Meu visto vence em março de 2015 e ainda é cedo pra dizer se vou renová-lo mais uma vez ou não, mas o fato é que ainda tem muito lugar que quero visitar na Europa. São muitos mesmo, mas sou realista e sei que não daria tempo e eu nem teria dinheiro pra tanta viagem. Sendo assim, reduzi a lista a 7 em ordem aleatória. Será que ainda dá?
7 - Barcelona, Espanha
A Espanha nunca esteve no topo da minha lista, mas deveria estar - afinal de contas, o Hernandes no meu nome vem de lá! Apesar de saber que vou curtir a culinária, sempre tive uma impressão de que cidades como Barcelona são badalação demais, embora eu veja pelas fotos que a cidade é linda. Tenho muitos amigos que já foram e todo mundo fala muito bem!
Pra quem lê o blog desde quando pisei na Irlanda, já conhece o meu discurso "não fazer coisas brasileiras". Já expliquei que eu amo o Brasil, amo a língua portuguesa, amo a comida e coisa e tal, mas acho muito bizarro as pessoas gastarem um dinheirão pra fazer intercâmbio e continuar a vidinha de Brasil, frequentando baladas brasileiras, comendo comida brasileira e muitos etc.
R. tenta me convencer de que tudo bem eu querer fazer coisas brasileiras de vez em quando. E ele tá certo. Se fiquei um ano sem comprar guaraná aqui, tudo bem tomar um às vezes. Ou comer num brasileiro vez ou outra. É minha cultura, faz parte de quem eu sou. Ele tem razão - não faz mal, já que eu tento fazer tudo irlandês desde que cheguei (menos lavar a louça do jeito deles! hahahaha).
E na última semana eu acabei fazendo duas coisas que eu tentava ao máximo não fazer aqui.
R. tenta me convencer de que tudo bem eu querer fazer coisas brasileiras de vez em quando. E ele tá certo. Se fiquei um ano sem comprar guaraná aqui, tudo bem tomar um às vezes. Ou comer num brasileiro vez ou outra. É minha cultura, faz parte de quem eu sou. Ele tem razão - não faz mal, já que eu tento fazer tudo irlandês desde que cheguei (menos lavar a louça do jeito deles! hahahaha).
E na última semana eu acabei fazendo duas coisas que eu tentava ao máximo não fazer aqui.
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| Não, ir pra um sambão é a última coisa que eu faria na Irlan... na vida! |
Gente, desde que cheguei na Irlanda era um tal de combinar com o Rick que iríamos na biblioteca da Trinity juntos que nunca vi. Ele foi pra Sligo, eu comecei a trabalhar e nunca deu certo. Nunca. Os meses foram passando e depois de quase 1 ano e meio aqui, finalmente fomos conferir um dos lugares mais visitados pelos turistas!
A biblioteca da Trinity chamou a minha atenção por dois motivos: eu sabia que tinha alguma coisa a ver com o Harry Potter, que tinham usado ela de inspiração pra cenas do Star Wars e que o Book of Kells estava lá. Então vamos por partes:
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| Essa foto não foi tirada por mim - no dia em que fomos tava uma fila enorme! |
A biblioteca da Trinity chamou a minha atenção por dois motivos: eu sabia que tinha alguma coisa a ver com o Harry Potter, que tinham usado ela de inspiração pra cenas do Star Wars e que o Book of Kells estava lá. Então vamos por partes:
Primeiramente, muito obrigada as 70 pessoas que responderam a pesquisa do blog. Fiquei muito contente de ter tido tantas respostas e sugestões legais!
Claro, muita gente pulou as perguntas dissertativas, mas beleza.
Quase 70% dos leitores que lêem o Barbaridades são do sudeste do Brasil - isso me leva a crer mais do que nunca que esses leitores são minha família e amigos em São Paulo, hahaha. Em segundo lugar vem o nordeste com 11% (a outra parte da minha família), seguido de centro-oeste e sul (7%) e norte (1%). Quatro pessoas são de outros lugares fora do Brasil.
A segunda pergunta era onde a pessoa morava - 51% respondeu que no mesmo lugar onde nasceu; 14% em lugar diferente de onde nasceu; 16% respondeu Irlanda e 11% em outros países - Itália, Canadá, Portugal, Holanda, Uruguai, EUA e Austrália! Caramba!!!
Claro, muita gente pulou as perguntas dissertativas, mas beleza.
Quase 70% dos leitores que lêem o Barbaridades são do sudeste do Brasil - isso me leva a crer mais do que nunca que esses leitores são minha família e amigos em São Paulo, hahaha. Em segundo lugar vem o nordeste com 11% (a outra parte da minha família), seguido de centro-oeste e sul (7%) e norte (1%). Quatro pessoas são de outros lugares fora do Brasil.
