A cidade maravilhosa

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Nos 3 dias em que estive no Rio, não conseguia parar de pensar em canções que remetiam a cidade - seja aquela da Fernanda Abreu ou outras famosas como "Garota de Ipanema", o fato é que o Rio de Janeiro é um lugar que eu sempre tive um certo medo em conhecer. A gente sabe que é bonito e que os turistas amam, mas a gente também sabe das favelas, da violência, das balas perdidas. 

Eu tenho um amigo que mora no Rio há alguns anos e sempre me chamou pra ir visitá-lo lá. Eu nunca quis ir por medo. Olha que bobeira, como se São Paulo fosse muito diferente (e é - o Rio pareceu menos caótico!). O fato é que eu não podia estar mais enganada: não me senti ameaçada na capital carioca em nenhum momento! Pra me contrariar ainda mais, as pessoas foram extremamente gentis - eu como paulistana sou programada pra achar que cariocas são folgados, mas que grande mentira essa! 

O Rio me impressionou e eu adoraria voltar. 


Peguei o avião saindo de Congonhas mas por conta de problemas climáticos, R. e eu ficamos umas 3,4 horas esperando darem notícias de quando o voo finalmente sairia. Isso fez com que perdêssemos a manhã (e a paciência), mas no final deu tudo certo. Quer dizer, quase, porque quando o avião vai descendo em Santos Dumont, no meio da cidade e pertinho da água, parece que não tem pista e que é na Baía de Guanabara mesmo que você vai pousar - loucura! Parabéns aos pilotos. 

Meu amigo foi com a esposa nos buscar no aeroporto e de lá fomos ao centro da cidade. A distância é curta e me deu uma certa inveja - poxa, levamos uns 45 minutos da minha casa ao aeroporto em São Paulo! Andamos alguns quarteirões atrás de um lugar pra almoçar e achamos um buffet livre. R. já tinha visto self-service em São Paulo, mas a surpresa de ver tanta comida gostosa e variada a seu alcance fez os olhinhos brilharem. 

Após o almoço meus amigos foram trabalhar e nos deixaram com um mapinha feito à mão de como voltar mais tarde pra casa deles e tudo mais. Além disso, o Will já tinha comprado o cartão de transporte pra nós, o que ajudou muito! 

Demos uma passadinha rápida na Confeitaria Colombo. Parecia um pedacinho de Viena em pleno Rio de Janeiro. Aí não tem como não pensar nos intelectuais e políticos que freqüentavam o local, nas mulheres bem vestidas com aqueles chapéus e luvinhas...



Andamos do centro até os Arcos da Lapa - tem placas e é fácil de achar! Tava um dia lindo de sol e tiramos várias fotos ali. De lá queríamos ir na Escadaria Selarón. Perguntei a uns policiais e eles indicaram um centro de informação pra turistas ali perto. Perguntei e o cara foi super fofo: "tu vira ali à exxxquerrrrda" - Ah, eu tava mesmo no Rio!




A escadaria é uma obra de arte linda de se ver e a história do artista que a decorou é bem interessante também. Pude notar muitos estrangeiros por ali, alguns artistas tocando violão, algumas pessoas vendendo bebida e muitos hippies ~fumando um~.

Cadê o Snoop Dogg?

Votamos pro centro e pegamos o metro pra ir até o Corcovado. Já havíamos comprado tickets pela internet (50 reais, ouch!!!). 

Saindo do metro já tem um ônibus que pára na frente de onde o trem pro Corcovado sai. A viagem dura um tempinho e vai ficando cada vez mais íngreme - apesar do trem passar todo no meio da mata praticamente, vez ou outra da pra ver a paisagem lá em baixo - vai dando uma ansiedade muito grande!


Ao chegar lá em cima você pode subir de escada ou escada rolante até o Cristo Redentor. Gente, é realmente lindo, viu? Tanto o Cristo como aquela vista inesquecível. Eu já devo ter dito algo parecido aqui no blog, mas apesar de não acreditar em Deus, quando vi aquilo tudo fiquei pensando: "se Deus existe e fez tudo isso, ele caprichou no Rio de Janeiro"!






O sol começou a se pôr e voltamos pro trem pra descer de volta. Pegamos ônibus pro metrô e depois metrô pra casa do meu amigo. Nos localizamos muito facilmente e o metrô pareceu facilitar bem a visita de turistas, já que há estações perto de vários pontos famosos da cidade. Era horário de pico mas não fomos esmagados!

E esse foi o primeiro dia no Rio. Eu não queria ter que admitir, mas que lugar, hein? E ainda tinha muito mais pela frente!
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