TAG - Cabelo colorido

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Quando vi essa tag sendo respondida pela Michelli do Tinha que ser a Chell, não resisti, tive que vir responder! Afinal de contas, são muitos anos indo e vindo com o cabelo colorido, não é mesmo?

1 - Há quanto tempo você pinta o cabelo de colorido?

Comecei a pintar em 2008 ou 2009, não me lembro. Depois tive uma pausa de cabelo colorido em 2011 e 2012, quando trabalhei na Cultura Inglesa (não podia ter cabelo colorido trabalhando lá!). Depois voltei a ter ele colorido quando vim pra Irlanda em 2013.

2 - Quais foram suas inspirações para começar a pintar o cabelo?

Não me lembro direito. Um dia me deu a louca, comecei a pesquisar fotos de gente com cabelo colorido e fiquei com muita vontade de fazer também. Não tem muita gente que pinta o cabelo de cor fantasia, muito menos gente que eu conhecia pessoalmente na época.

3 - Qual foi a primeira cor que você pintou?

Laranja. Pintei só as pontas. Não ficou tão laranja porque acabou desbotando pra um amarelão, mas enfim.



Extensão do visto

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O ano escolar na Europa tem início no mês de Setembro e vai até o fim de Maio. Logo, os meses de verão (Junho, Julho e Agosto) são os meses das férias. E por que eu comecei o post com essa informação? Quem me conhece e/ou me acompanha por aqui, sabe que comecei um curso na University College Dublin em Setembro do ano passado (2015). Legal, bacana, parabéns. No entanto, meu visto venceria em Março de 2016. Ué, mas como ficar no país até o curso terminar no verão?

Na verdade, pra entender essa história temos que voltar um pouco: na verdade eu havia me matriculado na MEC e renovado o visto com eles novamente. Iria fazer mais um ano de aulas de inglês só pra cumprir tabela mesmo - a ideia era ter o ano de 2015 pra juntar mais grana pra começar um mestrado/pós-graduação em 2016. No entanto, a MEC fechou em Abril de 2015 e com isso, perdi dinheiro mas não o visto. Na época o governo irlandês disse que os alunos que estavam matriculados nas escolas que fecharam estariam com os vistos válidos, porém deveriam comprovar que estavam estudando caso fossem permanecer no país após a expiração do visto.

Ou seja, se eu fosse embora depois dos meus 3 anos como aluna de inglês aqui, eu simplesmente poderia ter trabalhado tranquila o ano todo de 2015 até Março de 2016, sem me preocupar em ir pra outra escola. Masssss a ideia não era essa: eu queria ficar. Por conta disso, tive que usar algumas economias e pedir ajuda dos universitários pra começar a faculdade já no ano de 2015.

Quando fui aceita na UCD, entrei em contato com departamento que lida com alunos internacionais para checar se eu precisaria ir na imigração "avisar" que estava matriculada lá. Me disseram que não teria problema, que eu deveria ir só quando meu visto estivesse para expirar. Sendo assim, nunca contatei a imigração e segui a vida.

Ovos de Páscoa na Irlanda

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Eu nunca passei uma Páscoa na Irlanda.

Quer dizer, no meu primeiro ano nesse país, em 2013, eu estava aqui durante a Páscoa. No entanto, eu era recém-chegada, não tinha muitos amigos, não conhecia muitas coisas na cidade... acho que fiquei em casa e nem cheguei a comprar chocolates nem nada do tipo.

Em 2014 eu fui com o R. pra Edimburgo e passamos o domingo de Páscoa por lá e ganhei um ovo lindo da Butlers, rede de cafés/chocolateria (existe essa palavra? o corretor tá me dizendo que não) irlandesa.

No ano passado estávamos no Brasil para o casamento da minha prima e trocamos ovos de Páscoa: eu encomendei uns ovos caseiros com uma amiga no Brasil pro R. e ele me deu um ovo super gostoso da Lily O'Briens, outra chocolateria irlandesa.

Esse ano decidimos que trocaríamos ovos, mas nada gigante ou extravagante. Mas antes, tchô falar uma coisa: não conheço muito as tradições de Páscoa irlandesa, portanto esse post só focará no chocolate. Como vocês sabem, a Irlanda é um país católico, portanto, muita coisa é parecida com o que fazemos no Brasil - peixe na Sexta-feira Santa, caça aos ovos de chocolate, etc. A diferença que eu noto é que nós damos muuuito mais importância aos ovos de Páscoa propriamente dito.

