O melhor do intercâmbio

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Eu já falei aqui diversas vezes que adoro a Irlanda, suas paisagens, sua capital, sua cultura. Mas a Irlanda ser um país legal não é o único motivo pelo qual eu sou feliz aqui. Uma das melhores coisas de estar aqui é poder conhecer gente do mundo inteiro.

Já conheci italianos, argentinos, venezuelanos, chineses, holandeses, australianos, franceses e brasileiros, claro. Acho isso muito sensacional - poder falar sobre a cultura do seu país, conversar sobre como as pessoas vivem nas suas cidades de origem, das coisas boas e ruins de cada lugar.

E acabei conhecendo algumas figurinhas por essas bandas, veja só...

- Luciana, a brasileira que me achou na internet.

Um dia recebo um email de uma moça pedindo dicas sobre Liverpool pois havia lido meu blog pelo google ou Mochileiros, algo assim. Ela dizia que vinha passar férias em Dublin e queria saber se valeria a pena ir pra Londres e Liverpool também e tal. Na época, respondi dando a minha opinião e disse pra ela manter contato pra quando viesse, assim poderíamos nos conhecer pessoalmente.

Semanas passaram e acabei esquecendo da menina. Aí na última semana de junho tava limpando minha caixa de entrada e vi o email dela - "putz, ela já deve ter vindo e ido embora", pensei. Mas não, no dia em que vi o email ela teoricamente já estaria em Dublin. Mandei email, pedi pra ela me adicionar no facebook e no fim do dia ela me adicionou. Passei o meu telefone e combinamos de nos encontrarmos num pub chamado Wheelan's (onde gravaram cenas do filme "P.S. I love you" e um dos pubs onde nos reunimos pra despedida da Bia). E não é que ela foi?

Foi bem legal conhecer a Luciana. Ela é animada e era seu grande sonho conhecer a Irlanda. Ela dançava, cantava, dizia ao R. que ele sortudo de ser irlandês - que bonitinha!



Luciana, obrigada por ter entrado comigo e ter me encontrado aqui! Foi muito bom conhecer você!

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- S. e A., os franceses mais fofos e educados do mundo.

Um belo dia minha flatmate Danuza me fala que conheceu uns franceses num pub e que elas eram muito legais e educados. Ok, né. Acabamos nos conhecendo numa noite no karaokê e de fato, eles pareciam muito fofos e educados. Saímos juntos mais algumas vezes e até tivemos um jantar aqui em casa - arroz de forno, ideia das meninas, já que eles nunca tinham comido esse prato.

Eles vieram e junto com eles trouxeram a sobremesa - tortinhas de uma padaria francesa por aqui.

O jantar foi muito bom - não só pela comida que tava boa (Bia, já pode casar), mas porque estávamos ali - brasileiros, dois franceses e um irlandês conversando sobre costumes dos nossos países, sobre gestos, sobre a diferença dos nossos idiomas. Parecia que eu tava numa cena de seriado ou filme do Woody Allen, sei lá. Rimos muito e passamos um ótimo tempo juntos!

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- Alex, o australiano conversador.

Numa dessas sextas-feiras, S., o francês mencionado ali em cima nos convidou pra uma festinha na casa dele. Lá fomos nós: Danuza, eu e o R. Um cara de bigode estilo Super Mario abriu a porta. Nos apresentamos e perguntei de onde ele era - Itália, claro. hahahaha

A festa não tinha muita gente não. Ficamos na cozinha conversando um pouco com o S. e depois com um outro francês todo alegrinho e animado, que sabia várias coisas em português e pedia loucamente pra gente sambar. 

Um outro cara entrou na cozinha e foi entrando de mansinho na nossa conversa. Nos apresentamos e a princípio, achei a atitude dele meio blasé, sabe? Ele na verdade mora em Oxford, já morou em Londres e tal. Quando menos percebi, estávamos lá, eu, R. e Alex batendo os maiores papos sobre os governos nos nossos países, animais exóticos australianos, aranhas na Irlanda, semelhanças entre Brasil e Austrália e muito mais! Ele se mostrou um cara com bastante conteúdo e opinião própria. Foi com ele que descobri que: na Austrália as pessoas não andam tanto de bicicleta como em muitas cidades européias; na Austrália eles comem muita comida oriental; na Austrália a banda Men at Work não é esteriótipo não, é considerado clássico dos bons (oba!); na Austrália tem mesmo um monte de irlandês trabalhando (mas essa bola o Rick já cantou faz tempo); na Austrália ninguém tem coala de estimação (mentira, dessa eu já sabia! hahaha), entre muitas coisas bacanas sobre esse país tão distante e tão bonito. 

Quando fomos embora, não trocamos facebook nem nada. Apenas um aperto de mão e um "good luck in your life". Tem frase mais poética pra se despedir de alguém?
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