Viagem pela Irlanda - Wicklow, Kilkenny e Cork

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Comentei no último post que tava indo passar uns dias pelo interior da Irlanda. Cheguei ontem de viagem - cansada, com saudades de Dublin, porém feliz. 

O plano para o primeiro dia era visitar Wicklow, Kilkenny e Cork. E deu certo!

Saímos de casa cedo, por volta das 7 e pouco e após digitar "Wicklow Mountains National Park" no GPS, demos início ao nosso feriado prolongado. Em mais ou menos 1 hora, começamos a ver aquela paisagem linda de montanhas e pedras e flores e pensamos: esse deve ser o parque, mas cadê a entrada?


Uns caras faziam caminhada por ali e resolvemos perguntar. Sabe aquela cena do "P.S. I love you" em que a personagem da Hillary Swank encontra o Gerard Butler pela primeira vez? Ela pergunta: "oi, como é que faço pra chegar no parque?", ao que ele responde rindo: "Você já esta no parque!"? - A mesma coisa aconteceu com a gente. 

Descemos, tiramos fotos em diferentes locais e apreciamos a bela paisagem e o solzinho tímido. 

wicklow


No meio do caminho acabamos encontrando o tal do lago Guinness - que tem esse nome por causa da água escura e da margem branca, que lembra uma pint da cerveja mais famosa da Irlanda:

guinness lake

No fim das contas, Wicklow é isso: uma área verde gigantesca ora com árvores, ora descampada, ora com pedras. 

wicklow




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De lá, seguimos para Kilkenny. A viagem durou cerca de 1 hora e meia e de cara gostamos da cidade: bonitinha, com lojinhas lindas e cheia, cheeeeia de gente pelas ruas. Muitas famílias locais e turistas passavam pelas estreitas ruas do centro, restaurantes com música ao vivo lotados e tinha até loja tocando "Macarena" pra atrair a atenção do povo. MACARENA NA IRLANDA EM 2013 - a vida é mesmo bela!

kilkenny


Eu queria muito ir pra lá pra conhecer o Castelo de Kilkenny. A entrada custa 2,50 pra estudante e 6 pra adulto. Não tem visita guiada - eles te dão um guia informativo (o recepcionista, sabendo que éramos do Brasil, perguntou se preferíramos em inglês ou espanhol já que não haviam folhetos disponíveis em português) e um mapa na entrada e você se vira. O castelo não é grande e tem painéis explicativos na entrada de cada cômodo, além de alguns guias estarem circulando por ali pra caso você tenha alguma pergunta. Fotos internas não eram permitidas - uma pena, porque tinha muita coisa bonita por ali. Os cômodos que mais me chamaram a atenção foram: 1) o quarto com decoração chinesa - um papel de parede lindo, móveis de madeira e uma cama pequena, porém linda com as colunas ao redor; 2) a biblioteca, com estantes cheias de livros clássicos em seus respectivos idiomas (vi Shakespeare em inglês, "A divina comédia" em italiano, "Don Quixote" em espanhol) em edições muuuuito antigas e 3) a sala onde eles expõem quadros e pinturas dos lordes, duques e duquesas que ali moraram ou que tem alguma relação com o castelo de Kilkenny. 

kilkenny castle

kilkenny castle


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Saímos de Kilkenny com destino a segunda maior cidade da Irlanda: Cork - famosa também por conter o sotaque mais difícil de ser compreendido por essas bandas. A jornada durou mais de duas horas. Quando chegamos, estranhamos a cidade porque não parecia nada que já tínhamos visto por aqui. Eu particularmente tive uma sensação de dejavù porque Cork me lembrou São Paulo de um jeito assustador. As casas, a arquitetura, alguma coisa ali me lembrou minha cidade natal de algum modo. 

Mas Cork tem também muitas semelhanças com Dublin - o rio que corta a cidade, os letreiros coloridinhos das lojas e os calçadões que lembram a Henry e a Grafton Street. 

cork

cork


A gente não reservou hostel nem nada porque não tínhamos certeza de em qual cidade dormiríamos em cada dia - o que me deixou bem tensa e preocupada, porque Murphy tá ai pra isso, né? A primeira coisa que fizemos em Cork foi procurar acomodação - o hostel mais barato e bem cotado no Hostelworld tava lotado, assim como os outros próximos. Começamos a perguntar nos Bed and Breakfast da região, mas ou tava lotado ou o preço tava salgado. O Carlos encontrou um pela internet, ligamos e ela disse que guardaria nosso lugar por até 20 minutos, já que a procura tava grande. Murphy é parceiro e tá sempre junto e chegamos 2 minutos após os 20 combinados. Resultado: ela passou o quarto pra um pessoal que chegou lá antes. Mas foi super simpática e ligou para um outro na mesma rua, confirmou que ainda tinha vaga e nos levou ate lá 

Ficamos numa guesthouse chamada Stationview. Foi 20 euros por pessoa e não tinha café da manhã. Mas a gente tava cansado e só de ter uma cama pra dormir e um chuveiro pra tomar banho, tava bom. Nos arrumamos pra dar uma volta na cidade à noite e seguimos a pé para o centro, mais precisamente pra rua principal de Cork, a Saint Patrick's Street. De lá, viramos a esquerda num calçadão que dava no prédio do correio e entramos num pub que tocava música ao vivo por ali mesmo. Não tava lotado, então deu pra sentar e curtir com tranqüilidade. O dia seguinte foi longo, mas essa fica pra próxima!
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