O primeiro babysitting a gente nunca esquece

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(Sim, o último post ainda é verdadeiro - estou aqui no malabarismo com mil coisas pra fazer e pra completar, estou trabalhando full-time essa semana. No entanto, como sou uma pessoa ~preparada~, já tinha alguns textos escritos que precisavam ser revisados e este é um deles. Agora eu vou correr pra minha bolha de CPE e logo mais volto pra cá! Não me abandona!)

Antes de começar, pra quem não está familiarizado com a palavra babysitting: babysittng é cuidar de crianças à noite geralmente porque os pais tem que sair, sabe? 

É bem comum que uma au pair ou minder fique uma noite como babysitter. Algumas famílias negociam esse valor à parte, outras já incluem um ou dois babysittings por mês no pacote do salário. 

Na outra família para qual trabalhei, nunca me pediram pra fazer babysitting e no emprego atual eles também nunca mencionaram o assunto.

Bom, você lembra que em julho eu tava desempregada e fiz um monte de entrevistas e tal? Uma dessas entrevistas até deu em um dia de teste, mas na época recebi proposta da minha chefe atual e resolvi trabalhar pra eles e não pra essa família pra qual fiz o teste. 

Umas duas ou três semanas atrás, agora em outubro mesmo, essa família do teste me contatou por email, perguntando se eu estava indo bem no emprego novo e se eu não poderia reconsiderar trabalhar pra eles. Agradeci e falei que infelizmente não trabalharia com eles mas que se precisassem de mim uma noite pra babysitting ou algo assim, que podiam me chamar. Sabe quando você oferece por educação? 

Aquela que sempre quis abraçar o mundo

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A minha vida adulta sempre foi muito corrida e obviamente não sou a única pertencente a esse clube: praticamente todos nós podemos dizer isso, já que estamos sempre correndo de um lado pro outro, tentando fugir do trânsito, fazendo várias coisas ao mesmo tempo, etc.

Quando tinha 17 anos, fazia cursinho de manhã, trabalhava à tarde e ia pra escola à noite (e dava aula até às 20h aos sábados também). Aos 20 me descabelava na faculdade e no trabalho. Aos 24 tinha dois empregos pra dar conta de juntar o dinheiro pra fazer intercâmbio.

A verdade é que a primeira vez que fiz uma coisa de cada vez foi quando cheguei em Dublin: ia pra escola de manhã e só. Depois comecei a trabalhar e só trabalhava (pela primeira vez na vida com os sábados livres!). Depois fiquei desempregada mais de um mês e passei o maior tempão em casa sem fazer nada.

Aí de repente, uma avalanche chegou: comecei um trabalho novo com horário diferente (chego em casa duas horas mais tarde do que chegava no outro emprego), voltei a frequentar as aulas na MEC, comecei um curso preparatório pro CPE. Fora essas obrigações, tem todas aquelas coisas de morar sozinho: ir ao mercado, fazer comida, lavar e colocar roupa no varal, etc. E pra completar, tem a minha rotina já estabelecida de escrever no blog, ler e comentar em diversos blogs que acompanho, fazer a unha, tingir cabelo, ler notícias, ver seriados, mandar emails/mensagens pra amigos, namorar...

Preparação para o CPE - parte I

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Então que eu vou prestar o CPE em Dezembro.

Adiei esse ~desafio~ a vida toda mas agora já era: o exame está pago, a chefe já deu folga pro dia e tô fazendo um curso preparatório pra garantir uma boa nota.

Na verdade, mesmo se eu não passar, já posso dizer que o curso valeu muito a pena. O professor é excelente e o material que ele usa também - tenho aprendido várias técnicas e dicas legais pra fazer os exercícios da prova, o que pra mim tem sido fundamental no resultado dos meus simulados.

Já fizemos 4 aulas e agora só temos mais 5, sendo que a última não será aula, mas sim uma simulação completa da prova toda - faremos o exame escrito e oral no mesmo tempo em que a prova original é feita pra termos mais noção de como a coisa será. Quer dizer, noção a gente já tem, mas é mais um tira-teima mesmo (quero ver como o google tradutor vai traduzir isso, R.!).

Mais de 500 dias de Barbaridades pela Irlanda

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Só ontem me dei conta de que hoje já seria dia 20 - e eu achando que ainda teria umas 3 semanas esse mês, quando na verdade só são mais 11 dias! Socorro!

