Bóra trabalhar!

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Eu tinha feito aquele teste na outra semana no Tesco do shopping Dundrum e aparentemente gostaram de mim e me chamaram pra trabalhar novamente. Só que eu já tava com a passagem pra Liverpool comprada e  disse que não poderia trabalhar naquele final-de-semana - aí já achei que iam desistir de mim e tal, mas não! Me chamaram pra trabalhar na semana passada em outro Tesco, dessa vez em Sandymount.



Pra chegar lá tive que pegar o trem. São umas 4 estações depois do centro, então a jornada dura uns 10 minutos no máximo, bem pertinho.

Na quinta-feira cheguei lá às 11h pra me familiarizar com o local e procurar a supervisora, já que eu deveria estar com as coisas prontas pra começar a trabalhar às 11h30 - e sim, eu fui divulgar iogurte DE NOVO, mas dessa vez, de outra marca.

A supervisora era uma grossa, falava gritando e me disse que não tinha nenhum stand lá.

Ué, mas se me mandaram pra lá as coisas deveriam estar lá, certo? Mais ou menos - o material de divulgação estava lá, menos o stand, ou seja, a mesinha que eu deveria usar de apoio. Mas aí a supervisora da empresa pra qual eu trabalho apareceu por lá e me disse que o stand de fato não estava na loja, mas que um cara tava vindo entregar. Enquanto isso, fui me arrumar e colocar o uniforme - calça preta e uma camiseta com o logo do iogurte estampado.

Bonitinha a embalagem, né?

Já passava das 11h30, horário que eu deveria começar, e nada do stand chegar.

Fiquei conversando com a supervisora sobre Irlanda, Brasil, clima, Irlanda de novo... e UMA HORA DEPOIS, o stand chegou. Ela pediu pra que eu ficasse até mais tarde pra compensar o atraso e me garantiu que eu receberia pela hora que fiquei lá à toa. Montamos o stand, ela tirou as fotos que o escritório pede e foi embora.

Aí foi aquela coisa: prepara as amostras, oferece pras pessoas, leva alguns "no, thanks", leva alguns "hmmm, that's lovely, thanks", passa frio no corredor de iogurtes do supermercado, serve mais algumas amostras, pensa na vida, pensa mais um pouco, fica com as pernas doendo de tanto ficar em pé, sai pro horário de almoço, come, senta um pouco, volta a trabalhar, tudo se repete e o dia acaba e você tá acabada, mas não tanto de ficar de pé ou passar frio, mas de tédio mesmo.

Que tédio, cara, que tédio.

Mas paga as contas, né? Então lá fui eu de novo na sexta e no sábado.

Tirando tudo isso, acabei conhecendo 3 pessoas no mínimo interessantes. É que no geral, as pessoas só pegam a amostra grátis e vão embora, mas alguns acabam puxando papo comigo:

A BÚLGARA CONVERSADEIRA

Essa moça esteve no Tesco nos 3 dias em que trabalhei lá. Ela vai procurando as promoções do dia e os preços reduzidos. Conversamos sobre Bulgária, Rússia, União Soviética, sobre o alfabeto búlgaro e um pouco sobre a Irlanda. Ela chamava Veronika - o que achei demais, porque tenho uma tia que chama Verônica e nunca imaginei que fosse conhecer alguém que veio do outro lado do mundo que tem esse mesmo nome.

O PERUANO SIMPÁTICO

Primeiro ele perguntou de onde eu era, e quando respondi "Brasil", o maior sorriso seguido da seguinte frase: "ah, eu falo um pouco da língua brasileira!". Ele fez um curso de língua e cultura brasileira quando morava no Peru e disse que era muito interessado pelo Brasil, principalmente pela Bahia. Me desejou boa sorte aqui e disse que eu era sortuda por ter encontrado um emprego com tão pouco tempo de Irlanda.

A SENHORINHA IRLANDESA

Uma senhorinha, bem vózinha, muito simpática, começou a me perguntar há quanto tempo eu estava aqui e de onde eu era. Pra minha surpresa, ela arriscou algumas frases em português e disse que morou um ano em Lisboa e que já conheceu o Rio, Salvador e Recife, e que falar um pouco de português a ajudou muito nesses passeios todos. Disse que eu deveria conhecer o interior da Irlanda e que deveria tomar cuidado ao andar pelo centro da cidade - aí falei "certamente, mas eu sou de São Paulo!". Ela riu e disse que mesmo assim, cuidado nunca é demais.
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