda a família irlandesa pra fazer um grande evento por lá!

Muitos tios, tias e primos e primas do R. já tinham ido pra Sicília, mas nunca rolou de irem todos os filhos da senhora dona vó do R. juntos, então essa seria uma oportunidade incrível de ir pra Sicília. Como o plano era ir no verão de 2019, tive que pedir uns dias de folga com muita antecedência, porque teoricamente nem pegar folga no verão eu posso, mas deu tudo certo! R. e eu decidimos fazer uma mini-viagem de férias junto desse encontrão familiar siciliano-irlandês. Além disso, eu não sabia, mas R. se planejou pra me pedir em casamento lá, então isso fez a viagem se tornar ainda mais especial!



Show dos Backstreet Boys em Birmingham

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Esse post demorou, mas está saindo! Eu fui no show dos Backstreet Boys em junho, na companhia do meu amigo Rick. Por sorte e alinhamento das estrelas, conseguimos comprar ingressos pra ver as Spice Girls no mesmo fim de semana de quando os BSB estariam no Reino Unido - então as datas dos shows deram certo e numa viagem só conseguimos ir aos dois espetáculos.

A minha história com os Backstreet Boys é meio estranha: no comecinho, lá pra 1997, 1998 (eu tinha uns 10 anos) eu amava dizer que odiava os BSB. A verdade é que eu sempre fui a do contra, de querer ir contra a maré (mesmo às vezes morrendo de vontade de deixar a maré me levar mesmo), então enquanto as meninas da minha escola estavam se apaixonando pelas boy bands, eu adorava encher a boca pra dizer que eles eram fabricados, que não tocavam instrumentos, etc.

Porém, os encantos dos cinco rapazes charmosos não levaram muito tempo pra pegar a pequena Barbarella de jeito - e mais ou menos um ano depois eu já estava passando os fins de semana entrando na internet (yeap, this was a thing) procurando informações sobre eles, traduzindo letras de músicas, gravando seus videoclipes na MTV e reassistindo tudo milhares de vezes.


O último trimestre

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Finalmente, senhoras e senhoras, ele chegou! O último semestre do ano!

Tchô falar: esse 2019 tá passando mooooittooo rápido pra mim. E eu nem tô trabalhando tanto, nem tô estudando tanto, nem tô socializando tanto. O quê que aconteceu?

Só sei que pisquei e estamos aí, começando outubro, o penúltimo mês do ano. E o último trimestre sempre foi a minha parte favorita de qualquer ano, pelos seguintes motivos: aniversário, Natal e férias. Agora, morando no hemisfério norte, tem também o outono e inverno. E desde que o R. entrou na minha vida, tem o aniversário dele também. Ou seja, melhor época do ano!!!

Mas tá. Não é segredo pra ninguém que esse blog ficou meio parado em 2019, então eu só queria vir contar um pouco do que tem acontecido nos últimos meses e quais as expectativas pro fim do ano.

Vista da minha sala durante o mês de setembro...


Diário do casamento #1

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Rá! Você achou que eu não ia rebolar minha bunda falar sobre o casamento nesse humilde blog? Achou errado! Ué, mas a Bárbara, a feminista, a anti-casamento, a descoladinha, a que pensa que tem um blog sobre viagens e vida na Irlanda? Aham, ela mesma.

Que esse blog é um blog pessoal, disso nunca tive dúvida. E eu sinto muita vontade de falar sobre coisas pessoais - a verdade é que eu amo reler posts antigos, reviver momentos através dos meus relatos, me revoltar ou orgulhar de opiniões que eu tinha... é um exercício maravilhoso, que eu recomendo demais - seja num diário pessoal ou na internet mesmo.

Mas tá, tudo isso pra dizer que mais um capítulo importante na minha vida está se desenrolando, e eu simplesmente não poderia deixar passar: Barbarella e R. vão casar! E eu espero e desejo que esse seja o único casamento em minha vida. Logo, achei válido deixar registrado o que estou pensando dos preparativos, do processo, dos planos... vai ser muito legal ler tudo isso daqui a uns anos, décadas...

Fonte

And since I made it here I can make it anywhere [NY 3/3]

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Nos nossos terceiro e quarto dias em Nova York, eu já estava me sentindo melhor da febre e super animada de estar naquela cidade. Eu sei que já falei que parecia um sonho estar lá, mas é verdade. E repito: não sou paga-pau de americano, mas Nova York é um outro patamar, é um lugar tão icônico, tão multicultural, tão diverso, tão foda! Eu realmente não acreditava que estava lá.

Mas tá. Tomamos café e pegamos metrô, como todos os dias, pra uma região chamada DUMBO - down under the Brooklyn Bridge. Essa região foi revitalizada recentemente - ou deveríamos dizer HIPSTERIZADA e GENTRIFICADA? Meu, sabe aquelas lojinhas que vendem plantas, produtos veganos e café orgânico? Então, você só encontra isso por lá. Mas as ruas são uma graça, e a vista da ponte lá de baixo é tão bonita quanto o que tínhamos visto de cima, acaba sendo irresistível conhecer e fotografar.

Nesse dia fomos comer numa pizzaria na região que era super bem cotada e a pizza tava realmente deliciosa, uma das melhores refeições que fizemos por lá!

Start spreading the news... [NY 2/3]

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Nos dias em que estive em Nova York, não tive como não pensar em tantas músicas sobre a cidade. Ela tem um peso e uma influência na cultura pop, até difícil explicar, né? O fato é que pra quem gosta de cinema, música, arte, Nova York é mesmo indispensável. Espero ter a oportunidade de voltar outras vezes nessa vida!

