Show do John Mayer em Londres

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Eu nunca fui dessas pessoas que viaja pra ver shows. Aliás, nunca fui muito de shows não, apesar de já ter ido em alguns nesses meus quase 30 anos. A única cantora que sempre fiz questão de ver foi a Laura Pausini, mas morando no Brasil isso nunca foi difícil porque ela sempre faz show lá. Morando aqui na Europa tive a oportunidade - e sorte! - de ter visto essa diva duas vezes: em 2013 em Roma e 2016 em Milão.

Este ano várias bandas e cantores legais haviam anunciado shows aqui em Dublin, mas a gente sabe que comprar ingresso aqui pelo TicketMaster é um parto. Praticamente impossível mesmo. Tanto é que quando o U2 anunciou turnê em julho, pagamos bem caro pelo ingresso porque não conseguimos comprar diretamente pela TicketMaster.

Ed Sheeran também anunciou shows mas pra esse não conseguimos de jeito nenhum. Mas foi na mesma época em que nosso cantor preferido, John Mayer, estava lançando álbum novo e prestes a contar quando e onde faria shows da nova turnê.

Já sabíamos que não ia ter show dele aqui na Irlanda, mas Londres seria uma oportunidade, então assinei o feed do facebook do cantor pra saber quando ele anunciasse as datas. E pra nossa sorte, o show de Londres aconteceria justamente numa sexta-feira, o que nos possibilitaria ir pra lá! Fizemos simulações de preços de vôos e acomodação (sempre o que faz um rombo no orçamento de uma viagem à Londres) e vimos que dava pra ir.


No dia que os ingressos começaram a ser vendidos, obviamente não conseguimos comprar pela TicketMaster. Mas, consegui um par pelo site da SeatWave, que trabalha em conjunto com a TicketMaster. Foi mais caro do que gostaríamos de ter pagado? Foi. Mas não foi absurdamente caro, ainda mais em vista do vôo ter sido relativamente barato e termos conseguido uma noite grátis em Londres pelo site Hotels.com. Acho que já comentei aqui no blog que sempre fechamos hotéis por esse site e a cada 10 noites, ganhamos uma de graça. Então o timing não podia ter sido mais perfeito!

Dia 12 de maio chegou. pedi folga no período da tarde e vim direto do trabalho da manhã, pegamos nossas mochilas e partimos pro aeroporto. Fomos só com uma mochila simples mesmo, já que só ficaríamos em Londres na sexta à noite e voltarímos sábado à noite. Como íamos direto pro local do show, resolvi não levar minha câmera porque fiquei com medo de me barrarem na entrada. Lemos no site que câmeras mais "profissionais" não seriam permitidas anyway...

A Search for Everything tour já deu as caras na saída do metrô da estação que nos deixou na cara do local do evento, a O2 Arena. Havia um quadro super engraçadinho escrito com vários títulos de músicas dele na saída, super legal!

Chegamos, comemos umas bobagens e entramos. A arena é realmente enorme e o local é muito bem munido de restaurantes, bares, lojas, cinema, etc. Um pólo de entretenimento mesmo! Vimos uns 4 restaurantes brasileiros diferentes!

O cantor que abriu pro John era um sueco chamado Andreas Moe. Adoramos a vibe, ele cantava muito muito bem e a banda que o acompanhava era igualmente boa. Isso só fez aumentar a expectativa pro grande espetáculo da noite, e pouco antes das 9, ele apareceu!

Chapter 1: Full Band


O show foi dividido em algumas partes distintas. Ele abre com a banda toda no chamado Chapter 1: Full Band e nesse início cantou Waiting on the World to Change, Helpless, Moving On and Getting Over, No Such Thing e Changing. Ficamos surpresos com o mix de músicas do álbum novo com músicas até do primeiro álbum, mas senti um pouco de falta de mais músicas do "Heavier Things". Mesmo assim, esse primeiro bloco já nos deixou em êxtase!



Chapter 2: Acoustic


Na segunda parte do show, John entra no palco sozinho com seu violão e com o perdão do trocadilho, dá um show tocando Dreaming With a Broken Heart, Walt Grace's Submarine Test, Stop This Train (uma das que queríamos muito ver ao vivo e que foi divinamente tocada!), Whiskey, Whiskey, Whiskey e Neon - que levou a galera à loucura!!! Foi legal ele ter tocado essas mais antigas porque foi justamente nessas músicas que os londrinos cantaram juntos. As músicas novas não foram tãoooo cantadas pela galera, o que é normal já que o álbum é novo, mas no geral, eu e o R. achamos o pessoal lá meio paradão.


Chapter 3: Trio


Na terceira parte do show, John Mayer sobe ao palco acompanhado do baterista e do guitarrista e os três fazem a parte mais pesada e rock do show com Crossroads, Good Love Is on the Way e Vultures, que também é uma das que queríamos muito ver e estávamos apreensivos se ele incluiria no setlist ou não. Só essa música já valeu o show inteiro!



Chapter 4: Full Band (Reprise)


John retornou com a banda toda e tocou algumas músicas do cd novo, como In the Blood e Still Feel Like Your Man. A energia e o clima estavam muito bacanas, mas sabíamos que o espetáculo tava chegando ao fim e ele ainda não tinha tocado algumas clááássicas de seu repertório. Mesmo assim, ainda vimos The Beautiful Ones, Slow Dancing in a Burning Room e Dear Marie, a única do Paradise Valley que ele tocou e ficou absolutamente divina.

Encore


No que pensávamos ser a última parte do show, John arrebentou com Edge of Desire (uma das minhas preferidas) e Gravity, que fez a O2 Arena ir abaixo. O povo se esgoelou de cantar essa e ele finalizou com I've Got Dreams to Remember. Mas aí quando achavámos que era só isso e as luzes se apagaram, John retornou ao palco sozinho com um piano e nos emocionou...

Chapter 5: Epilogue


Não esperava ele cantar I Will Be Found , mas foi uma das coisas mais lindas que já vi nessa vida. Foi muito melhor do que a versão do cd, sério! Aí ele terminou com uma do novo álbum, You're Gonna Live Forever in Me, e foi desse jeito meio agridoce que o show da The Search for Everything acabou.



Foi tudo muito bem organizado na saída e conseguimos facilmente pegar o metrô pra seguirmos pro nosso hotel. Foi uma noite maravilhosa e inesquecível e agora sim eu acredito que é ele mesmo que toca e canta tão bem, porque às vezes tinha as minhas dúvidas, de tão talentoso que ele é. Maravilhoso!
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