Novembro passará voando. Aí chega dezembro com o meu aniversário, Natal e pronto, já é 2015. 

Não quero nem pensar nas questões do futuro, então vamos focar no objetivo desse post, que é um resumo do que rolou no meu último mês aqui - agora já são 19!

O trabalho continua legal, tô me adaptando com os meninos e eles comigo. O mais novo, S., tem chorado bem menos e tenho tido momentos legais com o mais velho. Minha chefe é muito bacana e até me pagou um táxi pra voltar pra casa um dia desses que ventava muito e estava impossível pedalar. 


Os ~maluquinhos~

Apelo: eu só queria usar um casaco

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Se você é leitor desse simples blog já sabe: odeio passar calor. Desde antes de vir pra Irlanda já sonhava com dias de brisa e dias frios - dias em que eu poderia usar casacos, botas e cachecóis e sair pelas ruas feliz da vida. 

Só que parece que é a sina da minha vida: ir atrás do frio e ele fugir de mim. 

A primeira vez que esse fenômeno ocorreu foi em 2001, se não me engano. Ia rolar um passeio da escola organizado pelo professor de geografia, o ~professor Marcelo~ (minha primeira grande inspiração). Fomos para Campos do Jordão, sinônimo de charme e ~clima europeu~, menos, é claro, quando eu tava lá. Lembro que minha mãe mandou eu usar muitos agasalhos e foi só chegar em Campos, passei o maior calor e sufoco tendo que carregar aquele monte de blusa. Infelizmente, não tenho fotos desse passeio - talvez algum amigo da época da escola as tenha guardadas em alguma caixa de sapato.

Quem foi que disse?

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Quem foi que disse que preciso morar no mesmo lugar a vida inteira?

Quem foi que disse que devemos fazer faculdade logo ao terminar a escola?

Quem foi que disse que temos que trabalhar na nossa área a vida toda?

Quem foi que disse que preciso ganhar muito bem pra ser feliz?

Quem foi que disse que ter carro é importante?

Quem foi que disse que baixinha não pode usar saia longa?

Quem foi que disse que brasileira é mulher fácil?

Quem foi que disse que todos os irlandeses bebem muito?

Quem foi que disse que intercâmbio é fácil?

Quem foi que disse que ter casa própria é sinal de sucesso?

Quem foi que disse que viajar uma vez por ano nas férias é suficiente?

Quem foi que disse que pagar mais de 200 reais numa calça jeans é o comum?

Quem foi que disse que eu preciso usar calça jeans mesmo?

Quem foi que disse que não posso assistir vários seriados ao mesmo tempo?

Quem foi que disse que tenho que casar e ter filhos?

Quem foi que disse que não posso ir dormir tarde todo dia?

Quem foi que disse que não posso comer um docinho após o jantar?

Quem foi que disse que chove todo dia na Irlanda mesmo?

Quem foi que disse que ser professora de inglês é glamouroso?

Quem foi que disse que a Europa é melhor que o Brasil?

Quem foi que disse que o Brasil é melhor que a Europa?

Quem foi que disse que a distância separa amizades?

Quem foi que disse que eu me arrependeria de "largar" meu emprego no Brasil ao vir pra cá?

Quem foi que disse que eu não ficaria só um ano na Irlanda?

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Muito mais que um museu de casas georgianas

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Um museu que eu ainda queria muito visitar aqui em Dublin era o Georgian House Museum - cheguei até a inclui-lo na minha lista de coisas que eu ainda queria fazer em Dublin no meu 2º ano de Irlanda.

Aí um dia vi um post no blog da Taís sobre a arquitetura de Dublin, que é bastante georgiana e pensei: ah, acho que vou convidá-la pra ir no museu comigo e mato dois coelhos numa cajadada só! Além de ter visto muita coisa interessante por lá, acabei conhecendo a Taís pessoalmente - Taís, você é muito fofa, viu? E é tão bom poder conversar com alguém do meu tamanho, às vezes canso de ter que ficar olhando pra cima quando falo com alguém... #vidadebaixinha

O Georgian House Museum na verdade fica numa antiga casa mesmo, bem ali na Merrion Square. Na entrada o funcionário explicou que o tour é auto-guiado e no início haveria um vídeo de aproximadamente 15 minutos sobre a casa e outras curiosidades. A entrada pra estudante custa 3 euros!

ps.: fotos no museu não eram permitidas, então todas as fotos do post foram retiradas do google, ok?