Quando descarreguei as fotos da câmera e celular pro computador, levei um susto: eu tirei pouquíssimas fotos na cidade. Não sei se foi porque eu tava meio doente, ou porque realmente eu esteja tirando menos fotos, mas o fato é que foi até fácil selecionar as melhores como sempre faço pra imprimir depois - afinal, as opções de escolha eram bem mais limitadas!

Tentamos agrupar as atrações que queríamos visitar por região - assim, gastaríamos menos tempo no transporte público. Então ficou assim:

Dia 1 - Chegada, Brooklyn Bridge, caminhadinha pela região
Dia 2 - Top of the Rock, Central Park, Times Square
Dia 3 - DUMBO, ferry até a Estátua da Liberdade, Museu do 11 de Setembro, musical na Broadway
Dia 4 - High Line, prédio do Friends, algumas lojas que queríamos conhecer


Concrete jungle where dreams are made of [NY 1/3]

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Já fazia muito tempo que eu queria conhecer os Estados Unidos, principalmente Nova York. Podem dizer o que quiser, que é um país imperialista, extremamente capitalista, que as pessoas são X ou Y.... mas NY é uma cidade icônica, e grande parte do meu background cultural é americano, então uma hora ou outra eu tinha que pisar nessa cidade com meus próprios pés!

Uns anos atrás eu descobri que dava pra ir ao Brasil fazendo uma escala em NY, e não só isso, mas como dava pra literalmente desembarcar, ficar lá uns dias e depois seguir viagem, bem parecido com o que eu fiz quando vim pra Dublin saindo de São Paulo e parando em Istambul.

Na época, cheguei a fazer meu visto americano aqui em Dublin pra me preparar pra esse momento, mas o momento não veio: na época em que viajaríamos pro Brasil, fim do ano, as passagens estavam caríssimas. Não compensava fazer essa parada nos EUA, então deixamos pra lá.

Mas tudo tem a sua hora. Quando decidimos ir pro Brasil em abril de 2019, fomos procurar as passagens fazendo a escala nos Estados Unidos e bingo: encontramos! Pagamos o mesmo preço que teria sido fazer uma conexão em Londres ou Paris, como já fizemos antes, por exemplo.




Show das Spice Girls no estádio Wembley, em Londres

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Eu nunca vou me cansar de repetir o quão privilegiada e sortuda eu sou. Depois de realizar tantos sonhos nessas minhas 31 primaveras, a vida continua me surpreendendo e presenteando de modos que eu jamais esperaria! Uma dessas surpresas aconteceu em junho de 2019, quando tive a oportunidade de ver ninguém mais ninguém menos do que as Spice Girls ao vivo!

Antes: uma volta no tempo


Então vamos fazer um throwback rapidinho? Vamos. Corta pra 1998, quando Barbarella tinha apenas 11 anos de idade e amava ouvir música, começando seu vício na falecida MTV Brasil. Ela não sabia falar inglês - aliás, começou a estudar nessa época, mas fingia que sabia cantar, dançava na frente da TV com as primas e se inspirava naquelas inglesas incríveis que tinham o mundo aos seus pés.

A verdade é que acho que toda uma geração foi influenciada pelo girl power, pela cheekiness das Spice Girls, pelo discurso feminista, pelo figurino ousado, por tantas tendências... e por sua música, claro! Elas fascinaram o mundo, deixaram o Mandela todo bobo, fizeram gracinha com o príncipe Charles e colocaram a cultura britânica novamente no mapa, ainda que essa não tenha sido a intenção.


Fazendo o Celi 3 - prova de nível B2 em italiano

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Desde o ano passado eu já tinha decidido que queria fazer um exame oficial de italiano. Tendo estudado por tantos anos - tanto no Brasil como na Irlanda, eu senti que precisava de um norte, um objetivo. Não tenho necessidade de estudar italiano, o faço puramente porque gosto da língua. Então eu acabava ficando meio solta demais, sabe?

Achava que fazer um exame me daria um prazo, algo para o qual eu poderia realmente me dedicar. E obviamente, que independente do resultado, eu continuaria estudando, melhorando... e foi o que fiz.

Existem dois exames que provam seu nível de italiano: o CILS ou o CELI. Se não me engano, optei pelo CELI pois era possível fazê-lo em Dublin mesmo, porém apenas uma vez ao ano. Mesmo tendo menos de 6 meses para o exame que seria dia 24 de junho, eu resolvi arriscar. Me inscrevi também num curso preparatório onde estudo italiano há quase um ano e embarquei nessa jornada!

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Vai ter casamento sim!

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Seis anos juntos. Muitas viagens, momentos, lembranças, romance, aniversários, Natais, piadas, risos, lágrimas, casa e vida depois... estamos noivos!

Apesar do blog estar meio hibernando esse ano, eu não poderia deixar de vir registrar esse momento mais do que especial em nossas vidas. Estamos muito, muito felizes, e animadíssimos com a prospectiva de pensar e planejar o nosso próprio casamento!

Claro que morando juntos há mais de quatro anos e tendo comprado uma casa juntos, sabíamos que mais cedo ou mais tarde, oficializaríamos nossa união. Não porque sempre foi o nosso sonho - o meu pelo menos, pelo contrário! - mas porque é um rito de passagem importante, torna os laços ainda mais estreitos, facilita burocracias, etc.

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