Cinemateca #6 - Filmes do Oriente Médio

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O tema do mês de junho do Cinemateca era filmes provenientes do Oriente Médio. Confesso que estava um pouco insegura com o tema, já que eu nunca tinha visto nenhum filme daquela parte do mundo.


Fui perguntar aos universitários e o google me deu uma lista de um monte de filmes. Só que eu simplesmente não sabia o que assistir - queria algum que estivesse, de preferência, no Netflix, assim eu não teria que baixar nada.

Pois bem. Entre os títulos todos, um me chamou a atenção: "5 broken cameras". Fiquei curiosa a respeito do que isso poderia ser... fui ler uma sinopse e me interessei! Trata-se de um documentário sobre um cara numa vilazinha chamada Bil'in, na Palestina. Ele compra uma câmera pra filmar o crescimento de seu 4º filho mas acaba pegando gosto pela coisa e passa a filmar os acontecimentos da cidade, principalmente os que estão relacionados à ocupação israelita na área.

A casa do Father Ted

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Eu já falei de Father Ted aqui no blog, logo quando cheguei na Irlanda. Na verdade, essa foi uma indicação do R. e eu simplesmente me apaixonei pela série. Com apenas 2, 3 meses de Irlanda eu já tinha vivido o suficiente pra achar as situações e piadas do programa super divertidas e inteligentes. Não à toa o programa é comentado até hoje por pessoas de diferentes idades...

A coisa ainda é mais forte porque o ator principal da série morreu de ataque cardíaco UM DIA DEPOIS de terminarem as gravações da 3ª temporada. Ele tinha 45 anos.

Então rola muito uma nostalgia, uma adoração do país pelo Father Ted e os outros personagens - seja Father Jack e Dougal (meu preferido) ou os aleatórios que surgiam pelos episódios afora. As pessoas vivem citando frases citadas na série, situações, etc. Tipo a gente com o Chaves no Brasil (ou algumas pessoas com Friends).

Enfim. Tudo isso pra dizer que a casa onde a série foi filmada existe de verdade, mas não fica em nenhuma ilha não (na série a parochial house fica em Craggy Island, que é fictícia) - ela fica no condado de Clare, pertinho do The Burren, no meio do nada.


Desabafo: as novas regras pra estudantes na Irlanda

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Não sei se vocês sabem, mas o governo publicou, recentemente, novas regras pra estudantes não-europeus aqui na Irlanda. Mais especificamente sobre alunos de inglês.

Com aquele número absurdo de escolas fechando desde o ano passado, o estopim foi o fechamento das escolas Carlyle, NCBA e MEC (onde eu estava). Houve um protesto no mês de maio e há algumas semanas o governo, como prometido um tempo antes, elaborou e divulgou mudanças que vão afetar bastante quem está pensando em vir pra Irlanda.

Basicamente, o que mudou:

- O cara que pisar aqui a partir do dia 1º de outubro e pegar o visto de estudante só terá direito à 8 meses, ao invés de 12. Isso significa que ele estudará por 6 meses e terá 2 de férias. Ele pode trabalhar 20h semanais no período todo, mas durante o verão (e Natal) pode trabalhar full-time, caso ele já tenha concluído 1/3 do curso. Ou seja: o cara chega aqui em outubro, por exemplo. Aí ele estuda outubro e novembro. Em tese, ele poderia tirar férias da escola e trabalhar período integral entre dezembro e janeiro e depois tem que voltar pra escola. Aí estuda janeiro, fevereiro, março e abril e pum: visto acabou.

- Esse lance de visto de 8 meses valerá também pra quem já está aqui e vai renovar o visto a partir de outubro.

- O estudante ainda pode renovar o visto por duas vezes, então no total ele poderá ficar aqui por 2 anos, não 3 como antes.

TAG - Uma lista sobre o tempo

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Vi essa tag no blog da Marcela e resolvi fazer também. Adoro essas listas e tags! Quem quiser responder também, está mais do que convidado.

