Um final-de-semana em Bruxelas

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Eu já queria ter ido pra Bruxelas no feriado de outubro mas não rolou. Aí, conversando com um amigo, ele me deu a ideia de comemorar meu aniversário de uma maneira especial, passeando com o R. pra algum lugar bacana. Pesquisei passagens e Bruxelas tava baratinho demais: compramos! E foi assim que passei um final-de-semana na capital da Bélgica e da Europa.

Sim, da Europa, bem. É que Bruxelas é a sede da União Européia! Além de saber um pouco mais sobre o país em si, eu tava doida pra provar a verdadeira batata-frita, chocolates e waffles - mas eu só penso em comer, né?

Foi difícil achar acomodação barata e no centro, infelizmente. Tentamos hostel, hotel, AirbnB e nada encaixava no orçamento - o jeito foi ficar num hotel bem longe do centro - mas com a condição que não ficaríamos indo e vindo, porque só fomos pro hotel fazer check in no fim do primeiro dia e fizemos check out na manhã seguinte, ou seja, ficamos pela cidade com mochila nas costas o tempo todo.


Agora a Ryanair voa pra cidade mesmo, o que foi ótimo na ida, já que deu pra ir de metrô (primeiro mundo é outra coisa!) pro centro da cidade. Em compensação, nosso ticket de volta era do aeroporto de Charleroi, afastado da cidade. Depois daquela experiência em Paris ficamos com medinho, mas deu tudo certo e o aeroporto tinha até um restaurante sucesso que salvou nossa vida!

Eu tava tão cheia de coisas por aqui - CPE, aniversário, preparativos de Natal, mil posts atrasados que fui deixando Bruxelas passar e provavelmente já não lembrarei de tudo com riqueza de detalhes...

Chegamos no centro de manhã, compramos uns croissant na saída do metrô e fomos direto pro ponto de onde saía o walking tour da Sandeman (sempre faço com eles e adoro!). A gente não tinha mapa nem nada, mas foi fácil seguir as placas nas ruas e a multidão.

O tour sai da Grand Place, uma praça maravilhosa, com cara de Europa chique e fina, sabe? Os prédios são lindos demais e NENHUMA foto vai conseguir capturar a beleza a magnitude daquele lugar. Pode acreditar em mim, ver aquilo com os olhos é insubstituível!






O guia (inglês) parecia um pouco nervoso (imaginei que ele fosse novo, pra no final descobrir que aquele foi o seu primeiro tour como guia!), mas foi super detalhista nas informações e explicou tudo sobre o que era a Grand Place (basicamente onde ocorriam os mercados ao ar livre) e a arquitetura "maluca" de Bruxelas: é que existe até um termo em arquitetura chamado "bruxelização" - é a mistura de escolas diferentes de arquitetura sem respeitar um padrão, sabe? Você vê prédios barrocos, art-noveau, etc, etc. Esse post da Fragata Surprise conta mais coisas a respeito!

Uma coisa que eu não imaginava é que a Bélgica dominou e colonizou o Congo por décadas. Inclusive o rei Leopoldo nem é muito bem visto porque o cara era cruel mesmo, torturava congoleses, explorou recursos naturais do país (borracha e marfim) até não poder mais. O cara não era flor que se cheire não! Estima-se que de 8 a 10 milhões de congoleses morreram em tentativas de resistência contra o domínio belga.

E tudo isso começou em 1876, quando Bruxelas sediou uma conferência geográfica internacional na qual propuseram uma "expedição multinacional, humanitária e científica" para explorar a região da África Central, quase desconhecida na época. Cê já sabe o que isso quer dizer, né?  Leopoldo assumiu a região do Congo como se o país fosse uma fazenda de sua propriedade (leia mais aqui).

O walking tour seguiu para uma esquina onde fica o famoso Manneken Pis. Não se sabe muito bem porque o menino fazendo xixi ficou tão famoso, mas uma das histórias conta que no final do século XII, o filho de um duque foi encontrado sentado numa árvore urinando na cabeça do inimigo durante uma batalha e o sujeito foi homenageado sendo transformando numa estátua de bronze como símbolo da coragem militar do país. Bizarro, né? Ele é muuuuito pequeno e no dia em que fui tava vestido - aparentemente ele tem centenas e centenas de roupas pra diferentes ocasiões.



Depois andamos bastante, atravessamos umas ruas e chegamos na ópera da cidade, a Monnaie Opera. Lá o guia falou bastante sobre as divisões de língua e cultura na Bélgica. O Rick explicou direitinho aqui, mas basicamente a Bélgica é um país todo dividido, sendo a maior e principal divisão a língua - francês e holandês (as placas nas ruas estão nos dois idiomas), mas em Bruxelas falam francês. Esse vídeo no youtube tem 5 minutos e explica bem o que rolou lá (tem alguns erros de inglês de legenda mas tá beleza e é válido!).

Seguimos pra St Nicolas’ Church e The Royal Square. Lá paramos um pouquinho também no parque, que pareceu lindo e tava cheio de locais caminhando, correndo, descansando. 






Seguimos então pro ponto final do tour, a Mont des Arts, basicamente a quadra de museus da cidade. Infelizmente, por falta de tempo, não visitamos nenhum museu ali da região mas li em diversas pesquisas que eles são incríveis e que valem muito a pena. Não preciso nem dizer que mesmo tendo conseguido visitar várias coisas que eu queria ter visitado lá, já quero voltar pra ver mais!



Nos próximos posts eu conto da comida belga e de mais pontos turísticos legais!
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