Como organizamos nossa viagem pro sudeste asiático

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Quando decidimos fazer essa grande viagem pela Ásia, sabíamos que precisaríamos de muito tempo pra planejar tudo com muita calma e cuidado. Apesar de termos tido a ideia de passar 6 semanas inteiras perambulando pelo continente, tínhamos plena consciência de tentar aproveitar tudo o máximo possível, já que não saberíamos (e nem sabemos!) a próxima vez que vamos pra lá.

Então tudo exigiu muito preparo, pesquisa, leitura de guias e blogs, mais pesquisa e claro, juntar dinheiro! Pelas nossas pesquisas iniciais, vimos que teríamos um gasto de mais ou menos 50 dólares pros dois por dia - nos países mais baratos, claro. Esse valor incluiria acomodação simples, então por cima, 6 semanas de viagem, que daria no total 42 dias, custaria em torno de 2 mil euros pros dois. Aí colocando as passagens e vôos internos, arrendondamos isso pra uns 4 mil - 2 mil euros pra cada.

Pode parecer uma puta grana, mas 2 mil euros pra uma viagem de 42 dias passando por 8 países pra mim é um preço muito, muito bom. Então o negócio foi começar a juntar dinheiro com esse fim em mente e ajustei minha contribuição pra minha poupança e comecei a juntar uns 200 euros por mês só pensando nessa viagem.

Links Legais #12

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Essa categoria do blog ainda não morreu! Continuo salvando links legais e quando lembro, junto tudo aqui e compartilho. Nessa era de informações rápidas e redes sociais e tal, acho bacana tentar dividir as coisas interessantes e bacanas que encontramos por aí, não é verdade? Sempre acho coisas legais nesse tipo de post em outros blogs!

Como sempre, por categorias:

Língua


Humanos já falavam há 1,9 milhão de anos -  Biologia ou cultura? Esse artigo fala sobre um linguista que desafia as ideias do famosíssimo (pelo menos na área!) Chomsky de que nós não nascemos com a capacidade de falar, com tudo instalado no cérebro. Interessante demais!

Sudeste asiático: onde? como? por quê?

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Tudo começou láááá em fevereiro/março de 2017. Eu e R. tínhamos muita vontade de fazer uma viagem grande antes de pensar em casar, comprar uma casa ou fazer qualquer outra coisa assim, grande na vida de um casal. E meu sonho sempre foi conhecer a Austrália, R. também adoraria conhecer e começamos a brincar com a possibilidade de juntar dinheiro por um ano e ir em março de 2018.

Começamos nossas pesquisas e ficamos com alguns roteiros em mente: ir pra Sydney, voar pra Melbourne, fazer isso e aquilo... quantos dias dá? quanto vamos gastar? onde nos hospedaremos? Quanto mais líamos sobre o lugar, mais ficávamos com a sensação de que essa seria uma viagem extremamente cara e que em um ano não conseguiríamos juntar dinheiro pra ir.

A ideia ficou meio adormecida até um dia pensarmos em, ao invés de Austrália, viajar pra Ásia. Na verdade, quando fomos pra Bósnia ficamos super fascinados com ver uma cultura tão diferente da europeia - afinal de contas, a cidade que visitamos lá, Mostar, é super européia e muçulmana ao mesmo tempo. Além disso, eu sigo muitos instagrams de viagem e sempre tem gente viajando pelo mundo todo e por algum motivo, sugeri ao R. de irmos pra Ásia e ficamos muito apaixonados com a ideia dos templos em Myanmar, praias na Tailândia, caos do Vietnã... e aí que resolvemos deixar a Austrália pra lá. Ela continuará lá e um dia ainda vamos conhecer, mas quem sabe quando a situação financeira estiver melhor?

A Ásia seria uma viagem interessante por vários motivos:

Fonte

Um bate-e-volta em Londres

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No ano passado, uma amiga que trabalhou comigo na Cultura Inglesa em 2011 e 2012 veio pra Europa a passeio. O roteiro dela incluía várias parte do Reino Unido - inclusive Belfast, na Irlanda do Norte, mas por questões de tempo, ela não poderia vir à Dublin. Tentamos combinar de nos encontrarmos em Belfast, mas justamente no dia em que ela estaria lá, eu não poderia ir. Infelizmente não nos vimos, e como ela mora em Brasília, não rolou de nos vermos no Brasil quando fui pra lá ano passado.

