Atenas #2 - a Acrópole

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Ir à Atenas e não visitar a Acrópole é como ir à Paris e não visitar a Torre Eiffel. Mas multiplicado por mil. Não tem como não ter a curiosidade de querer ver de perto um local tão importante, imponente e interessante. De pensar em como viviam os gregos. Em como se desenrolou a coisa da filosofia, matemática, política e democracia na Grécia. No legado que eles deixaram para o mundo...

Então no nosso segundo dia em Atenas acordamos super cedo, tomamos café no hotel na hora que o café abriu - as 7h30 da manhã - e pouco antes das 9 da manhã estávamos na entrada na Acrópole entregando os nossos ingressos (comprados no dia anterior na Ágora de Atenas) pra começar a subida.

Segundo o Wikipédia, Acrópole é a parte da cidade construída nas partes mais altas do relevo da região. A posição tem tanto valor simbólico (elevar e enobrecer os valores humanos) como estratégico, pois dali podia ser melhor defendida. Era na acrópole das diversas cidades que se construíam as estruturas mais nobres, tais como os templos e os palácios dos governantes.

acropole de atenas



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E de fato, você não consegue fugir da grandeza desse lugar estando pelos arredores. Pra onde quer que olhe, consegue ver a Acrópole lá do alto, guardando a cidade. A Acrópole de Atenas foi construída em 450 antes de Cristo como dedicação a deusa Atena, padroeira da cidade. E apesar da maioria de suas construções estar em ruínas, há muita coisa relativamente intacta/inteira e ainda que não, nada tira a magia de estar num lugar desse.

Na subida, do lado exterior da Acrópole em si, já dá pra fazer uma paradinha (a-a-a-a) no Teatro de Dionísio, onde estrearam as maiores peças teatrais da antiguidade. A imaginação rolou solta pensando nos gregos assistindo essas peças, na acústica do lugar, nos atores... e eu não sabia, mas as primeiras peças de teatro surgiram como forma de adorar os deuses gregos! O Teatro de Dionísio possui mais de 70 fileiras de assentos em pedra e oferece lugar para 17.000 espectadores.

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Pelo caminho você vai encontrando outras ruínas com placas que explicam um pouco da arquitetura, mas confesso que esperava mais informações práticas - como viviam os gregos, por que fizeram o que fizeram? Eu não sabia na hora, mas essas informações são dadas no moderno museu da Acrópole que fica da frente pra Acrópole em si.

Depois de morrer de tanto andar naquele calor (e não eram nem 10 da manhã), chegamos na entrada da Acrópole, chamada de Propileu. Esse portal de entrada está relativamente bem preservado e ali você já começa a ter uma noção de duas coisas: 1) a grandeza (literal e metafórica) desses monumentos e 2) quanta gente vai pra Grécia no verão, hahaha.

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Brincadeiras à parte, ali eu já vi que nós não fomos os únicos que tivemos a ideia de visitar o lugar mais famoso de Atenas pela manhã - então se eu puder dar uma dica é: tente ir ainda mais cedo do que nós fomos.

E ao passar por essa entrada você dá de cara com ele, o Partenon. Eu não quis nem saber de ler nada, de ir ver nada além disso. Demos a volta no templo, tiramos fotos, sentamos, observamos. Estávamos diante do que é considerada uma das construções mais importantes da história da humanidade! Caramba, eu tava mesmo na Grécia!!!!

acropole de atenas

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Só depois, visitando o museu, é que fomos aprender mais sobre a construção - você sabia que nenhuma coluna do Partenon é totalmente reta? Elas são todas mais grossas na base e na horizontal não são totalmente retas... não sei explicar. Mas é fascinante. O Partenon foi construído em homenagem a deusa Atenas e dentro dele havia uma mega estátua de marfim e ouro da mesma com 12 metros de altura, mas essa estátua não existe mais e não se sabe o que de fato aconteceu com ela.

O Partenon sofreu com o passar dos anos: já foi convertido em igreja cristã no Império Bizantino, mesquita, usado como forte durante guerras... mas sofreu sua maior destruição mesmo em 1687, quando Atenas foi atacada pelos venezianos e os otomanos usaram o local como paiol de pólvora. Um canhão acertou o local e grande parte da construção foi destruída na hora.

É uma pena, mas o governo tem tentado fazer uma restauração - que não vai deixar o templo como ele era em todo seu esplendor, mas vai dar uma segurada nas coisas. E também tem todo o lance de que muitas das esculturas que pertenciam ao Parthenon foram tomadas por um lorde britânico e hoje pertencem ao British Museum. O problema é que os gregos vem há anos tentando obter essas esculturas de volta, sem sucesso. Complicado.

Por fim, um outro templo bem legal por ali é o templo dedicado a Atenas e Poseidon chamado Erecteion. Esse templo é famoso porque uma das suas paredes é tomada por Cariátides ao invés de colunas. Uma Cariátide é uma figura feminina esculpida servindo como um suporte de arquitetura tomando o lugar de uma coluna ou um pilar de sustentação com um entablamento na cabeça.

As originais hoje encontram-se no Museu da Acrópole, então o que se vê lá fora são apenas réplicas - eu não saberia a diferença, honestamente! :)

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Quando o sol começou a apertar umas 11 e pouco, descemos a colina e nos refugiamos no museu. A entrada custa 5 euros e foi o museu que mais gostamos em Atenas - ele é super moderno, amplo, bem iluminado. Fotos não são permitidas - com exceção de uma ou outra sessão - e há várias placas explicando aspectos das vidas dos gregos - como funcionava a coisa da democracia (aquela que não existe mais no nosso pais), política, como os templos foram construídos e destruídos... é uma bela aula de história. Tem um videozinho no último andar sobre o Partenon especificamente que vale a pena ficar pra ver - eles passam o vídeo em grego com legenda em inglês ou em inglês com legenda em grego - justo!

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