A capital do Camboja e as tragédias daquele lugar

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O Camboja é um país que faz fronteira com a Tailândia, Laos e Vietnã e contém em torno de 15 milhões de habitantes. Sua língua oficial é o khmer e 97% da população é budista.


Assim como o Laos, o Camboja foi um protetorado da França entre 1887 e 1949, e nos anos 70 o país estava sob uma República Khmer, e é essencial falar disso porque os dois dias em que passamos na capital do país foram praticamente só pra aprender mais sobre o período.



Entre golpes de Estado, neutralidade durante a Guerra do vizinho Vietnã e desavenças políticas, em 1975 o líder Pol Pot mudou o nome do país pra Kampuchea Democrático e com o apoio e influência da China, transformou o país. Ele prezava pela agricultura e não interferência ocidental, e com isso destruíram escolas, templos, deixaram de usar a medicina ocidental, etc. Estima-se que entre um e dois milhões de pessoas (de 8 milhões) morreram executadas.


Primeiras impressões: Camboja

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Eu e R. fizemos uma viagem de seis semanas pelo sudeste asiático em março/abril de 2018. Levei muito tempo, mas fiz posts sobre vários aspectos da viagem, incluindo resumos de primeiras impressões e detalhes sobre cada país/cidade que visitamos, com exceção do Camboja.


Não sei por qual motivo, mas o tempo foi passando, e ele vai escorrendo pelos dedos. Quanto mais velha eu fico, mas eu sinto em como o tempo se vai rapidamente, e se a gente não registra, não escreve, não fotografa, as memórias se vão, os detalhes são vão junto com o tempo. E aí que me dei conta que nunca tinha escrito sobre nosso penúltimo país dessa viagem tão foda!


Na época fiz algumas anotações (que já não tenho mais), então esses posts vão se basear 100% na ordem das fotos que tirei, no nosso arquivo excel onde tínhamos o planejamento da viagem, nos horários das passagens que ainda temos no nosso dropbox, etc.



Até começar a planejar aquela viagem, eu nunca tinha pensado muito sobre o Camboja, não sabia quase nada. A única imagem que me vinha à cabeça eram os templos de Angkor Wat, e só. Saímos de lá tendo aprendido muito mais sobre a cultura, a história, e as tragédias que assolaram aquele povo.


Ainda dá tempo de postar em Outubro?

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Sem querer, acabei deixando pra escrever um post por mês. Nem é porque cansei de blogs ou do meu próprio blog, pelo contrário! Continuo acompanhando alguns, e nesse mês de outubro o Barbaridades completou 9 anos. NOVE ANOS!

Nesse rolê de pandemia, lockdown, reabertura, mudanças no trabalho, mesmo tendo mais tempo livre, senti menos vontade de vir escrever. Continuo dando muito as caras no instagram, que apesar de ser uma rede social super criticada me traz muitos benefícios, mas confesso que por lá ser uma coisa mais rápida e interativa, acabo deixando o blog de lado.



Mas, como sempre digo, isso é um livro virtual de memórias, e faço questão de bater meu ponto aqui como um presente pra Bárbara do futuro.


E o que tem rolado nessas últimas semanas?


Algumas horas em Washington DC em plena primavera

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Esse post está praticamente um ano e meio atrasado, mas antes tarde do que nunca! Além disso, como eu já disse várias vezes por aqui, esse humilde blog é um diário virtual, e eu queria deixar registrada essa visita que fizemos à capital dos EUA em 2019.

Em tempo: sei que no momento em que escrevo esse post estamos passando por uma pandemia mundial, e sabe-se lá quando e como a vida voltará ao normal, se as pessoas poderão viajar livremente como faziam antes, e se alguém no futuro encontrará esse post pesquisando sobre um stopover em Washington. De todo modo, fica pra posteridade!

Nunca tive vontade de ir especificamente pra Washington, mas o que rolou foi o seguinte: em 2019, quando fomos ao Brasil, fizemos nossa conexão nos EUA. Eu queria muito conhecer Nova York, e tinha essa possibilidade de parar por lá na ida. Quando compramos as passagens, a conexão da volta São Paulo - Dublin seria em NY também, mas vimos uma opção de parada em Washington. Pensamos: por quê não?

Washington, EUA


De volta à vida "normal"

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 Ai, gente. Minha quarentena acabou! Desde março, depois daquele pronunciamento do primeiro-ministro onde ele dizia que escolas deveriam fechar, estou em casa. Nas primeiras semanas eu realmente só saía pra ir ao mercado uma vez por semana, e tirando as duas semanas em que fui temporariamente desligada da empresa (laid off), eu venho dando aula online há meses - 5 pra ser mais exata!


Confesso que não amo a ideia de aula em grupo online, mas era necessário. E como bons seres humanos que somos, me adaptei relativamente rápido e logo tava fera em usar diversos recursos (com parcimônia) e tentar dar a melhor aula que eu poderia - mesmo à distância.


Só que todo carnaval tem seu fim, e a pressão pras escolas de inglês voltarem tava grande - muitos alunos estavam insatisfeitos com aulas online (porque afinal de contas, pagaram por aulas presenciais), e acho que no geral os donos/diretores queriam voltar as atividades o mais rápido possível.

Adotamos duas gatinhas!

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Adotamos duas gatinhas lindas recentemente e queria comentar sobre o processo - não só para a posteridade, mas também pra quem sabe ajudar alguém que esteja querendo adotar pets aqui na Irlanda também.

