Brasil, tô aqui de novo!

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Sábado, dia 28 de março, é o dia que embarquei de volta pro Brasil... de férias! Serão duas semanas em São Paulo (dessa vez não vai ter viagem - o que por um lado vai ser bom!) curtindo família e amigos.

Além disso, vou participar de outra cerimônia de casamento (como da outra vez que vim ao Brasil, no ano passado). Tô começando a achar que todas as minhas amigas vão casar tipo... uma a cada ano! hahaha

E assim como da outra vez, não embarquei nessa aventura sozinha: R. está aqui comigo novamente! Já temos uma nova lista de comidas pra eu comer ele experimentar e também as comidas que mais gostamos pra comer de novo! Que vontade de tomar um suco de verdade, de comer um arrozinho com feijão, uma coxinha na Condessa, uma pizza de verdade, hmmm! Estou muito feliz e dessa vez vou ver se levo algumas coisinhas de volta na mala - no ano passado foi tudo tão corrido e intenso que nem no supermercado tivemos tempo de ir direito, eu simplesmente não levei nenhuma comida do Brasil de volta pra Irlanda!

Sou eu mesma quando falo português (?)

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Eu estava com esse post no rascunho desde outubro de 2013 - pois é, todo esse tempo! É que como eu sempre encontrei inspiração pra escrever sobre tantas outras coisas, fui deixando esse texto de lado porque ele não era "urgente". Até agora.

A verdade é que eu adoro ler/saber mais/conversar sobre línguas e os processos que se dão no nosso cérebro (e alma) quando falamos nossa língua-mãe ou outras línguas. Sempre me interessei pelo assunto (ora, aos 10 anos de idade já dizia que gostava de "música inglesa" me referindo ao fato de que eu gostava de músicas cantadas em inglês) e não à toa me tornei professora de inglês - e mesmo não exercendo a profissão aqui na Irlanda, continuo extremamente ligada nesse assunto e estou sempre refletindo e estudando a respeito disso.

Desde que meu namoro com o R. (que é irlandês) começou a ficar mais ~sério~, ele sempre disse que um dia gostaria de aprender português. Seu argumento era que minha fala, por mais fluente que eu fosse em inglês, nunca seria a mesma porque não transmitiria os sentimentos da mesma forma com a qual e os expresso na minha língua. Ele falava que eu dizer "oh, that's so cute" não seria nunca eu dizer "aiiiii, que bonitiiiiiiinho".

E ele tinha razão.

Copenhagen e um final-de-semana (4/4)

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E pra quem ainda não cansou de me ouvir de Dinamarca, prometo que este é o último post! Decidi falar sobre cinco tópicos que me chamaram a atenção de alguma forma por lá:

- Bicicletas

Coitada de mim achando que as pessoas pedalam em Dublin. RISOS. Não Barbarella, ninguém pedala em Dublin. Em Copenhagem sim, é que se pedala. Vimos muita gente pedalando pra todo canto: jovens, velhos, velhinhos, mulheres arrumadas pra balada, criança... todo mundo pedala! As ciclovias são largas, a cidade é toda plana e super segura. Vimos dezenas de bikes simplesmente encostadas na parede - sem nenhum tipo de cadeado! E os estacionamentos de bicicletas, com várias delas amontoadoas (e repito: muitas sem nenhum tipo de cadeado)? Lindo demais! Vai eu querer deixar minha bicicleta encostada na parede no centro de Dublin pra ver o que acontece...



Copenhagen e um final-de-semana (3/4)

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Voltamos aos posts sobre a viagem pra Copenhagen! Os primeiros posts estão aqui e aqui.

