Post office museum - o melhor museu!

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Quando fui no Print Museum acabei pegando um folheto que mostrava várias atrações literárias/culturais na cidade. Uma que me chamou a atenção foi o Post Office Museum porque nunca vi ninguém comentando nada desse museu e adoro cartas!

Acordei num sábado de manhã chuvoso e fui com o R.

O museu fica dentro do correio central, ou o GPO (General Post Office) em frente ao Spire. A entrada é 2 euros, mas eu já digo de antemão: pelo conteúdo, deveria ser bem mais caro! Eu já paguei 6, 7, 10 euros pra entrar em museu aqui e posso assegurar que nenhum desses foi tão interessante e interativo quanto o Post Office Museum.


Logo na entrada você dá de cara com um armário com gavetas verticais cheeeeios de selos de vários lugares do mundo - tudo coisa do Gerald Fitzgerald, 5º duque de Leinster (aqui na Irlanda). Além disso, na segunda parte das gavetas, dá pra ver a evolução dos selos na Irlanda, mas eles dão maior foco para os selos mais antigos.







No mesmo ambiente você senta em frente à uma tela que tem uma apresentação interativa sobre os elementos que fazem parte da confecção de um selo, como um tema, alinhamento, cores, fonte, fundo, enfim, uma infinidade de coisas. Você não só lê sobre o assunto como pode criar o seu próprio selo e no final colocar o seu email pra recebê-lo na sua caixa de entrada. E não é que recebi o bichinho na mesma hora?!

Bonitinho, vai!

Ainda nessa sala, você senta numa outra cadeira de frente pra uma tela que mostra todos os selos utilizados na Irlanda divididos por tema/década/etc etc... Ao clicar no selo ele fica do tamanho da tela e do lado direito dá pra ver quando ele foi criado, quem o criou e outras curiosidades.

Sim, eles já foram selo!

Na segunda sala há uma linha do tempo na parede que conta desde os primórdios dos correios na Irlanda até os dias atuais. Ao lado há uma maquete do GPO e botões que dão acesso à quatro vídeos bem interessantes sobre a criação do prédio, o arquiteto que o construiu, a família dona do local, entre outras coisas bem históricas e legais, como a importância desse prédio na Revolução de 1916 (os "rebeldes" utilizaram o local como forte, que ficou bem judiado e caidinho depois que a briga toda acabou).



Mas pra mim e pro R., o ambiente mais legal é o que imita uma cabine de trem.

Nele é possível assistir a quadro pequenos documentários sobre diversos assuntos - a importância dos barcos no correio, os correios nas áreas rurais, o processo atual de distribuição de cartas e o aspecto social e político do correio no país. Os vídeos são muito ricos! O das áreas rurais foi bem bacana por ser totalmente em irlandês e mostrar um carteiro entregando correspondências de bicicleta, percorrendo mais de 30 quilômetros por dia pelas cidadezinhas e comentando que hoje em dia as pessoas não param mais pra conversar com ele - ele termina dizendo "what are 5 minutes?".



O vídeo que mostra o processo atual do correio impressiona por exibir a modernidade e rapidez com que a coisa toda acontece. A principal central fica em Athlone, no centro do país. Lá, 15% das cartas são divididas à mão e o restante pelas máquinas. As máquinas reconhecem os endereços e separam tudo, é um negócio muito impressionante!

Além de tudo isso, tem uma outra parte sensacional no museu: as cartas. Há uma mesa interativa onde você pode ler algumas cartas que cidadãos irlandeses trocaram em algum momento da história - tem até carta do Swift! Minha preferida foi uma carta de amor... dá pra ver as cartas originais, a transcrição e um pouco sobre quem as escreveu, em que época e tudo mais.



Pra finalizar, há um mural que mostra figuras importantes nas telecomunicações no país e o telégrafo - dá pra ver um de perto e quando você conecta o fio verde no buraco verde, pode pegar o telefone e ouvir uma entrevista com alguém que trabalhou com telégrafos no passado. Sensacional!



Há ainda alguns uniformes de carteiros em exibição e alguns textos falando da importância da figura do carteiro antigamente - afinal de contas, era ele quem trazia as notícias e era ele que "fazia" a conexão das pessoas pelo mundo afora. Que museu, que experiência!
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