A segunda pergunta era onde a pessoa morava - 51% respondeu que no mesmo lugar onde nasceu; 14% em lugar diferente de onde nasceu; 16% respondeu Irlanda e 11% em outros países - Itália, Canadá, Portugal, Holanda, Uruguai, EUA e Austrália! Caramba!!!
Sempre que estou me preparando pra alguma viagem, pesquiso e leio muito a respeito do destino. Os meus aliados nessa hora acabam sendo o Tripomatic e os blogs pelo mundo fora. Apesar deu também ler artigos mais "profissionais", acabo indo pros blogs porque eu gosto do toque pessoal que o blog oferecesse. Bom, não é à toa que tenho um, né?
Geralmente quando viajo pesquiso "cidade + número de dias + roteiro" pra ver o que google me traz. Sempre funcionou, sempre foi lindo.
Aí fiquei pensando um dia desses: e se eu só tivesse 2 dias em Dublin? Supondo que morasse no Reino Unido ou outro país da Europa e quisesse passar um fim-de-semana na capital irlandesa, o que daria pra fazer? Me pergunto isso porque recentemente recebi uma amiga brasileira que morava em Porto e ela ficou aqui 2 dias e pouco e me senti meio péssima guia, sabe?
Geralmente quando viajo pesquiso "cidade + número de dias + roteiro" pra ver o que google me traz. Sempre funcionou, sempre foi lindo.
Aí fiquei pensando um dia desses: e se eu só tivesse 2 dias em Dublin? Supondo que morasse no Reino Unido ou outro país da Europa e quisesse passar um fim-de-semana na capital irlandesa, o que daria pra fazer? Me pergunto isso porque recentemente recebi uma amiga brasileira que morava em Porto e ela ficou aqui 2 dias e pouco e me senti meio péssima guia, sabe?
Em meados de setembro do ano passado, R. sugeriu que visitássemos uma tal de fazenda de borboletas. Na época o local na verdade já estava fechado - só abre nos meses de verão - e resolvemos deixar pra 2014.
2014 chegou, o verão tá no auge e não tínhamos esquecido das borboletas. Mas com tanta coisa rolando (viagem ao Brasil, eu desempregada, R. fazendo outras viagens pessoais e profissionais), quase que o verão acaba e a gente não vai na tal fazenda. Felizmente, deu pra fazer esse passeio num domingo de julho e valeu muito muito a pena! Já aviso: esse post tá saturado de fotos!
Straffan fica no condado de Kildare, mas Kildare é coladinho em Dublin então deu menos de 30 minutos de carro. Dei uma pesquisada e vi que tem ônibus de meia em meia hora pra Straffan saindo de Dublin. De lá, um táxi daria uns 30 euros até a fazenda. Se você vai em 3, 4 pessoas, acho que compensa o valor porque o lugar é bem legal.
2014 chegou, o verão tá no auge e não tínhamos esquecido das borboletas. Mas com tanta coisa rolando (viagem ao Brasil, eu desempregada, R. fazendo outras viagens pessoais e profissionais), quase que o verão acaba e a gente não vai na tal fazenda. Felizmente, deu pra fazer esse passeio num domingo de julho e valeu muito muito a pena! Já aviso: esse post tá saturado de fotos!
Straffan fica no condado de Kildare, mas Kildare é coladinho em Dublin então deu menos de 30 minutos de carro. Dei uma pesquisada e vi que tem ônibus de meia em meia hora pra Straffan saindo de Dublin. De lá, um táxi daria uns 30 euros até a fazenda. Se você vai em 3, 4 pessoas, acho que compensa o valor porque o lugar é bem legal.
Quantas e quantas vezes, em todos esses anos como professora de inglês, ouvi de colegas, chefes e alunos que o negócio era morar fora? Que a pessoa só ficava fluente depois de passar um tempo em outro país? Que fazer "cursinho" em escola de idiomas não era a solução pro problema de falar inglês?
São tantas besteiras que vão sendo propagadas sem ninguém saber de fato o que é real e o que não é que me dá até desgosto de trabalhar com isso às vezes. É conversa em sala dos professores, é você ouvir de alunos NA SUA CARA que depois do cuso ele vai "pra fora" pra melhorar o idioma... Mas eu sou brasileira e não desisto nunca. Não desisto de tentar fazer as pessoas entenderem que não, morar fora pode não fazer absolutamente nada pelo seu inglês.
E se antes poderia parecer inveja da minha parte porque eu nunca tinha morado fora (sim, já ouvi esse argumento!), depois de 1 ano e 4 meses de Irlanda posso garantir que vi com meus próprios olhos. Chega a ser constrangedor em alguns casos; em outros me dá até dó.
Mas vamos devagar. Primeiramente, o que é ser fluente?
