Nas madeiras

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No final de semana retrasado fui mais uma vez pra Cork com o R. Fizemos o que tínhamos pra fazer, vimos quem tínhamos que ver, e antes de voltar pra Dublin, R. sugeriu de irmos num lugar ali perto. Eram as Farran Woods - ele me disse que sempre tinha excursão da escola pra lá quando ele era pequeno e que tinha boas lembranças da época. 

Ao chegar no parque, paramos o carro na entrada e seguimos a pé. Tem um quadro com algumas informações sobre o local, além de um mapa e sanitários próximos também. 




Logo na entrada você se sente num filme, com aqueles campos verdes e aquele monte de árvore. Tava um friozinho gostoso, um céu cinza e a maior calma e paz do mundo no local. Apesar de algumas crianças e famílias estarem por ali, o parque é bem grande e da pra de isolar do mundo tranquilamente. 

A área das Farran Woods na verdade só se tornou pública em 1937 - é que antes ela pertencia à família Farran, dona de indústria de tabaco na região de Cork. No verão é comum que pessoas mergulhem peladas no rio que cruza o parque, já que ele é bem sossegado e vazio quase sempre. A família que era dona das terras doou parte das mesmas pra paróquia local, que construiu uma igreja e escola católica por ali.

Eu e R. ficamos num impasse de definir o que seria floresta e o que seriam woods, porque afinal de contas, wood é madeira - logo, woods seria local cheio de árvores, certo? Mas então floresta é o quê?

Como não ficaríamos muito tempo já que tínhamos boas horas de viagem de volta pra Dublin, resolvemos seguir a trilha do rio Lee e depois voltar. Em poucos minutos já avistamos a água e a neblina nos campos do outro lado. Perto do rio haviam muitas pedras e brincamos de Amélie Pouláin:




Sentamos, apreciamos o friozinho e o vento gostoso, o som do rio, o mugido das vacas que pastavam ao longe e decidimos que era hora de ir embora, antes que escurecesse. 

Quando chegávamos perto da saída notamos umas cercas que não havíamos visto quando chegamos lá. Do outro lado da cerca, pequenos lindos bambi de boa:





Admiramos esses animais lindos por um tempão e viemos pra casa. Que parque delicioso! Me lembrou um pouco o parque nacional de Killarney, com a diferença de que as Farran Woods são um pouco mais reclusas e vazias. 
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