Sicília: pequenos vilarejos, praia e Agrigento

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Após um dia intenso, romântico e com uma surpresa inesperada no final, saímos de Ragusa com um aperto no coração e seguimos pra Agrigento. Essa seria nossa penúltima parada antes de seguirmos ao destino final: Ciminna, a cidade da vó do R. e onde aconteceria o encontro de família.

Tudo lindo, e faltou eu comentar três coisas importantes que foram acontecendo ao longo dessa viagem pela Sicília: 1) os sicilianos dirigem como loucos, e em muitos momentos vimos caminhões ultrapassando caminhões em manobras perigosíssimas - deu medo e não foi pouco; 2) consegui falar muito italiano por lá! Eu havia feito o meu exame na mesma semana e tava na vibe, e cara, além de conseguir entender praticamente 100% do que ouvia, pude falar, perguntar, pedir coisa em restaurante e me comunicar com locais, mas isso eu conto mais pra frente. Por fim, 3) as pessoas. A Sicília tem pessoas maravilhosas, e nunca me senti tão bem recebida na Itália, não tem comparação!

A viagem entre Ragusa e Agrigento levou umas 2 horas, e chegando lá, estacionamos o carro numa rua principal e fomos andando até a acomodação, que era um hotel mas parecia mais um B&B. Consegui ligar pro dono nos encontrar e entregar a chave, e nessa caminhada entre o carro e o local já senti que Agrigento seria muito mais cansativa por causa das ladeiras. Muita ladeira, escadaria... e aquele bafo de calor em pleno verão. Mas deu tudo certo, fizemos o check-in e já saímos pra explorar as ruelas e fiquei encantada... que lugar lindo!


Diário do Casamento #2

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Hoje eu vim falar sobre vestido de noiva.  E cara, esse é um assunto meio polêmico pra mim. Mas pega na mão e simbora pro post que explico tudinho!

Como eu já devo ter comentado em algum desses mais de 900 posts desse humilde blog, eu nunca tive esse sonho de casar de branco, na igreja, princesa e tal. Tive a minha fase rebelde sem causa de ser totalmente contra a "instituição casamento", mas depois que você vira adulta, conhece alguém legal e confirma que esse modelo de relação heteronormativa funciona pra você, aí é outra história.

Ao longo dos anos, principalmente desses quase 7 anos com o R., eu vi minha vida se transformar. A gente forma um time incrível, e nos damos muito bem dividindo nossas vidas um com o outro. Então a coisa de morar junto, se casar, foi se normalizando demais na minha cabecinha rebelde.



Ragusa e o pedido de casamento

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A primeira vez que ouvi falar em Ragusa foi quando o R. me contou sobre sua primeira grande viagem internacional, sua visita para a Sicília aos 18 anos. Ele ficou encantado com a ilha, com as cidadezinhas, com o estilo de vida, e me contava com brilho nos olhos como Ragusa havia sido uma de suas paradas preferidas, a vista maravilhosa, etc.

Quando montamos nosso mini roteiro pela Sicília, fiquei muito na dúvida se queria conhecer Siracusa ou Ragusa, porque os dois não ia rolar. Como eram só 2 dias praticamente antes de termos que nos dedicar ao evento da família que rolaria por lá, a escolha tinha que ser certeira. No entanto, pelo fato do R. ter essa conexão com a Sicília eu já imaginei que um dia poderíamos voltar e ver outros lugares, e de fato quero muito fazer isso!

Mas voltando à Ragusa: essa é uma cidade de pouco mais de 70 mil habitantes que fica numa colina entre dois vales no sul da Sicília. Assim como muitas outras cidades na Europa, ela pode ser dividida entre cidade alta e cidade baixa - a alta sendo menos turística e mais moderna, e a baixa, mais barroca, charmosa, etc.



Sicília: quando, como e porquê

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A Sicília entrou na minha vida muito recentemente, porque apesar de estudar italiano há anos, eu nunca dei muita bola pra essa ilha ao sul do país. Mas aí um dia eu conheci o R., e ele me contou que sua vó paterna era siciliana. Desde então, ele sempre diz que gostaria de me levar lá pra conhecer de onde veio sua vó, pra provar a comida... a Sicília foi a primeira grande viagem internacional que ele fez quando tinha 18 anos, e como ele tem muitas boas memórias desse evento, natural que ele quisesse que eu vivenciasse coisas parecidas.

