Walking tour em Dublin

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Viver em Dublin é estar dividida entre ser uma turista a longo prazo ou uma moradora temporária. Gosto disso, porque me permito fazer coisas turísticas sem medo de ser feliz.

A Bia tava querendo fazer um walking tour no centro - ela já tinha feito em outras cidades e gostado bastante, então resolvemos encarar as 3 horas de tour no último domingo, e não poderíamos ter escolhido melhor data, porque tava um dia muito bonito e ensolarado.

O tour começa no Dublin Castle. O guia começou dando um panorama beeeem geral da história da Irlanda, fez algumas piadinhas e frisou que todos os planos que os irlandeses já tiveram na história nunca deram certo. Ele é bem simpático e tem um sotaque bem neutro, então não tem como usar a desculpa de que o sotaque do guia é difícil de entender.

Como o Dublin Castle está sendo a "matriz" da União Européia esse semestre, não dá pra entrar no castelo, mas o guia contou algumas histórias sobre ele, sobre a construção do prédio, sobre antigas famílias irlandesas, etc e tal.

A igreja do Castelo

Depois, seguimos para o jardim do castelo que dá de frente pra Chester Beatty Library. O guia explicou que os muros que cercam o jardim foram levantados para bloquear a visão das "favelas" que existiam ali perto, pois Dublin sempre foi um lugar com muita pobreza. A rainha Victoria visitou a cidade lá pra 1800 e alguma coisa e não queriam que ela tivesse visão pra pobreza daqui, por isso os muros. Literalmente pra inglês ver! hahaha

Os muros que bloquearam a visão da pobreza

De lá, seguimos pra trás da Christ Church e a parte viking do tour começa - afinal de contas, ali foi o local onde encontraram o maior número de artefatos dos vikings que se estabeleceram na cidade. Nessa parte do tour me permiti ficar um pouco distraída porque eu já tinha ido ao Dublinia e aprendido bastante sobre essa parte da história aqui.

Atrás da igreja

Tem uma história meio bizarra aqui: uma vez um cara foi tocar o órgão e uma nota não funcionava. Aí ele pediu pro zelador ir lá em cima nos tubos checar o que estava bloqueando o som - um gato e um rato mortos. Só que o zelador gostou dos bichinhos - que estavam bem conservados, e resolveu mantê-los como animais de estimação. Os bichos ganharam o apelido de Tom e Jerry e foram "expostos" num caixa de vidro em algumas ocasiões aqui pela cidade. Bizarro é pouco, né?

Após a parte viking, seguimos para a região do Temple Bar, onde o guia nos deu 15 minutos de descanso. Mas antes, uma história legal: numa das ruas do Temple Bar fica um prédio onde o Bono Vox conheceu o empresário do U2. Eles tocavam por ali e um dia foram no bar do hotel Clarence pra tomar umas pints, mas parece que o cara não queria que eles ficassem, bloqueou a entrada deles, algo assim. Aí Bono disse: "beleza, mas na próxima vez que eu voltar, vou ser dono desse lugar". E nos anos 90, ele comprou o hotel! LIKE A BOSS.

Mostra quem é que manda, Bono!

Depois do break, o guia nos levou até a Trinity College, Leinster House e Stephen's Green Park, além de falar sobre as revoluções que aconteceram no início do século XX por aqui. Mas essa parte eu conto depois...
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