Chegando em Singapura e os jardins mais lindos do mundo

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Singapura foi o nosso segundo país asiático na viagem que fizemos em março/abril deste ano (e não acredito que tô levando mais de 6 meses pra falar de tudo, mas a vida anda corrida, fazer o quê?). Confesso que era um dos lugares que eu mais tinha interesse em conhecer: uma cidade-Estado com um dos maiores índices de desenvolvimento na Ásia, quatro línguas oficiais, espaços urbanos misturados com vegetação e natureza... e Singapura atingiu todas as nossas expectativas, que país incrível!

Já começando pelo aeroporto: super espaçoso, com vários jardins internos, plantas, a coisa mais linda! Pegamos um ônibus que nos levou até a estação de metrô, mas a fila pra comprar o bilhete tava enorme e nos atrapalhamos um pouco porque não tínhamos 3G no celular. Optei por não comprar o chip com dados por lá porque era muito caro e efetivamente só ficaríamos 2 dias por lá. Então fui na fé de que teria wifi nos lugares - e sim, teve - mas ao chegar na estação de metrô nos demos conta de que não tínhamos as direções para ir até o hotel.

Tipo, nós tínhamos o endereço do hotel, mas não sabíamos onde descer. Então tentando usar o google maps sem estar 100% funcionando corretamente e seguindo nossa intuição, não só conseguimos descer na estação certa como andamos ali uns 15 minutos também na direção certa pro hotel.




O problema é que assim que chegamos na rua do hotel, tivemos um choque, mas um choque de fazer o coração parar: nosso hotel estava fechado, com vários pedreiros fazendo uma mega reforma. Ficamos sem entender nada, parados na rua com nossas malas, putos da vida. O R. foi lá dentro perguntar e de fato o hotel tava fechado. Não sabíamos o que fazer.

Nisso, uma senhorinha passando na rua viu a gente e perguntou o que tava acontecendo. Explicamos a história, e ela disse: nãooooo, mas esse hotel que vocês vão ficar, é um rede! Tem outro aqui na mesma rua! Vão lá agora, batam na mesa falando que vocês tem a reserva, façam eles te darem um quarto!

Foi muito fofo porque ela de fato falou "bang on the table"! hahahaha

Atravessamos a rua e fomos em direção ao outro hotel da mesma rede. Já chegamos prontos pra soltar os cachorros, dei o papel impresso com a reserva toda brava e a moça da recepção calmamente disse que estávamos no endereço errado. O nosso hotel era uns quarteirões à frente!

Morrendo de vergonha, seguimos caminho e finalmente encontramos o nosso hotel que tinha nossa reserva, ufa! Essa chegada em Singapura foi super estressante, estávamos cansados, morrendo de fome... tínhamos acordado muito cedo na Malásia, levado uma hora pra chegar no aeroporto... passamos sufoco no aeroporto também, mas isso eu conto num outro post. Então o desgaste era grande, mas não teríamos muito tempo em Singapura, então seguimos a vida. Deixamos as malas no hotel, demos um tapa no visual e fomos comer alguma coisa no restaurante da esquina - a atendente não falava inglês, mas o menu tinha fotos e imagens dizem mais que mil palavras!

De lá, pegamos ônibus para conhecer os famosos Gardens by the Bay, uma das atrações turísticas mais visitadas do país!

Aliás, preciso fazer um parênteses para o transporte público nesse país: muito muito foda! Tínhamos um cartãozinho (comprado no metrô) e com ele carregado, conseguimos andar pra lá e pra cá. Os ônibus são muito bem sinalizados e frequentes, anunciam as estações, tem tudo em várias línguas e não nos perdemos nenhuma vez. O negócio é de ponta mesmo!





Chegando nos jardins, compramos os ingressos - uma facada no coração, já que eles custam coisa de tipo, 30 dólares locais. Mas a gente sabia que valeria a pena, e passamos o resto da tarde e quase a noite toda por ali e foi maravilhoso!

Os jardins são divididos em várias áreas, entre elas a Flower Dome, que é são 1.2 hectares de muitas plantas do Mediterrâneo, América do Sul, África do Sul, Austrália, etc. São 38 metros de altura e a temperatura lá dentro fica sempre entre 23 e 25 graus.










O negócio é maravilhosamente bem cuidado, as plantas e flores são lindas, super bem organizados, um negócio que deixou qualquer jardim botânico que já visitei totalmente no chinelo! É tudo muito lindo, e conforme foi escurecendo seguimos pro Cloud Forest, uma parte do parque um pouco menor porém mais alta que simula o clima úmido tropical encontrado em lugares como América do Sul. Lá dentro os caras colocaram uma cachoeira de 35 metros saindo de uma montanha maravilhosa. É o tipo de experiência que não tem nem como descrever, porque apesar de ter sido tudo feito dentro de um espaço urbano e sim, ser muito organizadinho em relação à natureza original, não deixa de ser tão impressionante quanto.








Quando saímos dessa parte do parque já tava escuro lá fora e finalmente dava pra ver o que mais queríamos ver em todos seu esplendor: a Supertrees Grove. São estruturas que parecem muito com árvores em alturas que vão de 25 a 50 metros. São na verdade, jardins verticais que funcionam como motores para gerir todos os outros jardins. Elas possuem tecnologia que imita as funções ecológicas de uma árvore normal, coletam água da chuva que depois é usada pra irrigar os jardins externos e fontes, é um projeto muito interessante e inovador!

Dá pra andar por entre as árvores numa plataforma elevada, mas já não tinha mais ingresso pra essa seção quando chegamos. No entanto, isso não interferiu no nosso aproveitamento da atração, já que mesmo olhando pra elas de baixo, é impressionante. Fora isso, em alguns horários específicos há um show de luzes e música que é a coisa mais linda, maravilhosa!








Era só nosso primeiro dia em Singapura e já estávamos impressionados com a estrutura do país, a limpeza, organização... e calor e umidade desgraçados! Se a Malásia foi o lugar mais úmido em que estivemos em toda nossas vidas, Singapura não fica muito atrás!
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