A vó do R. mora em Galway, e mesmo tendo 83 anos de idade, vai visitar seus primos e primas, sobrinhas e sobrinhos e outros familiares todo ano. E no ano passado ela encasquetou que queria trazer toda a família irlandesa pra fazer um grande evento por lá!

Muitos tios, tias e primos e primas do R. já tinham ido pra Sicília, mas nunca rolou de irem todos os filhos da senhora dona vó do R. juntos, então essa seria uma oportunidade incrível de ir pra Sicília. Como o plano era ir no verão de 2019, tive que pedir uns dias de folga com muita antecedência, porque teoricamente nem pegar folga no verão eu posso, mas deu tudo certo! R. e eu decidimos fazer uma mini-viagem de férias junto desse encontrão familiar siciliano-irlandês. Além disso, eu não sabia, mas R. se planejou pra me pedir em casamento lá, então isso fez a viagem se tornar ainda mais especial!



Show dos Backstreet Boys em Birmingham

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Esse post demorou, mas está saindo! Eu fui no show dos Backstreet Boys em junho, na companhia do meu amigo Rick. Por sorte e alinhamento das estrelas, conseguimos comprar ingressos pra ver as Spice Girls no mesmo fim de semana de quando os BSB estariam no Reino Unido - então as datas dos shows deram certo e numa viagem só conseguimos ir aos dois espetáculos.

A minha história com os Backstreet Boys é meio estranha: no comecinho, lá pra 1997, 1998 (eu tinha uns 10 anos) eu amava dizer que odiava os BSB. A verdade é que eu sempre fui a do contra, de querer ir contra a maré (mesmo às vezes morrendo de vontade de deixar a maré me levar mesmo), então enquanto as meninas da minha escola estavam se apaixonando pelas boy bands, eu adorava encher a boca pra dizer que eles eram fabricados, que não tocavam instrumentos, etc.

Porém, os encantos dos cinco rapazes charmosos não levaram muito tempo pra pegar a pequena Barbarella de jeito - e mais ou menos um ano depois eu já estava passando os fins de semana entrando na internet (yeap, this was a thing) procurando informações sobre eles, traduzindo letras de músicas, gravando seus videoclipes na MTV e reassistindo tudo milhares de vezes.


O último trimestre

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Finalmente, senhoras e senhoras, ele chegou! O último semestre do ano!

Tchô falar: esse 2019 tá passando mooooittooo rápido pra mim. E eu nem tô trabalhando tanto, nem tô estudando tanto, nem tô socializando tanto. O quê que aconteceu?

Só sei que pisquei e estamos aí, começando outubro, o penúltimo mês do ano. E o último trimestre sempre foi a minha parte favorita de qualquer ano, pelos seguintes motivos: aniversário, Natal e férias. Agora, morando no hemisfério norte, tem também o outono e inverno. E desde que o R. entrou na minha vida, tem o aniversário dele também. Ou seja, melhor época do ano!!!

Mas tá. Não é segredo pra ninguém que esse blog ficou meio parado em 2019, então eu só queria vir contar um pouco do que tem acontecido nos últimos meses e quais as expectativas pro fim do ano.

Vista da minha sala durante o mês de setembro...


Diário do casamento #1

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Rá! Você achou que eu não ia rebolar minha bunda falar sobre o casamento nesse humilde blog? Achou errado! Ué, mas a Bárbara, a feminista, a anti-casamento, a descoladinha, a que pensa que tem um blog sobre viagens e vida na Irlanda? Aham, ela mesma.

Que esse blog é um blog pessoal, disso nunca tive dúvida. E eu sinto muita vontade de falar sobre coisas pessoais - a verdade é que eu amo reler posts antigos, reviver momentos através dos meus relatos, me revoltar ou orgulhar de opiniões que eu tinha... é um exercício maravilhoso, que eu recomendo demais - seja num diário pessoal ou na internet mesmo.

