Milão em um fim-de-semana - parte 1/2

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Milão é uma cidade italiana muito diferente de outra bastante conhecida pelo mundo: Roma. Apesar de muita gente torcer um pouco o nariz e dizer que Milão não é tão atraente como Roma. o fato é que elas são duas cidades distintas, com propostas e atrações diferentes. Mas por que é que fui parar lá? Ah sim.

Tudo começou em junho de 2015, quando Laura Pausini anunciou as datas da sua turnê nova. Nessa altura do campeonato, se você lê o Barbaridades há um tempo e/ou me conhece bem, já sabe que sou fã dela e procuro sempre ir nos shows. Ela abriria a turnê em Milão exatamente um ano de quando anunciou as datas - e logo fui correndo comprar um ingresso pra mim e um pro R., que dessa vez tinha decidido ir comigo.

Ingressos comprados, fast-forward pra 2016: não tínhamos nos dado conta que um dos melhores amigos do R. se casaria em Cork, exatamente no dia do show. O jeito foi tentar vender o ingresso (não consegui) e acabei perdendo a festa (mas tudo bem, porque no total tinha outros três casamentos pra ir no ano mesmo).

Quando minha mãe comprou passagens pra me visitar aqui na Irlanda em maio, montamos o esquema de um jeito que acomodasse todas essas coisas. Como o vôo dela partia pra São Paulo saindo de Lisboa, comprei as passagens pra Milão pro sábado de manhã e da minha mãe pra Lisboa também, assim iríamos juntas pro aeroporto e ela seguiria pra passar um fim-de-semana na terrinha enquanto eu ia curtir o show na Itália.

Eu já sabia que a previsão do tempo não estaria boa, por isso fui preparada pra não fazer muito turismo mesmo. Munida de um guarda-chuva na mochila, estava pronta pra enfrentar qualquer tipo de clima - e se isso significasse que deveria ficar no hotel enquanto chovia lá fora, tudo bem por mim.


Mas o fato é que apesar de estar chovendo muito em Milão quando cheguei, após o meio-dia a chuva deu trégua e o céu abriu. Consegui pegar o ônibus saindo do aeroporto de Linate bem facilmente (já tendo que usar meu italiano pra pedir informações) e até aconteceu uma situação engraçada: tinha uma família de espanhóis no ônibus e o cara tava perguntando pro motorista em qual ponto eles deveriam descer. Mas ele tava perguntando em espanhol, enquanto o motorista respondia em italiano. Uns passageiros no ônibus disseram ao motorista: ele tá perguntando onde desce, e o motorista muito puto dizendo: eu sei, mas por que ele tá me perguntando em espanhol?

Aí o motorista disse que o cara deveria descer na última estação e ele sem entender... foi quando Bárbara, euzinha aqui, me meti na conversa e usei meus ~talentos~ pra servir de tradutora. Ufa! hahaha

Desci numa estação onde muita gente desceu pois eu já sabia que estava perto, mas eu não tinha mapa, não tinha nada, e me arrependi de ter descido do ônibus sem saber onde estava - foi quando resolvi dar uma volta no quarteirão e avistei uma entrada pro metrô, oba!

Pausa para o metrô de Milão: o ticket válido pra 24h após validação custa €4.50. Gente, que belezinha! Eu peguei metrô adoidada por lá. Com esse valor mal pego dois ônibus em Dublin....

Fui direto pro Duomo di Milano, pois não compensaria ir pro hotel fazer check-in (o hotel era longe - propositalmente perto do estádio onde o show seria, mas longe do centro). Ao chegar lá, vi aquela multidão de turistas. E pombos.





O Duomo di Milano é realmente um esplendor, lindíssimo, igualzinho como eu imaginava ao ver as fotos. Eu não tive interesse de entrar nem de subir, por isso só fiquei por ali observando e derretendo naquele calorão. De lá já dá pra ver a Galeria Vittorio Emanuele, um dos shoppings mais antigos do mundo.

Quando fui pra Bruxelas fiquei impressionada com as galerias e por isso curti muito ver essa em Milão, pois ela é ainda mais suntuosa, chique e linda! É um negócio incrível mesmo...






Ah, e as lojas? Prada, Louis Vitton, Mercedez, não-sei-o-que-lá... nada que seja pro meu bico, claro. Portanto, após umas fotos e descanso na sombra, resolvi seguir pro Castelo Sforzesco.

Como essa viagem foi muito mais focada no show do que no turismo em si, eu simplesmente só fui até lá pra ver mesmo, mas não tava a fim de pagar ingresso pra entrar. Os jardins são abertos ao público, então deu pra sentar no banquinho, apreciar o movimento e a arquitetura do castelo e tchau.





Aí resolvi que antes de ir comer e descansar, era melhor buscar o ingresso pra mais tarde na bilheteria. A verdade é que fiquei com medo de ter muita gente perto da hora do show começar, então peguei o metrô até a estação Stadio San Siro e logo na saída você já vê o bonitão lá. Já tinha gente por lá e muitas barraquinhas vendendo comida e tocando Laura Pausini, claro.

Peguei o meu ingresso usando meu italiano rudimentar mas deu tudo certo. Voltei pro metrô e fui pro hotel deixar a mochila, tomar um banho e comer alguma coisa na região.

Umas duas horas depois saí pro show - que foi absolutamente divino! Essa história (e o dia seguinte em Milão) fica pra um próximo post.
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