Algumas entrevistas - childminder

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Estou desempregada há pouco tempo mas logo que que fiquei sabendo que sairia do emprego, saí procurando vagas igual doida. Atualizei meu cadastro nesses sites de au pair e comecei a mandar CV pra vários anúncios e falar com todo mundo que eu conhecia. Algumas dessas táticas funcionaram e na primeira semana consegui uma entrevista.



Entrevista 1

A vaga era part-time, pra cuidar de dois meninos - um deles tinha leve grau de autismo e a mãe, quando conversou comigo ao telefone, pediu pra que eu pesquisasse um pouco sobre isso pra ter certeza que podia "encarar" a vaga. Não vi problemas nisso e fui pra entrevista, em Rathfarnham.

Os pais foram muito solícitos e simpáticos e fizeram mil perguntas sobre meu visto na Irlanda, meus planos pro próximo ano aqui, minha experiência aqui e no Brasil, como professora. Os meninos eram fofos e mesmo o mais novo, que tinha autismo, não me assustou em termos de comportamento. O único problema da vaga pra mim é que eram muito poucas horas, o que acaba sendo incompatível em termos financeiros pra mim. 

Uma semana depois a mãe entrou em contato agradecendo eu ter ido lá pra entrevista e dizendo que eles haviam contratado alguém com experiência com pessoas com necessidades especiais. Ok, bola pra frente.

Entrevista 2

Na minha última semana no trabalho fiz uma outra entrevista, em Goatstown. Consegui essa oportunidade por uma indicação de uma au pair espanhola que cuida de uma menina da sala da É. na creche - como é bom fazer amizades e contatos, né? A mulher parecia bacana, me mandou alguns sms perguntando sobre disponibilidade e no dia da entrevista pude perceber que as meninas (uma de 3 e uma de 5) eram ok, mas não comiam direito e "montavam" um pouco nos pais. Tava tudo lindo maravilhoso, se não fosse o fato da mulher querer que eu trabalhasse muito pra pagar pouco. Ganhar pouco eu até topo, mas ela queria que, além do horário normal durante a semana - das 13h às 18h - eu trabalhasse também algumas horas no final de semana e um babysitting também. Amiga, desculpa, mas não dá. Ela gostou muito de mim, mas não aceitei a vaga.

Entrevista 3

Essa família viu meu anúncio no Roller Coaster e me procurou por email dizendo que estavam muito interessados no meu perfil, já que eu era professora no Brasil. Fui pra casa deles em Donnybrook e fiquei muito chocada com o comportamento do menino mais filho, que ficou fazendo e acontecendo e os pais só assistiram, sem o interromper quando ele estava claramente atrapalhando a conversa.

A mãe não quer uma babá. Ela quer uma professora - o discurso dela era que os meninos fizessem "educational activities" comigo a tarde toda. Cara, os moleques tem 3 e 5 anos, já vão pra escola de manhã - tem que brincar também! Ela queria demais e não gostei da postura apática dos pais. Na verdade era uma postura meio "Deus no céu meus filhos na terra". Ela disse que ainda entrevistaria algumas pessoas e me daria resposta.

Pensei bem e vi que não ia dar certo, não me senti à vontade com eles. Mandei email agradecendo uns dias depois e disse que já tinha conseguido outra vaga que se encaixava melhor pra mim.

Entrevista 4

Essa entrevista foi mais recente. A mãe me achou no site Mindme.ie e me ligou. As crianças eram maiores, o que me pareceu interessante, mas já ao telefone a mãe foi clara ao dizer que precisava de alguém com experiência com adolescentes. A palavra "adolescente" já soou um alarme na minha cabeça, mas como não custava nada ir conhecê-los, fui no mesmo dia. O menino não estava na casa, o que já achei meio uó, já que me pareceu que ele seria o principal foco de atenção. A menina, de 8, estava lá e pareceu ok.

Pude notar que a mãe estava cheia de dedos e toda cuidadosa com as palavras pra descrever o filho. Ela disse que ele estava passando por um momento difícil e blá blá blá, mas fiquei meio desconfiada. Perguntei se eles já tinham tido babás - ela disse que sim, mas que nos últimos 3 meses foram 3 babás diferentes, ou seja... pelo menos ela foi sincera, né?

Ela disse que gostaria que eu conhecesse o marido e que ela entraria em contato comigo. Como na entrevista ela não quis me dizer quanto eles pagavam (perguntei e ela fugiu totalmente do assunto), mandei email perguntando novamente e a partir daí eu tomo uma decisão. De qualquer forma já sei que ela ligou pra minha chefe, que deu ótimas referências minhas.

Fiz outras entrevistas e ainda tenho umas na manga, mas vou esperar algo concreto aparecer pra contar aqui no blog. Coragem!
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