Aproximadamente 24h em... Bratislava - parte II

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Ao fazer check-out do botel, nos informamos com a recepcionista qual seria o melhor ônibus pra chegar na estação de trem, já que precisaríamos deixar as mochilas lá. Ela não sabia mas rapidamente pesquisou e imprimiu o número dos ônibus e os horários também. A gente poderia pegá-lo próximo à ponte e assim fizemos. Embaixo da ponte tinha um mini-terminal onde compramos a passagem na maquininha e de acordo com o painel, o ônibus sairia da plataforma 5, mas cadê a plataforma 5? A gente não achava de jeito nenhum. Perguntamos pra uma mulher numa lojinha: "do you speak English?" (ela balançou a cabeça negativamente) "German?" (ela balançou a cabeça e aí sim olhou pra nós dizendo: "slovenski"). Entendemos a mensagem. Tentamos perguntar prum outro cara numa outra loja, que também não falava inglês, mas um cliente tentou ajudar com as poucas palavras que ele sabia e indicou o caminho: a plataforma 5 não ficava nesse mini-terminal e sim do outro lado da rua. Afff.

Lá fomos nós e em menos de 5 minutos o ônibus veio. Foram 3 paradas até a estação e de lá foi fácil achar o local onde guardar as malas - vale lembrar que até aqui ninguém sorriu pra nós, ninguém fez questão nenhuma de ser simpático.

Como a gente havia pego o ônibus numero 51 pra ir até a estação, acreditamos que pegar o 51 de volta nos levaria pro mesmo lugar onde pegamos o ônibus lá perto do hotel, sabe? Ledo engano. O ônibus fez o mesmo caminho até um certo ponto, onde virou a atravessou o rio. AI MEU DEUS. Bateu um desesperozinho, mas descemos no ponto final, em frente a um shopping centre e pegamos o mapa. Estávamos do outro lado do centro histórico, mas veja só, muito próximos de um dos lugares que queríamos visitar: a torre panorâmica UFO. No fim, o ônibus parecia que nos levaria pro lugar errado, mas o errado deu certo.


Essa torre fica sob a Ponte Nova e tem 85 metros de altura. Pagamos €6,50 cada pra subir e ter a visão da cidade lá do alto. A moça que nos recepcionou foi a primeira (e talvez a única) que sorriu genuinamente ao nos ver.

A vista da cidade é linda. Dá pra ver os prédios, as casinhas, o rio, as igrejas, e o Castelo de Bratislava, claro, que fica no ponto mais alto da cidade. Não tinha turista nenhum e ficamos uns bons minutos sozinhos tirando foto.



Ao pegar o elevador pra descer, levamos um susto: tinha uma fila enorme e muita gente pra subir. Acordar cedo pra fazer turismo vale a pena! Atravessamos a ponte e seguimos as placas pra segunda parada do dia: o Castelo.



O Castelo de Bratislava começou a ser construído no século IX e em 1800 e alguma coisa acabou pegando fogo e ficou bem destruído. Nos anos 30 iniciou-se uma discussão se deveriam reconstruir o castelo ou não, portanto, o que vemos hoje é praticamente construção nova. Aliás, no primeiro andar inteiro do castelo há exibições e fotos que mostram o processo de reconstrução, reforma e pintura pra tentar deixar o Castelo da mesma forma que ele era originalmente. A entrada pra estudante custou €3. Como dá pra ver no foto acima, ele fica bem no topo da montanha, então logicamente cheguei lá com a língua de fora e tirando todos os casacos e passando calor.




Nos outros andares há outras exposições relacionadas à cultura e história eslovacas. Pra ser honesta, achei a parte do museu bem fraquinha, queria saber mais sobre o castelo, quem viveu lá, curiosidades do local, mas infelizmente nessa parte ele me decepcionou um pouco. O interior do castelo, por outro lado, é lindo e cara de luxo e poder:




Após ficarmos mais ou menos 1h e meia no Castelo, resolvemos almoçar no restaurante de lá mesmo - até descer o morro até o centro histórico e achar algo pra comer, já teríamos morrido de fome. O restaurante era bem gostosinho e os garçons uns meninos com cara de adolescentes, claramente nervosos por falar inglês com a gente, uns fofos! Eu comi um nhoque com queijo de cabra e pedacinhos de bacon, o prato chama Bryndzové Halušky e é típico da Eslováquia! Delícia!

De lá andamos até o centro histórico e ficamos caminhando pelas ruas estreitas, tiramos fotos, andamos por um mercado de rua típico de Natal e demos um "oi" para algumas das famosas estátuas que estão espalhadas pela cidade - infelizmente não vimos todas, mas tudo bem. A primeira foi o Cumil, o operário. Ele está saindo de um bueiro, ao lado de uma placa que diz "man at work". A segunda foi o Schöne Nazi, que teria vivido em Bratislava no início do século 20. Doente mental, ele se vestia sempre com trajes velhos, mas elegantes, e saudava os passantes com seu chapéu - o que originou a pose em que foi imortalizado (peguei essas informações nesse site aqui).




No fim da tarde pegamos o ônibus para a estação e às 17h em ponto o ônibus partiu pra Viena - que experiência estranha pegar um ônibus e estar em outro país em pouco mais de uma hora!

Visitar Viena logo após ter visitado Bratislava foi um pouco chocante. É que Viena tem toda aquela pompa de cidade rica e maravilhosa, enquanto a capital eslovaca é bem caidinha e com uma arquitetura bem mais simples, mas não menos bonita. Aliás, essa foi umas das coisas que mais me chamou a atenção nas duas cidades.



Bratislava foi uma surpresa agradável, fiquei muito feliz em conhecer esse pedacinho no mundo!

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Gastos:

€90 - Vôo para Bratislava
€20 - Uma noite no botel
€2.10 - Ônibus pela cidade (foram uns 3 ou 4)
€6.50 - entrada pro UFO
€3.00 - entrada pro Castelo
€1.50 - locker para a mochila na estação
€18 - almoço com sobremesa
€1 - Doce na rua
€7 - Ônibus pra Viena

Mais algumas fotos:

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