Um dia na capital do mundo

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Londres é uma cidade realmente fantástica, que todo mundo deveria conhecer um dia. Sei que posso estar exagerando, que a Bárbara adolescente deve estar falando na minha orelha sobre os seriados e filmes e todas as inspirações dessa cidade em sua vida, mas o fato é que Londres é Londres.

A primeira vez que pisei nessa cidade, em 2014, me apaixonei e sabia, no fundo do coração, que um dia voltaria. Na época eu ainda não tinha certeza de nada em relação ao meu visto aqui em Dublin, mas não tem jeito, tem coisas que a gente não sabe explicar, só sentir. E sim, tô mega brega, romântica e clichê nesse post porque não tem como não ser!

Como íamos visitar a terra da rainha para o show do John Mayer, aproveitamos e passamos o dia seguinte todinho lá. Não ficamos o fim de semana todo por motivos de: acomodação cara. Meu, como acomodação é caro nesse lugar! No fim, também achamos melhor voltar sábado pra termos domingo pra descansar em casa antes de começar mais uma semana de trabalho...

Ah, um ps importante antes de continuar: como fomos pra Londres exclusivamente pro show e não podia entrar com câmera lá, nem levei minha Nikon. Então todas as fotos do show - e do dia seguinte, que conto nesse post - foram tiradas com meu celular mesmo!





Café da manhã no Cereal Killer


Sábado de manhã acordamos cedo pra ir tomar café num lugar que eu queria muito conhecer: o Cereal Killer. Já tinha visto dois blogs falando sobre essa mistura de café com nostalgia e nos programamos pra ir na unidade da Brick Lane, que ficava mais fácil de chegar do nosso hotel. No entanto, olhando no site assim de última hora antes de sair do hotel, vimos que tinha uma outra unidade em Camden, e resolvemos ir pra lá. Melhor decisão! O Cereal Killer ficava bem no meio do Camden Market, então tava uma vibe muitooo legal, indie, hipster, alternativa, descolada, cool, e todos os adjetivos relacionados que você pode imaginar.

Foi difícil escolher, porque são dezenas e dezenas de opções. A maioria dos cereais é importada dos EUA, mas também tinha alguns franceses, israelenses, e britânicos, claro. Fomos de uma mistureba pré-pronta primeiro e depois pedimos nossas próprias combinações. Você escolhe o tamanho da tigela, qual (ou quais) cereal quer, que tipo de leite, se quer alguma frutinha e cacarecos por cima (chocolates, cobertura, etc.)... é uma explosão de açúcar, óbvio. Sim, tem opções mais saudáveis, tipo leite de soja e tal, mas cara, quem vai num lugar desse pra ser saudável?





A experiência do cereal em si já teria valido a pena, mas aí tem toda a decoração do lugar, que é sensacional. Uma pegada anos 80/90 com várias fotos na parede, brinquedos, caixas de cereal da época... e a trilha sonora maravilhosa, claro. Ficamos quase uma hora lá só porque eu não conseguia parar de ouvir aquelas músicas! hahaha.





Camden Market e meia-calça


Depois de tomar café, demos uma andadinha pelo market ali e avistei uma loja maravilhosa que vendia todo o tipo de meia-calça possível e imaginável, mesmo! Tipo, uma mistura de Calzedonia com Galeria do Rock (quem é de São Paulo, conhece!), um paraíso pra alguém como eu, que usa meia-calça 365 dias no ano. Tive que me segurar pra não comprar tudo e saí com uma sacolinha e três meias dentro. Teria comprado mais, mas como eu tinha planos de ir na Calzedonia mais tarde...

Tower or London


O grande plano do dia era conhecer a Tower of London. Da primeira vez que estivemos em Londres ficamos com vontade de ir, mas o ingresso de 20 e tantas libras assustou um pouco e prometemos à nós mesmos que entraríamos na torre numa próxima visita. E essa hora chegou! Com dor no bolso, reservamos os ingressos com umas duas semanas de antecedência e no dia foi só retirá-los na bilheteria.

Esse conjunto de torres e edifícios é realmente grande, e já sabíamos que não ia rolar de visitar tudo em pouco tempo. No total, passamos umas duas ou três horas por lá e foi o suficiente pra ver algumas coisas bacanas, incluindo uma troca da guarda e é claaaaro, as jóias da coroa. Confesso que ficamos um pouco decepcionados porque você não pode simplesmente ficar lá admirando as belezuras - as pessoas passam por uma espécie de escada rolante reta, então quem viu as jóias - principalmente a coroa da rainha, viu; quem não viu, não viu.








Também gostamos do prédio que falava sobre a fabricação de moedas em Londres através do séculos, mas não nos prendemos à muitos detalhes e informações. Interagimos com o que tinha que interagir, tiramos algumas poucas fotos e curtimos demais essa tarde. Foi perfeito porque o tempo parecia que ia virar e deu pra escapar dos chuviscos entrando nos diversos prédio que a Tower of London compreende.

Big Ben


Não queria queríamos de jeito nenhum ir embora sem ver o próprio, o ícone, o símbolo da cidade. Eu sei, eu sei, já tinha visto o Big Ben na nossa primeira visita à Londres, mas eu precisava ver de novo pra acreditar que estava em Londres mesmo, sabe? Pode parecer uma bobagem, mas aqueles sentimentos todos da adolescência, de curtir estudar inglês, de querer ser professora, tudo vem à tona na capital do mundo!



Jantar e caminhada pelo Soho


Tínhamos um restaurante em mente para jantar antes de irmos embora (nosso vôo era à noite, mas como o aeroporto era longe da cidade, tínhamos que voltar relativamente cedo). E esse restaurante era indiano, claaaro, porque ô lugar bom pra se comer uma comida indiana. No entanto, não fizemos reserva e quando chegamos lá demos de cara com o restaurante cheio e uma fila de espera. Infelizmente, não podíamos esperar - tínhamos que pegar o ônibus de volta pro aeroporto às 18h50 e nisso já eram umas 17h e pouco.

Andamos um pouco por ali e avistamos um restaurante que parecia bacana e tava vazio. Entramos. E quando entramos, nos demos conta de que aquele mesmo restaurante foi onde jantamos em Londres em 2014, acredite se quiser. Truque do destino ou não, o fato é que como o local ainda não tava cheio, fomos servidos (e devoramos tudo!) rapidamente antes de correr pra pegar o metrô.



Aliás, falando em metrô, Londres está com um sistema no qual se você não tem o cartão do transporte de lá (o Oyster card), você pode simplesmente encostar o seu cartão de débito na maquininha, sabe? E isso vale pra cartões daqui também, então foi muito prático fazer o touch on e touch off com nossos cartões de débito irlandeses.

E essas foram as nossas 24 horas nessa cidade incrível. Acho que não importam quantas vezes voltarmos pra lá, voltaremos pra casa com vontade de retornar e conhecer a terra da rainha cada vez mais e melhor!

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