Dez anos atrás:
1. Tinha 17 anos e estava no último ano da escola 
2. Já trabalhava como professora de inglês
3. Escrevia num blog (que ainda deve estar no ar, mas não associado ao meu nome - rá!)
4. Ia pro cursinho de manhã, dava aula à tarde e ia pra escola à noite. Que correria!

Cinco anos atrás:
1. Havia me formado na faculdade de Rádio e TV
2. Trabalhava na Fisk (em duas unidades diferentes)
3. Estudava italiano no Instituto Cultural Ítalo-Brasileiro
4. Fazia espanhol de graça na Fisk


Formatura com as minhas duas vós! <3

Dois anos atrás:
1. Estava na Irlanda, procurando emprego
2. Já tinha feito minhas primeiras viagens internacionais: Buenos Aires, Istambul, Dublin e Liverpool
3. Fiz uma road trip com amigos aqui na Irlanda
4. Estava namorando com o R. há exatamente um mês


2 anos e 3 meses de Irlanda (and counting!)

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Ahhhhhhh, como faz tempo que eu não faço esses posts de mêsversário!

A verdade é que depois de 2 anos aqui, parece que uma grande página virou na minha vida de intercambista. Somehow eu não me sinto intercambista na maior parte do tempo - tenho um emprego estável (registrada, férias pagas, tudo direitinho), estou morando numa casa muito melhor do que morava antes, divido a minha rotina e vida com o R., faço minhas coisas tranquilamente, resolvo problemas, me localizo pela cidade nem nenhum tipo de problema, sou independente no meu trajeto de casa pro trabalho... enfim, o intercâmbio é mais vida normal do que qualquer outra coisa, sabe?

Ainda mais agora que, depois de ter renovado o visto, a minha escola fechou. Como ainda não resolvi o problema estou com as manhãs livres e o fato de não ir pra escola me faz esquecer que eu estou na Irlanda como uma simples estudante.

Mas tudo bem.

Desde que renovei o visto no final de março muita coisa aconteceu!

Mais um parque nacional: The Burren

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Existem seis parques nacionais na Irlanda e ainda faltavam dois pra eu conhecer. Como no feriado de junho fomos passear por aí, acabei visitando o The Burren - e nossa, que experiência única!

Primeiro porque ele realmente dá a impressão de você estar no meio do absoluto nada. Você dirige em estradas estreitas por um bom tempo até chegar lá - e não há placas nem nada indicando que você chegou, a não ser alguns avisos sobre as trilhas.


Não tem estacionamento, não tem banheiro (aliás, passei uma situação bem constrangedora por causa disso! hahaha), não tem porra nenhuma. É só o parque e sua imensidão de pedras e vegetação prontas pra serem observadas e exploradas.

O castelo que faltava

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A Irlanda tem muitos, muitos castelos. Mas não é bem aquele castelo alemão da Disney, sabe? Os castelos aqui tem mais aquela pegada medieval, de pedra, sendo que muitas vezes são mais ruínas do que castelos.

Eu gosto de qualquer tipo de castelo, mas vou ser sincera: curto mais aquela coisa pomposa, sofisticada. Mesmo assim, eu ainda adoro os castelos irlandeses. Na verdade, eu acho os castelos daqui lindos por fora, mesmo! Já por dentro às vezes não tem nada, só degraus estreitos e ruínas, fico meio desanimada.


Não imaginava que um dos lugares mais visitados do país, o Bunratty Castle, seria assim também. Ele é lindo por fora e os arredores fazem os 15 euros (10 online!) valer a pena, mas só. Nem tivemos paciência de acompanhar o tour dentro do castelo em si porque é bem mais do mesmo. Eu, por exemplo, já tinha visitado o castelo de Trim quando minha amiga Lê veio visitar no verão de 2013 e o tour de lá foi muito melhor!

