7 dias de Dublin

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Estou, oficialmente, há pouco mais uma semana na terra da Guinness. E pra ser bem sincera, aproveitei pouco da cidade. 

Fui numa loja aqui outra ali, comi num lugar aqui outro ali, mas não fui a pubs nem parques (que absurdo, vai pra Irlanda e não foi pra pub nem parque). 

Eu tava bem preocupada com a questão da acomodação e por causa disso, não me deixei curtir, porque obrigação e moradia em primeiro lugar. 

Mas já posso divagar um pouco sobre Dublin e as pessoas nesta ilha...

Primeira foto tirada aqui (Do lado do Stephen's Green Park)

1)  O clima é algo realmente interessante por aqui.  Nós paulistanos estamos bem acostumados com essa coisa de sair cheio de blusa de manhã, passar calor na hora do almoço, pegar chuva no fim da tarde e sentir frio à noite. Aqui em Dublin a coisa pelo visto fica potencializada: anteontem, por exemplo, em plena primavera, fazia 1 grau com sensação térmica negativa. Nevou de manhã. Nevou à tarde. Parou. Fez sol, um solzinho que até esquentou. Aí nevou de novo, ventou, parou, e à noite só tava frio mesmo. 

2) As ruas são planas. Há subidas, mas poucas. Sendo assim, fica fácil andar quilômetros - coisa que eu não fazia em São Paulo por motivos de: distância, calor e poluição, não necessariamente nessa ordem. 

3) O ônibus é diferente de SP. Se você não tem o cartão do Dublin Bus (bilhete único feelings), entra no ônibus, diz pra onde está indo e coloca as moedas - somente moedas - na caixinha. O motorista imprime um ticket e tudo certo. Em Buenos Aires era exatamente assim. Tem gente que já sabe a tarifa que terá que pagar (cada região uma tarifa, quanto mais longe mais caro), aí coloca as moedas direto e pega o ticket. Se você não tem as moedas certinhas, pode dar a  mais, mas o motorista não te dá troco. No seu ticket sai impresso o quanto de troco você tem que pegar. Aí você leva seus tickets no escritório do Dublin Bus e pega o dinheiro lá!

Exemplo do ticket

Só tem uma porta no ônibus, na frente, mas tranquilo pro pessoal descer e entrar porque nem em horários de pico peguei ônibus cheio aqui. 

4) Ouvi muito espanhol nas ruas. Mas ouvi também alemão, francês e idiomas que não reconheci. Tem muito brasileiro? Tem, mas honestamente ouvi muito pouco português nas ruas. 

5) A comunidade brasileira aqui tem umas coisas esquisitas. Chamam os irlandeses de "os irish". Ué, não dizem "os italian", "os spanish", "os korean", então por que "os irish"? Pior é quando se referem às irlandesas como "as irish". Não entendi essa lógica até agora. 

6) Com pouco dinheiro você consegue se alimentar bem. Biscoito por 70 centavos, macarrão a 1 e pouco, leite barato... As coisas básicas tem um preço acessível em diversos mercados. Não tô convertendo nada, mas lembro que uma compra do mês em casa dava uns bons 400 reais. Não fiz compra do mês aqui, mas tenho certeza que não passa dos 100 euros.

7) Os knackers existem e são isso mesmo que a galera fala: bagunceiros, folgados e xiitas. Ah, nem eu sei explicar o que essa molecada é, mas aqui eles explicam bem. Estava andando uma noite com um amigo na rua e nos tacaram cebolas! Não estávamos falando português alto, mas eles sabem quem é ~imigrante~ e quem não, né? Enfim, é só tomar cuidado. Sem stress, mãe! Prefiro levar uma cebolada em Dublin do que um tiro do PCC em São Paulo. 

8) Há muitos caras bonitinhos. Eu olho pros lados e vejo protótipos de Westlife andando ao meu lado! Em compensação, já vi muitos esquisitos, dentes amarelos, etc etc. Normal, né? As irlandesas são em sua maioria muito bonitas também. E aqui vou discordar de muitas brasileiras: gosto muito do estilo das irlandesas: meia-calça, algumas de cabelo colorido, saias legais, botinhas... Só desaprovo: os coques desajeitados no topo da cabeça e o excesso de maquiagem. No melhor estilo novela mexicana, sabe? Tenso. 

9) O gaélico (ou irlandês) é língua oficial aqui e estudada na escola. Acho muito válido eles tentarem preservar a língua irlandesa, manter essa identidade. Nas placas, nos ônibus, em todo lugar é possível ver palavras gaélicas. E claro, muitos nomes de pessoas e ruas tem essa influência, e claro que são falados de maneira bem distinta da forma escrita. Uma moça que conversei, por exemplo, chamava Catriona. Desconfiei que o nome dela fosse irlandês e pesquisei no Google por garantia. Ufa! Leia "Katrina", nome da mesma família de "Katherine". Hmmm. 

10) "Em Dublin só chove", "Compre capa de chuva" e "Prepare as galochas" são coisas que li e ouvi muito antes de vir pra cá. O engraçado é que desses 7 dias que estou aqui, só choveu em 1 e meio, então...
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