Grécia, uma introdução

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Claro que que a Grécia sempre esteve no meu imaginário - aliás, deve estar no imaginário de todos! Filosofia, democracia, ilhas paradisíacas, tanta coisa vinda daquele pais no mediterrâneo e eu sabia que um dia, quando a oportunidade surgisse, eu pisaria naquele lugar.

Não tínhamos a Grécia no topo da nossa lista de viagens - aliás, nossa lista nem tem uma classificação de preferência, porque o que dá pra fazer, fazemos. Seja passar um feriado em Budapeste ou um fim de semana entre amigos em Bruxelas, o fato é que se dá pra viajar, estamos viajando. Mas tínhamos sim uma prioridade pro verão de 2017: viajar pra algum destino de verão.

Pra quem não sabe, eu amo o frio e inverno. Sempre gostei. E mesmo quando me diziam: mas você mora no Brasil, não faz frio suficiente pra você gostar de frio, meeeesmo assim, eu sabia das minhas preferências. E não preciso nem dizer que mesmo tendo vindo pra Irlanda há mais de quatro anos, eu curti demais o "frio" de cara - entre aspas porque sabemos que o clima daqui é bem do temperado. Então pra quem não gosta, de fato é frio, mas por que tô falando disso mesmo?

Ah sim. Eu amo frio. E por conta disso, fizemos duas viagens de inverno pra lugares de inverno - Noruega em dezembro de 2014 e Finlândia em dezembro de 2015.



O R., por outro lado, detesta frio, detesta. E a gente nunca tinha viajado no verão juntos, porque por algum motivo, sempre tinha algo acontecendo em nossas vidas e não podíamos ir. Então teve oportunidade de emprego pra mim, viagens ao Brasil nessa época do ano, tese de mestrado sendo escrita... e no fim das contas, quando o ano virou de 2016 pra 2017, prometi ao R. que iríamos pra algum lugar quentinho - eu faria o sacrifício! risos

Então começamos a pensar em possíveis destinos e já descartamos os destinos espanhóis populares entre os irlandeses: Fuerteventura, Ibiza, Tenerife, nada disso nos interessou porque não queríamos ir pra um lugar fazer nada. Não é muito o nosso o meu estilo e queríamos juntar um pouco de dolce far niente com explorar um lugar bacana. E foi assim que a Grécia surgiu em nossas vidas.



Seria perfeito: poderíamos ficar de boa uns dias, mas também tinha um mundo de templos e museus interessantes pra conhecer!

E nem foi difícil pensar em qual ilha faríamos nossa parada: eu já sabia que tinha que ser Santorini de qualquer jeito. Aquelas casinhas brancas no penhasco, pôr do sol maravilhoso, oportunidades de mil fotos bonitas? Tinha que ser lá!

Então começamos a olhar umas passagens como quem não quer nada e vimos que dava pra fazer o trajeto Dublin - Santorini com uma escala em Atenas que não acrescentaria muito no valor da passagem. Infelizmente eu passo muito mal em barcos e ficar mais de 6 horas em um não estava me agradando muito, então de cara descartamos a possibilidade do ferry saindo de Atenas.

Algumas dicas mais práticas:


Pesquisamos os voos pelo Skyscanner, como sempre, em janeiro. As passagens foram compradas com a Aegean Airlines - pagamos em torno de 250 euros cada um. Pode parecer caro, mas isso engloba quatro voos pra um destino mega turístico em pleno verão. Já cheguei a pagar isso pra voos pra Alemanha, por exemplo.

Resolvemos ir pra Santorini direto antes de ficar em Atenas porque pelo menos faríamos todo o trajeto de avião de uma vez só e acho que foi a melhor decisão. Nosso voo saiu de Dublin as 22h de um sábado, chegamos em Atenas umas 5am horário local (sao 4h e pouco de voo) e em menos de 2h pegamos o voo pra Santorini.



