Summer Principal verão 2.0

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Quando fui contratada pra trabalhar na escola onde trabalho atualmente, logo na entrevista já tinham comentado sobre a possibilidade deu trabalhar como coordenadora de uma das filiais de verão da escola. Topei, fiz o trabalho, mas não foi nada fácil e eu meio que tinha jurado pra mim mesma que não faria de novo - foi um período estressante, cansativo, frustrante, e eu não queria ter que passar por aquilo de novo.

Voltei pra sala de aula e ali fiquei belíssima. Na sala de aula é onde estou feliz, ajudando os alunos, interagindo, fazendo o que sei fazer de melhor.

Quando foi em fevereiro desse ano, a gerente do RH me chamou pra uma conversa e perguntou se eu tinha interesse em trabalhar como summer principal novamente, no mesmo lugar, por um período de oito semanas. Confesso que a princípio eu só queria correr e dizer "me deixem quietinha dando aula!", mas, pedi um tempo pra pensar e ponderar e teríamos uma nova conversa em poucos dias.





Nesse meio tempo, eu pensei muito no que queria pro meu currículo, pra minha carreira, e pra minha vida. E sempre soube que essa era novamente uma oportunidade maravilhosa, que agregaria demais... ainda mais se eu quisesse seguir nessa área mais administrativa em algum momento da minha vida. Era a decisão mais sensata a tomar - fora que esse ano, nós teríamos uma nova coordenadora geral (que tinha sido minha antiga chefe enquanto eu era professora lá na escola) e uma rede de suporte melhor do que tive no ano passado.

Então tentei negociar um salário melhor - já que eu não tava muito empolgada pra enfrentar esse trabalho novamente, que fosse pelo menos por uma grana melhor. Não sei se meu poder de negociação é péssimo ou se os donos da escola são mãos-de-vaca (sinto que um pouco dos dois), mas consegui um aumentinho bem inho e topei essa loucura.



No fim de junho comecei, e todas as lembranças daquela correria, do stress, da falta de professores, tudo invadiu a minha cabeça em questão de poucos dias. Mas, ao contrário do ano passado, eu tinha algo que me faltou no ano passado: experiência. A experiência de ter passado por isso antes fez toda a diferença. Logo eu estava me sentindo confiante, resolvendo situações on a daily basis e lidando com altos problemões que vão surgindo.

Esse trabalho de summer principal é extremamente dinâmico, todo dia tem uma coisa nova acontecendo, uma situação chata pra lidar, uma nova montanha de papelada pra organizar, seja fisicamente ou digitalmente. No entanto, acho que consegui levar muito melhor do que ano passado: fiquei além do meu horário poucos dias, não precisei fazer nada relacionado ao trabalho aos fins de semana e o mais importante: só chorei ao chegar em casa UMA ÚNICA VEZ (vitória pra chorona aqui).

As primeiras cinco semanas passaram voando: nessa de resolver problema, mudar aluno de sala, imprimir certificado, fazer timetable pra professor, conversar com a gerente do RH todo santo dia, o fim de junho e todo o mês de julho acabaram e quando entrou agosto, a dinâmica do trabalho mudou drasticamente. É que em agosto a maioria dos alunos vai embora e os números ficam pequenos. Tanto que na última semana eu acabei tendo que dar aula também, já que quase não tinha necessidade de ter uma pessoa no administrativo (e os diretores da escola não querem desperdiçar o fato de que eu sou professora, posso muito bem dar aula e não ser paga "a mais", ao invés de terem que pagar um professor pra dar as aulas, sabe? it's all about the money). Então no fim, em agosto consegui colocar tudo em ordem, comecei a empacotar as coisas do escritório para o fechamento de tudo, dei minhas aulas lá e fim.

Mais um verão trabalhando como coordenadora num really, really fast pace environment e sobrevivi. Mais linhas pro currículo, mais experiência lidando com gente de agência escrota (nem vou contar as situações porque não quero lembrar delas no futuro mesmo), e mais graninha na conta também, que ajudou a pagar umas coisinhas, compramos umas passagens, etc e tal.

Já tive uma reunião com minha academic director e a gerente do RH, que perguntou se eu teria interesse em desempenhar a mesma função no ano que vem. Assim, de cara, não tem muito como dizer não, então disse num tom de dúvida "I think so", mas quem sabe mesmo, só o tempo dirá. Me sinto bem sabendo que a escola gosta do meu trabalho e tá disposta a me escalar pra esse trabalho em 2019, mas ao mesmo tempo, honestamente não sei como estará a vida em 2019. Tenho alguns planos profissionais que não sei se vão se concretizar ainda no ano que vem (não depende só de mim), então vamos aguardar.

Enquanto isso, voltei a trabalhar como professora na escola e estou muito feliz em ter minhas turmas de volta - apesar de que os alunos são todos outros, já que meus antigos alunos ou terminaram o curso, ou subiram de nível. Mesmo assim, tem sido maravilhosa essa fase de conhecer os alunos, de preparar minhas aulas, de ter contato com os outros professores na escola. Viva a same old routine!


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