Links legais #7

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O Links Legais tarda mas não falha! Venho salvando links há semanas e agora tive a oportunidade de juntar tudo num post só. Vai que algum desses links interessa alguém? Só continuo fazendo essa coluna no blog porque adoro ler essa mesma coluna em outros lugares também! :)


Línguas


O certo é biscoito ou bolacha? - regionalismos à parte (todos sabemos que o certo é bolacha, rá!), as origens dos nomes é bem interessante e curiosa.

O quão parecidos espanhol e português são? - Texto super interessante que achei meio sem querer sobre a porcentagem de vocabulário compartilhada entre as duas línguas. Fiquei surpresa com o quão relacionadas elas são!


3 anos de Irlanda!

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Dia 30 de março de 2016: o dia em que completo três anos morando nessa ilha - dá pra acreditar? Foram 3 anos, 36 meses, 156 semanas, quase 1100 dias aqui!

Quando eu tive a ideia de morar fora lá nos idos de 2011, 2012, não pensei em Irlanda de primeira. Eu queria mesmo era morar na Itália por um mês e melhorar meu italiano, já que eu estudava o idioma na época. Não via motivos pra ir pra um país de língua inglesa, já que já era fluente e proficiente no idioma, dava aulas desde os 17 anos e tinha me pós-graduado em Ensino de Língua Inglesa. Eu achava que seria perda de dinheiro, sabe?

No entanto, essa ideia de ir pra Itália se mostrava muito ambiciosa e até mesmo arriscada, já que eu teria que investir uma boa grana pra ficar esse mês fora - sem contar que eu teria que ir no meu período de férias do trabalho, o que significaria que eu provavelmente ficaria super cansada pelo resto do ano.

Aí conversei meio sem querer com alguns amigos que já tinham morado fora - coincidentemente na Irlanda - e parece que um novo mundo se abriu pra mim. Eu nunca tinha pesquisado nem sabia muito sobre essa coisa de intercâmbio na Irlanda, não imaginava que era um negócio tão grande.

O dia mais verde do ano: St. Patrick's Day!

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Ontem foi a data mais importante e comemorada na Irlanda, o St. Patrick's Day! Vou evitar a fadiga e poupá-los da explicação da origem da data, até porque eu falei levemente sobre isso nesse post aqui de 2014.

Bem, a verdade é que esse foi o meu terceiro St. Paddy's Day aqui na Irlanda e como no ano passado eu não fiz nada na data, me senti culpada de ficar em casa de novo, sabe? O R. na verdade nem queria muito ir no centro, já que é aquela história: been there, done that. A festa do padroeiro da Irlanda é animada e tal, mas uma vez que você já tenha visto o desfile e ido nos pubs, você meio que eliminou essa tarefa da sua lista de coisas pra fazer na Irlanda, sabe?

De qualquer forma, como eu estava me sentindo culpada de MORAR aqui e não ter comemorado no ano passado, lá fomos nós enfrentar as multidões no centro da cidade. No entanto, não foi tão ruim assim.

Ah, antes que você pense: lá vem a Bárbara reclamando de novo, tchô explicar... não é ruim comemorar o St. Patrick's Day! O foda é que a cidade fica totalmente abarrotada (no jornal ouvi comentários de que eram aproximadamente meio milhão de pessoas no centro da cidade!) e é difícil até andar de uma rua à outra. Pra mim, do alto dos meus 1.58cm de altura, fica complicado. Além disso, tem a sujeira, tem a galera ultra bêbada, tem os pubs lotados.... é divertido, é legal, mas tem que ter um pouco de paciência e meio que não se deixar abalar pela parte negativa da coisa.

Pelo lado bom, pude colocar minha roupinha verde, passar minha sombra verde, batom laranja e me emperiquitar (ótimo verbo pra ensinar pro R., aliás!) com acessórios verdes, além de ter feito as unhas em homenagem à bandeira irlandesa também, claro!

Um rápido passeio pela Irlanda do Norte

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No fim-de-semana de Valentine's Day em fevereiro resolvemos nos hospedar num hotel tranquilo pra descansar, aproveitar a companhia um do outro e dar uma nadadinha na piscina e tal. Achamos um com um bom preço em Co. Louth, quase na divisa com a Irlanda do Norte. Como não fica muito longe de Dublin, fomos.

Aí que no fim do primeiro dia, queríamos sair pra esticar as pernas e dar uma caminhada. Perguntamos na recepção se tinha algum lugar por ali e nos deram direções para chegar num lugar chamado Slieve Gullion.

