No post de ontem o R. participou falando sobre como é namorar uma estrangeira - ele citou coisas como diferenças culturais e barreira da língua. Hoje voltamos com a segunda parte do post - e R., mais uma vez obrigada por ter topado participar do blog!
One cultural difference between Brazil and Ireland which might cause some issues is public displays of affection. In general, Brazilians are much more touchy-feely than the Irish, who tend to be more closed. For example, the second time we visited Brazil, Bárbara's brother and uncle greeted me with a hug. That's not so strange, even to an Irish person – we had travelled a long way and it had been a long time since we had seen each other – a hug was certainly appropriate.
Mais uma participação do R. aqui no blog, aê!!!! Ele já fez alguns posts no Barbaridades, tanto da primeira vez que fomos ao Brasil como da segunda vez. Todos os posts estão concentrados numa única categoria no blog, que você pode ler aqui:
Opiniões de um irlandês
Confesso que me dá muita preguiça de traduzir, então me desculpem! Pra quem não lê em inglês, tenho certeza que o google tradutor vai ajudar. Caso alguém tenha alguma pergunta ou dúvida pode deixar nos comentários porque o R. sempre lê tudo! Dividi esse post em duas partes porque senão ficaria gigante!
Some time ago, I promised Bárbara that I would write a post in the blog on a topic of her choice. Recently she wrote on the subject of dating a foreigner, and we decided it would make a good topic for my post - to add a non-Brazilian perspective to the mix.
É sempre natural pra quem vem morar na Irlanda se interessar um pouco pela produção cinematográfica do país. Aliás, vários dos blogs sobre intercâmbio na Irlanda fazem posts sobre os filmes clássicos e famosos daqui.
Eu mesma tenho um post intitulado "Filmes irlandeses legais", onde tentei fugir um pouco do lugar-comum e falar de filmes que podem não ser considerados clássicos ou imperdíveis, mas que de uma forma ou de outra, me surpreenderam por suas histórias e que coincidentemente eram irlandeses.
E bem, eu queria fazer um post sobre dois filmes suuuuuuper comentados nos blogs de intercâmbio, que são o "P.S. Eu te amo" e "Casa comigo?" e já que saiu um novo filme irlandês que está bombando nos cinemas (o mais visto na estréia aqui desde "Michael Collins", de 1996) e indicado a alguns Oscars, "Brooklyn".
Eu vi esse filme muitos anos antes de sequer imaginar que um dia moraria naquele país tão verde, lindo e romântico que exibiam na tela. Ele é baseado num romance publicado por Cecilia Ahern, que é irlandesa, o que justamente me frustra um pouco hoje, já que agora sei que ela poderia ter evitado muitos clichês babacas sobre a Irlanda e o povo irlandês.
Eu mesma tenho um post intitulado "Filmes irlandeses legais", onde tentei fugir um pouco do lugar-comum e falar de filmes que podem não ser considerados clássicos ou imperdíveis, mas que de uma forma ou de outra, me surpreenderam por suas histórias e que coincidentemente eram irlandeses.
E bem, eu queria fazer um post sobre dois filmes suuuuuuper comentados nos blogs de intercâmbio, que são o "P.S. Eu te amo" e "Casa comigo?" e já que saiu um novo filme irlandês que está bombando nos cinemas (o mais visto na estréia aqui desde "Michael Collins", de 1996) e indicado a alguns Oscars, "Brooklyn".
P.s. Eu te amo (P.s. I love you) - 2007
Eu vi esse filme muitos anos antes de sequer imaginar que um dia moraria naquele país tão verde, lindo e romântico que exibiam na tela. Ele é baseado num romance publicado por Cecilia Ahern, que é irlandesa, o que justamente me frustra um pouco hoje, já que agora sei que ela poderia ter evitado muitos clichês babacas sobre a Irlanda e o povo irlandês.
Uns dias antes do Natal acompanhei o R. na tradicional festa de fim de ano da empresa para qual ele trabalha. Foi minha segunda vez numa festa dessas e apesar deu não ser muito chegada no glamour de jantares regados à vinhos e tudo mais, é sempre uma ocasião divertida onde posso conversar com quem passa tanto tempo com o R. no trabalho e conhecê-los melhor.
Pois bem. A festa acabou lá pras 2 da manhã, quando o bar parou de servir bebidas e pegamos nossos casacos. Partimos pra rua, onde o plano era relativamente simples: pegar um táxi de volta pra casa.