Pois bem. Aí lá pro fim de 2017, ela me manda uma mensagem dizendo que havia ganhado um prêmio da escola: uma viagem para a Inglaterra em janeiro de 2018! Seria uma oportunidade de nos vermos! Além disso, uma outra amiga que também trabalhou com a gente na Cultura ganhou esse mesmo prêmio e iria pra Londres por duas semanas.

Na loucura, comprei uma passagem pra passar um dia em Londres com elas. Loucura porque o meu vôo foi daqueles saindo 6 e pouco da manhã (ou seja, tem que estar no aeroporto muito cedo!) e voltando à noite, 19h40. Optei por não voltar ainda mais tarde porque não queria chegar em casa de madrugada, o R. não estaria aqui, eu teria que pegar táxi, enfim, preferi assim.

O melhor da Irlanda

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Pra quem já acompanha o blog há um tempo sabe que eu tinha um projeto de conhecer todos os condados da Irlanda - projeto esse que foi concluído há um ano atrás, quatro anos depois de ter pisado nessa ilha pela primeira vez.

Alguns desses passeios foram paradinhas rápidas, visitas curtas; outros foram frutos de road trips, caminhadas em parques, andanças por cidadezinhas a perder de vista. E claro, meus olhos viram muitas coisas lindas, minha câmera registrou momentos incríveis e na minha memória ficarão guardadas para sempre as imagens e lembranças de tudo que a Irlanda me proporcionou.

Mas, como eu sou chegada numa lista, apesar de já ter uma lista de lugares por onde passei no menu aqui em cima chamado Viagens pelo Mundo, resolvi colocar num post o melhor de cada condado. Assim fica mais fácil pra futuras referências!

Vou dividir o post por regiões da Irlanda, começando pela província de Connacht.


Walking tour em Vilnius

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Sempre que viajamos, tentamos fazer um walking tour. Essa dica eu aprendi com minha amiga Bia logo que vim pra Irlanda e nunca mais larguei. É uma ótima forma de ver os pontos principais da cidade, aprender mais sobre sua história e curiosidades por um preço bem acessível. E em Vilnius, não seria diferente. Vi a dica da empresa que fazia o tour no blog dela e anotamos pra participar no domingo, já que no sábado chegamos tarde e não daria tempo.

E que tour bacana! O guia era um lituano que havia passado os últimos 10 anos morando em Dublin e resolvido voltar à sua terra. Eles começou a fazer tour há pouco tempo para complementar a renda, já que como mencionei no post anterior, desde que a Lituânia entrou pra União Européia e adotou o euro o custo de vida subiu muito e ficou difícil pra todo mundo.

Começamos no prédio da prefeitura, onde o guia contou uma história engraçada e triste ao mesmo tempo. Em 2002 o então presidente do EUA, George W. Bush, visitou o país e demonstrou um intenso suporte à Lituânia. Suas palavras causaram um impacto tão grande que fizeram até uma placa lindona e colocaram lá na prefeitura. Masss, alguns meses depois descobriram que o Bush usou o mesmo discurso em vários países europeus que ele visitou depois, ou seja... eles não eram assim tão especiais, rs.

Caminhada debaixo de neve e KGB em Riga

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Acordamos cedo pro café (que aliás, foi maravilhoso!) e seguimos pra a St. Peter's Church, de onde saía o walking tour da cidade velha. Essa dica também peguei com minha amiga Bia e foi excelente, pois pudemos explorar vários cantinhos e ruas legais com o plus de ter informações interessantes contadas por um local!

Riga sempre foi de uma localização extremamente importante porque o rio Daugava, que tem sua nascente na Rússia e passa bela Bielo-Rússia e Letônia desemboca no golfo de Riga, que por sua vez tá na cara do mar báltico. Então como você pode imaginar, ter o domínio e acesso à essa região é bom para os negócios. Tanto é que se você leu meu post sobre o Museu da Ocupação da Letônia, consegue ter uma ideia das ocupações todas que aconteceram no local.

A população da cidade é de aproximadamente 640 mil pessoas, tornando Riga a maior cidade dos países bálticos - embora, segundo o wikipédia, sua população esteja em declínio por conta de emigração e baixa taxa de natalidade. A previsão é de que essa taxa caia em 50% até 2050 (!). Como também comentei no post anterior, 60% do país é letão, 25% russo e até também entram outras nacionalidades em escala menor, como ucranianos, poloneses e lituanos morando por lá.