No domingo acordamos cedo, colocamos nossas mochilas no locker do hotel e seguimos pra primeira parada do dia: o Post & Tele Museum. Ele fica pertinho da Strøget, aquela rua que mencionei no segundo post da viagem, e fica um pouco escondidinho - mas dá pra achar pela proximidade com a Round Tower. Esse museu é de grááááátis e sério, eles deveriam cobrar, porque a qualidade é excepcional! A gente passou muito tempo lá dentro e dava pra ter ficado mais! Há muitas salas, muita informação, muitas fotos e objetos, sala de vídeo, etc, etc. Na entrada há uns selos gigantes com o buraco pra você encaixar sua cabeça, sabe? Não perdi a oportunidade:



Renovando meu último visto (como estudante de inglês)

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Então vocês já sabem que eu renovei o visto, né? Como comentei nesse post aqui, não foi difícil tomar essa decisão. Difícil mesmo foi ter que frequentar aula pra ter a frequência necessária pra poder renovar.

Tipo assim: com todo aquele bafafá de escolas que fecharam e/ou que estava em ameaça de fechar, as escolas passaram a levar a lista de presença a sério. Logo, não foi pra escola não tem como assinar lista, já que eles riscam o espaço onde você poderia ter assinado.

Obviamente que em alguns dias esporádicos, um ou outro professor esquecia de riscar os espaços e os alunos assinavam a presença do dia anterior - mas como eu disse, bem esporadicamente. Na maioria das vezes não foi, não assina a lista.

A minha escola (MEC) implantou um sistema muito legal na recepção para que pudéssemos ter acesso à nossa frequência: ao digitar seu nome e uma senha específica pra cada aluno, dá pra saber a sua porcentagem e quantas semanas faltam pra acabar o curso. Isso foi um grande alívio porque dava pra controlar bem e saber se dava pra dar uma faltada naquela semana, etc.

1 é pouco, 2 é bom, 3 é ainda melhor

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Quem acompanha meu blog desde o início (ou teve coragem de ler os mais de 500 posts), sabe de todo meu sacrifício e sufoco pra chegar na Irlanda. Foram muitas horas de trabalho pra juntar dinheiro, muito sufoco quando perdi o vôo em Istambul em março de 2013 quando vinha pra cá e muita insistência pra conseguir uma casa e emprego na cidade quando aqui já estava.

Fast-forward pra março de 2014 - decidi renovar meu visto de estudante e ficar mais um ano da terra dos leprechauns. Não foi uma decisão difícil - aliás, pra mim foi sempre muito claro, desde o começo.

Corta pra março de 2015 e cá estou eu, de visto recém-renovado pra mais um ano! Novamente, não foi uma decisão difícil - quanto mais tempo eu passo aqui, mas eu me sinto parte daqui. A família e os amigos fazem falta diariamente, mas por isso eu agradeço à tecnologia incrível que temos a nosso dispor: mensagens de texto, de voz, facebook, seja lá o que for, estamos em contato constante.

Eu abraço a Irlanda com os meus braços e todo meu amor: suas paisagens verdes, suas ovelhinhas brancas, suas cidadezinhas do interior, sua costa magnífica, sua sofrida e incrível história, seu povo descolado e sua capital borbulhante. E também abraço a Irlanda seu clima imprevisível, sua culinária simples, suas festas típicas, seu transporte público falho, seus preços exorbitantes e até mesmo sua pizza que de pizza não tem nada!

Esse país é maravilhoso, acolhedor e especial. E além disso, me deu de presente uma pessoa tão maravilhosa, acolhedora e especial quanto ele.

Obrigada, Irlanda. Obrigada, R.

Porque se o primeiro ano foi pouco e o segundo foi bom, o terceiro será ainda melhor.

De março 2014 à março 2015: muitas viagens e lembranças inesquecíveis!

Copenhagen e um final-de-semana (2/4)

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Depois de termos passado umas boas duas horas andando pelo Museu Nacional, resolvemos tentar encontrar a Strøget, a rua de comércio mais longa do mundo! Não que estivéssemos lá pra fazer compras nas centenas de lojas famosas e locais (porque gente, fazer compras na Dinamarca não rola, né?) mas porque eu adoro esses superlativos em viagens - a rua mais longa, a avenida mais larga, etc, etc.



