Conheço, mas não conheço

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Eu não sou a maior fã de criança do universo - apesar de já ter dado aula pra pequenos e de estar trabalhando full-time com duas mocinhas: uma de 15 meses e uma de 2 anos e meio. 

No entanto, o mais interessante e fascinante pra mim é acompanhar a evolução da fala das crianças. Acho impressionante, por exemplo, como a E., mais velha que eu cuido, tem até um sotaquinho irlandês. Ela fala, fala, conversa pelos cotovelos. O vocabulário dela é bem extenso e apesar dela cometer alguns errinhos de gramática (como verbos no passado), E. conhece diferentes estruturas da língua. 

Ela pega o telefone de brinquedo, finge que tá ligando pro tio e diz "what's the craic?!", hahaha! Claro que, por ser uma criança, nem sempre entendo o que ela fala. Quando isso acontece, peço pra ela me mostrar ou apontar o que ela quer, funciona sempre. 

Outro dia brincávamos com o canguru de pelúcia. Eu comecei:

"E., where does the kangaroo live?"
"I don't know."
"He lives in Australia. Do you know Australia?"
"Yes!!!!"
"Really? Have you ever been there?!"
"No, I didn't go there before..."

E foi o mesmo diálogo quando comentei que meu irmão não morava em Dublin mas no Brasil. 

A de 15 meses tem varias palavrinhas e a cada dia fala uma palavra nova. A família pra qual trabalho incentiva muito isso, pois eles tem inúmeros pôsteres com palavras e o alfabeto pela casa, além de um monte de livrinho pra elas. 

Pra quem precisa praticar inglês, cuidar de criança pode ser uma boa, porque eu falo com elas o dia inteiro e respondo perguntas da E. o tempo todo! Às vezes me canso e solto uns "suas chatinhas" e "mas cêis são teimosa, hein?".


Australia? Eu sei mas eu não sei!
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