Intuição - eu devia seguir mais vezes

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Então eu fiz a entrevista pra ser fundraiser. Então que fui fazer o treinamento semana passada. Então que eu já não tinha me empolgado com a vaga, mas fui mesmo assim.

Não tem jeito. Eu sempre tenho uma intuição (todo mundo tem, certamente) e às vezes não a sigo por diversos motivos diferentes. A questão é que eu já não tinha gostado do entrevistador nem da maneira como ele se portou. Além disso, sonhei naquela semana que algo dava muito errado lá - não lembro exatamente o quê, mas acordei me sentindo mal no dia. Enfim...

Cheguei pro treinamento um pouco antes do horário combinado. Me mandaram descer, não tinha ninguém lá embaixo, voltei pra recepção e me mandaram descer de novo. Era tipo a cozinha do prédio, sei lá. Aí logo veio um tal de Liam, que disse que daria o treinamento e pediu para acompanharmos um outro cara na sala correta.

Mil degraus depois, chegamos na sala - a mesma onde fiz a entrevista: eu, uma moça de Botsuana e um cara do Egito.

Mas antes de falar mais do treinamento, vou dizer uma coisa: me senti uma grande burrinha. Eu sabia que Botsuana é um país na África, mas eu não fazia nenhuma ideia de onde exatamente ele ficava. Fiquei pensando com meus botões, até que o cara do Egito falou: "Botsuana? Onde fica? Não lembro. Deixa eu checar no mapa aqui..." - pegou o celular do bolso e foi olhar! Ufa, me senti bem menos pior! hahaha

Pois é, do lado do Moçambique e da África do Sul

Depois de ficarmos sozinhos na sala uns 20 minutos, o cara que nos acompanhou até a sala voltou, sentou e começou a falar da Unicef: somos uma organização maravilhosa, blá blá blá, vocês vão bater de porta-em-porta, precisamos de doações, precisamos mesmo de doaçõessssZZZZzz....

Falou, falou, falou e saiu da sala, alegando que o tal do Liam, que daria o treinamento, chegaria logo.

Ficamos nós 3, os candidatos, sozinhos na sala novamente. Tanto o cara do Egito como a menina de Botsuana já tinham mais detalhes da vaga - sabiam quantas horas trabalhariam, o valor mínimo de doações que é preciso arrecadar, entre outros detalhes. Nessa parte já fiquei preocupada porque né, o valor era alto, bem alto.

Liam chegou. Sentou, ligou o computador, pediu desculpas pela demora e disse que não poderia dar o treinamento - que de novo, era pra ter começado a 1 da tarde. Disse que poderia começar em 1h ou 1h e meia, que podíamos esperar pelo centro e voltar depois.

ÃHN?

Todo mundo fez cara de paisagem, ficou sem entender. Ele nos acompanhou até a saída e disse "até mais".

Achei aquilo tão bagunçado e irresponsável! E eu já não tinha gostado de lá. E já tinha sido chamada pr'aquele trampo de food demonstrator de novo. Aí pensei: quer saber? Não volto aqui não.

E não voltei.

E tudo bem, porque tive "avanços" pra esse emprego de dar amostras grátis em supermercados, mas essa história fica pra depois...
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