Em Dublin, nada dura

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Eu nasci e cresci no mesmo bairro em São Paulo e por conta disso, pude observar as lojas, bancos, negócios no bairro ao longo dos 25 anos em que passei por lá. E pouca coisa mudou. A farmácia na minha rua ainda está lá, a padaria famosa na esquina, o mercadinho. Um ou outro estabelecimento mudou, foi reformado, mudou de dono, mas as coisas meio que não mudaram, estão lá há anos e anos.

Aí eu vim pra Dublin, onde em quase 5 anos já tive 5 endereços. Então pude estar em vários lados diferentes da cidade, fora que aqui tudo se faz no centro, ao contrário do que eu fazia em SP. Então eu conheço o bairro, mas também conheço bem o centro.

Quando você chega numa cidade nova, ainda mais num país novo, você fica bobo com tudo. Observa cada detalhe, cada esquina, cada lojinha, cada estabelecimento. E começa a se familiarizar com alguns. Usa outros como ponto de referência. E o mapinha vai se colorindo na sua cabeça, como se  cada lugar novo que você registre na cabeça mude do preto & branco desconhecido.

E em Dublin é fácil usar certos pontos de referência como o Spire, o prédio da Heineken, a estátua da Molly Malone.... opa, mas a estátua mudou de endereço! E o Bewleys na South William St? Mudou também. E aquele café delícia na Chatham Street chamado Nosh? Não existe mais.


Suíça #3 - Zurique

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Na segunda de manhã tomamos café com a Gabi e ela nos deixou na estação de trem. Nos despedimos rapidamente - o trem já se aproximava da estação! - e em poucos minutos desembarcávamos na estação principal de Berna. Subimos no outro trem pra Zurique e em mais ou menos uma hora chegamos.

Zurique é a maior cidade da Suíça - em termos de tamanho e população. Além disso, sua estação de trem e aeroporto são os mais usados no país e você logo percebe o tamanho da cidade quando chega lá. A estação é enooooooooorrrme. Demoramos uma meia hora pra achar um mapa e depois achar os lockers pra guardarmos nossas malas.

Seguimos a recomendação da Gabi e fomos andando pelo rio de encontro à parte antiga da cidade. Como era horário de almoço os restaurantes estavam cheios,  mas encontramos um relativamente tranquilo pra comer. Como estávamos num país "germânico", não podia de deixar de comer o meu wienerschnitzel. Ô prato gostoso!

zurique, suica, outono


Suíça #2 - Berna, linda é pouco

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Desembarcamos em Basel ainda de manhã e já achei o maior barato ver placas indicando França, Suíça ou Alemanha. A cidade tá ali na fronteira, então é possível seguir pra três países diferentes chegando em Basel. Passamos pela imigração (o agente falou umas palavrinhas em português!) e compramos o ticket do ônibus pra estação central de trem - e deve ter demorado 15 minutos no máximo, muito rápido!

Na estação procuramos a plataforma do trem que ia pra Berna e como não tínhamos muito tempo, só compramos uma bebida e um croissant na estação e seguimos viagem. O trajeto dura mais ou menos 1 hora e obviamente é lindo - no caminho você já vai vendo as belezas das montanhas, o verde da grama, as vaquinhas... tudo muito muito suíço.

Ao chegar em Berna a Gabi tava nos esperando na estação. De lá pegamos um outro trem rapidinho pra casa dela pra deixar as malas e fomos pro centro de Berna usando um meio de transporte que me agrada muito: bicicletas! A Gabi e o Matthew tem bikes para visitas (que ideia genial!) e após regularmos as alturas dos bancos (afinal de contas, eu com o meu 1.55cm não consigo pedalar qualquer bicicleta não, rs), fomos pelas estradinhas mais lindas.

Suíça #1 - Chegamos. E amamos!

