Retrospectiva do ano, e que ano!

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2013, que ano! Mal posso acreditar que já se foram 365 dias desde que escrevi a retrospectiva 2012 aqui

O ano teve altos e baixos, como todos os anos, mas muito mais altos. Foram tantas coisas novas, tantas descobertas e tantas boas experiências que vou ter que me esforçar muito pra 2014 conseguir ser melhor. 


Aproximadamente 24h em... Bratislava - parte II

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Ao fazer check-out do botel, nos informamos com a recepcionista qual seria o melhor ônibus pra chegar na estação de trem, já que precisaríamos deixar as mochilas lá. Ela não sabia mas rapidamente pesquisou e imprimiu o número dos ônibus e os horários também. A gente poderia pegá-lo próximo à ponte e assim fizemos. Embaixo da ponte tinha um mini-terminal onde compramos a passagem na maquininha e de acordo com o painel, o ônibus sairia da plataforma 5, mas cadê a plataforma 5? A gente não achava de jeito nenhum. Perguntamos pra uma mulher numa lojinha: "do you speak English?" (ela balançou a cabeça negativamente) "German?" (ela balançou a cabeça e aí sim olhou pra nós dizendo: "slovenski"). Entendemos a mensagem. Tentamos perguntar prum outro cara numa outra loja, que também não falava inglês, mas um cliente tentou ajudar com as poucas palavras que ele sabia e indicou o caminho: a plataforma 5 não ficava nesse mini-terminal e sim do outro lado da rua. Afff.

Lá fomos nós e em menos de 5 minutos o ônibus veio. Foram 3 paradas até a estação e de lá foi fácil achar o local onde guardar as malas - vale lembrar que até aqui ninguém sorriu pra nós, ninguém fez questão nenhuma de ser simpático.

Como a gente havia pego o ônibus numero 51 pra ir até a estação, acreditamos que pegar o 51 de volta nos levaria pro mesmo lugar onde pegamos o ônibus lá perto do hotel, sabe? Ledo engano. O ônibus fez o mesmo caminho até um certo ponto, onde virou a atravessou o rio. AI MEU DEUS. Bateu um desesperozinho, mas descemos no ponto final, em frente a um shopping centre e pegamos o mapa. Estávamos do outro lado do centro histórico, mas veja só, muito próximos de um dos lugares que queríamos visitar: a torre panorâmica UFO. No fim, o ônibus parecia que nos levaria pro lugar errado, mas o errado deu certo.


Aproximadamente 24h em... Bratislava - parte I

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Bratis... o quê? Onde fica isso? É na Europa?

Pois é, eu também não sabia direito. Bratislava é a capital da Eslováquia, que fazia parte da finada Tchecoslováquia (juntamente com a República Tcheca) e que ganhou independência pacífica em 1993. Vou ser sincera: nunca tive intenção nenhuma de conhecer Bratislava, nunca tinha ouvido falar de nada de Eslováquia, nada. Mas eu fui pra lá e vou contar a história:

Era uma vez um negócio chamado ICQ. Se você tem menos de 25 anos, talvez não se lembre ou não conheça. Ele veio antes do whatapp, antes do MSN messenger, antes de todas essas tralha aí. O ICQ era lindo e tocava um som engraçadinho quando a mensagem chegava.

Aí que eu sempre gostei da Austrália e de coalas. Vivia pesquisando coisas na internet e um belo dia, no auge dos meus 14 anos, procurei pessoas da Austrália no ICQ pra poder fazer amizade e praticar o inglês. Acabei conhecendo o Tom, que de australiano não tinha nada, mas isso a gente só descobriu depois de uns minutinhos teclando. Ele era da Áustria!

Depois de 9 meses você vê o resultado

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Eu tinha toda uma piadinha engraçada com a música do saudoso É o Tchan e os meus 9 meses de Irlanda, mas a Jamile falou primeiro. Além disso, uma recente notícia me abalou e quase esqueci que hoje celebrava mais um mês de Irlanda. Mas a vida continua, o blog me ajuda a desabafar, então eu vim escrever, nem que seja só um pouquinho.

