Professor tem que ser professor de verdade

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O meu post sobre professores nativos e não-nativos teve muitas visualizações e repercutiu um pouco na sessão de comentários e no meu facebook também. Por isso, resolvi escrever sobre uma coisa que acabei deixando meio de lado no primeiro post e que faz toda a diferença no que diz respeito ao ensino de línguas: ter aptidão e "talento" pra ensinar. 

Não importa se o professor é nativo ou não, não importa se tem mil qualificações ou só uma. Se ele/ela não tem o jeito pra coisa, não vai rolar. Ora, quantos professores você já teve (tanto na escola como em cursos livres ou faculdade) que tinham um puta currículo mas uma aula de merda? Desculpa usar esse termo, "de merda", mas não é a verdade? 

Professores mestres, doutores, com pós-doutorados internacionais e uma aulinha medíocre. Professores com o básico de formação com aulas incríveis. O fato é que, sim, ter habilitações e boa formação dá credibilidade e conhecimento ao professor - não quero ter aula de matemática com uma pessoa que não seja formada em matemática, sabe? É o mínimo. Agora, ser formado em matemática não significa que a aula dessa pessoa será boa, sabe? Não funciona assim.


Em termos de cursos de idiomas, muitos professores não tem formação no curso que teoricamente daria habilitação pra ele ser professor de línguas - Letras. Eu mesma não fiz Letras e nunca achei que não ter formação nesse curso me deixou menos preparada ou qualificada pra dar aula de inglês. Seria melhor ter no currículo um curso de Letras? Claro! Mas no fim das contas, nunca foi um fator primordial pra eu que pudesse exercer minha profissão. As escolas de inglês geralmente oferecem MUITOS treinamentos e extensos workshops e acompanhamento, chega até a ser chato! Perdi a conta de quantos treinamentos de aula eu fiz na vida, e apesar de tudo (mais treinamento? mais coaching? mais observação de aula?!), sempre aprendi muito com eles. 

Eu comecei a dar aula muito jovem, sem ter nenhuma formação acadêmica na área, a não ser simplesmente minha fluência no idioma e minha vontade de ensinar. Uma pessoa acreditou e apostou em mim (se você tá lendo isso, thanks, Lu!), e olha no que deu! Mesmo assim, acabei me graduando em outra área mas fiz a pós-graduação em Ensino de Língua Inglesa justamente por achar que faltava ter isso "no papel".

A questão é que: importa se o professor de línguas tem experiência, conhecimento formal, formação na área? Claro que importa, muito! Mas se o cara não for bom, não adianta ter os melhores certificados, não adianta "ter morado fora", não adianta nada disso. É clichê, mas pessoalmente acredito que a tal da vocação e o grande diferencial.
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