Andar pela capital dinamarquesa é muito fácil - com um mapa simples você consegue se locomover pelo centro e caminhar facilmente de um local a outro. Transporte público só será necessário se você está hospedado mais afastado do centro ou se está indo visitar algum ponto turístico mais longe (aconteceu conosco, mas já chego lá). Aliás, o transporte da cidade é excelente, mas já chego lá também.

St. Patrick's Cathedral

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[Esse ano não vai ter post de St. Patrick's Day porque eu não fiz absolumente nada pra comemorar a data - o acúmulo de coisas por aqui, preparações para ir ao Brasil e cansaço acumulado fizeram com que eu e o R. decidíssimos ficar de boa esse ano. Mas como hoje é um dia especial, não quis deixar passar batido no blog e resolvi publicar sobre minha visita à Catedral que leva o nome "do hômi"!]

Eu moro em Dublin há quase dois anos e nunca tinha pisado em nenhuma igreja nessa cidade. Não tenho nenhuma religião e apesar de me interessar um pouco por arquitetura, ver as belíssimas Catedrais de St. Patrick e a Christchurch por fora já estava de muito bom tamanho.

Aí um dia, há meses, vi um voucher no groupon para duas pessoas visitarem a St. Patrick's e lembrei da Taís, que havia comentado em algum post que queria fazer mais coisas em Dublin. Ela aceitou o meu convite na hora e comprei o ingresso, mas por conta de inúmeros compromissos e desencontros, nosso passeio só foi acontecer duas semanas atrás.

Já adianto que todas as fotos de dentro da Catedral (e cemitério) são de minha autoria - a foto de frente da Catedral roubei do Google porque o sol tava nas costas dela e minha foto não saía boa DE JEITO NENHUM, acabei desistindo.


Copenhagen e um final-de-semana (1/4)

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No ano passado eu e o R. fomos pras Aran Islands, na costa oeste irlandesa, pra comemorar o Valentine's Day. Foi tão especial e bacana que eu queria muito repetir a dose esse ano e ir pra um lugar bacana, de preferência com neve.

Vocês lembram daquele meu post sobre ir pra Noruega no inverno? Pois é. Seria unir o útil ao agradável e aproveitar o inverno pra finalmente ver paisagens lindas de neve, mas infelizmente, não rolou. A Ryanair não colaborou e não achamos passagens pra viajar no fim-de-semana, que era o que tínhamos disponível. Sendo assim, começamos a procurar outros lugares que poderiam ter neve, mas nada cabia no tempo e orçamento.

Foi quando eu vi passagens baratas pra Copenhagen, capital da Dinamarca.

Dos países nórdicos, acho que a Dinamarca era o último da minha lista, mas não é que eu adorei os dois dias que passamos lá?


Gerenciamento de pessoas

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Da próxima vez que eu atualizar o meu currículo, ele certamente ganhará uma nova linha na parte onde descrevo minhas qualidades: excelente gerenciamento de pessoas.

Porque dar aula pra um grupo de 20 adolescentes não é nada perto de sair com duas crianças na rua. Explico: lembra daquele post onde comentei ter trabalhado o dia todo, mais de 10 horas seguidas com os meninos? Foi super estressante e cansativo, mas aquele primeiro texto não descrevia nem metade da minha saga...

Após o almoço, as escrituras na parede e os escândalos pra sair de casa, conseguimos iniciar a jornada de ir até à biblioteca. Foi tranquilo, sossegado. Os meninos leram seus livros e pintaram por mais ou menos 1 hora antes de ficarem entediados. Como a mãe deles já havia me dito que podíamos tomar um café e comer um bolo à tarde (ela é tão fofa que até o dinheiro já tinha deixado), fomos até uma Starbucks que fica ali próxima. E aí amigo, aí é que o bicho pegou.

Você está empurrando um carrinho com uma criança de 3 anos e de olho no outro de 5 anos e meio em seu patinete. Você precisa abrir a porta (pesada) do Starbucks. Você faz um malabarismo e consegue colocar o mais velho pra dentro e empurrar o carrinho sozinha. Yes!

