Casino Marino

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O Casino Marino é uma construção que fica em, adivinha? Marino, em D3. É uma casa em estilo neo-clássico toda bonita, que parece pequena de fora, mas é gigante por dentro. Tá, gigante foi exagero, mas ela é muito maior por dentro do que aparenta.

Eu não lembro como fiquei sabendo da existência desse "monumento". Acho que ainda nas minhas pesquisas de pré-intercâmbio, sabe? Tentei fazer a visita com umas amigas no ano passado mas tava fechado porque só fica aberto no verão e não nos atentamos pra esse detalhe.


Foto externa porque o Casino tava fechado!

Enfim. Eu queria voltar no verão e ainda na vibe ~aproveitando minhas férias não-remuneradas~ convidei um amigo e fomos. A entrada é só 3 euros e coube certinho no meu orçamento de desempregada! Dá pra ir de ônibus mas eu fui de bike, pra economizar porque sou aventureira.

O Casino começou a ser construído por volta de 1750 pelo arquiteto William Chambers a pedido de James Caulfeild. Caulfeild, como muitos jovens ricos na época, fez um grand tour pela Europa (tipo um mochilão dos tempos atuais) e passou por várias capitais importantes: Paris, Viena, Roma, etc. Ele voltou pra Irlanda cheio de inspirações e ideias criativas e resolveu criar essa casa como um local de entretenimento - ou seja, nunca ninguém morou nessa casa.

A construção tem vários truques, porque embora aparente ser um prédio de apenas um andar, ele na verdade contém 3, com 16 cômodos no total! A porta principal é muito maior por fora do que por dentro; os vidros da janela dão impressão delas serem maiores por fora também. Enfim, o Casino por dentro é um deleite pra quem gosta de arquitetura!




Para manter o equilíbrio e beleza da construção, disfarçaram as chaminés; para manter a simetria, utilizaram o design das cruzes gregas; para evitar que a chuva estragasse os materiais utilizados com o tempo, fizeram pequenos furinhos nas paredes em cantos estratégicos, além de muitas outras artimanhas desenvolvidas pra tirar o maior proveito de espaço e luz no local.







O tour é todo guiado e infelizmente, o nosso guia era meio sem graça, falava meio pra dentro e sem nenhuma empolgação, mas deu pra aproveitar.

De qualquer modo, são várias curiosidades interessantes e o passeio vale a pena. Tava um dia lindo de sol (e um calor dos infernos) e depois ainda ficamos passeando pelos jardins. Se você mora em Dublin e ainda não foi, tá esperando o quê?

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