Na ida conseguimos fazer o check in das malas sem custo nenhum, mas o limite de peso da Aegean é de 8 quilos, então na última hora tive que deixar de levar umas coisas extras, como secador de cabelo, porque minha mala já tava com 8kg e meio. Mas não tivemos problema e na volta não precisei pesar a mala em lugar nenhum.

A Aegean, ao contrário do que imaginávamos, não é uma low cost, então teve refeição tanto na ida como na volta - o jantar estava delicioso, rolou uma entradinha de salada, um queijinho, comida, sobremesa, bebida e tal. Os funcionários foram extremamente simpáticos e não tivemos do que reclamar!

Hotéis


Assim como as passagens, reservamos os hotéis ainda em janeiro com medo deles esgotarem rápido e pagarmos muito caro. Eu sabia que queria me hospedar em Oia, seguindo uma dica da Dri Miller e focamos a busca lá. Tem muito hotel maravilhoso com piscina divina na beira do penhasco, mas esses não estavam entrando no orçamento. Vimos uns apartamentos simpáticos ao que parecia ser apenas uns 15 ou 20 minutos de caminhada da rua principal no centrinho e fomos nessa, porque a única exigência é que tivesse piscina, claro.

E assim, o hotel foi ótimo, café da manhã no quarto todo dia, tinha uma sacadona linda, mas a caminhada ate o centro era cruel, principalmente debaixo do sol. Então no fim levávamos quase meia hora pra de fato estar no centro, e dali ainda tínhamos que andar mais pra explorar a região. Então a minha dica é: se o orçamento permitir, fique mais pertinho da vila principal que é mais negócio.

Em Atenas o principal era ficar numa boa localização e ficamos no bairro de Monastiraki - recomendo fortemente! O hotel era mega simples, mas estávamos a uns 5 minutos do metrô e dava até pra ir a pé até a Acrópole. Pegamos metrô por causa do calor, mas todas as atrações ficavam a uma ou duas estações de Monastiraki (fora que a linha azul do metrô, que é onde fica Monastiraki, é a que leva até o aeroporto), então a localização foi ótima. Fora que o bairro é super agitadinho, animado, barzinhos à noite, loja aberta até tarde, me senti em casa!



Tickets para atrações


Seguimos uma dica do meu guia Lonely Planet (inclusive, excelente, usamos várias dicas de lá) e compramos o Acropolis Pass que dá direito a visitar várias atrações em até 4 dias. Fizemos as contas e vimos que compensava porque somente pra entrar na Acrópole em si são 16 conto, sendo que o pass custava 30 euros. Mas a dica de ouro foi comprá-lo em outra atração - e escolhemos a Ágora de Atenas porque era pertinho do hotel. A dica do guia era comprar o pass em qualquer atração que não fosse a Acrópole porque na Acrópole sempre tem fila. E de fato, não pegamos fila pra entrar em lugar nenhum, excelente dica!

Horários dos passeios


Essa dica é mais pra Atenas mesmo, mas acho que vale pra qualquer lugar de verão: faça tudo cedo. É muito cruel e cansativo estar nesses descampadões em pleno meio-dia, mas honestamente, o sol já tava queimando desde as 10 e ia até umas 16h, então tentamos sempre ir pra museus e lugares indoors a partir de umas 11h pra evitar a fadiga. Não deu pra fazer isso no último dia, mas pelo menos tentamos nos outros.

Acho que devo ter mais dicas práticas que não estou lembrando agora, então vou terminando o post por aqui mesmo. :)



 


ps.: Criei um canal no Youtube, mas não vou ficar enchendo o saco de ninguém pra se inscrever, seguir, ativar sininho nem nada disso. Eu tava empolgada com o meu brinquedo novo - a Go Pro Hero 5 - e resolvi fazer uns vídeos de brincadeira, curti, tô editando tudo aos poucos e colocando lá no youtube. Então já tem dois vídeos dos primeiros dias em Santorini, praticamente um spoiler pra quem lê o blog, mas enfim, quem tiver uns minutinhos livres, me assiste? Fiz questão de deixar os vídeos com menos de 10 minutos cada porque ninguém merece ver nossa cara por muito tempo, né? hahaha.






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