Queluz

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Dia 2: Queluz

Queluz foi uma coisa meio planejada de última hora. É que quando eu pesquisava sobre Sintra, achei um blog que citava Queluz, já que por estar no meio do caminho entre Lisboa e Sintra, é de fácil acesso pra visitar. 

Fiquei interessada em ir pra lá por causa do Palácio Nacional de Queluz - lugar onde a família real morou antes de fugir pro Brasil. 

Deixei o lugar como uma carta na manga caso desse tempo depois de ir pra Sintra. Fiz a sugestão pra V., a menina que conheci em Sintra, e ela topou. 

Descemos na estação por volta de umas 17:00. Como o horário de verão já começou, tava bem claro, um super sol, mas muito muito vento. Aliás, eu não esperava que ventasse tanto em Portugal!

Perguntamos na estação de trem em como chegar no palácio, já que não há placas nem nada explicando como chegar. O que eu sabia é que era perto da estação. A moça num quiosque nos deu as direções e seguimos por umas ruas, atravessamos um parque e após mais uns minutinhos, avistamos o local. Na frente não parece palácio nem nada, porque a entrada dele fica de frente pro jardim, lá atrás. 

A entrada tava cara, por isso achamos melhor só visitar a parte de fora (que também era paga, mas mais barata) - mas no fim tivemos sorte, pois deu pra ver algumas salas do palácio também:





O palácio de Queluz é um dos últimos edifícios em estilo rococó construídos na Europa e é conhecido como "o Versilles português". D. João VI e D. Carlota Joaquina fizeram dele a sua residência favorita!



Escadaria dos Leões




Os jardins são lindos. Acho que os portugueses eram chegados numa mitologia grega, porque todas as estátuas eram de deuses da mitologia ou coisas do tipo:



Fora as esculturas, tem também muitos exemplos dos lindos azulejos portugueses:

Canal dos Azulejos, onde a família real passeava de barco no verão



Andamos por todo o jardim, tiramos fotos, admiramos a paisagem mas estávamos mortas e com fome. V. comentou de um restaurante perto do hostel onde ela tava ficando que era baratinho. Fomos pra lá. 




O restaurante era familiar, bem cara de boteco, sabe? Mas nossa, bem gostoso. Teve entrada (sopa de grão de bico com pão), prato principal (pedi um peixe com arroz), sobremesa e café. Tudo isso por 8 euros!!!!

Desci as ladeiras pra chegar no meu hostel - confesso que fiquei um pouquinho com medo porque já tava escuro e eu sozinha, mas como segui a linha do bonde, as ruas estavam com um certo movimento e tal. Além disso, no caminho acabei vendo a Catedral da Sé de Lisboa:



Cheguei na Praça da Figueira e segui pro hostel. Tomei meu banho e deixei tudo arrumado pro dia seguinte (que eu faria check-out). O quarto tava super quente, então liguei o ar-condicionado. Algumas horas depois, acordei morrendo de calor: alguém havia desligado o ar. Ok, entendo que muita gente não gosta de ar-condicionado, mas não dá pra 6 pessoas dormirem num quarto totalmente fechado sem ar condicionado! Além disso, o cara que roncou a noite anterior tava roncando de novo. Afff. 

Ok, consegui dormir de novo, mas algumas horas depois (mais precisamente umas 5 da manhã) ouvi algumas pessoas cochichando. Só que eu entendi algumas palavras, que foram "blá blá blá have sex". Pensei: O QUÊÊÊ? Esse povo tá pensando em fazer sexo aqui no quarto?

A resposta veio alguns minutos depois, quando ouço barulho de beijo, movimentação na cama e a menina dizendo "YES YES YES, keep doing it". Fiquei tão chocada que não consegui falar nada. E ao mesmo tempo tava muito cansada, então acabei dormindo mesmo assim. No dia seguinte fiquei sabendo que eles eram canadenses e que fizeram mais coisas de manhã (eu não vi porque sai bem cedo). Esse povo não tem noção, né? Moral da história: nunca mais fico em quarto compartilhado misto. O quarto em que fiquei em Porto era só feminino e foi uma maravilha!
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