O segundo dia na ilha mais linda

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Nosso segundo dia em Inishmore foi um pouco mais curto, já que pegaríamos o vôo das 15h30 de volta pra Galway. Acordamos cedo e tomamos um Irish breakfast maravilhoso. Aliás, a cada vez que como isso eu gosto mais! Tem forma melhor de começar um dia que será puxado e repor as energias do dia anterior?! Como diz o R. it hits the spot!

O dia não tava ensolarado como o anterior, mas também não choveu praticamente nada. Nada de tempestade, ventania nem chuva constante.


aran islands


Pegamos as bicicletas (que ficaram sem corrente do lado de fora do b&b a noite toda - "cidade" pequena é outra coisa!) e começamos o passeio agora na parte sul da ilha, com destino ao Black Fort. O início do caminho foi tranquilo, até chegar num morro íngreme de doer as pernas. Após carregar as bikes pelo morro, pedalamos de novo num caminho de pedras que não acabava mais! Foi ficando mais íngreme e com mais pedras... Tava foda. Descemos, deixamos as bicicletas por ali mesmo e terminamos de subir a pé. Deu uns 15 minutos de caminhada e a vista valeu cada segundo!



aran islands

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Masssssssss ventava muito e nem arriscamos chegar perto do penhasco, como fizemos no dia anterior. Mesmo assim, foi muito divertido e gostoso ficar ali, sozinhos, longe do "mundo". Você já ficou num lugar assim isolado? É bom demais!


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Versão 2.0 daquela minha foto em Howth

Descemos e pegamos as bikes pro próximo "ponto turístico": a menor igreja do mundo! Quer dizer, nem é mais igreja porque hoje são apenas ruínas e pedras. Trata-se de um exemplo clássico de construção Celta e marca o primeiro templo monástico fundado por Benen, discípulo de, veja você, São Patrício (St. Patrick, o santo padroeiro da Irlanda!). O altar é direcionado pra região sul ao invés de leste/oeste que costuma ser a posição comum em igrejas. O porquê disso ninguém sabe.


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Agora o mais maravilhoso dessa história toda é que nós paramos e tiramos fotos de uma construção que NÃO É a menor igreja do mundo. Não tinha placa, não tinha nada, como poderíamos saber? Só depois, já no ônibus a caminho de volta do aeroporto é que R. viu a construção certa e me disse "acho que visitamos a igreja errada!" - risos! Clique aqui pra ver a foto da igreja certa.

Resolvemos seguir a estrada principal pra ver até onde ela ia dar. Passamos por algumas casas e pelo aeroporto até chegar na praia onde a estrada acaba. 

Ahhhh, que vontade de pisar na areia e sentir a água nos pés, mas não a água irlandesa né? Já tive três experiências de mar aqui que não foram EXATAMENTE as mais quentinhas (a primeira em Roundstone, a segunda em Greystones e a última e mais bem sucedida em Nohoval Cove).


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Ali perto havia uma placa que indicava umas tais de cavernas. Nos interessamos e seguimos  a pé no meio dos muros, mas no fim do caminho não encontramos nada. Fuén! Voltamos pra praia pra buscar as bicicletas e no caminho de volta pra vila vimos uma galera jogando futebol... gaélico! Eles levam as tradições a sério mesmo! Paramos pra assistir um pouco e a fome bateu - resolvemos tentar um café ao lado do Spar que tava fechado no dia anterior.


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Ainda preciso ver um jogo desse esporte!

Antes do café passamos na loja e museu de Aran Islands Sweaters. Pois é, as ilhas são famosas por exportar sweaters lindos e quentinhos (e bem caros). No local há algumas placas com informações sobre todo o processo, desde a retirada da lã da ovelha até o produto final. Uma das coisas que mais me chamou a atenção é o fato de que os desenhos que eles usam no tricô dos produtos vêem de monumentos pré-históricos como Newgrange e até mesmo o famoso Book of Kells!


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Felizmente, o café tava aberto e deu pra comer uns lanchinhos e tomar um chocolate quente antes de partimos pro aeroporto. Deixamos as bicicletas na loja, pegamos as mochilas no b&b e as 15h em ponto o motorista veio nos buscar de ônibus. Já no aeroporto não fomos pesados novamente (acho que o peso já tava marcado na passagem) e demos sorte de sentarmos próximos a janela de novo! Aê! Agora sim deu pra tirar fotos!


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O aeroporto na ilha

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Lá de cima...

O fato é que nos apaixonamos por Inishmore. Eu tô morrendo de vontade de conhecer as outras ilhas agora, mas no verão, quando elas devem ganhar outra cara com mais gente e mais movimento - não que eu não tenha gostado agora, porque amei (sem muito turista, na maior paz e tranquilidade do mundo!). Irlanda, você é realmente linda e maravilhosa!
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