Palácio real e as pagodas mais lindas em Mandalay

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No nosso segundo dia em Mandalay acordamos relativamente cedo pra tentar aproveitar o máximo do dia - afinal de contas, só teríamos aquele dia inteiro pra aproveitar a cidade. O que, analisando agora, não foi corrido não. A verdade é que entre 12 e 4 da tarde você provavelmente não vai querer ficar no sol andando pra cima e pra baixo e respirando poluição, então você acorda cedo, faz algo pela manhã, almoça, se esconde no hotel e bota os pezinhos na rua de novo ao final do dia.

Então após o café, que estava incluído na nossa diária do hotel, fizemos aquele esquema de contratar um táxi para a manhã. A ideia seria conhecer três lugares relativamente próximos uns dos outros porém bem chatinhos de fazer a pé: a Kuthodaw Pagoda, o Palácio de Mandalay e o Mosteiro Schwenandaw.

Começamos pelo Palácio Real, o último da monarquia birmanesa e principal residência dos últimos reis do país. Na verdade, quase tudo por ali na verdade foi reconstruído nos anos 90, porque o complexo do palácio original foi bombardeado durante a Segunda Guerra Mundial.




O estilo dessa construção é bem birmanês no sentido de que se trata de um forte com muros protegendo-o, mas também rodeado por um fosso, o que nada mais é do que uma escavação ao redor de um castelo/forte coberto por água para impedir a entrada de inimigos.

É tudo muito lindo, e nós bobos em como muitas vezes éramos os únicos ocidentais na parada. Só depois fomos descobrir que era época de férias para os birmaneses, então muitos estavam aproveitando pra passear também...





De lá, seguimos pra Kuthodaw Pagoda, um dos nossos lugares preferidos em Mandalay. É lá onde se encontram escrituras budistas marcadas em pedra - mais precisamente, 729 placas enormes de mármore. Esse lugar está até no livro dos recordes como maior livro do mundo! As escrituras e placas em si não nos cativou tanto - até porque é difícil vê-las, os templos que abrigam as mesmas tem uma gradinha na frente, então não dá pra chegar perto, ler, nada. Mas o lugar é absurdo de lindo de maneira geral: o complexo abriga templos dourados, brancos, coisa mais linda!

Lá aconteceu o primeiro de muitos momentos popstar na Ásia: um mocinho veio, timidamente, perguntar se podia tirar uma foto com a gente. Ficamos super surpresos, mas aproveitei a oportunidade pra pedir uma foto de volta - e esse "ritual" se repetiu diversas vezes na nossa passagem por Myanmar...











Em Myanmar a população usa muito um produto no rosto como forma de proteção solar chamado thanaka. Nós não sabíamos que era para proteção solar (eu achava que era puramente estético), mas na verdade, é um pouco dos dois. Quase todas as mulheres usam essa pasta nas bochechas, testa, nariz e muitos homens, principalmente jovens, também usam. Ela é extraída de uma árvore, moída e misturada com água, que faz tudo virar uma pasta que pode ser facilmente aplicada no rosto - ela protege contra os raios solares e serve também como adereço. Tinha umas meninas birmanesas se oferecendo pra fazer um desenho com thanaka no nosso rosto e topamos (no fim, tivemos que comprar umas pinturas em postal que elas vendiam porque apesar delas terem tido que estavam passando a thanaka de graça no nosso rosto, nada, nada nesse mundo é de graça!). O cheiro é absolutamente maravilhoso, e mesmo horas depois da pasta secar no rosto e até mesmo descascar e sair, a pele continua super cheirosa. Na Ásia toda só vimos pessoas usarem thanaka em Myanmar mesmo.

Ainda nesse dia passamos pelo mosteiro Shwenandaw, um local de arquitetura impressionante com suas esculturas em teca (um tipo de madeira) e o único local que pertencia ao Palácio Real originalmente. Infelizmente eu, Bárbara, não pude entrar em algumas partes do mosteiro pois mulheres não são permitidas!








No local havia poucas informações nas placas, então a gente dava uma lida no guia pra ver do que se tratava mais ou menos, e saia "mundo afora" olhando cada cantinho, tirando fotos, sentando nas escadarias pra descansar do calorão e comentar em como estávamos amando aquele lugar. E Mandalay ainda tinha algumas surpresas pra gente, mas essas eu conto no próximo post!
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