O que fazer em Hong Kong #2

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Esse post é a continuação do que fizemos em Hong Kong no começo desse ano. Leia o primeiro post pra entender melhor a sequência dos eventos! Mas enfim, no nosso segundo ou terceiro dia a gente pegou o metrô pra eu ver e fotografar o tal do Monster Building - esse é um lugar que está super "em alta" no instagram, e na verdade é só um dos milhares de prédios monstruosos da cidade que impressionam quem não tá acostumado com tanta verticalidade. Mas a verdade é que mesmo tendo nascido e sido criada em São Paulo, uma selva de pedra, e ter vivido em apartamento a vida toda, fiquei embasbacada com o tal do monster building - surreal!

Eu tirei algumas fotos dos prédios e só depois vi uma placa que pedia para que turistas não tirassem fotos dos prédios nem das pessoas - a placa era de janeiro desse ano, então acredito que muita gente sem noção vai lá fazer fotos blogueyrinha, enche o saco dos moradores e incomoda as pessoas e por isso a placa tá lá. Fiquei envergonhada de não ter visto a placa antes, mas nós literalmente ficamos lá uns 5 minutos no máximo e espero não ter incomodado ninguém!








De lá pegamos um ônibus pra voltar pra Kowloon e ir ver um parque, o Nan Lian Garden. Originalmente não íamos visitar esse parque, mas acho que foi uma ótima ideia - primeiro porque levamos uns bons 40 minutos até lá e vimos muito da cidade pelo caminho; segundo porque foi um respiro depois de ver tanto prédio! rs





Esse parque foi construído seguindo o estilo da dinastia Tang, então o jardim é super fotogênico, bem cuidado, e há uma daquelas estruturas tipicamente chinesas, sabe? Até uma mini cachoeira tem por  lá, além de várias árvores, flores, plantas, lago com peixes, etc. Ficamos lá por um tempo, tiramos umas fotos, corri para o banheiro (tô dizendo que essa vida de viajante na Ásia não é fácil!) e de lá, metrô para conhecer um restaurante super famoso, o Tim Ho Wan. Ele é conhecido como um dos restaurantes Michelin mais baratos do mundo!

Nós já tínhamos lido que era difícil conseguir mesa porque eles não fazem reserva, mas distribuem tickets para que você consiga entrar dali a algumas horas, e na verdade acho que não é mais assim. Nós literalmente chegamos, entramos e pegamos uma mesa. O restaurante tava sim cheio e bem movimentado, mas nada como esperávamos!

O negócio deles é o tal do dim sum, que são porções pequenas de várias comidinhas (peixes, moluscos, frutos do mar em geral) que você vai pedindo e comendo conforme seu apetite. A ideia é ótima, mas lembra que eu tava indo no banheiro a cada duas horas? Sem chance de me animar a comer mais comida exótica. Mas eu comi mesmo assim. O foda foi anotar o pedido na comanda, já que tava tudo em chinês, hahaha. Felizmente tínhamos um outro menu com as fotos das comidas e seus nomes em chinês, então fomos comparando os caracteres do menu com as fotos com os caracteres da comanda pra marcar o que queríamos e deu tudo certo!

Nem lembro mais o que eu comi, mas não tava ruim não. O R. gostou mais e tava até a fim de experimentar mais coisas, mas eu não tava pra jogo, então seguimos pra próxima parada: o Ladies Market.

Se nós não tivéssemos visitado nenhum mercado de rua nessa viagem inteira, com certeza eu teria ficado impressionada com a quantidade de tralhas e bugigangas que eles vendem nesse mercado, sem contar os produtos made in China mega falsificados, souvenirs de péssimo gosto, etc, etc, etc. Mas o fato é que já havíamos visitado alguns mercados nessa viagem, então pra ser sincera, o Ladies Market não foi assim, incrível. Mas pelo menos ele era bem organizado!




Ainda nesse dia fomos pro hotel à tarde, e enquanto o R. ficou de boas descansando, eu fui fazer umas compras de cosméticos, mas essa história fica pra outro post.... ou não! rs

Última dia em Hong Kong: o dia em que voltaríamos pra casa! Fizemos todas as malas de manhã, deixamos na recepção, fizemos o check out e fomos fazer um walking tour na cidade, mas esse foi o primeiro walking tour que eu já fiz na minha vida que não gostei. O guia era um moço novinho super bonzinho, mas eu não achei as informações interessantes, e nós andamos mais do que aprendemos coisas. Tipo, geralmente em walking tour você anda pouco, mas faz várias paradas pro guia fazer explicações, e nessa ocasião, não foi bem assim.

Aprendemos um pouco sobre os prédios, algumas construções antigas, um templo, alguns mercadinhos, comida de rua, mas tudo bem por cima, então eu realmente não achei que valeu a pena.




No resto do dia nós ficamos caçando lugares com ar condicionado pra esperar a hora de ir pro aeroporto e aproveitei pra passar numa papelaria que amo, a Muji. Essa é uma papelaria japonesa que até tem aqui em Dublin, mas obviamente em HK ela era muuuito maior. E nessa demos umas voltas pelo shopping onde essa papelaria se encontra, e meu, ficamos de cara. Rola muito dinheiro em Hong Kong, porque até fila pra entrar em lojas como Tiffany e Cartier tinha. FILA! Claro, a shopping experience desses lugares é toda diferenciada, então não pode ter uma galera lá dentro. O segurança controla o número de pessoas que entra. Ficamos absolutamente chocados com esse consumismo desenfreado!

Em resumo, Hong Kong foi uma ótima maneira de terminamos essa viagem pela Ásia: uma cidade agitada, com muita cultura, história e modernidade e facilidades para nós mortais que às vezes só estamos em busca de um ar condicionado ou um lanche no Mc Donald's, rs. Eu acho que voltaria pra lá se tivesse que fazer alguma escala naquela parte do mundo... quem sabe um dia?
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