Eu estava sóbria e R. tinha bebido um pouco, mas tudo sob controle, nada anormal.
Como o hotel onde a festa havia acontecido era numa rua meio vazia, andamos sentido Stephen's Green pra pegar um táxi. Eu não estava de salto, mas o sapato que eu usava na ocasião estava machucando meu pé, já que o único tipo de calçado que agrada meus pés é o bom e velho tênis.
Andamos por uns 15 minutos e nenhum táxi disponível. Claro: às 2 e pouco da manhã tá todo mundo saindo dos pubs e táxis são a coisa mais valiosa e procurada do momento.
R. teve a ideia de andarmos sentido Rathmines, de onde os táxis estão vindo pro centro pra pegá-lo antes dele chegar na Camdem Street, onde há inúmeros pubs, uma região agitada mesmo. E a visão ao chegarmos por lá era caótica: me senti num episódio do The Walking Dead.
Pois bem. A festa acabou lá pras 2 da manhã, quando o bar parou de servir bebidas e pegamos nossos casacos. Partimos pra rua, onde o plano era relativamente simples: pegar um táxi de volta pra casa.
Eu estava sóbria e R. tinha bebido um pouco, mas tudo sob controle, nada anormal.
Como o hotel onde a festa havia acontecido era numa rua meio vazia, andamos sentido Stephen's Green pra pegar um táxi. Eu não estava de salto, mas o sapato que eu usava na ocasião estava machucando meu pé, já que o único tipo de calçado que agrada meus pés é o bom e velho tênis.
Andamos por uns 15 minutos e nenhum táxi disponível. Claro: às 2 e pouco da manhã tá todo mundo saindo dos pubs e táxis são a coisa mais valiosa e procurada do momento.
R. teve a ideia de andarmos sentido Rathmines, de onde os táxis estão vindo pro centro pra pegá-lo antes dele chegar na Camdem Street, onde há inúmeros pubs, uma região agitada mesmo. E a visão ao chegarmos por lá era caótica: me senti num episódio do The Walking Dead.
Estou prestes a completar três anos morando na Irlanda.
Três ano, na big picture, parece muito pouco, não é mesmo? Se considerarmos que tenho vinte e oito, de fato, três são poucos. No entanto, se reduzirmos essa figura à minha "vida adulta", ou pelo menos desde quando comecei a trabalhar, aos dezessete, temos então onze anos. Três de onze ainda é pouco, mas se formos considerar que a nossa vida muda muito nos nossos 20, posso dizer então que três de oito já é um número considerável, não é mesmo?
Eu vim pra Irlanda porque queria muito morar fora por um tempo, ter a experiência de ir pra outro país, viajar, sair de São Paulo - que me deixava louca. Não precisava aprender inglês e por isso não investi num curso de qualidade, não tive medo quando cheguei pois já falava o idioma e bem... acho que minha experiência por aqui foi sempre muito positiva por esse fato.
O que eu nunca disse pra ninguém (até disse, mas nunca ficou registrado), é que eu soube, desde o primeiro dia que pisei em Dublin, que eu não ficaria aqui somente um ano. Pode me chamar de louca, mas naquela primeira manhã em que andei sozinha pelas ruas da cidade, eu tive uma intuição de que eu não voltaria pro Brasil tão cedo.
Dois meses depois eu conheci o R. e o resto, como dizem, é história. Sempre tivemos muito claro que eu não ficaria na Irlanda somente por ele. Era extremamente importante pra ele e pra mim que os motivos para que eu decidisse ficar na Irlanda seriam outros além de amor. E de fato, mesmo antes do R. aparecer eu já gostava demais da Irlanda, gostava demais de morar em Dublin, gostava demais da ideia de ficar mais tempo por aqui. O amor só fez as coisas ficarem mais doces!
Três ano, na big picture, parece muito pouco, não é mesmo? Se considerarmos que tenho vinte e oito, de fato, três são poucos. No entanto, se reduzirmos essa figura à minha "vida adulta", ou pelo menos desde quando comecei a trabalhar, aos dezessete, temos então onze anos. Três de onze ainda é pouco, mas se formos considerar que a nossa vida muda muito nos nossos 20, posso dizer então que três de oito já é um número considerável, não é mesmo?