Ruim com ela, pior sem ela

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Eu já fiz um post há um bom tempo falando da minha experiência com a secagem de roupa aqui na Irlanda. É complicado, pois não dá pra secar roupa lá fora (a não ser que você esteja em casa pra monitorar caso chova) e dentro de casa ela leva diiiiias pra secar, quando seca, né?


No fim as peças mais pesadas ficavam com cheiro de molhado e você tinha que lavar tudo de novo e torcer (sem trocadilhos!) pra que elas secassem.

Meu sonho era morar numa casa que tivesse secadora e que eu pudesse usar a bendita sem restrições.

Altamont Gardens

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Depois de termos passado um sábado maravilhoso em Inistioge, no condado de Kilkenny e um começo de domingo muito bom também por lá, resolvemos, antes de voltar pra Dublin, riscar mais um condado da minha lista de lugares pra visitar na Irlanda: Carlow.

Pra ser honesta, eu não sabia muito o que dava pra fazer por lá, mas uma rápida olhada no Trip Advisor nos mostrou um tal de Altamont Gardens. E já que era meio que caminho, colocamos no GPS e fomos!


Sabe, eu acho engraçado pensar que antigamente, passear em jardins era atividade corriqueira e frequente. Tipo, não haviam muitas formas de entretenimento (permitidas em público! RISOS) e o jeito era bater-papo por aí, né? E se fosse num lugar bonito e agradável, melhor ainda.

Inistioge, uma pequena jóia

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Há muuuito tempo eu fiz um post aqui no blog sobre os lugares que eu ainda queria conhecer na Irlanda. Bem, de lá pra cá eu consegui ver um bocado deles e Inistioge estava na lista.

Eu vi uma foto desse lugar no Pinterest e fiquei com muita vontade de ver a tal da ponte e os arredores, mas com a vida corrida que eu e o R. levamos, sempre on the go, Inistioge ficou guardada. Até que decidimos ir pra lá pra comemorar nosso segundo aniversário de namoro. A gente tava a fim de descansar mesmo, ver umas paisagens bonitas e coisa e tal.



Inistioge fica no condado de Kilkenny e é uma vila com 260 habitantes. Minúscula, né? Eu até me surpreendi porque já vi muita cidade pequena nessa Irlanda, mas uma vila desse tamanho, não.

Ao chegar lá estacionamos na praça principal (e única!) e fomos andar perto da ponte dos meus sonhos. E ela é linda mesmo!


Cinemateca #5 - Filme histórico

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Cinemateca #5 tá atrasado, mas tá aqui!

O tema desse mês era filme histórico e desde o começo eu já sabia o filme que assistiria: juntei o útil ao agradável e escolhi "Michael Collins". R. queria que eu o visse há um tempão!

O título já entrega - o filme de 1996 fala sobre a vida do líder irlandês Michael Collins, mas mais especificamente do Easter Rising de 1916 pra frente, até à sua morte.

O bom de ter visto um filme desse é que eu já sabia boa parte da história, então não tem spoiler nem nada pra se preocupar. É meio que sentar e ver na tela aquilo que você já sabe ou já ouviu falar, sabe? Eu, por exemplo, nunca tinha ouvido falar do nome Michael Collins até pisar na Irlanda. Ao chegar aqui eu aprendi muito sobre ele e sobre os movimentos de independência do país - seja em visitas à museus em Dublin e/ou tour por outros lugares, o fato é que o cara é importante e deve ser lembrado. Não à toa, pessoas levam levam flores ao seu túmulo até hoje!

"Michael Collins" já começa te jogando no meio do caldeirão, no Easter Rising de 1916, quando os ~rebeldes~ lutaram contra os ingleses, sem muito sucesso. Vários foram executados após o ocorrido (e as cenas do filme foram filmadas no mesmo lugar onde eles foram executados, na prisão de Kilmainham, caramba!) e os que ficaram, se uniram pra tentar bolar algum outro plano de independência.

