50 curiosidades sobre a Irlanda

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Eu amo esses posts de curiosidades com opiniões e percepções de brasileiros que moram fora, sabe? Desses bem listinha mesmo, tipo 25 coisas que você não sabia sobre o lugar X ou 60 impressões de uma brasileira sobre o lugar Y.

Aí que resolvi que queria fazer um também. Mas cara, depois de 3 anos de Irlanda, foi MUITO DIFÍCIL sentar e pensar em 50 coisas que seriam consideradas novas ou curiosas pra quem não mora aqui. Esse tipo de coisa é muito mais fácil de ser observada quando somos novos no lugar, quando tudo é novidade, quando qualquer coisa é motivo para compartilhar com os amigos.

O fato é que depois de semanas pensando em possíveis tópicos, acho que consegui reunir algumas informações que talvez eu nunca tenha compartilhado no blog. A maioria  é da minha cabeça (devo ter checado uma ou outra coisa na internet só pra garantir), portanto, não tome nada dessa lista como verdade absoluta, ok? E um ps.: todas as fotos desse post são de minha autoria.


curiosidades sobre a irlanda


1. Os estereótipos relacionados aos irlandeses e bebidas não são tão estereótipos assim: eles (e elas) realmente bebem muito!

2. A vida gira em torno do pub. Não tem churrascaria, pizzaria, reunião no shopping. Aqui o lugar pra encontrar amigos é no pub.

3. Aliás, pub é um conceito bem diferente do de "bar" que temos no brasil. Aqui até as famílias comemoram eventos no pub, inclusive levando crianças e bebês também.

4. As festas costumam acabar umas 2 ou 3 da manhã (depende do pub e da cidade). Geralmente acendem a luz do pub e param de tocar a música, assim mesmo, na cara dura, no maior “hora de ir embora”.

Resenha: Ruby Sessions, no pub Doyles

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A primeira vez que falei desse pub aqui no blog foi logo quando cheguei na Irlanda e conheci o R. Nós fomos lá pra uma sessão de música que acontece toda terça-feira em torno de 9h30 da noite.

Eu fiquei maravilhada: um ambiente super descolado e tranquilo, onde as pessoas sentam em banquinhos com suas bebidas nas mesinhas e apreciam boa música. Os músicos e bandas que tocam lá são, em sua maioria, desconhecidos do grande público - o que não significa, em hipótese alguma, que eles não sejam talentosos. Pelo contrário: já vi diversas bandas e cantores maravilhosos se apresentarem nas Ruby Sessions.

A verdade é que essa pegada meio acústica de quem toca lá misturada à baixa iluminação dá um clima muito relaxante e especial pro ambiente. Já tive a oportunidade de ir lá três vezes e nas três fiquei igualmente apaixonada por todo mundo que tocou - é uma experiência única, de verdade. Tanto é que eu e R. evitamos ir sempre, justamente pra manter essa aura especial do lugar - se fôssemos toda semana (eu super iria, sério!), não seria tão incrível, né?

As bandas e músicos do dia são sempre uma surpresa - você chega lá sem saber quem vai tocar. Acho essa proposta bacana, mas há jeitos de burlar um pouquinho isso: geralmente uma ou duas horas dos shows começarem eles anunciam em suas redes sociais um ou outro nome da noite, ou seja: ainda mantem um mistério.

Aprender um idioma por imersão: a grande verdade

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Em janeiro de 2015 eu escrevi um post intitulado "Meu irlandês falando português" sobre o fato do meu namorado, o R. estar aprendendo português meio sem querer, só pela convivência comigo

A verdade é que esses dias eu estava conversando com ele e cheguei à uma conclusão: o R. aprendeu português por imersão. Vivendo em Dublin!

Calma, eu explico: as pessoas tem um conceito errado de imersão. Elas acham que vão morar no país que fala a língua que elas querem aprender (geralmente, inglês) e que fazendo as coisas do dia-a-dia, indo no pub, vão aprender. É o famoso "aprender na rua". Quantas vezes não ouvi gente dizendo que o inglês mesmo se aprende na rua, convivendo com os locais? 

Só que o que essas pessoas não sabem é que ninguém vai ter paciência de ajudá-las a melhorar a fluência no idioma. Você acha que o fulano do pub vai te corrigir se você falar errado? Aliás, você acha que dá pra confiar no fulano do pub, só porque ele é nativo no idioma? Já parou pra pensar que, se um estrangeiro estivesse num bar ou balada no Brasil, ele conseguiria melhorar o seu português tranquilamente com qualquer um naquele estabelecimento?