Do meu oitavo mês pra cá, poucas coisas mudaram. Continuei na rotina do trabalho e entrei de férias semana passada, o frio se manteve (com a exceção de uma semana de muito calor em pleno dezembro), não visitei mais nada em Dublin. Em compensação, vi o show da nova turnê da Laura Pausini e conheci Roma e acabei de chegar de uma viagem pra Bratislava, na Eslováquia e Viena e Salzburgo, na Áustria - que foi maravilhosa! Comemorei meu primeiro aniversário longe de casa e comecei a contagem regressiva pra minha viagem de Ano Novo com a família.

No entanto, nem tudo foram flores. No último dia 18 recebi a notícia do falecimento de uma pessoa muito próxima, mas que por diversos percalços e desvios da vida, já não era tão mais próxima. Mas ele era meu pai, sempre foi e sempre vai ser. E foi ele que sempre me incentivou a falar inglês, a ler, a escrever (como ele gostava de escrever!). E isso não foi pouca herança não: grande parte do que sou e do que faço deve-se a isso. Foi e está sendo difícil lidar com essa perda tão longe da família, mas me conforta saber que não estou sozinha (R., não preciso nem falar, né?) e que logo minha mãe e irmão estarão aqui comigo.

No meu aniversário minha amiga enviou alguns vídeos com depoimentos de familiares e amigos desejando "parabéns". No depoimento do meu pai, ele diz que eu tava "saindo melhor que a encomenda" e que ele estava muito orgulhoso de mim. Isso me conforta também.

9 meses de Irlanda, muitas alegrias, algumas tristezas, mas a vida continua! Que venham os 10.

O inverno - parte I

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Oficialmente o inverno começou dia 1 de novembro, após o Halloween. Eu sei, não é a data que deveria começar, mas o calendário das estações aqui é diferente e o Rick explicou direitinho nesse post aqui.

Como vocês sabem, o verão aqui na Irlanda esse ano foi excepcional: temperaturas de 22, 24 graus por dias, semanas seguidas. Foram poucos dias de chuva e muito sol pra alegrar a vida desse povo que vive reclamando do miserable Irish weather. Eu passei calor e não via a hora disso acabar e o inverno chegar.

Chegou setembro, chegou outubro, nada do frio. Em novembro as temperaturas caíram bastante, mas mesmo assim, nada da chuva constante e do frio de doer os ossos que eu ouvia dizer. R. dizia "calma, ele tá vindo", mas já passamos da metade do mês de dezembro e semana passada mesmo teve dia de fazer 14 graus. 14 GRAUS E EU PASSEI CALOR.

Acho que esse ano tá sendo excepcional, de fato.

Vocabulário infantil, em inglês

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E venho aqui contar mais um episódio das menininhas que eu cuido aqui na Irlanda. Não é bem um episódio em específico, mas um apanhado do vocabulário especificamente infantil que elas usam.  Lembra, por exemplo, quando você era criança e falava "pepeta" ao invés de "chupeta"? Tipo isso.


O Vaticano e a saturação da arte

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Meu último dia em Roma foi dedicado a conhecer o menor país do mundo, tanto em população como em área: o Vaticano.

Eu não sou católica, mas ir à Roma e não visitar o Vaticano não dá, né? Ainda mais depois que o R. me disse que eu tinha que ir ver a riqueza e a arte do lugar. Sendo assim, saímos de casa umas 10 e pouco da manhã e pegamos o metrô.

Descendo na estação Otaviano você dá de cara com milhaaaares de guias tentando vender a visita guiada pro Vaticano. É que funciona assim: você pode simplesmente pagar 16 euros e visitar o Museu, a Capela Sistina e a Basília de São Pedro, mas em nenhum desses lugares há muita informação escrita, então sem visita guiada ou áudio-guia perde-se muito. R. já tinha feito a visita guiada e recomendou demais, disse que aprendeu muita coisa interessante, então tá: eu tava disposta a fazer a tal visita. Na minha cabecinha pobre de estudante, imaginei que a entrada fosse uns 10 e a visita + entrada uns 20. Coitada de mim. Um dos vendedores que nos ofereceu o tour deu o preço: 46 euros.

QUARENTA E SEIS EUROS? PUTA QUE PARIU!