[6 on 6] Architecture

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Arquitetura em Dublin - esse é o tema do 6 on 6 de junho!

Eu quase não consegui fazer as fotos porque passei muitos fins de semana no último mês fora daqui - o jeito foi apelar pro celular e clicar alguns prédios assim, meio na pressa! :/

Well.... eu queria ter tirado fotos maravilhosas das casas georgianas na Fitzwilliam Square, fotos maravilhosas pela College Green, foto maravilhosa do prédio dos correios, entre outras coisas. Não ficaram maravilhosas, mas já dá pra ilustrar um pouquinho da arquitetura da cidade, né?

[1] Casas tradicionalmente irlandesas


Eu já tenho um post que fala bem desse estilo de casa, já que visitei o museu da cidade dedicada à elas. Basicamente, um estilo arquitetônico popular entre os 1700 e 1800 e que, em se tratando de casas, possui essas portas coloridas enquadradas num arco. Tem algumas regiões aqui da cidade onde você encontra mais casas desse estilo - que quase foram demolidas por representaram um estilo essencialmente britânico (e na época que a coisa fervia por aqui, quando os irlandeses buscavam sua independência, não era muito legal ter coisas inglesas por aqui, né?). Ainda bem que deixaram de lado essa ideia, já que hoje a Georgian Dublin atrai muita gente interessada por história e arquitetura, o contribui pro turismo da cidade, né?

Irlandês é assim, brasileiro é assado

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Há uns bons meses vi a Carol indicar um livro muito bacana no blog dela, uma série chamada Culture Smart. Basicamente se tratam de livros que falam sobre cultura, história, estilo de vida e etecéteras de determinado país - achei super interessante e comprei a edição sobre o Brasil pro R. e a versão pra kindle sobre a Irlanda pra mim.

Nem preciso dizer que devorei cada página. E o livro é absolutamente spot-on: tudo que eles falam sobre os irlandeses, como eles são e o que eles gostam está lá, retratado de maneira exata. O engraçado é que enquanto eu achei o livro super fiel, R. achou a versão sobre o Brasil a mesma coisa. Resolvi então ler a edição sobre o Brasil pra poder comparar.


Os dois livros trazem temas parecidos divididos em capítulos parecidos: história e geografia, valores e atitudes (relações familiares, orgulho nacional, relacionamentos, etc), religião e tradições, como fazer amigos, irlandeses/brasileiros em casa, lazer e outros dois tópicos mais voltados pra business, que são comunicação e como é o estilo de trabalho em cada país.

Resenha: Tropical Popical Nail and Hair Salon

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Imagine um lugar colorido, informal, despretensioso e com trilha sonora dos anos 80. Não, não é o paraíso da Barbara não - é o Tropical Popical, salão de unhas e cabelo localizado no centro de Dublin!

Eu nunca fui freqüentadora de salões de beleza. Ia quando precisava cortar o cabelo e só. Das minhas unhas sempre cuidei e pra mim estava de bom tamanho.

Corta pra outubro de 2014: minha chefe pediu pra eu trabalhar algumas horas a mais por uma semana já que os meninos não teriam escola na semana do Halloween. Eu topei. Ela me pagou as horas a mais e ainda me deu um cartão de agradecimento com um voucher pra eu me esbaldar num nail and hair salon.

Como ele tinha validade de um ano, resolvi guardá-lo pra uma boa oportunidade - que chegou antes deu ir pro Brasil. Resolvi dar um trato no meu pé, que tá sempre esquecido dentro dos meus tênis e botas. Ora, nunca usei sandálias no Brasil, imagine se na Irlanda já deixei meus pés de fora! Mas já que eu tinha um casamento pra ir (e usaria sandálias), resolvi colocar o voucher em ação.

Gente, fiquei apaixonada pelo salão!

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