São tantas besteiras que vão sendo propagadas sem ninguém saber de fato o que é real e o que não é que me dá até desgosto de trabalhar com isso às vezes. É conversa em sala dos professores, é você ouvir de alunos NA SUA CARA que depois do cuso ele vai "pra fora" pra melhorar o idioma... Mas eu sou brasileira e não desisto nunca. Não desisto de tentar fazer as pessoas entenderem que não, morar fora pode não fazer absolutamente nada pelo seu inglês.
E se antes poderia parecer inveja da minha parte porque eu nunca tinha morado fora (sim, já ouvi esse argumento!), depois de 1 ano e 4 meses de Irlanda posso garantir que vi com meus próprios olhos. Chega a ser constrangedor em alguns casos; em outros me dá até dó.
Mas vamos devagar. Primeiramente, o que é ser fluente?
Na verdade, tudo começou no inverno passado: eu esperava muito frio, o que não aconteceu em Dublin. Fui passar Ano Novo em Praga e depois fui pra Berlin: um pouco de frio, nada de neve. Fiquei chateada, porque queria ver aquela paisagem linda e branca e não rolou! Em Dublin "nevou" um pouco em fevereiro, mas como aqui é muito úmido, a neve caiu no chão e derreteu.
Comecei a dizer, de brincadeira, que teria que ir pra Noruega pra ver esse inverno.
Em paralelo, descobri o blog da Marcela, que morou na Noruega por um ano e que vive postando fotos maravilhosas desse país. Meses depois, uma amiga me indicou uma série chamada Lillyhammer que foi gravada lá (embora ela tenha me indicado a série por outros motivos). Aí eu declarei amor mesmo.
A Noruega tem uma geografia relativamente diversificada: são montanhas, costa pro mar (e mais de 150 mil ilhas!), planaltos e fiordes.
Comecei a dizer, de brincadeira, que teria que ir pra Noruega pra ver esse inverno.
Em paralelo, descobri o blog da Marcela, que morou na Noruega por um ano e que vive postando fotos maravilhosas desse país. Meses depois, uma amiga me indicou uma série chamada Lillyhammer que foi gravada lá (embora ela tenha me indicado a série por outros motivos). Aí eu declarei amor mesmo.
A Noruega tem uma geografia relativamente diversificada: são montanhas, costa pro mar (e mais de 150 mil ilhas!), planaltos e fiordes.
Desempregado é assim: tempo de sobra e dinheiro contado. O jeito foi continuar na minha saga de achar coisas grátis pra fazer em Dublin - confesso que não tá fácil... Mas ainda faltava a National Library. Achei que seria meio sem graça, mas resolvi encarar. Chamei as meninas aqui de casa e fomos.
A biblioteca fica na Kildare St., ou seja, de fácil localização. O salão da entrada é super bonito e lá pudemos observar placas indicando uma exposição sobre Joyce e outra sobre Yeats.
A biblioteca fica na Kildare St., ou seja, de fácil localização. O salão da entrada é super bonito e lá pudemos observar placas indicando uma exposição sobre Joyce e outra sobre Yeats.
| Vitrais do saguão homenageando diversos escritores |
Depois de três semanas procurando emprego, recebo uma ligação numa segunda à noite: a mulher tinha visto meu anúncio no Roller Coaster e queria saber se eu ainda tava procurando emprego. Eu disse que sim e marcamos uma entrevista pro domingo passado, já que ela estaria viajando a trabalho durante a semana.
Domingo eu tava lá no horário combinado. Eles estavam procurando uma babá nova porque a atual, que está com eles há mais de três anos, recebeu oferta de emprego em outro país e se mudaria em duas semanas. Putz, substituir alguém que tá com eles há tanto tempo seria foda, mas beleza. Os meninos tem 4 e 6 anos, idades que não me assustam muito.
Tanto o pai quanto a mãe estavam presentes na entrevista, a primeira que fiz assim em todo esse tempo. Acho isso bacana, pois já mostra que o pai é bem presente. E de fato, ele conduziu boa parte da entrevista e fez anotações sobre o que eu dizia - perguntaram da rotina no meu ex-trabalho, sobre meus planos de ficar mais tempo na Irlanda, etc.
Domingo eu tava lá no horário combinado. Eles estavam procurando uma babá nova porque a atual, que está com eles há mais de três anos, recebeu oferta de emprego em outro país e se mudaria em duas semanas. Putz, substituir alguém que tá com eles há tanto tempo seria foda, mas beleza. Os meninos tem 4 e 6 anos, idades que não me assustam muito.
Tanto o pai quanto a mãe estavam presentes na entrevista, a primeira que fiz assim em todo esse tempo. Acho isso bacana, pois já mostra que o pai é bem presente. E de fato, ele conduziu boa parte da entrevista e fez anotações sobre o que eu dizia - perguntaram da rotina no meu ex-trabalho, sobre meus planos de ficar mais tempo na Irlanda, etc.






