Retrospectiva 2021

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Restrospectiva chegou um pouco atrasada, mas chegou. Estranho falar sobre o ano como um todo quando eu mal dei as caras por aqui, embora ainda queira registrar em detalhes muita coisa que aconteceu em 2021. Eu fico prometendo que volto pra escrever mais, e nisso já tem coisa de anos que tô postergando, mas abandonar o blog eu não abandono não!


Adoro reler meus posts de retrospectiva, ver o que eu planejava, o que deu certo, o que não deu, pensar nas coisas que fiz no ano... mas nessa pandemia, parece que é tudo um borrão, né? Estamos sobrevivendo aos trancos e barrancos, e sei que não posso reclamar pois no geral meu 2021 foi até melhor que 2020. (pra ler sobre as outras retrospectivas, basta clicar no link do post do ano passado onde eu deixei links para todas elas desde que esse blog existe)


Vamos lá?



Lua-de-mel na Islândia - como, quando e porquê

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Tanto eu como o R. já havíamos pensando em ir pra Islândia (veja aqui e aqui). Já tínhamos também cogitado a possibilidade de ir com um amigo pra dividir os altos gastos com aluguel de carro e coisas assim. Chegamos a pesquisar pra viajarmos em outubro de 2019, mas foi passando, pandemia chegou, e essa vontade ficou esquecida.


Quando a gente casou em julho, pensamos se não seria o momento de tentar uma lua-de-mel no segundo semestre mesmo. As restrições tinham baixado muito, tomaríamos nossa segunda dose nas semanas seguintes, e as coisas pareciam estar indo pra um bom lugar em relação à pandemia, sabe? Havia um medo de que em poucos meses tudo mudaria e não poderíamos viajar mais, a hora era aquela.


No entanto, pra onde ir? Originalmente queríamos passar lua-de-mel na Coreia e Japão, mas a situação do corona não tava estável o suficiente pra irmos pra outro continente. Resumo da ópera: decidimos ficar na Europa mesmo. E pensando em Europa, que já exploramos bastante, a Islândia meio que veio instantaneamente. Um lugar isolado, maioria dos passeios a céu aberto, só nós dois num carro... perfeito!



Que trabalho novo é esse?

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 (esse post é uma continuação do anterior)


(...) Mas enfim, em agosto, num dia que eu tava super chateada com o meu trabalho e frustrada com a situação na qual me encontrava, recebi uma mensagem de uma amiga que mudou tudo. 


A S. me perguntava se eu ainda tinha interesse em mudar de carreira, que é um assunto que eu já tinha conversado com ela. Ela fez uma transição de carreira aqui, tava acumulando experiência em empresas tech e já tinha me dado uns conselhos, umas dicas. E JUSTAMENTE nesse dia em que ela me mandou mensagem, eu tava mega frustrada porque fui trabalhar e minha aluna não apareceu, foi tipo a gota d'água da frustração.


Ela me disse que ia abrir uma vaga no time dela pra trabalhar com atendimento ao cliente em inglês-português, mas que a vaga só abriria no fim do ano, e que assim eu teria tempo pra me preparar. Nos falamos, ela me explicou mais, me deu um panorama da empresa e tal, e ficou por isso. No entanto, dois ou três dias depois ela diz que na verdade a vaga já abriria na semana seguinte! Foi um choque, porque eu não esperava isso tão rápido.




Aquele da mudança de carreira

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Eu NUNCA pensei que mudar de carreira de fato me aconteceria um dia. Mesmo. Apesar de já falar do assunto com amigos, ter tido inúmeras conversas com o R. sobre o assunto, no fundo eu achava que o meu amor pela profissão venceria e eu seria professora para o resto da vida.


Bem, pra quem lê esse blog há um tempo ou me conhece, sabe que eu encho a boca pra falar que sou professora de inglês. Era um sonho de adolescência, e mesmo tendo estudado originalmente Comunicação Social, eu trabalho como professora desde os 17 anos e após a faculdade fiz a pós e mestrado em Ensino de Inglês porque era ali onde tava a minha paixão. 


Além disso, eu sempre associei o meu trabalho à minha própria identidade - é só você ler a descrição que tenho aqui no blog e em redes sociais. É sempre "professora de inglês" que vem na primeira linha.

O último post da mini lua-de-mel

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Foram alguns posts resumindo um pouco dos nossos dias e passeios no oeste do condado de Cork - esse aqui dando uma geral, esse sobre Bantry, nossa base por lá, esse sobre o forte Dunlough e Mizen Head, e por fim esse outro sobre a ilha Garinish. Quase todos eles foram em ordem cronológica, mas acabei deixando três pontos pra esse post final pois foram visitas mais curtinhas, porém que eu não queria deixar de registrar!


Hoje vamos falar da reserva natural de Glengariff, da praia de Barleycove e do parque Gougane Barra.


Glengariff Natural Reserve


Em 1751, a área florestal de Glengariff se tornou propriedade da mesma família dona da casa em Bantry - eles construíram uma casa menor no meio do bosque e ajudaram a proteger a vegetação local de deflorestação. Também desenvolveram um plano de plantio de pinheiros vindos da Escócia e outras coisas. 



O lugar mais mediterrâneo da Irlanda

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Ainda nos posts sobre nossa mini lua-de-mel porque eu não passeava há taaaaaanto tempo que preciso encher esse blog de posts pra justificar o fato deu ainda pagar hospedagem pra mantê-lo no ar, hahaha. Vamos falar de Glengariff e Garnish Island? Esse foi definitivamente, de longe, disparado, nosso passeio preferido nesse rolê pelo oeste de Cork!


