Primeiras impressões: Camboja

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Eu e R. fizemos uma viagem de seis semanas pelo sudeste asiático em março/abril de 2018. Levei muito tempo, mas fiz posts sobre vários aspectos da viagem, incluindo resumos de primeiras impressões e detalhes sobre cada país/cidade que visitamos, com exceção do Camboja.


Não sei por qual motivo, mas o tempo foi passando, e ele vai escorrendo pelos dedos. Quanto mais velha eu fico, mas eu sinto em como o tempo se vai rapidamente, e se a gente não registra, não escreve, não fotografa, as memórias se vão, os detalhes são vão junto com o tempo. E aí que me dei conta que nunca tinha escrito sobre nosso penúltimo país dessa viagem tão foda!


Na época fiz algumas anotações (que já não tenho mais), então esses posts vão se basear 100% na ordem das fotos que tirei, no nosso arquivo excel onde tínhamos o planejamento da viagem, nos horários das passagens que ainda temos no nosso dropbox, etc.



Até começar a planejar aquela viagem, eu nunca tinha pensado muito sobre o Camboja, não sabia quase nada. A única imagem que me vinha à cabeça eram os templos de Angkor Wat, e só. Saímos de lá tendo aprendido muito mais sobre a cultura, a história, e as tragédias que assolaram aquele povo.


Pra visitar o Camboja é necessário ter a aprovação de um visto de turista - fizemos tudo online uns dois meses antes de viajar e não tivemos problemas. É fácil encontrar informações sobre o visto online e tanto pra mim como brasileira como pro R. como irlandês, o processo foi igual. Decidimos visitar dois lugares diferentes por lá: a capital, Phnom Pen, e a região de templos Angkor Wat já citada, que fica em Siem Reap.


A capital Phnom Pen


Chegamos por lá via ônibus partindo de Ho Chi Minh (Saigon) no Vietnã. Na época conseguimos muitas informações pelo guia da Lonely Planet e há muitos relatos em blogs gringos. Era a maneira mais barata de chegar lá, e olhando no mapa dá pra ver que realmente não é longe. Compramos as passagens com uma empresa chamada Mekong Express e não tivemos problema nenhum. Ainda no Vietnã esperamos no escritório deles, entramos no ônibus e ganhamos lanchinhos, água, etc. Foram mais ou menos 6 horas de viagem até chegar no Camboja, e quando se atravessa a fronteira é preciso descer, mostrar passaporte (e o visto que você obviamente já levou impresso) e tudo certo.


A paisagem não muda muito no caminho, mas vimos muito, muito lixo na beira da estrada, e muita pobreza também.


Acabamos chegando no centro de Phnom Pen já à noite, e assim que avistamos um caixa eletrônico já fomos sacar dinheiro pois a moeda lá é o riel. Conseguimos achar um táxi e chegamos no hotel em segurança.


Museu numa antiga escola em Phnom Penh



Confesso que estávamos com medo porque pelas nossas pesquisas o Camboja seria o país menos seguro - tínhamos aquelas bolsinhas pra guardar dinheiro embaixo da roupa e ficamos super atentos em todos os momentos. Não passamos por nenhuma situação perigosa, mas a pulga tava sempre atrás da orelha porque aquela cidade é puro caos. Suja, barulhenta, ficamos realmente chocados.


Na manhã seguinte consegui comprar um chip local pra ter internet no celular e assim ficamos mais tranquilos pra pedir táxi por aplicativos locais e tal. Tanto que é até possível pedir tuk-tuk pelos apps, o que já te previne de ter que lidar com negociações!


Ficamos num hotel super fuleiro, e falarei mais dele no post específico sobre a cidade.


Siem Reap


Pra chegar lá também fomos de ônibus, tudo previamente comprado e organizado. Lá se foram mais umas seis horas de viagem, já que a região fica mais no interior do país.


Dessa vez tínhamos optado por ficar num hotel melhorzinho (tinha até piscina) e confortável, e foi muito bom depois do perrengue que passamos na capital.


A região era bem tranquila, e o centrinho não tinha tantas lojas nem restaurantes, mas o suficiente para os três dias que ficamos por lá. O foco desses dias de viagem foram em visitar os templos de Angkor Wat, e assim fizemos. Alugamos um tuk-tuk exclusivo que nos levava para os templos, nos esperava, etc. Valeu muito a pena e acho que é a melhor forma de visitar a região!


Muito aventureira pelos templos em Angkor Wat


Nascer-do-sol maravilhoso e disputadíssimo

Exploradores e aventureiros sim!



Nos sentíamos o tempo todo em um filme do Indiana Jones ou em um jogo de videogame. Foi maravilhoso e enriquecedor, e nossa despedida dessa Ásia mais "roots" antes de seguirmos para o último ponto da viagem: Hong Kong. Mas eu volto pra contar mais tanto da capital como dos templos cambojanos!

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