Eu vim pra Irlanda porque queria muito morar fora por um tempo, ter a experiência de ir pra outro país, viajar, sair de São Paulo - que me deixava louca. Não precisava aprender inglês e por isso não investi num curso de qualidade, não tive medo quando cheguei pois já falava o idioma e bem... acho que minha experiência por aqui foi sempre muito positiva por esse fato.
O que eu nunca disse pra ninguém (até disse, mas nunca ficou registrado), é que eu soube, desde o primeiro dia que pisei em Dublin, que eu não ficaria aqui somente um ano. Pode me chamar de louca, mas naquela primeira manhã em que andei sozinha pelas ruas da cidade, eu tive uma intuição de que eu não voltaria pro Brasil tão cedo.
Dois meses depois eu conheci o R. e o resto, como dizem, é história. Sempre tivemos muito claro que eu não ficaria na Irlanda somente por ele. Era extremamente importante pra ele e pra mim que os motivos para que eu decidisse ficar na Irlanda seriam outros além de amor. E de fato, mesmo antes do R. aparecer eu já gostava demais da Irlanda, gostava demais de morar em Dublin, gostava demais da ideia de ficar mais tempo por aqui. O amor só fez as coisas ficarem mais doces!
A ideia de visitar Lillehammer veio por dois motivos: eu sabia que não estaria frio o suficiente para ver neve na capital norueguesa, Oslo. O segundo motivo? Bem, eu adoro o seriado Lillyhammer (tem na Netflix!) e juntei o útil ao agradável.
Pegamos um trem bem cedo na estação cetral de Oslo e em duas horas desembarcamos na pequena estação da cidade. Lillehammer é uma cidade com pouco mais de 26 mil habitantes, o que é grande para padrões noruegueses. Para mim, paulistana born and bred, parecia uma cidadezinha pacata de interior, uma delícia!
Marcela e seu marido foram nos buscar de carro, o que acabou sendo muito bom porque apesar de dar pra se locomover pela cidade sem carro, ir mais longe é impossível, ainda mais num domingo. Eles foram extremamente gentis e solícitos e não posso agradecê-los o suficiente pela recepção na cidade!
Paramos no centro para andar pela rua principal e tirar algumas fotos:
Pegamos um trem bem cedo na estação cetral de Oslo e em duas horas desembarcamos na pequena estação da cidade. Lillehammer é uma cidade com pouco mais de 26 mil habitantes, o que é grande para padrões noruegueses. Para mim, paulistana born and bred, parecia uma cidadezinha pacata de interior, uma delícia!
Marcela e seu marido foram nos buscar de carro, o que acabou sendo muito bom porque apesar de dar pra se locomover pela cidade sem carro, ir mais longe é impossível, ainda mais num domingo. Eles foram extremamente gentis e solícitos e não posso agradecê-los o suficiente pela recepção na cidade!
Paramos no centro para andar pela rua principal e tirar algumas fotos:
Não é surpresa nenhuma que pelo fato deu ter um blog, gosto de registros. Escritos, fotográficos, auditivos, eu amo comunicação e os meios que utilizamos pra nos comunicarmos e registrarmos nossos pensamentos, medos, alegrias. A escrita foi a forma que o homem encontrou de vencer a morte - quando não estamos mais na Terra, nossos registros ficarão para as próximas gerações e assim, ainda que não para sempre, estaremos vivos através das memórias das pessoas com as quais convivemos através de imagens, textos, cadernos de receitas, etc.
Não acredito em vida após a morte nem em paraíso. Meu tempo na Terra é esse que tenho agora, portanto, procuro fazer valer a pena e deixar tudo documentado - essa é minha própria forma de paraíso particular.
Pois bem. Além do blog, eu tenho outros tipos de registros e queria falar com um pouco deles por aqui.
O primeiro deles é um livro que ganhei da Nivea. Ele é um diário que funciona de maneira diferente: ao invés de você escrever páginas e páginas de eventos aleatórios, esse diário permite que você escreva poucas linhas para cada dia do ano no total de 5 anos. É praticamente um twitter analógico!
Não acredito em vida após a morte nem em paraíso. Meu tempo na Terra é esse que tenho agora, portanto, procuro fazer valer a pena e deixar tudo documentado - essa é minha própria forma de paraíso particular.
Pois bem. Além do blog, eu tenho outros tipos de registros e queria falar com um pouco deles por aqui.
Diário
O primeiro deles é um livro que ganhei da Nivea. Ele é um diário que funciona de maneira diferente: ao invés de você escrever páginas e páginas de eventos aleatórios, esse diário permite que você escreva poucas linhas para cada dia do ano no total de 5 anos. É praticamente um twitter analógico!