Riga, um paraíso pra gosta de história e arquitetura!

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Chegamos em Riga no começo da tarde vindos de ônibus direto de Vilnius. A primeira impressão foi "estamos mesmo no leste europeu!". Brincadeiras à parte - as pessoas tem essa ideia de país pobre, abandonado e barato quando se pensa em leste europeu, mas de fato, a região do terminal de ônibus não contribuiu pra termos outra primeira impressão.

No entanto, assim que pegamos o táxi (pelo aplicativo Taxify) para o hotel, as coisas mudaram. Nos hospedamos no Rixwell Hotel Konventa Seta e pagamos 27 euros pela noite, incluindo um café da manhã excelente (pães, ovos, comidas quentes, frutas, bolos, iogurtes, etc.). O quarto em si não era tão confortável quanto o do hotel que ficamos em Vilnius, mas ainda assim, valeu muito a pena. Estávamos na cara do gol: a localização era perfeita, bem na entradinha da cidade antiga, perto de várias atrações e tal.

Quando chegamos tava bem frio e começando a nevar, o que me deixou de bom humor (mais do que eu já tava) pelos próximos dias. Tava lindo! A arquitetura art noveau das casinhas coloridas ganhou um destaque ainda maior com a neve branquinha caindo do céu e se acumulando no chão. Sim, Riga é a capital com maior concentração desse tipo de arquitetura no mundo todo!

Vilnius, capital da Lituânia

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Chegamos em Vilnius num ensolarado sábado à tarde. A temperatura estava em torno de 3 graus, não me lembro ao certo. Só sei que foi uma surpresa ao sair do pequeno aeroporto e dar de cara com um monte de neve! Eu estava acompanhadno a temperatura semanas antes de embarcarmos e fiquei surpresa ao ver que a sensação térmica tinha chegado a -18º. No entanto, uns dias antes de irmos propriamente dito, as temperaturas subiram, então não levamos bota de neve nem nada disso, mas bem que poderíamos, viu? Porque a verdade é que na segunda-feira o frio bateu forte, fez sensação de -12º (e o R. quase congelou, enquanto eu felizona da vida).

Usamos o Uber para chegar até o hotel, que foi o City Hotels Rudninkai. Pagamos 80 euros por duas noites, o que é um preço excelente pelo que o hotel oferece e sua localização: a pouquíssimos minutos da praça da prefeitura, centrinho histórico, estação de ônibus... e a apenas 15 minutos de carro do aeroporto. O hotel era super confortável, espaçoso e confortável, não temos mesmo do que reclamar!

Como já era meio da tarde e não queríamos perder as últimas horas de luz do dia, saímos pra explorar o centro histórico sentido Museu Nacional da Lituânia, que fecharia às 18h. No caminho compramos um lanche pra ir comendo mesmo e chegamos no museu um pouco depois das 16h.

vilnius, lituania, no inverno

Lituânia e Letônia, meus primeiros países bálticos!

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A ideia de conhecer os países bálticos nunca teve prioridade na minha lista de viagens. Aliás, eu nem tenho uma lista de viagens propriamente dita. A verdade é que eu tinha poucas ambições nesse sentido na vida, de verdade. Nunca pensei que fosse conhecer os lugares que já conheci, e honestamente, se tivesse conhecido a Austrália, meu sonho de criança, já estaria bom pra mim.

Mas aí veio a ideia de fazer um intercâmbio, e nos meus primeiros anos aqui eu quis viajar muito, aproveitar a oportunidade de viajar enquanto morava na Europa. Mas o tempo foi passando, eu fui ficando, deixei de ser estudante, e a vontade de viajar nunca passou - pelo contrário! A cada lugar que eu conhecia, mais outros apareciam no meu radar.

E depois de ter ido à tantos lugares clássicos na Europa - Itália, Inglaterra, França, Alemanha, etc - começamos a explorar outras partes do velho continente. E numa dessas veio a ideia de ir pra Bucareste, na Romênia. No entanto, por um problema da Ryanair (situação que descrevi em detalhes aqui nesse post), ganhamos um voucher pra comprar passagens no site deles.

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