Voltando às aulas - a primeira semana

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Não é nenhuma novidade pra quem lê o blog que eu voltei a estudar na MEC semana passada. Quando renovei meu visto em março, peguei as férias primeiro e infelizmente tive que começar as aulas agora pra ter frequência, caso queira renovar o visto mais um ano.

Também não é nenhuma novidade que eu estava muito apreensiva em voltar à escola, já que no ano passado eu já tinha observado que a escola deixava muito a desejar. Que seria fraca eu já sabia, mas não imaginava que haveria tantos professores picaretas, aulas medíocres, etc.

Fui pra aula na maior boa vontade e cabeça aberta, pra dar de cara com um professor que já dava aula pro avançado no ano passado. AI MEU DEUS. Picareta alert.

Na verdade, o primeiro dia foi uma pequena odisséia porque agora a MEC tem outro prédio, já que o prédio original, na Harcourt St, não é suficiente pra demanda de alunos que eles tem. O funcionário da escola já havia me dito que minhas aulas seriam no prédios Whitefrias na Aungier St e fui segunda sossegada pois já conheço aquela rua e chequei no google antes pra ter certeza de onde os tais prédios eram. No fim eu não achava a porra da escola de jeito nenhum, liguei na MEC pra me ajudarem e fiquei uns 15 minutos no telefone com uma funcionária me ajudando - finalmente descobri o lugar: duas portinhas pretas minúsculas, sem nenhuma placa ou aviso de que ali é uma escola, que maravilha!

CPE, aí vou eu!

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CPE, CPE... como começar falando do CPE?

CPE é sigla para Certificate of Proficiency in English. É o exame de nível mais avançado de Cambridge e é bem difícil. É que, além de você ter que ser bom em inglês (gramática e uso da língua, interpretação de texto, speaking e listening), tem que saber fazer a prova. Sim, é tipo uma coisa meio vestibular: o exame tá cheio de truques e pegadinhas, sabe?

Desde a época em que eu estudava inglês, queria muito ter prestado algum certificado de Cambridge (os mais comuns são o FCE e o CAE - leia mais sobre o assunto aqui) mas por falta de grana, nunca rolou. Quando me tornei professora, estabeleci que me prepararia pra fazer a prova do CPE at some point, mas nunca, nem quando trabalhei na Cultura, me movi de fato pra encarar a bendita da prova.

A verdade é que dá um medinho e uma certa preguicinha também, porque como eu disse no primeiro parágrafo, o exame é difícil e tem que saber fazê-lo.

Aí eu nem tava pensando muito nessa história de CPE quando descobri que não poderia mais fazer o curso técnico em Childcare ao invés do General English para manter meu visto de estudante aqui na Irlanda. A frustração em não poder fazer a transferência de curso foi grande, mas tive um clique: por que não investir o valor desse curso de Childcare no CPE de uma vez por todas?

7 coisas que os irlandeses amam

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A ideia desse post surgiu quando R. me emprestou um livro que ele tinha chamado "More stuff Irish people love". Faz parte de uma série de livros sobre cultura, folclore, gastronomia e etecéteras irlandeses e é escrito de forma bem humorada - no melhor estilo irlandês!

O mais bizarro de ler um livro desses é genuinamente rir e reconhecer a grande maioria das situações contidas na obra.

A minha lista é baseada em muita observação de minha parte e um pouco de inspiração do livro. Pra ser mais específica: 3 itens* foram realmente tirados de lá; de resto, é pitaco meu! A lista não é em ordem de preferência nem nada do tipo porque não tem quantificar isso, acabou sendo escrita aleatoriamente mesmo.

7 - Father Ted

Irlandeses gostam de Father Ted porque Father Ted é uma série divertidíssima que retrata MUITO a cultura e modo de ser dos irlandeses - eles se identificam e gostam porque se tem uma coisa que irlandês adora é tirar sarro de si e dos outros. Eles usam frases do seriado no dia-a-dia, fazem referência a personagens, etc, etc. Eu curto muito a série e recomendo demais, principalmente pra quem já conhece um pouco de Irlanda e/ou mora aqui - com certeza vai se identificar e rir bastante!