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Em fevereiro de 2016 eu escrevi um post falando sobre lugares que eu ainda queria conhecer na Europa. No post eu dizia:

"Dos países do lado oeste europeu, eu já visitei todos, menos a Suíça (e os micro-Estados). A terra do chocolate, queijo e relógios parece ser maravilhosa e há vôos saindo de Dublin, mas o problema é que... bem, a Suíça não é exatamente conhecida por ser barata, né? Os vôos são até razoáveis (e só acontecem 3x por semana), mas infelizmente, acomodação e locomoção pela Suíça envolvem grana, o que não está rolando por aqui por enquanto. Não tenho vontade de esquiar, mas se pudesse passar uns dias na região de Basel, por exemplo, já estaria ótimo!"

E a vida, essa vidaloka, sempre nos pregando surpresas, não é mesmo? Chegou o fim de 2017 e não só tive a oportunidade de ir pra Suíça como também de conhecer uma amiga virtual muito querida, a Gabi. Mas vamos contar essa história direito, começando pelo fato de que eu, na cara dura, pedi acomodação pra Gabi. Tipo, queria muito visitar a Suíça no outono ou inverno e apesar das passagens não serem caras, acomodação é. E como a Gabi já tava morando na Suíça há um tempo, perguntei se podíamos ficar lá. Ela foi uma fofa, disse que não havia problema nenhum e quando foi no começo do ano, compramos as passagens.

Rotina de cuidados com a pele | Noite

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Dando sequência ao post anterior, aqui vou contar um pouco da minha rotina de skincare noturna. Não é mega básica, mas também não é super incrementada (eu pelo menos não acho!). No último mês mudei muita coisa devido à uma visita à dermatologista - e também com leituras e descobertas novas.

O princípio da rotina da manhã - de lavar, tonificar, tratar e hidratar - é praticamente o mesmo. A diferença é que à noite rola a limpeza dupla (o famoso double cleanse) e nada de protetor solar! Pra mim esse estilo se adapta super bem porque tenho o hábito de tomar banho à noite de qualquer jeito, então é mais fácil e gostoso ter esse momento de "cuidado diário" quando me sinto limpinha, relaxada e tal.

Os passos da noite podem ser resumidos em:

1) Retirar maquiagem/protetor solar
2) Limpeza "grossa"
3) Limpeza no banho
4) Tonificar
5) Séruns e tratamentos
6) Hidratar

Rotina de cuidados com a pele | Manhã

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Em fevereiro desse ano eu fiz um post contando sobre alguns dos meus cuidados com a pele e tal. E muita coisa continua igual. Mas tipo, esse é o meu assunto preferido do momento. Sério. Não tem outra coisa. No meu tempo livre eu pesquiso sobre isso, leio sobre isso, vejo vídeos sobre isso. Afff, é até meio ridículo. Não sei se é porque inconscientemente tô pensando "vou fazer 30, preciso me cuidar", mas a verdade é que se por um lado sou super preguiçosa com outros cuidados pessoais - tipo comer melhor e ir pra academia, RISOS - por outro, tenho sido cuidosa com minha cara que mostro ao mundo todo dia.

Umas semanas atrás compartilhei no stories do instagram uns produtos que tenho usado e muita gente (mentira, umas três pessoas, rs) vieram me pedir pra fazer um post sobre o assunto, já que o stories somem depois de 24 horas!

Daquele post que fiz no começo do ano pra cá, algumas coisas mudaram. Primeiro porque eu descobri novas marcas e produtos. Segundo que a gente vai revezando, testando, vendo o que encaixa melhor na nossa pele e rotina. Além disso, fui à dermatologista recentemente e apesar do motivo pelo qual eu ter ido lá não tenha sido especificamente minha pele do rosto, tirei algumas dúvidas, fiz perguntas e mudei o meu skincare.

Fonte

5 anos de blog!

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Aniversário do blog na área! Dá pra acreditar que já são cinco anos desde que fiz aquele primeiro post raivoso?

Pois é. Cinco anos compartilhando histórias, fazendo amizades e criando um livro virtual das minhas memórias, viagens, interesses, da minha vida no geral. Quando comecei esse blog em 2012, não poderia jamais imaginar em como estaria a minha vida em outubro de 2017. Mas a vida dá voltas, muda, deixa a gente sem norte, mas no fim das contas, tudo se ajeita.

