Paris e o museu mais famoso do mundo

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No segundo dia em Paris, acordamos cedo (mas mais tarde do que gostaríamos) e saímos em busca de algum lugar pra tomar café da manhã e ir pro Louvre

O café encontramos na esquina da estação Arts et Métiers, perto de onde ficamos. O petit déjeuner era 12,60 por pessoa e vinha com um croissant, uma bebida quente, um suco natural de laranja, pão na cestinha e ovos fritos. 

Pelas nossas contas, usaríamos muito o metrô no segundo e terceiro dia lá e resolvemos comprar o bilhete ilimitado: 17 euros. Colocando na ponta do lápis, teríamos gastado isso ou um pouco mais comprando bilhetes individuais, sabe? Assim acabou sendo melhor e mais prático.



Descemos na estacão Palais Royal Musée du Louvre e logo na saída vimos placa indicando o local pra comprar o ingresso. Sim, dá pra comprar ali na estação mesmo, sem precisar sair pra entrada do museu. Essa estação é ligada à uma espécie de shopping center, com várias lojas e restaurantes. Foi na fila que vimos a placa com os preços e uma informação preciosa: pessoas com menos de 26 anos entram de graça. Na verdade, ao lado dessa informação tem um símbolo da união européia, o que deveria significar que você precisa ser europeu ou residente pra entrar de graça, né? Fiquei super empolgada pois ainda tenho 25 massss lembrei de um fato importante: eu não tinha nenhum documento que comprovasse minha idade. Pois é. Eu não tava com passaporte nem meu GNIB (visto irlandês) comigo ali com medo de perdê-los, sabe? Só tinha meu cartão de débito do Banco da Irlanda e minha carteirinha de estudante, que não tem minha data de nascimento. Mesmo assim, resolvemos arriscar.

A moça na loja onde compramos o ticket olhou minha carteirinha e disse "you should be fine". O máximo que poderia acontecer era chegar na entrada e não conseguir passar e ter que voltar pra comprar meu ingresso, né?

Seguimos a placa e fomos parar no andar subterrâneo do Louvre (são dois andares subterrâneos, térreo, primeiro e segundo andar). A fila andou bem rapidinho (na verdade, são várias filas então acaba indo bem rápido) e chegamos no saguão principal. Deixamos os casacos na chapelaria e pegamos o mapa - nós já sabíamos que não ia dar pra ver tudo, então estávamos bem desencanados. Demos uma olhada rápida nas atrações de cada andar e decidimos que as principais coisas (pra nós) estavam no térreo (antiguidades egípcias e esculturas) e no primeiro andar (Monalisa - porque não dá pra ir no Louvre e não ver a pintura mais famosa do mundo!).

Com o mapa em mãos e a curiosidade atiçada, R. entregou o ticket e passou. Eu mostrei a carteirinha de estudante e o cara mal olhou - entrei no Louvre de graça! Economizei €14!!!!


O prédio do Louvre em si é um espetáculo à parte - toda a arquitetura é lindíssima e impressionante! Muitas vezes me peguei apreciando mais o prédio do que as obras.

Começamos o passeio, mas fomos mais olhando por cima porque 1) não dá tempo de ficar de bobeira e 2) as informações todas estavam em francês. Dá pra acompanhar com áudio-guia (vi na entrada, não sei se tem que pagar, provavelmente), o que não acho uma boa idéia se o plano é só conhecer o museu de leve, porque informação de áudio-guia é legal mas te prende muito. 

As esculturas estavam interessantíssimas e bonitas, de verdade. Brincamos de "o que a escultura está pensando" (no dia anterior tínhamos brincado de "o que a pessoa na pintura está pensando" na Galeria de Arte que entramos sem querer) e nos divertimos muito!


De lá, resolvemos procurar os artefatos e arte egípcia (que ainda eram nesse andar) pra depois procurar a Monalisa. Com o mapa em mãos foi relativamente fácil achar (mentira, o R. que foi o gps mesmo) e logo demos de cara com isso aqui:


Demais, né? Todo o corredor egípcio tava lindo e me deixou muito interessada em conhecer o Egito pessoalmente. Infelizmente toda a instabilidade política lá prejudica e deixa a gente meio com medo, o que é uma pena. Meu aluno particular aqui já foi pra lá e amou, claro, mas me contou coisas absurdas sobre como as coisas funcionam no país. Mas esse parágrafo já desvirtuou do assunto principal, então voltemos: ainda nesse andar, vimos também a estátua de Venus de Milo, que tem todo um mistério ao redor pois quando encontraram a estátua ela estava sem os braços e ninguém sabe o motivo. É uma das estátuas mais antigas do mundo que supostamente representa Vênus, deusa da beleza e do amor:



Já no 1º andar, fomos direto procurar a Monalisa, porque a gente não tava a fim de ver artes decorativas nem pinturas chatas, sabe? Desculpa, eu gosto de museu e de arte, mas tem coisa que é chata e ponto.

A localização da Monalisa é bem apontada e não tem como não achar, pois você vai ver movimentação próxima da sala onde ela está. É até curioso pensar nisso: por quê esse quadro é tão famoso, tão comentado, tão última coca-cola do deserto? Eu sei que é Da Vinci, sei que a forma como ele "divide" o quadro representa masculino e feminino, sei que o sorriso da "modelo" é enigmático e isso intriga as pessoas, mas mesmo assim, fiquei me perguntando o porquê do fuzuê todo. É loucura!

Ela é protegida por um vidro à prova de balas. PROVA DE BALAS!

Depois das tentativas de uma foto decente de longe, conseguimos entrar na multidão e ver a Mona de perto. Não tem tanto empurra-empurra, mas gente, tinha uma mulher com três crianças perto de mim: uma no colo, uma no carrinho e uma solta. Quem vai pra galera com esse monte de criança, cara?! Ela ainda tava reclamando. Reclamando tô eu, minha filha! Afff.

Monalisa vista, missão cumprida. Ah não, ainda faltava sair do Louvre pra ver a famosa pirâmide!



Ver o museu de fora e estar na frente da icônica pirâmide foi um momento bem legal. Tinha muito turista, claro, mas estar ali ajudou a cair a ficha de que eu estava mesmo em Paris. Surreal demais!

No total, gastamos umas 4 horas dentro do museu e saímos bem cansados. Dá pra passar o dia fácil ali, mas acho que a pessoa não aproveitaria pelo cansaço, sabe? Eu não recomendo passar muito mais horas do que isso lá não. Ah, se possível, leve seu próprio lanchinho. Eu tava com fome e comprei um lanche e um suco no café do museu e gastei 9 EUROS. Sim, fucking 9 euros num lanche que me custaria 3 no Tesco (com sobremesa!).

Eu ia contar da segunda parte do dia que foi a Torre Eiffel, mas a torre foi tão incrível que merece um texto só pra ela. Então finalizo com nosso lanchinho ao sair do museu, os famosos macarons:


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