Férias em São Paulo - 2026

/

Em janeiro desse ano passamos pouco menos de 20 dias de férias em São Paulo, acho que uma das nossas estadias mais curtas por lá. Como está nos nossos planos ir novamente ainda esse ano - para o Natal - tivemos que guardar e distribuir bem os dias de férias.


Essa foi nossa terceira vez viajando com a P pra lá e honestamente, a mais difícil - pelo menos no aeroporto e avião! Primeiro porque, por culpa totalmente minha, não levei meu passaporte irlandês, o que me rendeu um estresse monstruoso na ida achando que eu ficaria parada na imigração inglesa em Heathrow (o que não aconteceu pois não tem imigração daqui pra lá e por sorte, voltamos por Madrid, então não teria problema). Segundo porque, por ela estar grandinha, foi mais desconfortável ficar com ela no colo, fazer ela dormir, etc. Mas como eu sempre digo: a viagem de avião em si é a parte mais fácil, porque tem tempo contado e vai acabar, por mais que pareça infinita.


Chegando em SP, levamos uns dias pra acertar o fuso, porque embora sejam apenas 3h, toda a questão da claridade e clima afetam o relógio biológico e dona mocinha tava acordando muito mais cedo do que o normal. Aliás, algumas noites foram bem difíceis, principalmente a noite antes de voltarmos pra Irlanda. Mas isso não vem ao caso.






A verdade é que nos últimos anos eu tenho amado ir pra SP como turista. Temos alugado AirBnb (o apê da minha mãe, onde cresci, é muito pequeno pra gente com todas as tralhas) numa região que gosto muito na cidade, saído bastante, pegado Ubers, o que torna tudo muito mais confortável. Obviamente que a conversão do euro pro real ajuda muito nessa questão de acomodação e transporte, além de permitir que a gente peça comida fora com muita frequência (sem entrar no mérito da precarização dos trabalhadores do ifood). Simplesmente sai infinitamente mais barato do que ter que cozinhar e principalmente, comparado a comer fora aqui na Irlanda.


Falando em conversão, o que definitivamente não é barato fica na conta do supermercado e compras no geral. Convertendo qualquer comprinha de mercado (leite, pão, frutas, etc), a conta dava o mesmo que teríamos gasto num mercado aqui. Antes eu ia pro Brasil e voltava com a mala cheia de comidinhas, esmaltes, doces, creminhos com fragrâncias brasileiras, mas dessa última vez fiquei desanimada com isso e só trouxe livros - todos pra P, claro!


Mesmo com o friozinho que nos surpreendeu em pleno janeiro, deu pra entrar na piscina

Com minha tia/madrinha <3

Passeando com essa amiga da vida inteira!

Com a vovó

Família e amigos



Já que entramos no assunto de livros, preciso dizer que é um paraíso poder ir pra tantas livrarias infantis sensacionais em São Paulo. Em uma cidade desse tamanho, é sensacional poder fazer coisas tão "nichadas", porque por mais que aqui tenhamos boas livrarias com boas sessões infantis, nada se compara à uma livraria exclusiva pra crianças, com uma seleção incrível de livros, principalmente de autores brasileiros! Então eu fui comprando muita coisa online (pela Amazon mesmo), mas peguei algumas coisas pessoalmente na Miúda também.


No mais, fizemos aquele de sempre que pra mim, preenche o coração e injeta felicidade nas veias: uns dias numa chácara em família no interior, jantar e karaokê com os amigos da Cultura, cinema com a Lê pra ver "O agente secreto", jantar em casa com amigos, amigo secreto com o pessoal da faculdade... e dessa vez, conseguimos também ver a peça "O céu da língua" do Gregório Duvivier e até sair em casal pra um almoço fora e massagem num spa! (como faz diferença ter vó perto, né?)


O clássico karaokê com essas pessoas que amo

Com essa amiga maravilhosa

Circa 2006


Com os tios

Grudinhas

Mais almoços familiares!

Vista do bairro onde cresci, a Freg do Ó


Eu sempre voltava do Brasil preenchida de amor e felicidade, mas agora que temos uma pessoinha a mais conosco, eu volto mais feliz ainda, embora tenha também um pouco de melancolia misturada. É muito legal vê-la brincar livre, andar descalça até o pé ficar preto, usar havaianas, comer arroz e feijão com mais frequência, ficar com os bracinhos e pernas de fora, ouvir português vindo de outras vozes, bater ponto na padaria, correr no SESC... fora interagir com a família naturalmente, reconhecer as pessoas, conversar, rir, ouvir histórias, cantar e brincar com os tios, tias, amigos, amigas, vó, tia-vó, tia-bisa, etc. E ver também o cuidado e amor das pessoas com ela. Ninguém liga mais pra mim? Um pouco, hahaha, mas tudo bem, eu continuo amando ser turista na terra da garoa e me sinto privilegiada quando estou por lá!

Web Analytics
Back to Top