Acho que você sabe a resposta, né?

Proleek Dolmen: um monumento de mais de 5 mil anos de idade

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No fim de semana do Valentine's Day R. e eu fomos passear e como estávamos na área do condado de Louth, descobrimos que havia um desses monumentos megalíticos na região. E bem, como você não vê um monumento de mais de 5 mil anos de idade por aí dando sopa, achamos que valeria a pena ir conferir.

proleek dolmen


O que é um monumento megalítico?


Existem vários tipos de monumentos assim, sendo que os dólmens são um deles - basicamente constituídos por pedras que formam um grande mesa, eles serviam como túmulo. Até hoje não se sabe bem o que eles realmente eram e o porquê e como foram construídos, mas acredita-se que que estas eram tumbas já que remanescentes e artefatos humanos sempre foram encontrados enterrados nas proximidades dos dólmens.

Existem vários desses na Irlanda toda - inclusive o maior da Europa fica no condado de Carlow.


Pesquisa do blog - 2ª edição

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No verão de 2014 eu fiz uma pesquisa no blog pra saber mais sobre quem lia o Barbaridades. Na verdade, eu tava curiosa porque meu blog estava ganhando acesso e eu não sabia quem eram essas pessoas, já que a grande maioria não dá as caras, não comenta.

A pesquisa foi ótima porque deu pra saber um monte de coisa legal sobre quem lê, além deu ter tido várias sugestões de posts. O blog é um hobby pra mim, e apesar deu já ter feito um dinheirinho muito mínimo com uns publi posts, a verdade é que isso aqui está longe de se tornar um negócio. E nem acho que vá, sabe? Eu gosto de escrever, me dá prazer, e por isso continuo escrevendo.

Esse ano o blog completa 4 anos e já estamos nos quase 700 posts. Setecentos! Não sei de onde a inspiração continua vindo - mas ela continua. Como eu já disse milhões de vezes por aqui, amo o registro escrito, e acrescentando o fato de que fiz várias amizades e conheci muita gente bacana por aqui, não penso em parar tão cedo! Será que vocês vão me ver aqui, velhinha de cabelo azul, ainda postando? Será que blogs ainda vão existir daqui a 10, 20, 30 anos?

Divagações à parte, gostaria muito que você tomasse 10 minutinhos do seu tempo pra responder a pesquisa. É rápido e indolor e vai me fazer muito feliz! :)




Caso a pesquisa não tenha aparecido aqui no blog direitinho, clique aqui!

Filmes irlandeses #1 - Sing Street (que já é um dos meus preferidos da vida)

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É oficial. Agora esse blog terá uma sessão de filmes irlandeses porque... são tantos! Eu tenho dois posts aqui no Barbaridades onde falo sobre filmes da Irlanda:

Filmes irlandeses legais


Filmes irlandeses e esteriótipos


Massss eu já vi muitos outros filmes que mereciam ser mencionados aqui no blog e eu juntei a vontade de escrever com a de ver filmes. Aliás, a vontade só aumentou quando fui conferir "Sing Street" na semana passada.

"Sing Street" é um filme dirigido por John Carney, o mesmo de "Once" (o meu filme irlandês preferido!) e de "Begin Again" (que não é irlandês, mas que amo também). Ele foi lançado esse ano, no festival de Sundance (e ovacionado, inclusive!).

A história se passa na capital irlandesa, Dublin, em 1985 e gira em torno de Conor, um menino de 15 anos que inventa que tem uma banda para impressionar uma garota e se vê tendo que levar a ideia adiante. Mas obviamente esse filme é muito mais do que um adolescente querendo ficar com uma linda garota, como você já pode imaginar.


Monaghan: mais um condado visitado

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O condado de Monaghan fica na província de Ulster e embora pareça estar na Irlanda da Norte, faz parte da República. A população é de 60 mil pessoas - o quarto menor condado em termos de população.

Na verdade, não teríamos nenhum motivo pra ir parar nessa parte do país, mas o fato é que como passamos o Valentine's Day descansando num hotel em Louth, resolvemos dar uma esticada nas pernas - e nos planos - e riscar mais um condado da minha nossa lista. Sim, porque a essa altura, o R. está mais do que nunca no projeto de conhecer todos os condados de seu país!

Uma rápida pesquisa no google mostrou um lugar que parecia bem gostoso de visitar: o lago Muckno, na cidade de Castleblayney. Essa cidade tem uma população de apenas 3 mil habitantes, dá pra acreditar?