Embora seja casada com um corkman, eu nunca tinha ouvido falar desses lugares, que de novo, foram sugestão da Nadine e me interessaram bastante. Como já comentei nos outros posts, essa foi a semana mais quente do ano, então o clima tava perfeito pra passear mesmo, andar, conhecer lugares ao ar livre.


Glengariff em si não é nada além de uma vilazinha super linda: são pouco mais de cento e poucos habitantes, e o foco principal em termos de economia é o turismo, já que ali acaba sendo uma parada estratégica pra quem está viajando pela região. Nós mesmos só almoçamos por ali, e todas as lojinhas e restaurantes tinham fila, estavam bombando! A gente conseguiu estacionar na entrada da "cidade" e fomos em direção à bilheteria pra comprar o ingresso pro ferry que nos levaria pra Garnish Island.



Dunlough Fort e Mizen Head

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Continuando a série de posts sobre nossa mini lua-de-mel, no nosso segundo dia em Cork pegamos estrada pra fazer dois passeios muito incríveis: as ruínas do castelo Dunlough e a costa de Mizen Head. Este último é um ponto turístico relativamente famoso e muito visitado, fazia muito tempo que eu queria visitar mas não tinha rolado ainda, mas eu falo dele mais pra frente. 


Dunlough Fort foi outra dica certeira da Nadine. São as ruínas de um castelo com vista pro Atlântico bem ali no extremo oeste do país, fundado em 1207 por Donagh O’Mahony. Sua arquitetura é normanda e a técnica da pedra solta foi utilizada em sua construção. Pedra solta é quando os muros e paredes são soltos, sem cimento - é a justaposição de pedras, que ficam no lugar graças ao encaixe entre uma e outra e a gravidade, claro.


O castelo continha três torres e era praticamente impenetrável, visto que de um lado ele tinha os penhascos separando-o do mar; do outro, um lago com uma passagem muito estreita que dava acesso ao castelo; e por fim, o acesso mais fácil mesmo, que se dava através de uma fazenda. Hoje algumas dessas paredes e muros estão destruídos justamente pela deterioração do método usado em sua construção - que apesar de comum em construções irlandesas mais antigas, não era o método mais usado em castelos naquela área. 



Bantry, um ponto de partida para West Cork

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Como falei no último post, na nossa mini lua-de-mel em Cork resolvemos fazer nossa base em Bantry. Acabou sendo a decisão mais acertada porque ela, apesar de pequena, acaba servindo de base para passeios pela região - nem muito lá no sul nem muito lá no oeste.


Com população de pouco mais de 2 mil pessoas, não há muitas atrações na cidade além de igrejas, lojinhas, restaurantes e claro, a baía de Bantry. Mesmo assim, fiquei muito satisfeita por termos escolhido lá, já que conseguimos tranquilamente fazer passeios pela região sem nos cansarmos muito - sem contar o fato de que Bantry em si é uma cidadezinha super fofa!


Bom, cidade fofa é uma coisa que não falta na Irlanda, mas pra quem não ia pra lugar novo há quase um ano (fomos pra Wicklow em setembro de 2020 mas nem escrevi sobre no blog), foi simplesmente TUDO poder ver coisas novas, fachadas em irlandês, enfim, foi muito bom ter esse respiro!



Mini lua-de-mel em West Cork

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Eu nunca imaginei que ficaria tão feliz em planejar uma lua-de-mel no interior da Irlanda! Nosso "sonho" de lua-de-mel era fazer uma viagem bem diferente do nosso habitual e apesar de não termos nada definido, tínhamos três linhas a seguir: 1) Japão e Coreia do Sul; 2) África do Sul e Namíbia ou 3) Cuba + algum outro lugar no caribe.


Por sorte, antes da pandemia estourar isso ainda tava no plano dos sonhos, então não reservamos nada, não compramos nada e não gastamos dinheiro à toa. Mesmo assim, a frustração de adiar casamento e consequentemente essa viagem nos desanimou bastante. Óbvio que isso é um super #whitepeopleproblems, mas tenho direito de me chatear com isso, né? Afinal, não é uma competição de sofrimento e esse blog é um diário pessoal.


Mas tá. Quando batemos o martelo que casaríamos esse ano mesmo, a ideia de viajar veio à tona. Porém, num contexto de pandemia, como sonhar e planejar uma viagem grande assim? São muitas incertezas, as coisas mudam rápido, e ninguém quer se arriscar desnecessariamente e acumular mais medo e frustração.



Diário do casamento #5 - O casamento civil

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Depois de tantos adiamentos, frustrações, mudanças de planos... mal acredito que fez um mês que finalmente oficializamos a nossa união! As histórias do plano original vocês acompanharam por aqui, então não vou voltar nisso, porque apesar de ter sido diferente do que queríamos, foi um dia maravilhoso!


Acordamos de manhã já com o lançamento do último álbum do John Mayer. Tanto eu como o R. adoramos as músicas dele, e eu estava particularmente ansiosa pra ver o que ele tinha aprontado dessa vez. Na sequência, a campainha tocou: entrega de uma Good Morning Box, uma caixa com vários quitutes pro café-da-manhã que ganhei das minhas queridas Lê e Lu láááá no Brasil. 


Como já havíamos marcado um horário num restaurante próximo pra ir comer fora, guardamos as gostosuras pro dia seguinte. Tomamos café, e quando voltamos pra casa eu já comecei a me arrumar. Antes de tudo eu tentei colocar o bendito do enfeite na cabeça mas ele não prendia de jeito nenhum. O R. até tentou ajudar, mas eu não queria me estressar por causa disso, então desisti. Comecei a fazer um babyliss no cabelo e fui deixando tudo enrolado pra soltar depois.



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