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2 anos de viagem com criança: o que aprendi

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Agora que minha filha está prestes a completar 2 anos de idade e tendo voltado da nossa viagem mais recente até a Africa do Sul agora em abril, venho pensando em todas as vezes que já viajamos com ela... e não foram poucas. E com todas essas viagens de ônibus, carro, trem e avião, acho que acumulei umas boas horas de trânsito e algumas dicas do que funcionou, do que não funcionou e de como tentar minimizar ao máximo o perrengue inevitável que é viajar com criança pequena!


Porque isso é fato: viajar com criança é perrengue. Algumas vezes mais, outras menos, mas algum nível de perrengue vai ter. E eu entendo, tem gente que prefere evitar porque é cansativo. Conheço pessoas que viajavam bastante antes de filhos e depois deram uma diminuída no ritmo; outros, que acho que é mais o meu caso, continuam viajando, ainda que com concessões.


A minha primeira conclusão é que é MUITO MAIS FÁCIL viajar com criança antes de um ano, ou pelo menos antes de começar a de fato andar. Enquanto bebês, é mais fácil de carregar no colo, segurar no avião, etc. Embora pareça que dê mais medo, bebê pequeno é mais maleável, vai com você pra qualquer canto, basta colocar no carrinho ou no canguru. Já crianças mais "móveis" não aguentam ficar muito paradas, exigem mais interação, e querem andar ou ficar de pé quando não é necessariamente possível. Pensando nas nossas viagens aqui, eu sofri mais no avião quando a P tava maior, mais pesada, mais crescida.




Por que viajar pro Omã?

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Primeiramente, gostaria de dizer que foi-se o tempo em que eu fazia mil posts sobre uma única viagem de poucos dias. Infelizmente, além do tempo livre pra sentar e escrever em paz ser restrito, eu simplesmente dei uma emburrecida na gravidez que não melhorou até agora... não me sinto inspirada nem talentosa. No entanto, queria deixar registrada pra posteridade sobre essas férias em família que passamos no fim de fevereiro de 2025.


Mal começou 2025 e eu já tava aperreando o R pra gente organizar as férias desse ano. Com o nascimento da P ano passado ficou tudo caótico, e eu sabia que ia me ajudar muito, em termos de saúde mental, ter planos de viagem. Sei que é absolutamente privilegiado e super white people problems dizer isso, mas dentro do meu contexto, é a verdade. E como a gente já sabia que passaria a Páscoa no Brasil, imaginamos que tiraríamos uns dias entre fevereiro e março.


Nessa época do ano ainda faz bastante frio na Europa, e o R não ia topar férias pra lugar de frio, ainda mais com uma bebê de 9 meses a tiracolo. Sendo assim, comecei a pensar em possíveis destinos que teriam sol mas nada insuportável e que fosse relativamente confortável pra gente levar nossa filha. Quero confessar que me dava um certo "pavor" de simplesmente ir pra um resort em Portugal ou Espanha e ficar na beira da piscina ou na praia sem fazer nada. Nunca gostei desse tipo de férias, e embora eu saiba que viajar com filhos seria uma experiência diferente, eu não queria ceder totalmente. Frescura? Reclamando de barriga cheia? Sei lá. O que sei é que tenho a sorte de ter um parceiro que embarca (literalmente) nessas ideias e no fim ficamos com três opções: Malta, Chipre ou Omã. 





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