Por conta do crescimento do blog (cada vez mais tenho mais leitores e acessos - oba!) passei a investir, de pouquinho em pouquinho, no mesmo: começou por uma ilustração aqui e ali, depois layout inteiro e agora, fiz outras pequenas alterações aqui no Barbaridades. A primeira delas foi torná-lo responsivo - pesquisas mostram que a tendência é das pessoas usarem o tablet/celular cada vez mais para acessar sites ao invés do computador/laptop. Então agora tudo que você vê na tela do computador vê no celular/tablet também - com as adaptações necessárias, claro. A navegação fica mais fácil e todo mundo fica feliz!
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Alguém lembra desse banner? |
pra saber como cheguei até aqui, leia os posts:
E finalmente conheci a Noruega!
Oslo em 1 dia: Vigeland Park
Oslo em 1 dia: Oslo City Museum
O centro de Oslo nos surpreendeu um pouco, porque geralmente o centro das cidades é sujo, tem pedintes, trombadinhas, enfim, sabe como é o centrão, né? Em Oslo, não: é tão limpo quanto o centro, organizado, enfim, capital de primeiro mundo é outra coisa! hahaha
De lá andamos uns minutinhos até uma outra famosa atração da cidade: o prédio da Ópera.
A Oslo Opera House tem mais de mil cômodos por dentro, mas como não tínhamos interesse de ver nenhum espetáculo de ópera ou ballet, ficamos admirando a arquitetura do prédio, além de seu mármore italiano e granito branco. A impressão que dá, de longe, é que o lugar está saindo da água.
Por conta da rampa que o prédio acaba fazendo, é possível ter uma vista de cima da cidade, mas preferimos não subir - o chão estava meio escorregadio por causa do gelo e o prédio em si não é muuuito alto, ou seja, não veríamos Oslo assim tão de cima não.
Finalmente! A primeira parte do meu curso na UCD já acabou e aguardo o início das aulas no fim do mês para a segunda parte. Eu nem tinha me dado conta, mas a última vez que fiz dei notícias sobre o curso por aqui foi em setembro, e desde setembro muitas águas rolaram.
O primeiro semestre do curso foi bem puxado, já que tivemos muitas leituras e trabalhos pra fazer. Por um lado, foi muito satisfatório estar em contato com a minha área novamente, principalmente pela ótica acadêmica. Por outro, foi cansativo pois este é um curso fulltime - apesar de não termos aulas todos os dias, a ideia é que a pessoa não esteja trabalhando para se dedicar integralmente ao curso, o que não é o meu caso.
No mês de outubro tivemos quatro apresentações (três delas em dupla) que valeriam 40% da nota final. As primeiras apresentações foram muito boas, mas infelizmente as últimas duas não tanto - as notas caíram um pouco, mas até aí eu não estava muito preocupada pois sabia que podia recuperar através dos trabalhos escritos, que valeriam os restantes 60% da nota final.
E bem, novembro chegou e com ele, a promessa de entrega de dois trabalhos (+ outros dois em dezembro). A média de palavras entre os assignments foi de 2 mil palavras - o que não é muito, mas também não é pouco, especialmente quando você está falando de assuntos tãochatos acadêmicos.
Mestrado? (post publicado em setembro/2015)
O primeiro semestre do curso foi bem puxado, já que tivemos muitas leituras e trabalhos pra fazer. Por um lado, foi muito satisfatório estar em contato com a minha área novamente, principalmente pela ótica acadêmica. Por outro, foi cansativo pois este é um curso fulltime - apesar de não termos aulas todos os dias, a ideia é que a pessoa não esteja trabalhando para se dedicar integralmente ao curso, o que não é o meu caso.
No mês de outubro tivemos quatro apresentações (três delas em dupla) que valeriam 40% da nota final. As primeiras apresentações foram muito boas, mas infelizmente as últimas duas não tanto - as notas caíram um pouco, mas até aí eu não estava muito preocupada pois sabia que podia recuperar através dos trabalhos escritos, que valeriam os restantes 60% da nota final.
E bem, novembro chegou e com ele, a promessa de entrega de dois trabalhos (+ outros dois em dezembro). A média de palavras entre os assignments foi de 2 mil palavras - o que não é muito, mas também não é pouco, especialmente quando você está falando de assuntos tão