Se naquela época eu estava estressada e cansada de trabalhar como professora - afinal de contas, tava trabalhando das 8h às 22h pra juntar dinheiro pra vir pra Irlanda, hoje não posso dizer o mesmo. Trabalho bem menos, mas continuo trabalhando como professora - dessa vez, na minha querida Dublin. Ser estrangeira nessa profissão aqui é um desafio constante, mas sei que tenho feito um bom trabalho. Mas isso é assunto pra outro post.


Dirigindo na Irlanda #2

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Eu tinha planos de começar minhas aulas de direção no verão deste ano. Já tinha estudado e passado na prova teórica em 2016 e mal podia esperar pra colocar minhas habilidades motorísticas em ação. Mas, não deu. Fui chamada pra trabalhar na coordenação da escola e não tive tempo e muito menos cabeça de começar as aulas práticas. Fui adiando, adiando, e quando chegou setembro, bati o pé e comecei a procurar uma escola.

Algumas amigas tinham me indicado instrutores e até entrei em contato com um, mas ele não cobria minha região pois morava do outro lado da cidade. Aí eu apelei pro grupo das meninas que moram em Dublin lá no Facebook e anotei o nome de um cara que todo mundo elogiava. Entrei em contato e marquei uma primeira aula pra ver como era. Se gostasse, fecharia o pacote com ele.

E gostei demais! Ele é um senhorzinho super paciente, me ajuda bastante e é tranquilão. Na primeira aula ele me levou ao Phoenix Park e lá sentei no banco do motorista. Falamos sobre coisas básicas como espelho, retrovisor, como ajeitar o assento do banco, etc. Depois, falamos sobre embreagem, acelerador... e o famigerado biting point, que é quando você sobe o pé na embreagem e acelera ao mesmo tempo, fazendo com o que o carro dê uma tremidinha, indicando que tá pronto pra sair.


Fascinantes!

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Eu fui em vários casamentos nos últimos anos - tanto aqui na Irlanda como no Brasil. E apesar de ter até escrito um post uns anos atrás sobre casamentos irlandeses, me deu vontade de falar de um aspecto super interessante e diferente dessa festa por aqui: os fascinators.

Fascinator é um ornamento usado por mulheres na cabeça, que pode ser preso por um clipe ou uma tiara. Ele é extremamente comum em eventos como casamentos ou corridas de cavalos (tipo as Galway Races aqui na Irlanda) e há vários estilos, mas os principais são o fascinator e o hatinator, que é mistura de fascinator com chapéuzinho.

Geralmente eles vem com plumas, flores ou outros acessórios como pérolas, enfeites e tal.

Obviamente que durante toda a história as mulheres usavam ornamentos de diferentes estilos, tipos e pesos em suas cabeças, e no século 17 o termo fascinator surgiu para descrever um véu de seda que cobria o rosto da usuária. Isso acabou se desenvolvendo e no século 18 virou aqueles mega enfeites que a mulherada da corte francesa usava, sabe aqueles beeem pomposos? Eles tinham uma estrutura de metal pra poder segurar o peso das plumas e coisas que iam em cima.

Fonte

Furacão na Irlanda

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Nunca achei que fosse viver pra passar por um furacão. E apesar de sempre ventar muito - principalmente no inverno - aqui na Irlanda, eram ventos fortes, tempestades, não um furacão.

Durante a semana os veículos de comunicação já vinham avisando da possibilidade do furacão Ophelia atingir a Irlanda, e no domingo a notícia se confirmou. Começou um ba-fa-fá na internet sobre o que aconteceria de fato no país na segunda-feira e umas 9 da noite recebi um email e mensagem de texto da minha chefe avisando que a escola estaria fechada na segunda, seguindo recomendação do Department of Education do país.

Não sei se foi preocupação, mas acordei umas 5 da manhã e demorei muito pra pegar no sono novamente, mas não ouvia ventos nem chuva lá fora.

A previsão era de que o furacão chegaria em Dublin umas 13h e dito e feito: os ventos começaram a ficar mais fortes e assustadores, mas nada muito diferente do que temos no mês de janeiro - sempre tem uma ou outra semana no começo do ano que é assim, não consigo pedalar, é perigoso, etc.

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