O ponto turístico mais visitado da Irlanda

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Sim, finalmente eu coloquei meus pés no lugar mais visitado de Dublin da Irlanda- a fábrica da Guinness!

Quem me conhece, sabe: eu não bebo nada alcoólico. Por conta disso,  nunca achei que seria interessante gastar 13 euros pra visitar a fábrica de uma bebida que eu não curto - e que aliás, muita gente não gosta. Mesmo assim, como boa curiosa e desbravadora de Irlanda, resolvi que tinha que conhecer o lugar. Até coloquei a fábrica como número 1 da minha lista "Lugares pra ainda conhecer na Irlanda". Sempre vejo muitos turistas pela região toda vez que passo por ali e pensei: "se tem tanta gente, não pode ser assim tão ruim".

E pra você ter uma ideia, eu, que não gosto de cerveja, fiquei quase 2 horas e meia lá dentro. Pois é! A fábrica da Guinness é surpreendentemente interessante e interativa.

Fiz a visita com o Arthur (não o inventor da cerveja, um amigo! hahahaha), que conheci aqui através do blog. Nós chegamos à tarde e pegamos uma pequena fila pra comprar o ingresso.



Na entrada uma pessoa faz uma breve introdução sobre o prédio - que por dentro, tem o formato de uma pint - e também sobre o contrato do local. É que quando Arthur Guinness assinou o contrato de locação da fábrica, o contrato estipulava que a locação duraria - atenção - 9000 anos, pagando o equivalente à R$120,00 de aluguel por ano. RISOS, né? Depois disso a visita é livre, ou seja, não há nenhum guia - o que não é um problema, já que é tudo auto-explicatório e bem tranquilo.

Cada andar vai trazendo mais informações e curiosidades - o processo de produção da cerveja, os ingredientes, etc, etc, etc.




Ao contrário do que reza a lenda, a água usada na Guinness não vem do rio Liffey (eca!) e sim de Wicklow.



Mas o que mais me impressiona é a grandiosidade do negócio Guinness. Os caras fazem os comerciais mais caros (e tem uns bem legais mesmo) e detém grande parte da região de D8 só com a fábrica da cerveja. Todos os prédios ali na região são da Guinness. Os caras desenvolveram meio de transporte pra poder transportar melhor a cerveja, pra vocês terem uma ideia. É foda!



Até 1906, 1 em cada 30 pessoas em Dublin ganhava seu sustento trabalhando na Guinness. Incrível, né?

Em uma das salas da Guinness Storehouse há umas telas com atores interpretando pessoas que fizeram parte da história do Arthur Guinness, só que infelizmente, não há fones de ouvido e mal dá pra ouvir o que eles etão falando, o que é uma pena. Uma das únicas informações que consegui captar é que Arthur e sua mulher tiveram mais de 20 filhos, sendo que muitos deles não sobreviveram - a taxa de sobrevivência infantil na época era de 50%.

Por fim, no tasting room um funcionário explica o jeito certo de beber a cerveja e é possível sentir os diferentes cheiros dos ingredientes que a Guinness contém. Os cheiros são bons, mas eu não consegui sentir nada no gosto além do amargo da bendita. Que gosto de café, credo!



Saindo de lá você pode ir pra uma outra sala onde outro funcionário ensina a colocar a sua própria cerveja no copo usando aquelas máquinas de cerveja que tem nos pubs. Eu não o fiz porque não ia beber a cerveja depois - preferi guardar o meu vale-bebida para o bar 360 graus, no andar de cima.



Aliás, o bar tava lotado. Pedi uma sprite e a mulher me deu água com gás com limão, que ódio!

A vista é bacana, mas honestamente, Dublin não tem muitos prédios altos nem coisas que chamem muito a atenção lá de cima, então você acaba vendo mais prédios da fábrica do qualquer outra coisa. Mesmo assim, eu adorei o passeio e recomendo MUITO a visita à Guinness. Vale a pena!



ps.: Só uma coisa me incomodou no passeio todo - eles endeusam o Arthur Guinness de um jeito que dá até desgosto. Como se o cara fosse um super-homem por ter criado essa cerveja, sabe? É absurdo. Existe até um dia para celebrá-lo - o Arthur's Day, que surprendentemente, depois de 5 anos, não será comemorado este ano. Leia mais aqui.
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