Fui pra Roma por causa dela

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Eu não sou pessoa de show. Não gosto do vuco-vuco, da bagunça, de sair tarde do local e não ter como voltar pra casa usando transporte público, etc. Durante meus 26 (ou 27?) anos de vida, estive em pouquíssimos shows: Eliana, Titãs, Five, Madona, Agridoce, RPM, Kid abelha e Laura Pausini, claro.

Depois do perrengue que passei no show da Madona no Morumbi, prometi a mim mesma nunca mais ver show em estádio (mas nem se Michael Jackson estivesse vivo e viesse pra Dublin!). Sendo assim, só ia em show que fosse em local fechado e de preferência, com assentos. Pode chamar de fresca, mas só quem tem o meu tamanho sabe como é foda enxergar com gente na sua frente (porque qualquer um será mais alto). 

Tudo isso pra dizer que eu amo a Laura Pausini e já fui em 3 shows dela: 2009 , 2012 e 2013.

O segundo dia em Roma

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O segundo dia em Roma foi muito proveitoso, já que acordamos bem cedo pra dar tempo de ver tudo com calma, sem aquela correria louca que fizemos na viagem pra Paris. 

A primeira parada foi o Fórum Romanoprincipal centro comercial da Roma Imperial. Lá ocorriam cerimônias, eleições, discursos públicos, discussão de assuntos comerciais, etc, etc, etc, mas hoje são apenas ruínas e local de escavações. Como tudo em Roma, o Fórum é muito grande e impressionante! Eu imaginava umas ruínas no tamanho de uma praça, mas imagina, o negócio é gigante. Tem templos, igrejas, estátuas, muita coisa. Há algumas placas com informações mas acho que teria sido válido pegar um áudio-guia ou fazer uma visita guiada. De qualquer forma, valeu a pena ver toda aquela grandiosidade de perto. 



Roma e a fonte mais linda de todos os tempos

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Ontem eu falei das minhas primeiras horas em Roma e a visita ao Coliseu. Ele é realmente impressionante e muito bonito, mas Roma ainda tinha muito mais coisas tão impressionantes quanto o anfiteatro pra nos mostrar.

Atravessando a rua em frente ao Coliseu paramos pra ver mais algumas ruínas - uma antiga escola de gladiadores! A Ludus Magnus era localizada nesta área justamente pra tornar mais fácil a utilização dos gladiadores no Coliseu. Havia uma ligação entre estes dois edifícios - uma galeria subterrânea os interligava. Legal, né?



Roma - cheguei chegando!

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Acordamos antes das 4 da manhã pra poder pegar o vôo às 6:35. Como ainda era madrugada, compensou ir de carro e deixá-lo num estacionamento próximo ao aeroporto: você deixa o carro lá é um ônibus leva as pessoas pro aeroporto. Pelo que lembro, são uns 6 euros a diária, o que valeu a pena pra nós, que dividimos o valor. 

Check-in tranquilo, o vôo atrasou um pouco mas nem vi quando o avião decolou porque dormi logo e dormi o caminho todo. Acordei quando o comandante avisou que estávamos chegando em Roma e avistei o Coliseu de lá de cima. Surreal!

Ao chegar no aeroporto Ciampino tivemos que entrar num ônibus que nos levaria pro terminal correto. O bizarro é que esperamos uns 10 minutos pra todo mundo subir no ônibus pra ele andar praticante 10 segundos até o local. Sim, poderíamos todos ter andado, porque pegar o ônibus? Coisas de Itália.

Roma: o sonho

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Amanhã de manhãzinha eu tô embarcando pra Roma com o R.

E acho que não vou me acostumar com essa de "tô embarcando pro lugar X" porque olha... é emoção e felicidade demais! Primeiro que viajar é sempre bom e esse um dos motivos pelos quais vim aqui pra Irlanda, segundo porque o motivo dessa viagem é ver o show da minha cantora preferida e terceiro porque tudo isso vai acontecer na Itália! Itália, gente!