Seguimos as direções (que obviamente, por se tratar de Irlanda, incluíam um item tipo "quando chegar no pub Murphy's, vire à direita") só que ao chegar lá, notamos que o estacionamento já estava fechado pois o parque todo fecharia em uns 30 minutos. Voltamos pro hotel e resolvemos fazer esse passeio no dia seguinte pela manhã.

A Slieve Gullion é uma montanha que fica no condado de Armagh, Irlanda do Norte. É o ponto mais alto do condado e aparentemente, num dia claro, é possível ver Antrim, Dublin e Wicklow do topo.

slieve gullion irlanda do norte

Adaptar-se é também aprender o sistema imperial

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Lembra quando você aprende na escola sobre as unidades de medida? Pois é. No Brasil (e praticamente no resto do mundo todo) usamos o Sistema Internacional de Medidas (SI), que é aquele que fala de centímetros, metros, quilômetros, etc.

Pois bem. A Irlanda faz parte da União Européia e por conta disso, foi obrigada à utilizar o SI. Em 2005 o país ainda tinha placas de velocidade em milhas por hora e o Ministério do Transporte teve que rever todos os limites de velocidade.

No entanto, não é raro você ainda encontrar placas em milhas e não quilômetros por aí, principalmente nas entradas do interior.

Bem, se essa confusão ficasse restrita somente à estradas, não seria um grande problema. O problema é que por conta da Irlanda ter ficado sob domínio inglês por séculos, o sistema de medidas não-oficial por aqui é o Sistema Imperial.

Isso significa que eu fico perdida em TODAS as conversas que envolvem inches, feet, miles, lbs (pounds), etc.

7 dias de terror (e uma passagem perdida)

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Olha, eu já sabia que março e abril seriam meses punk, mas não imaginava que essa primeira semana já me deixaria no chão. Eu sei que parece que esse post será um poço de lamentações... e, bem, é exatamente disso que ele trata. Preciso reclamar!

Acordei segunda passada com muita tosse, mas até aí, ok. Fui pra faculdade, assisti aula, fiz minhas coisas e pedalei de volta. À noite percebi que tava sentindo muito mais frio do que costumo sentir e na hora de dormir constatamos que eu estava com febre.

Fazia muito tempo que eu não tinha febre e dormi muito mal nessa de sentir frio de morrer e suar como se estivesse pulando no Carnaval. Foi horrível. No entanto, não acordei tão mal na terça e fui trabalhar.

Uma das crianças não estava bem também: inflamação na garganta e febre. Comentei com a chefe que era uma estranha coincidência, já que na noite anterior eu tinha tido febre e.... levei uma mega bronca! A chefe ficou brava que eu apareci no trabalho. Ela me mandou voltar e descansar.



Voltei pra casa e percebi que estava piorando. Nessa altura já tava espirrando e tossindo horrores, a febre havia voltado... R. voltou à noite do trabalho preocupado, fez o jantar, cuidou de mim, mas ainda assim, tive febre à noite. O pior de tudo é que na quarta eu tinha um trabalho em dupla pra apresentar na faculdade, valendo nota, claro. Eu encontraria o menino da minha dupla mais cedo para praticarmos, então na quarta tive que ir maisss cedo do que o comum pra faculdade. Passei o dia por lá. Depois de apresentar o trabalho eu não vim embora porque a segunda aula seria importante. Quando deu 18h eu já tava me arrastando e ainda tinha que pedalar uns bons 40 minutos pra chegar em casa - na subida, contra o vento.

Amsterdã: parque, sexo e torta de maçã

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Uma das coisas mais lindas da Europa são os parques - seja no verão, quando eles ficam lotados de pessoas felizes tomando um sol, ou no inverno, com as árvores secas e aquela luz invernal que nada consegue superar.

Tenho gostado muito de conhecer parques em outras cidades além de Dublin e por isso nessa última visita à Amsterdã queria muito conhecer o mais famoso de lá - conseguimos passar um tempinho caminhando e conversando pelo Vondelpark, criado em 1864 e que recebe 10 milhões de visitantes por ano.

O parque é bem grande e achei consideravelmente agitado para uma segunda-feira à tarde de inverno. Pessoas se exercitando, caminhando com seus cães ou cruzando a pista de bicicleta, é um clima delicioso e inexplicavelmente lindo!

vondelpark amsterda inverno

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