Desafio de filmes - Mês 02

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Atrasada, mas ainda por aqui! A vida ainda não acalmou desde a virada do ano e são tantas coisas pra fazer e resolver que eu e o R. estamos contando os segundos pra irmos pro Brasil logo pra poder recarregar as energias e dar uma desacelerada.

Por conta dessas mudanças por aqui, não tô conseguindo cumprir o desafio que me propus direito e percebi que fui deveras ambiciosa: quatro filmes do mesmo diretor por mês é muita coisa! Resolvi então que se eu conseguir ver um ou dois já está de bom tamanho. Afinal de contas, o que importa é qualidade e não quantidade, né?

Fevereiro era mês do espanhol Almodóvar e eu estava particularmente empolgada porque gosto muito do estilo dele e queria ver os quatro filmes que havia selecionado, mas por falta de oportunidades, só consegui ver dois. Vamos a eles?

[7 on 7] Food

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E o segundo mês do projeto 7 on 7 vem com um assunto que eu adooooooooooro: comida!

(e eu sei que hoje é dia 8, mas eu tô aqui!)

Nós decidimos deixar o assunto bem livre, ou seja: podiamos falar de pratos típicos do local onde moramos, das comidas preferidas dos locais, das nossas comidas preferidas nesses lugares, etc, etc... Eu acabei fazendo uma lista que misturava as mais comuns com as minhas preferidas, mas surgiu um problema: eu queria fazer algumas fotos no supermercado e fiquei com medo. Sim, porque eu sei que é proibido fazer fotos em alguns lugares tipo mercados e não queria confusão pro meu lado. Foto escondida também não compensa, então acabei fazendo algumas fotos com a câmera e a algumas com o celular mesmo, no trabalho. Me desculpem! Esse mês foi (e está sendo) uma correria com as coisas do visto e minha ida ao Brasil, portanto, prometo fotos mais elaboradas pro próximo tema! (ou não, porque dia 7 de abril estarei no Brasil, ai ai)


[1] Minha comida preferida na Irlanda

Se você pesquisar o termo "Irish breakfast" vai ver essa citação em diversos posts meus - eu simplesmente adoro! Nunca me esqueço a primeira vez que o R. o cozinhou pra mim e eu, filha da minha mãe como sou, fiquei olhando com aquela cara de "e você acha que vou comer esse óleo e fritura todo?". Mas o café-da-manhã irlandês me conquistou - não foi amor à primeira vista, mas no nosso segundo encontro eu já estava apaixonada. Feijão, ovos fritos, torrada, pudding, rashers, linguiça, às vezes cogumelos, tomate.... é tudo muito muito muuuito delicioso!



Tag - minha vida em músicas

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Vi duas tags musicais em dois blogs diferentes lááááááá no final de Janeiro. Inclusive a Taís me indicou pra respondê-la - você me perdoa a demora, Taís? A vida tava doida demais (e ainda tá, mas a gente dá um jeito).

Como eu adorei as duas tags que vi, resolvi juntá-las e responder tudo numa só!

Qual seu estilo musical favorito?
Eu adooooro música dos anos 80. Toda aquela breguice de A-ha, Cindy Lauper, Madonna, Tears for Fears, etc etc. Sabe essas coleções com "as melhores dos anos 80"? Eu vou gostar de tudo. Mas eu também ouço anos 70, 90, pop rock, rock brasileiro, etc.


Cinemateca #2 - Filmes do Oscar

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E o Cinemateca desse mês não podia ser de tema diferente: o Oscar!

Quando eu era adolescente adoraaaava assistir o Oscar e conforme fui crescendo e comecei a trabalhar, acompanhava trechos da cerimônia pela internet no dia seguinte. O fato é que, daqui da Irlanda, não dá pra ver o Oscar por causa da diferença de horário, passa muuuuuito tarde. Então eu leio os resumos, vejo uns vídeos no YouTube e fica por isso mesmo. 

A diferença é que esse ano eu havia me proposto ver todos os filmes indicados ao prêmio de Melhor Filme. Não consegui, mas já estou bem satisfeita pois tive a oportunidade de ver quase todos, só faltaram dois!

Esse post contém leves spoilers.


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