Istambul, day two (é pra ler rimando)

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Antes de começar o meu relato do segundo dia de Istambul, uma errata: no post anterior comentei que não descreveria a parte histórica dos lugares porque deixaria os links de onde pesquisei. Esqueci de postar os links: https://delicious.com/nadalem/turquia (aqui dá pra encontrar tudo o que eu favoritei nas minhas pesquisas).

Então prepara o seu chá pra me acompanhar aqui (e falando em chá, os turcos bebem chá toda hora, em todo lugar).

Acordei de madrugada passando muito frio. Aquecedor tava ligado, mas o meu quarto é no último andar (5º), e não sei como, mas entra frio pela janela. Eu tava toda encolhida, torta, morrendo de frio. Coloquei meia-calça e blusa e dormi toda encostadinha na parede, afff.

Como eu não gostei do café-da-manhã do hostel, resolvi acordar um pouco mais tarde e tomar café fora. Acabei não o fazendo porque fiquei com preguicinha de acordar cedo, mas comi um chocolate na rua (é, chocolate de café-da-manhã...). Primeira parada do dia foi a Torre Gálata.


torre gálata


Essa torre é uma das mais antigas do mundo, já foi usada como farol e como observatório de planetas... através dela dá pra ter uma visão 360º de Istambul. 

Pra chegar lá, tem que atravessar o Bosfóro. Dá pra ir a pé, mas o recepcionista do hostel falou que se eu fosse a pé, ficaria muito cansada o resto do dia, então me recomendou pegar o tram. O tram é tipo um bondinho bem moderno, e tem uma estação bem perto da Santa Sofia, ou seja, perto do hostel.

Lá fui eu.

O dia tava lindo, bem frio e ensolarado. Resolvi aproveitar pra tirar uma outra foto em frente à Santa Sofia porque no dia anterior, a foto não ficou boa e não percebi:


De olho fechado não rola, né?

Aí vi um cara com uma Canon e senti firmeza que a foto com ele sairia boa. Pedi pra ele tirar uma foto e ele ficou me mandando fazer pose disso e daquilo, bateu umas 3 fotos. Tirei dele também e perguntei se ele era fotógrafo, ele riu e disse que não, que apenas gostava de fotografia. Quando perguntei de onde ele era... "Venezuela"! Aí já lancei um "Ah, soy de Brasil, mucho gusto" e começamos a conversar. Ele disse que estava em Istambul pela 2ª vez, e me recomendou um lugar barato pra eu comprar pashminas por ali. Super educado!

(fui ver as fotos agora e adivinha? NÃO FICARAM BOAS! vou voltar lá amanhã pra última tentativa)


Desfocado não rola, né?

Comprei o "ticket" pro tram. Na verdade, você coloca as moedas (ou nota também) numa máquina e ela te dá uma ficha, tipo essas de fliperama. Você coloca ela na catraca e entra, mas é tudo na rua, não tem uma estação, como o metrô em SP. Em menos de 1 min o tram veio.

São 4 estações até a estação da torre Gálata. Apesar do tram ir numa baixa velocidade, é bem perto. Descendo na estação, tem que subir uma escadaria infinita pra chegar até a torre. Chegando lá você paga 13 liras pra subir. Pega um elevador e depois ainda sobe mais escadas. Cheguei esbaforida, querendo tirar as blusas, mas a vista valeu a pena:





istambul do alto


Depois de ficar um bom tempo ali apreciando o skyline (como fala isso em português? "vista" mesmo?) de Istambul, peguei o elevador pra descer e fiquei sentada num banco perto da torre, observando os locais e os turistas que ali passavam.

Olhei no meu guia: a praça Taksim era ali perto e aparentemente, bombava de dia e de noite. Lá fui eu na caminhada: pergunta pra um aqui, outro ali (alguns com dificuldade de explicar em inglês, mas com a maior boa vontade do mundo), depois de MUITO TEMPO andando (sem andanças em lugares desconhecidos não sou eu, né), cheguei num calçadão, uma avenida chamada Istiklal.

Esse calcadão é bem largo e extenso. Tinha muuuuuita gente passando ali, turistas e principalmente locais. Era horário de almoço e pude ver grande movimentação de gente bem vestida, com terno, coisa e tal. Há diversas lojas e restaurantes, mas notei que aquela região da cidade é um pouco mais "fina": lojas da MAC, Sephora, marca de roupa famosa, perfume e etc.

Andei, andei, andei, deu calor, tirei o casaco e cheguei na tal praça! E pensei: "sério? o calcadão tava mais interessante..."







Várias pombas sobrevoando, um trânsito do inferno em volta (aliás, como hoje é segunda deu pra ver bem o trânsito: buzinas galore, um carro fechando o outro, pedestre atravessando em qualquer lugar...), enfim, maior poluição. Pedi para um casal tirar uma foto minha e voltei pro calçadão pra procurar lugar pra comer.

