O dia em que caí da bicicleta

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Se você me acompanha há bastante pelo tempo pelo blog, deve ter notado que a frequência de posts caiu bastante. Eu amo postar no blog, e mesmo que tenha poucas visualizações, gosto do meu espacinho na internet, do meu diário virtual. E como comentei nuns posts atrás, minha primeira semana como coordenadora de uma escola de verão foi muito, muito, mas muito estressante mesmo. Então eu não tava muito boa, não tinha inspiração nem tempo nem vontade de fazer nada que não fosse relacionado ao trabalho.

E a verdade é que apesar da segunda semana ter sido um pouquinho melhor, a terceira semana começou ultra estressante. Acordei na segunda um pouco mais cedo do que de costume justamente pra chegar mais cedo na escola pra algum imprevisto, e de fato, assim que desliguei o alarme vi que tinha duas mensagens de professores dizendo que precisariam faltar naquele dia.

Foi um pulo da cama e um berro ''for fuck's sake''. O R. até assustou, já pensou o pior, tadinho. Levantei da cama e já entrei em contato com minha chefe. Enquanto me arrumava pro trabalho, ela ia me mandando números de pessoas que talvez pudessem cobrir. Liguei pra três e nenhum podia. Não tive nem vontade de tomar café. Só peguei a bike e fui pro trabalho correndo - a sorte foi que quando cheguei lá vi uma mensagem da chefe dizendo que tinha arrumado uma pessoa e que ele já tava vindo ao meu encontro. Mesmo assim tive que cobrir uma aula e foi uma mega loucura a manhã toda. À tarde tive que correr atrás do prejuízo e cheguei em casa abalada, cansada, estressada, chateada, todos os ''ada'' que você imaginar.



No dia seguinte antes de sair de casa de manhã percebi que estava chovendo e fiquei mais um ''ada'', dessa vez, frustrada. Coloquei jaqueta a prova d'água, calca, proteção pros sapatos e saí.

Mas o que eu não esperava é que após virar à direita saindo da minha rua e fazer minha curva à esquerda, eu caí. Mas eu caí muito feio.

Por sorte, não tinha nenhum carro vindo em nenhum dos lados, porque eu caí no meio da pista com a bike em cima de mim. Por algum motivo até então desconhecido, ao fazer a curva pra esquerda e estabilizar o guidão no meio, eu caí pra direita. Na hora achei que tivesse sido uma combinação de chuva (asfalto molhado e escorregadio) + bicicleta nova, que é bem mais leve do que a que eu tinha antes.

Mas gente, eu já pedalei milhões de vezes na chuva, e em chuvas muito piores por distâncias muito mais longas e nunca, nunca, nem quando tava rolando vento de 60km por hora eu caí da bicicleta.

Fiquei desesperada porque achei que tinha carro vindo, levantei rapidamente, tirei a bike da rua. Como estava a uma rua da minha casa, fui empurrando a bike de volta, chorando, assustada e com dor.

Somente para ilustrar


O R. ainda tava em casa se arrumando pra sair e quando me ouviu abrir a porta chorando ficou desesperado, mas ao ver que eu tava inteira, ficou mais tranquilo. Eu tava obviamente muito mais assustada do que machucada, e foi aquele choque, uma tremedeira e tentando não chorar muito pra não borrar a maquiagem. No fim eu raspei a palma da mão direita de leve no chão porque sei lá, a gente sempre coloca a mão na frente quando vai cair, né?

Também bati a perna feio e fiquei com um roxo - um roxo não , um preto mesmo - na perna direita. Horrível! No desespero avisei o pessoal do trabalho que chegaria atrasada, me recompus, subi na bike e fui. Não fiquei traumatizada de pedalar novamente, mas não entendi o porque de ter caído numa curva pro lado contrário da curva!

Passou o dia, ainda abalada e muito dolorida, e na hora de voltar pra casa me veio a explicação: quando minha bicicleta não esta trancada costumo pendurar os cadeados no guidão mesmo, sabe? Não coloco na mochila porque senão fica extremamente pesado. E aí que bem, o que aconteceu foi que os meus cadeados pendurados impediram o movimento suave do guidão e por isso ele travou - não à toa eu caí.

Mas isso só constatei porque ao pendurar os cadeados no guidão como sempre faco e subir na bike, antes de começar a pedalar fui ajustar o guidão e ele não mexeu. Aí vi que os cadeados tavam bloqueando o movimento dele e entendi toda a situação.

O resultado é que agora 1) estou pedalando com os cadeados na mochila mesmo enquanto não compro uma nova bolsa dessas de pendurar na bicicleta - eu tinha uma na outra bike mas tava muito velha então me desfiz e 2) fiquei com o corpo extremamente dolorido, o roxo na perna ficou gigante por dias e dias (ainda aqui, mas menos roxo) e horroroso e eu ganhei mais uma experiência pra minha vida de ciclista.

Não tem sido semanas fáceis, mas as férias na Grécia ficam cada vez mais próximas - além disso, a Ryanair fez uma promoção relâmpago esses dias e por algum motivo que o universo desconhece o R. ficou com pena deu ter caído e topou viajar de novo esse ano, então em novembro conheceremos mais um país na Europa, mas depois eu conto por aqui.

Ps.: agora que percebi que nem falei nada sobre essa história de bicicleta nova, né? Uma hora eu venho contar, prometo.

Ps.2: esse é o 800º (como fala isso?) post desse blog. Nem acredito! Rumo ao mil!!!!
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