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Abstinência

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Cara, nessas últimas semanas eu tava numa abstinência absurda de dar aula. Mas antes, um parênteses: ontem eu dei uma aula na CITAS, escola no centro onde meu colega da UCD trabalha. Dei uma aula lá porque eu precisava ser observada para um módulo no curso e como não estou trabalhando como professora no momento, esse colega gentilmente cedeu uma hora da aula dele. A saudade virou uma adrenalina, um negócio que não dá pra explicar. É muito bom estar na sala de aula.

Mas a saudade que eu sinto não é só de dar qualquer aula não, eu tô morrendo de saudade dos meus alunos.

Claro que quando a gente pensa em situações com um olhar nostálgico, naturalmente elas parecerão muito melhores do que realmente eram. O cansaço de preparar aulas por hooooras, a pressão de ligar pra responsáveis e pais de alunos, a loucura de dar aula o dia todo e até no sábado. Tudo isso praticamente o dia todo, todo dia. Correções de prova, correção de redação, preencher relatórios, observação de aula, treinamentos, workshops... Eu fazia tudo. Era uma workaholic de primeira.

No entanto, quando olho pra trás, lembro de tanta coisa boa, de tanta gente legal que conheci, de todos os momentos bacanas em sala dos professores, dos colegas de trabalho - muitos deles que são amigos até hoje. Mas de quem mais sinto saudades mesmo, é dos meus alunos.

Foram centenas e centenas de alunos, mas eu me lembro de cada um deles: das crianças, dos adolescentes, dos adultos, dos alunos particulares. As pessoas dizem que um professor pode marcar muito a vida de um aluno, mas o que elas não sabem é que muitas vezes, o aluno pode marcar ainda mais o professor. Quase sempre lembro do nome, da profissão, de como era essa pessoa em sala, de onde ela era... acredite, se você foi meu aluno, eu me lembro de você!

5 produtos brasileiros encontrados em lojas não-brasileiras na Irlanda

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Você é brasileiro e mora na Irlanda? Sente saudade de alguns produtos típicos do nosso país? Não consegue só viver com as comidinhas irlandesas? Seus problemas acabaram, esse post é pra você!

E caaaaalma, que hoje é 1º de Abril mas o que eu vou te contar aqui não é mentira nããããooooo!

Desde antes de vir pra Irlanda eu já sabia que rolavam lojas e restaurantes brasileiros aqui, mas no meu primeiro ano de Irlanda sempre evitei frequentar esses lugares. Não me leve à mal, mas eu tava numa vibe de intercâmbio mesmo, de experimentar coisas que eu não tinha o hábito de experimentar, de comer bolachas diferentes, tomar chás diferentes, viver o intercâmbio de verdade, né?

Tem gente que mora aqui 6 meses, 1 ano e vive comprando comidas brasileiras, indo em festa brasileira... eu sempre falo disso aqui no blog: se você curte fazer essas coisas, ok, que bom pra você, mas não consigo entender a pessoa gastar uns 20 mil reais pra vir pra Irlanda viver o Brasil, sabe?

Fecha parênteses. Depois que fui ao Brasil a passeio em 2014, voltei muito mais brasileira. Poderia usar a desculpa de ter um namorado não-brasileiro e dizer que começamos a comprar coisas brasileiras pra ele, mas o fato é que isso não é 100% verdade. O R. gosta muito da cozinha brasileira, mas o fato é que eu comecei a sentir muito mais falta de certas coisas e produtos.

Assim, eu nasci brasileira e morrerei brasileira. Mesmo que eu more aqui na Irlanda pro resto da vida, serei sempre brasileira. Não vou deixar de amar feijão carioca, quindim, brigadeiro, doce de leite, farofa, etc, etc, etc, mas isso não significa que eu só coma essas coisas, sabe? Aqui em casa o negócio é balanceado: comemos o combo brasileiro arroz & feijão uma vez por semana, mas também comemos o combo irlandês batata & legumes & carne uma vez por semana. Tomamos chá irlandês, mas a cada dois, três meses compramos guaraná ou suco de goiaba na loja brasileira pra matar a saudade. E vamos seguindo assim. Me sinto privilegiada de ter o melhor dos dois mundos!

Maaaaaaaas, apesar de lojas brasileiras existirem aqui em Dublin, elas não são nada baratas. Você mata a saudade da comidinha verde-amarela, mas paga caro por isso.

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