Tinha McDonald's, Burger King, Starbucks, mas é claro que eu comeria num restaurante tipicamente turco, né?! Vi um que tinha cara de ser meio "fast food", mas tinha umas fotos de comidas que eu já tinha visto em minhas pesquisas e me interessei. Eu não entraria numa lanchonete assim em São Paulo, mas aqui, é diferente. Entrei e sorri com a minha melhor cara de sou-legal-mas-não-falo-turco e o atendente disse "hi". Ufa! Pedi o Dürum Tavuk - parece um wrap recheado com pedaços beeem fininhos de carne, com legumes e batata. MUITO BOM. Isso + uma coca foi 9 liras. Melhor ainda!

Continuei andando e achei uma sorveteria: oportunidade. Porque sorvete não deve ser recusado em hipótese alguma em temperatura nenhuma (hoje fazia 5 graus). Foda-se, fui tomar o sorvete. A menina do caixa quase não falava inglês, mas era fofa. Nos entendemos no gestual, provei o pistache (clássico turco) e morango. 6 liras!


sorvete turco

O sorvete tem um gosto diferente do brasileiro. Ele é bem consistente e tem uma pegada que lembra o sabor do iogurte. Não duvido que seja isso mesmo, porque aqui é tudo com iogurte. Saindo da sorveteria, tinha um povo tocando música árabe na rua:




Continuei em frente pra voltar ao tram - os próximos destinos seriam o Grand Bazaar e o Spice Bazaar.

Desci uma rua infinita e peguei o tram. Percebi que as mulheres são muito respeitadas - toda vez que entrava uma mulher de lenço na cabeça, algum cara dava lugar pra ela sentar. Desci duas estações depois de Sultanahmet e dei de cara com o bazar.

Fiquei impressionada. Tem muita loja, muita jóia, muito tapete, muita luminária, muita tranqueira, muita coisa. Mas a feira de Caruaru não fica devendo nada, sabe? A diversidade é a mesma.





grand bazar em istambul


A diferença é que em Caruaru não ficam voando em cima de você.

Tentei fazer o mínimo de contato de olhar com os vendedores, porque olhou, já era. Aí ele vem perguntar de onde você é. Quando ouve "Brasil", diz "bom dia! São Paulo?" e fica puxando conversa. Só dei brecha pra dois vendedores: um porque eu queria tirar foto dos chás e fiquei sem graça de tirar, aparentemente eles não curtem muito (a não ser que você compre e tal). Ele fez toda a cena e depois deu ter sido bem simpática e sorridente, perguntei se podia tirar a foto. "If you're single, it's free to take the picture" ouvi de resposta. Dei risada e falei que era single. Bati minha foto e caí fora.


Devia era ter comprado o chá

Um outro vendedor foi se jogando na minha frente: "VENEZUELA???". Tive que rir e dizer que não, que era Brasil... pra quê? Começou a falar que espanhol era parecido com português, que Curitiba não-sei-o-quê (aliás, vários mencionaram Curitiba quando eu falava que era de São Paulo. Tem algo a ver com futebol?)... e pediu pra eu tirar uma foto DELE! Ok, se você pediu...



Tirei a foto e ele veio oferecer sabonetes. Era baratinho e legal, então comprei um por 5 liras e ainda ganhei um turkish delight

Na volta, passei pela mesma cabine do cara que deixou eu tirar a foto dos chás. Ele me deu uma flor e passou a mão no meu cabelo, disse "I like your hair". AI DEUS. Esses turcos são uns fanfarrões mesmo, né?

Na sequência visitei o Spice Bazar, que fica atrás do Grand Bazar. Ele é menor, mas gostei mais. Tem muitos temperos, condimentos e chás, mas também doces, luminárias, coisas que você também encontraria no Grand Bazar.



Saí do bazar e perguntei para o guarda como chegar na Mesquita Azul, minha referência em Sultanahmet pra eu voltar pro hostel. "Segue em frente e vire à direita". Foi o que eu fiz. Mas depois de muuuuita caminhada e dor nos pés, onde fui parar?! No bazar. Eu dei a volta! Eu dei a volta! Não acreditei naquilo.

Aí vi a estação de tram e resolvi voltar assim, porque senão levaria uma eternidade para meus pés cansados.

Desci na estação certa e fui fazer minhas compras.

Na verdade, como aposentei a Becky Bloom de dentro de mim, fui bem realista e justa nas minhas compras: só comprei o que era útil e barato. Logo, foram 3 pashminas (10 liras cada, quentinhas e lindas), algumas lembrancinhas e o olho turco, pra dar sorte. Gastei tão pouco, sucesso demais! Só que saindo da loja, um tiozinho vem me perguntar de onde eu era. Como achei que ele era mais um desses guias chatos, respondi "Brasil" mas continuei andando. Bom, aí ele ficou me seguindo e perguntou se eu não queria tomar um café com ele. AFFFF. Respondi "sorry" e continuei andando. Uns metros depois ele veio falar alguma coisa de novo, mas não entendi, fiz um gesto de "sai pra lá", falei "sorry" e apertei o passo. Acho que ele não veio atrás, mas por via das dúvidas, entrei no mercado pra me sentir mais segura. Aproveitei o comprei isso aqui:



E pra finalizar, não podia deixar de exibir esta foto:



Obrigada e até a próxima!
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