Mas tá, tudo isso pra dizer que mais um capítulo importante na minha vida está se desenrolando, e eu simplesmente não poderia deixar passar: Barbarella e R. vão casar! E eu espero e desejo que esse seja o único casamento em minha vida. Logo, achei válido deixar registrado o que estou pensando dos preparativos, do processo, dos planos... vai ser muito legal ler tudo isso daqui a uns anos, décadas...

Fonte

And since I made it here I can make it anywhere [NY 3/3]

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Nos nossos terceiro e quarto dias em Nova York, eu já estava me sentindo melhor da febre e super animada de estar naquela cidade. Eu sei que já falei que parecia um sonho estar lá, mas é verdade. E repito: não sou paga-pau de americano, mas Nova York é um outro patamar, é um lugar tão icônico, tão multicultural, tão diverso, tão foda! Eu realmente não acreditava que estava lá.

Mas tá. Tomamos café e pegamos metrô, como todos os dias, pra uma região chamada DUMBO - down under the Brooklyn Bridge. Essa região foi revitalizada recentemente - ou deveríamos dizer HIPSTERIZADA e GENTRIFICADA? Meu, sabe aquelas lojinhas que vendem plantas, produtos veganos e café orgânico? Então, você só encontra isso por lá. Mas as ruas são uma graça, e a vista da ponte lá de baixo é tão bonita quanto o que tínhamos visto de cima, acaba sendo irresistível conhecer e fotografar.

Nesse dia fomos comer numa pizzaria na região que era super bem cotada e a pizza tava realmente deliciosa, uma das melhores refeições que fizemos por lá!

Start spreading the news... [NY 2/3]

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Nos dias em que estive em Nova York, não tive como não pensar em tantas músicas sobre a cidade. Ela tem um peso e uma influência na cultura pop, até difícil explicar, né? O fato é que pra quem gosta de cinema, música, arte, Nova York é mesmo indispensável. Espero ter a oportunidade de voltar outras vezes nessa vida!

Quando descarreguei as fotos da câmera e celular pro computador, levei um susto: eu tirei pouquíssimas fotos na cidade. Não sei se foi porque eu tava meio doente, ou porque realmente eu esteja tirando menos fotos, mas o fato é que foi até fácil selecionar as melhores como sempre faço pra imprimir depois - afinal, as opções de escolha eram bem mais limitadas!

Tentamos agrupar as atrações que queríamos visitar por região - assim, gastaríamos menos tempo no transporte público. Então ficou assim:

Dia 1 - Chegada, Brooklyn Bridge, caminhadinha pela região
Dia 2 - Top of the Rock, Central Park, Times Square
Dia 3 - DUMBO, ferry até a Estátua da Liberdade, Museu do 11 de Setembro, musical na Broadway
Dia 4 - High Line, prédio do Friends, algumas lojas que queríamos conhecer


Concrete jungle where dreams are made of [NY 1/3]

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Já fazia muito tempo que eu queria conhecer os Estados Unidos, principalmente Nova York. Podem dizer o que quiser, que é um país imperialista, extremamente capitalista, que as pessoas são X ou Y.... mas NY é uma cidade icônica, e grande parte do meu background cultural é americano, então uma hora ou outra eu tinha que pisar nessa cidade com meus próprios pés!

Uns anos atrás eu descobri que dava pra ir ao Brasil fazendo uma escala em NY, e não só isso, mas como dava pra literalmente desembarcar, ficar lá uns dias e depois seguir viagem, bem parecido com o que eu fiz quando vim pra Dublin saindo de São Paulo e parando em Istambul.

Na época, cheguei a fazer meu visto americano aqui em Dublin pra me preparar pra esse momento, mas o momento não veio: na época em que viajaríamos pro Brasil, fim do ano, as passagens estavam caríssimas. Não compensava fazer essa parada nos EUA, então deixamos pra lá.

Mas tudo tem a sua hora. Quando decidimos ir pro Brasil em abril de 2019, fomos procurar as passagens fazendo a escala nos Estados Unidos e bingo: encontramos! Pagamos o mesmo preço que teria sido fazer uma conexão em Londres ou Paris, como já fizemos antes, por exemplo.




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