Eu adoro a Laura Pausini e fui nos dois últimos shows em São Paulo. Quando fiquei sabendo dessa turnê em comemoração aos 20 anos de carreira dela, enlouqueci. E enlouqueci mais ainda quando vi que o show cairia bem num domingo, dia em que eu poderia estar em Roma. Marquei a data que a venda começaria no celular e tentei comprar um bom lugar. Logo que comecei a trabalhar como childminder eu já sabia que teria que pedir a segunda-feira dia 9 off, afinal de contas, como voltar de um show que acaba lá pra meia-noite em Roma pra trabalhar às 9 da manhã em Dublin na segunda?

Perto do Polo Norte

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Como eu sei que você gostam quando eu falo das menininhas que eu cuido, resolvi gravar mais um vídeo. O foda é que quando a É. fala as pérolas dela tô longe do celular e não dá pra pedir pra falar de novo, perde toda a espontaneidade, né? Esses dias resolvi fazer umas perguntas aleatórias pra ver se saía alguma coisa engraçada, e como sempre, saiu.

Antes, vou contextualizar: a É. vai fazer 3 anos em fevereiro é super tagarela - fala e canta o dia inteiro, pergunta o porquê das coisas e tem boa memória. Um exemplo: os pais dela tem amigos na Noruega e já levaram as meninas pra lá numa viagem. Pois até hoje ela fala da "Norway" (ainda que erre o tempo correto da viagem - às vezes diz que foi pra lá "ontem", às vezes "semana passada", às vezes "quando era bebê"), das coisas que fez lá e das pessoas que conheceu.

Eu tava com ela na sala e perguntei onde estava a mãe dela, a irmã e o pai. O pai das meninas é músico e está em turnê pela Europa e ela sabia até o lugar onde ele tava naquele dia! Na parte em que ela fala da irmã no vídeo dá pra observar um dos erros que citei nesse post aqui.

Minha "coleção" de meias-calças

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Ai gente, eu adoro uma meia-calça. Sempre gostei, mas comecei a dar mais atenção lá pelos idos de 2005, quando procurava meia-calça colorida por São Paulo e não achava em lugar nenhum. Aí chutei o balde, comprei uma branca mesmo, comprei pó e tingi a bichinha na panela com água quente.

Depois achei modelos coloridos na Renner (inclusive uma delas tenho até hoje - a cintura tá meio larga mas a meia tá novinha, sem desfiar nem nada) e com o advento do Mercado Livre e Ebay, só alegria. Sempre comprava com uma vendedora no ML que fazia promoções e frete grátis e tal.

Quando eu vim pra Irlanda, não trouxe muitas meias porque sabia que elas não seriam suficientes para o frio daqui - a maioria das minhas meias era fio 40 ou 60 (quanto maior o fio, mais grossa ela é). Além disso, várias amigas que já moravam na Irlanda me diziam pra eu não me preocupar, que tinha meia calça barata aqui. E até tinha, mas não na variedade de cores que eu esperava. Na Penneys, por exemplo, tem época que eles vendem cores diferentes (azul, vermelho, mas sempre em tons mais sóbrios). Já na loja American Apparel tem de tudo quanto é cor, mas os preços são altos.

Meu primeiro aniversário longe de casa

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Eu sou louca por aniversário. E num momento totalmente egocêntrico, não nego: ainda mais o meu. Gosto mesmo. Faço contagem regressiva, faço festa, faço coisas diferentes e invento moda. Inclusive falei do meu aniversário do ano passado aqui.

Deste modo, eu já imaginava que ia ser difícil passar meu aniversário longe dos amigos, da família, de casa. Desanimei, não queria fazer nada. Fazer coisas outdoors não dá porque "tá frio"; em pub eu não queria porque não curto muito... em casa? Mas minha casa é tão minúscula! Até que um dia desses, conversando com a Jamile sobre isso, ela acabou oferecendo a casa dela pra eu fazer minha festa. Fofa, né?

Não sou a pessoa mais popular aqui em Dublin, ou seja, tenho poucos, mas MUITO POUCOS amigos. Não sei o motivo, mas nunca me incomodou. Fiz a minha seleta listinha de convidados, comprei uns salgadinhos, batata frita e finger food e marquei a data.



A verdade é que eu já sabia quem realmente esperar pra "festa". A gente sempre fica um pouco chateado de ver aquele monte de comida sobrando porque as pessoas não foram, mas tudo bem - pelo menos tenho comida pra toda a minha vida em Dublin! hahahaha

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