No entanto, preciso fazer um disclaimer importante: o nosso caso foi um pouco diferente do tradicional, mas vou falar sobre o que fizemos, o que tentamos, e listar alguns abrigos onde é possível adotar, especificamente, gatos aqui na Irlanda.

Barbarella e pets, R. e pets


Minha história com pets é simples: non ecsiste. Eu nunca tive bicho de estimação, e por causa disso, sempre rolou um certo medo de chegar perto, fazer carinho, etc. Meus tios em São Paulo sempre tiveram cachorros, e apesar de ter passado a minha infância inteira lá aos fins de semana e férias, eu nunca fui muito chegada. Não me leve a mal, eu nunca odiei bichos, mas simplesmente não sabia como agir perto deles.

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Diário do casamento #3

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Esse será um diário do casamento diferente, já que ele vai trazer uma pausa nessa série de posts aqui. Mas, como eu sempre digo, esse blog nada mais é do que uma espécie de máquina do tempo pra mim, e eu queria deixar registrado pra poder voltar no futuro e reler sobre essa fase na minha vida.

Estamos no começo de julho, e numa realidade paralela estaríamos na contagem regressiva pro nosso casamento civil no dia 10 e pra festa no dia 11. No entanto, por motivos de pandemia mundial, isso não vai estar acontecendo. Já choramos, já nos frustramos, já deixamos pra lá, mas a verdade é que não tem nada que poderíamos ter feito. Cancelamos, ou melhor, adiamos a festa e cerimônia do dia 11 há um tempo já, mas o casamento civil ainda estava pendente.

Não tinha um motivo especial pra termos escolhido o mês de julho - o único motivo foi bem prático: a minha família é composta de professores, e pra eles, férias só em julho ou janeiro. Logo, pra que eles pudessem vir sem problemas, o casamento teria que ser em um desses meses. 

Fonte

Update da vida: isolamento, trabalho, planos

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Oi!

E lá vamos nós pra mais uma atualização do que anda rolando na minha vida... afinal de contas, esse é de certa forma um diário, e eu amo saber que voltarei aqui no futuro pra reler o que tava acontecendo na minha vida durante uma pandemia mundial.

Estou dando aula online há um tempo já - na verdade, só fiquei desempregada por duas semanas, então tô bem contente. Não amo as aulas online, sinto falta da energia e possibilidades da sala de aula, mas diante do que é possível, tô contente com o trabalho que tenho desenvolvido. Muitos alunos estão em situações bem precárias, mas felizmente a escola onde trabalho tem dado um bom suporte, e eu pelo menos continuo preparando minhas aulas e tentado entregar algo bacana pra essas pessoas que pagaram muito caro pra estar estudando inglês aqui.

Tivemos uma reunião há um tempo atrás onde o dono da escola garantiu que tudo ficará bem, e que assim que as restrições forem amenizadas, aos poucos o pessoal do administrativo poderá voltar ao escritório. Com sorte, poderemos voltar à sala de aula em setembro, mas a verdade é que ninguém sabe como será aula com distanciamento social, e se a escola vai mesmo aguentar até lá. Veremos.

Sobre aprender irlandês (gaélico)

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Já faz um tempo que eu tava a fim de começar a aprender uma língua nova. Amo adquirir conhecimento, e pra mim é um prazer imenso aprender palavras novas, sons novos, estruturas novas. Acho que aprender uma língua é muito mais do que só aprender palavras na verdade, e me abre a cabeça de forma inigualável a qualquer outra coisa.

Tem gente que, pra manter a saúde mental, gosta de ler, de fazer exercício físico, de cozinhar. O meu negócio é aprender.

E aí que tendo estudado espanhol por uns 2 anos num passado longínquo e estar aprendendo italiano há uns 10, eu senti a vontade de começar algo novo, uma língua que me trouxesse desafios, que me tirasse da zona de conforto. Na verdade, necessidade de aprender uma língua nova ou uma língua assim, não tenho. Mas é isso, eu queria mesmo testar meus limites.

Fonte

Dirigindo na Irlanda #4

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A última vez que falei sobre dirigir na Irlanda foi agosto de 2018, e na ocasião, eu mencionei que fazia mais de um ano que eu não falava sobre o assunto. Well, well, well... parece que eu sou meio lerdinha em relação a isso, mas ok.

Na época eu estava fazendo aulas práticas e dirigindo aos fins de semana. Fiz também uns simulados, ou seja, paguei aulas com um professor pra me preparar melhor pra prova que aconteceu em novembro de 2018. Eu não passei na prova, mas fui muito melhor do que eu imaginava! É até engraçado pensar nisso, porque eu geralmente fico muito nervosa em situações de prova, apresentações importantes, muito mesmo. Fico tremendo, bochecha bem rosada, sangue quente nas veias. Mas por algum motivo inexplicável, eu fiquei muito tranquila na minha prova!

Você chega no centro de provas - na época, fiz em Finglas, e aguarda na sala de espera. Quando dá o horário que tava marcado pra você, te chamam. Você vai pra um escritório aberto com várias mesas, e a pessoa que vai te avaliar senta com você, confere seus documentos e faz umas perguntas teóricas, além de mostrar algumas placas que você tem explicar o que são. Aí você sai do local e vai em direção ao carro. Ele te pede pra abrir o capô, explicar onde fica o óleo, água, etc.

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