Por água abaixo

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Quando renovei meu visto em março deste ano, fiquei no maior dilema: com qual curso renovar o visto? Eu tinha a possibilidade de fazer o curso de General English de novo, Business ou Fotografia.

Descartei Fotografia de cara porque os horários do curso eram bizarros, tipo quarta e quinta o dia todo, o que me impossibilitaria de trabalhar.

Olhei o conteúdo programático do Business e achei bem chato, mas renovar com inglês?

Por ser a opção mais barata, ainda que dolorosa, renovei com inglês.

No entanto, uns meses depois, descobri que a NCBA, parceira da escola na qual estou matriculada (MEC) tinha também o curso técnico em Childcare. Foi como se eu estivesse vendo uma luz no fim do túnel: claro, como não havia pensado nisso antes? Um curso técnico em Childcare poderia ser uma boa - uma coisa diferente que me traria possibilidades diferentes aqui na Irlanda. E mesmo que não me servisse de nada aqui, não seria ruim ter um curso desse no currículo, caso voltasse para o Brasil e quisesse dar aula pra criança em escolas de línguas ou escolas bilíngues.

Meninos e meninas

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Todo mundo me disse que eu ia achar diferente cuidar de meninos e eles estavam certos: é muito diferente mesmo. No entanto, apesar de muita coisa estar dentro do esperado, algumas situações me levam a crer que eu vivo num mundo muito mais dramático agora que cuido de J. e S.

Primeiro: apesar das meninas que eu cuidava serem mais novas, elas me davam menos trabalho. Quer dizer, elas sempre queriam companhia pra brincar e até no banheiro iam comigo, mas elas eram independentes - se trocavam sozinhas sem reclamar (a mais nova estava começando por volta dos 2 anos), comiam de tudo, estavam sempre felizes. Já os meninos, mesmo sendo mais velhos, são muito chatinhos com algumas coisas - outro dia o J. de 5 anos, fez um escândalo porque disse que não sabia colocar a meia sozinho. Desculpe querido, mas você tem 5 anos, vai colocar a meia sim. E falei mesmo, porque poxa, se a É. com menos de 3 anos colocava meia sozinha, porque ele não conseguiria?

Tento tomar cuidado com as comparações: as pessoas são diferentes, as crianças também. Não é porque o fulano sabe X que o outro fulano também tem que saber, mas sigo o bom senso.

Waterford - nós voltaremos!

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Quando fomos pra Wexford, a ideia era também passar em Waterford, mas infelizmente, não deu tempo. Quer dizer, até fomos pra lá, mas como já era final de tarde de um domingo, os lugares que gostaríamos de conhecer ficaram pra depois! Na verdade, a parada pra ver a réplica de um navio da época da Grande Fome é que atrasou o nosso cronograma, mas não nos arrependemos de nada visto que New Ross foi uma surpresa excelente!

Em Waterford, R. achou um lugar pra estacionar e corremos pra tentar conhecer a fábrica de cristais, House of the Waterford Crystal, mas ela já estava fechada pra visita e só podíamos passear pela loja mesmo. Waterford era conhecida pela produção de cristais finíssimos, e depois da empresa ter falido e resurgido algumas vezes, hoje se mantém firmes e produzem mais de 750 toneladas de cristal por ano! É possível ver o processo de confecção dos cristais, mas esse passeio ficará pra próxima.

Loja onde diversas peças de cristal estão à venda

O outono chegou, mas não chegou

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Pra vocês que moram aqui na Irlanda, eu preciso perguntar: como é que vocês estão usando blusa, casaco, lenços, botas e até luvas? LUVAS? Qual o problema de vocês?

Porque apesar das folhas secas já estarem caindo das árvores e a intensidade do vento ter aumentado no período da noite, o outono real pra mim ainda não chegou. Há muitos meses que não checo temperatura no aplicativo do celular, mas só à título de curiosidade, fui olhar ontem: fez 21 graus. Pode parecer pouco, mas sério, é calor.

Enquanto essas máximas não baixarem pra uns 10º, tô de mal com a Irlanda

E não é só porque eu pedalo não! Quando estou a pé, também passo calor, principalmente quando faz sol. Nossa, quando faz sol muito quente eu quero morrer! Cadê o outono? Cadê o frio? Cadê a oportunidade de me vestir elegantemente?

Porque pra mim, não há nada mais elegante que um casaco bonito, uma meia-calça legal, uma bota chique.

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